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Voar após uma tragédia


Uma tragédia como o acidente com o avião da Gol sempre causa muita comoção e um sentimento muito ruim mesmo em quem não conhecia ninguem ou nao tinha nenhuma ligação direta com os envolvidos. Nestes últimos dias após o acidente eu comecei a prestar mais atenção no céu e percebo cada avião que passa perto da minha casa, coisa que antes eu não percebia. Imagino que na casa da minha mãe vá ser muito pior porque fica bem na rota do aeroporto de Cumbica. Apesar deste leve desconforto eu nunca tive medo de voar e acho que continua sendo tranquilo pra mim entrar em um avião.
Agora, imagine uma pessoa que tem medo! Que fica mal humorada só de pensar que daqui há uma semana ou duas terá que viajar! Imagine esta pessoa tendo que pegar um avião da Gol 4 dias após o acidente! Pois este é o Sergio. Ele tem medo e sempre assumiu isto com a maior naturalidade; não gosta, não fica a vontade e prefere não voar. Imaginando como ele deve ter sofrido no voo que fez pra Curitiba eu acabei ficando mais preocupada que o normal. Fiquei aguardando a ligação dele pra me avisar que ja tinha chegado, mas qual não foi a minha surpresa quando ele ligou pra avisar que o voo tinha atrasado e ainda ia demorar pra decolar. Eu não conseguia pensar em outra coisa e pra me distrair (ou não) resolvi dar uma olhada na internet e ver se tinha alguma coisa relacionada com chegadas e partidas de voos. Acabei descobrindo no site da
Infraero uma relação dos voos que estão chegando e saindo. Assim, pude acompanhar a saída e chegada do Sergio, são e salvo a Curitiba.