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25 de março


Nada como um feriado prolongado pra dar uma passadinha na rua 25 de março, ou "na 25" como os frequentadores se referem a ela. Quem mora em São Paulo ou visita a cidade e não conhece a 25 não pode dizer que conhece São Paulo. Na verdade quando falamos da 25 de março nos referimos à rua que leva este nome e as imediações dessa rua onde se encontra "o maior shopping a céu aberto da América Latina". Um dos principais acessos é pela estação São Bento do metro, que tem uma saída na "Ladeira Porto Geral", também muito famosa na região.
Na 25 encontra-se de tudo um pouco: As calçadas são forradas de camelôs que vendem roupas, calcinhas, canetas, bolsas, bijouterias de todo tipo, cd's, brinquedos, revistas usadas de artesanato e muitas outras coisas que não tenho espaço pra falar. Certa vez eu comprei uma caneta pra dar de presente e não é que encontrei um fulano que gravou o nome da pessoa na caneta; alí mesmo na calçada movimentada da 25 de março. Em outra ocasião um moço muito educado fazia demonstrações de um produto muito bom pra fazer limpeza. Ele passava a tal pasta em um pano e passava naquele chão imundo da calçada e o chão ficava limpinho: até brilhava!
Nesta mesma região tem lojas de brinquedos, utilidades pra casa, lojas de tecido, cortinas, tapetes, cama, mesa e banho, muitas lojas de bijouterias que vendem de tudo um pouco, algumas lojinhas de produtos importados que vira e mexe chama a atenção da polícia com produtos contrabandeados, varias lojas de produtos pra artesanato, que são meu alvo principal. Neste tipo de loja compramos linhas, lãs, agulhas de cochet, trico, bordar, tinta pra qualquer tipo de pintura, revistas e tudo o que se possa imaginar. O armarinhos Fernando é uma loja que não deixo de entrar toda vez. Tem de tudo um pouco e muitas coisas com preços mais baixos. Apesar do nome essa loja vende papelaria, material escolar, produtos de beleza e de escritorio, brinquedos e um monte de coisas de armarinhos também.
Sabendo procurar, escondidas entre as lojas de comércio popular tem várias lojas de produtos mais sofisticados e em algumas lojas muitos produtos de marcas conhecidas com preços mais baixos que nos shoppings.
Deixando o estresse em casa e se munindo de muita paciencia dá pra se divertir e encontrar um monte de coisinhas que muitas vezes a gente nem sabia que estava precisando (e baratinho). É claro que como tudo tem o lado ruim: em geral as ruas e lojas ficam lotadas de gente e esperar alguma educação destas pessoas é querer passar nervoso. Ainda tem a ficalização que de certa forma fica fazendo terrorismo com os ambulantes sem autorização; hj por exemplo o "rapa" (é como eles chamam o pessoal da prefeitura) ficava passando de um lado pro outro e os ambulantes correndo com suas mercadorias. A impressão que eu tive foi a de que eles não estavam muito interessados em apreender nada mas somente atrapalhar as vendas e estavam conseguindo porque de repente ouvia-se um burburinho falando do rapa e as banquinhas desaparecendo como por encanto e um monte de gente correndo mas nem bem o rapa passava e já estava todo mundo de volta na maior tranquilidade. E é inacreditável a prática que esse pessoal tem em montar a sua barraquinha improvisada e espalhar nela na maior organização os produtos que eles querem vender. E não vale comprar sem fazer uma pechincha porque sempre tem aquele descontinho especial que o vendedor vai fazer só pra vc.
Só sei que hoje passei com minha irmã a manhã inteira na 25. Chegamos em casa cheias de sacolas, com dor nas pernas, fome e exaustas mas já pensando em todas as coisas que não deu tempo de ir procurar! Que chato, logo logo vou ter que voltar lá!
Pra quem quiser mais informações aqui vão alguns sites relacionados:

25 de marco

Eterna muvuca
• Cerca de 400 000 pessoas passam diariamente pela 25 de Março. Perto do Natal, esse número sobe para 1 milhão
• A Rua 25 de Março tem 1,4 quilômetro de extensão, 350 lojas e 3 000 estandes em shoppings, galerias e prédios
• O comércio gera 50 000 empregos e um faturamento anual estimado em 10 bilhões de reais
• Oitocentos camelôs (120 deles regularizados) entopem as calçadas. Cento e cinqüenta guardas civis fazem a fiscalização da área
• São quinze estacionamentos, oito pontos de táxi, dez restaurantes, quatro agências bancárias e dois terminais de ônibus na região
• Em dias normais, são recolhidos pela prefeitura 150 sacos de lixo de 100 litros cada um. Na segunda-feira (14), véspera do feriado, foram 200 sacos
• Na mesma segunda, o número de sanduíches de mortadela vendidos no Bar do Mané, no Mercado Municipal, dobrou: de 600 para 1 200 unidades
Fontes: União dos Lojistas da 25 de Marçoe Adjacências (Univinco), CET e subprefeitura da Sé


A foto acima foi tirada no dia 14 de novembro de 2005 quando cerca de 1 milhão de pessoas passaram pelas ruas da 25 de março aproveitando a véspera do feriado.