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As preocupações com educação

Mesmo antes do nascimento dos nossos filhos, nós ( eu e Sergio) sempre nos preocupamos com a educação deles. Não só a educação que damos em casa mas também com a escolha de uma escola que nos ajude a educa-los. Mesmo fazendo muita pesquisa e tendo uma ideia mais ou menos clara do que estamos procurando como educação formal pra eles, com o nascimento da Helena e a sobrecarga que eu acabei tendo com os dois, optamos por colocar o Edu em uma escolinha próxima de casa, onde ele ficasse meio período só pra se distrair um pouco e brincar com outras crianças. A princípio eu achei que tinha feito uma escolha muito acertada porque a escola parecia estar cumprindo o papel que eu esperava dela em favorecer o convívio dele com outras crianças, divertí-lo e criar uma rotina mais organizada para o seu dia.
Hoje, seis meses após a matrícula, eu já não sei se foi uma boa escolha. Se por um lado o Eduardo desenvolveu muito a fala e aprendeu um monte de coisas como reconhecer números, cores e a bandeira do brasil, por outro lado percebo que ele está muito mais individualista do que era antes de ir pra escola. É bem verdade que ele está nos famosos "terrible twos" que é aquela idade em que a criança começa a descobrir que pode decidir por si o que quer ou não fazer mas alguns comportamentos do Eduardo, principalmente em relação a Helena, me parecem aprendidos ou pelo menos reforçados pela escola. Se eu disser a ele que um brinquedo é da Helena, ele simplesmente nao brinca com aquele brinquedo. Em compensação, ele acaba acreditando que todos os brinquedos são dele e tudo o que ela pega ele tira dela. Pra demonstrar bem esse individualismo, já na primeira semana de aula ele chegou em casa com uma frase nova: é meu. Naquelas primeiras semanas pra tudo ele usava essa frase. Outra frase que ele usa muito: não mexe aí, tá? Outra coisa que tenho achado estranho é que ele se recusa a pintar desenhos. Ele até escolhe as cores mas quer que eu pinte. Ele gosta muito de desenhar mas desenhos prontos ele nao quer pintar. Será que ele ouve na escola que esta pintando errado quando nao pinta dentro da figura? Sei lá!
A mais nova em relação a escola foi que a professora reclamou que ele bateu em um amiguinho. Não que eu queira defendê-lo, mas uma criança que não apanha não costuma bater também. Será que ele tem apanhado na escola?
A cada dia eu tento prestar mais atenção nos comportamentos dele e tento avaliar o quanto ele repete o que fazemos em casa e o quanto pode ser algo aprendido ou reforçado pela escola e em todo esse processo de escolhas e dúvidas de qual o melhor caminho a seguir eu só cheguei a uma conclusão: a escola tem que ser uma extensão da casa da criança e pra isso a metodologia adotada por ela tem que seguir a filosofia escolhida pelos pais pra educar o seu filho. De nada adianta eu tentar dar uma educação liberal em casa se a escola for muito autoritária.
Pra tentar resolver esse problema de divergencias com a escola começamos as nossas pesquisas de novo. Fizemos um levantamento de várias escolas mais ou menos próximas de casa (5-7 km de distância) e que sigam um metodologia parecida com o que acreditamos em termos de educação. O próximo passo será começar as visitas. O bom é que hj eu sei melhor o que estou procurando em uma escola e muitas vezes só de entrar na escola já percebo que não é o que procuro!
E quem disse que ter filhos é uma tarefa facil!!!!!