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Comida japonesa


Eu e o Sergio adoramos comida japonesa! Sempre que podemos pedimos alguma coisa em casa ou vamos a um restaurante aqui perto que tem um sitema de rodízio barato e com muita variedade; uma delícia!
Mas na verdade nem sempre foi assim. Eu não gostava muito, ou melhor, não gostava nem um pouco. Durante 5 anos tive muito contato com japoneses e mesmo frequentando festas e casas de japoneses eu não entendia como eles podiam comer aquilo. Não sei bem como foi que aconteceu a mudança do meu gosto mas me lembro que na faculdade eu já aceitava um sushi e não demorou muito pra que eu começasse a aceitar o sashimi também.
Já com o Sergio foi um pouco diferente. Quando nos casamos ele nem pensava em comer comida japonesa. Pra ele era inaceitável comer uma carne que não fosse cozida e acabava tendo um certo preconceito de todas as outras coisas. Mas como o amor faz milagres na vida de uma pessoa, ele achou que seria muito injusto que eu não mais comesse comida japonesa só porque ele não comia e pra me satisfazer iniciou um processo de "aceitação". Primeiro ele passou pela fase da comida chinesa com seu frango xadrez e arroz primavera; em seguida começou comer um yakisoba; depois um sushi com pepino ou manga; e hj ele come de tudo e gosta tanto quanto eu. É quase um vício.
A impressão que eu tenho é de que pra nós, ocidentais, comer comida japonesa requer um certo aprendizado. Primeiro temos que nos libertar de uma série de preconceitos que temos em relação a ela como achar que tudo é feito com peixe cru. Temos também que nos acostumar com os sabores, com a temperatura porque em geral a nossa comida salgada é quente. E acho que o principal é não desistir na primeira vez. Não partir do princípio de que não gosta e não tentar novamente.
O Dudu já teve a oportunidade de se habituar a comer comida japonesa antes dos preconceitos. Pra ele é perfeitamente natural aquele arroz envolto em uma alga preta e com pepino, salmão, manga ou um patesinho no meio. Hj ele me perguntou se o atum era tomate. Eu disse que era um peixinho e ele comeu com a maior naturalidade: acho que ele não associou o "peixinho" com os peixes que ele costuma ber nas lojas de animais. Esperamos fazer com a Helena a mesma coisa: que ela não tenha preconceitos em relação a comida e que coma de tudo um pouco.Uma pessoa que não tem "frescura" pra comer consegue se virar em qualquer lugar (que tenha comida, é claro!).