Feb 28, 2007

O sonho de ser mãe

Eu acho que nasci pra ser mãe: quando era criança adorava brincar de casinha. Nunca gostei de bonecas tipo Barbie que são bonecas mocinhas. Sempre preferi as tipo bebê e criança. E nunca tinha coragem de brincar com uma boneca e deixar as outras de lado, entao meu carrinho de bonecas andava sempre cheio de "filhas". É claro que sempre tem aquela boneca que vc gosta mais ou aquela que vc acabou de ganhar e ainda é uma novidade, pra não deixar as outras "tristes" eu brincava que elas estavam na escola, ou estudavam em colégio interno, ou estavam passando as férias com algum parente e a pequena nao pode ir por ser muito pequena.

Já com quase 11 anos ganhei a minha primeira boneca de verdade: meu sobrinho Rafael e logo em seguida a Carol 9irmã dele). Como tinha que ajudar minha mãe a cuidar deles tudo sempre acabava virando uma brincadeira de casinha. Eu arrumava a casa como se fosse minha casa na brincadeira quando não, eu era a empregada que trabalhava e levava os filhos pro trabalho. Eles sempre estavam comigo "atrapalhando". Qd minhas amigas vinham em casa, alem de me ajudarem na minha obrigação ainda me ajudavam a cuidar deles e a gente até brigava porque eu queria que os dois fossem meus filhos e tinha que dar um a elas. Sempre ficava na duvida de qual escolher, risos.

Deixei de brincar de boneca já bem grandinha, com quase 14 anos. Muitas meninas do bairro faziam piadinhas pelo fato de que eu e minha melhor amiga (da mesma idade) não pensássemos em namoradinhos e sim em estudar e brincar. Qd estávamos brincando as meninas ficavam passando e cantando: "Criança feliz, que vive a brincar..." É bem verdade que a maioria dessas meninas ganharam suas primeiras bonecas de verdade ainda na adolescência e eu de verdade não as invejo nada nada... mas tambem não as condeno.

Acho que agora com meus filhos estou realizando uma série de sonhos que sempre tive e nunca foi tão bom brincar de casinha. O único inconveniente dessa brincadeira é que mesmo que eu esteja cansada ou cheia de coisas pra fazer não posso juntar tudo e guardar no armário.


Babysitting


Tempos modernos: essas bonecas interativas exigem cuidado constante!





Feb 26, 2007

Percebendo as diferenças

No sábado a amiguinha do Edu veio brincar aqui em casa e falou alguma coisa sobre um brinquedo dele e ele:

- Pede para o seu pai comprar um para vc.

-Meu pai não tem dinheiro.

- Então pede pra sua mãe.

- Minha mãe também não tem dinheiro.

Passou.

Hj ele me perguntou se a menina podia ir na escola dele.

- Não pode porque ela vai em outra escola.

- Como ela vai pra escola?

- Com a perua.

- Ela não tem carro?

- Não.

- Fala pro pai dela comprar um carro.

- Mas ele não tem dinheiro.

- Então fala pra mãe dela comprar um carro.

- Ela também não tem dinheiro.

- Então alguem tem que comprar um carro pra ela ir na escola.

- Acho que não precisa porque ela pode ir pra escola com a perua.

- Ah tá. Thinking





Voltando da escola

- Como foi hj, dudu? Brincou bastante? Foi no parquinho? O que vcs fizeram?

Silêncio.

- A mamãe fez aquele peixinho que vc gosta e um arroz fresquinho para o almoço. Tem aquele molho pra colocar no peixe: uma delícia!

Silêncio.

- O que nós vamos fazer agora a tarde? Vc quer brincar de massinha ou com as tintas? Porque bla, bla bla...

- Mamãe, vc não está deixando eu dormir.

- Desculpa, vou ficar quietinha. Embarrassed





Feb 14, 2007

Mãe famosa

Eu sou timida: na verdade super tímida! Sou tão tímida que muitas vezes tenho dificuldade em postar nos outros blogs que leio mesmo sabendo que ninguem me conhece. Fazer propaganda do blog: nem pensar! Todo mundo que o descobriu foi na própria internet ou por um ou outro post que as vezes tenho coragem de escrever.

Já dá pra imaginar que pessoalmente o problema se agrave, né? Sempre que chego em algum lugar novo onde não conheço ninguem tento passar desapercebida: invisível.

Mas, eis que o Eduardo mudou de escola e nesta nova escola eu tenho que levá-lo até a sala de aula todas as manhãs e depois voltar pra buscá-lo novamente na sala no final da aula. Já dá pra imaginar a cena, né: estaciona o carro, tira o Eduardo, tira a Helena, tira a mala, a lancheira, a bolsa, tranca o carro e vai pra sala. Na volta: pega o Edu com mala e lancheira e vai até o carro (Helena no colo) coloca tudo e vai embora.

Só essa maratona diária já seria suficiente pra chamar a atenção de algumas pessoas, mas não é tão raro assim ter dois filhos pequenos e não ter com quem deixar o pequeno na hora de levar o maiorzinho pra escola.

O que chama mesmo a atenção é essa doida (eu) com um menino de 3 anos, uma menininha de apenas 1 aninho e uma barriga que cresce a cada dia anunciando que em breve faltarão braços pra levar o Eduardo até a sala de aula.

As reações são as mais variadas: desde senhoras com cara de reprovação até mães compreensivas que já se penalizam imaginando como vai ficar minha rotina quando o bebê nascer. Corajosa e louca são os elogios que mais recebo e o espanto é geral quando digo que não foi um acidente e sim tudo planejado.

E eu, a grande tímida, em apenas 15 dias de aula acabei me tornando uma das mães mais famosas da escola. Mesmo me escondendo atras da Helena e ficando em um cantinho discreto enquanto espero o portão abrir, nunca passo incólume e tem gente que até se preocupa comigo.

Um dia desses amanheceu chovendo e quando voltei à escola pra buscar o Eduardo a avó de uma menina disse que ficou preocupada pensando em como eu ia fazer pra levar o Edu na escola com aquela chuva e com a Helena a tiracolo.

É o preço da fama!

Maluquices de cidade violenta

Ontem fui à minha consulta mensal de pré-natal. No meio da conversa acabamos falando dos últimos acontecimentos violentos do Rio de Janeiro e da violência aqui em São Paulo também. Eu comentei com o médico sobre os meus temores (terrores) no trânsito e todas as estratégias que minha neurose vai criando pra proteger as crianças se algo errado acontecer.

- Quando estou dirigindo fico pensando em como soltar as crianças rapidamente; nao sei se saio do carro ou primeiro os solto dos cadeirões ... e fui citando os pensamentos que tenho e as alternativas que posso usar. E não é que não estou sozinha nas neuroses???

- Vc deve primeiro soltar as crianças sem sair do carro, tentar tira-los pelo banco da frente... disse o médico

E eu fiquei olhando pra carinha dele e pensando na maluquice que isto tudo está virando. Vc sai da sua casa pra dar uma volta, conhecer um lugar novo e ao invés de aproveitar o percurso, olhas as ruas, as construções, as luzes... não: vc vai se preparando para o pior e tentando encontrar uma maneira de sair com vida da situação.

- Se for um sequestro relâmpago tente ficar calma e faça tudo o que os marginais mandarem: não reaja.

- Se pedirem pra vc descer do carro, primeiro tire as crianças. Tente tira-las pelo banco da frente e nunca desça do carro sem elas: não reaja.

- Se for um tiroteio e vc não tiver como sair de perto rápido, pule para o banco de tras e fique sobre as crianças para protege-las.

- Se ver alguem suspeito próximo a sua casa quando estiver chegando, volte ou passe direto. Não pare!

- Se ver alguem suspeito vindo em sua direção, atravesse a rua ou entre em uma loja.

E assim vamos levando a nossa vida maluca: sempre atentos, sempre esperando o pior, sempre suspeitando de todo mundo, sempre desconfiados e inseguros. e principalmente: sem reagir!

Feb 6, 2007

Enfim de volta

Depois de muitos dias, encontrei um tempinho pra postar. Tenho um monte de coisas pra contar (um montão de novidades) mas ando totalmente sem tempo e com um sono insuportável. Hj fomos fazer uma ultrassonografia pra avaliar a medida da translucência nucal(TN) do bebê. Este exame é importante porque um aumento nesta medida é um indicativo de má-formação genética no feto. Esta ultrassonografia é sempre meio estressante. Por mais otimista que a gente seja sempre vem aquele medinho que alguma coisa dê errado e só depois que fazemos o exame parece que a gravidez começa de verdade.

A TN do nosso bebezinho está perfeitamente normal e ele pareceu super bem no exame. Não parava de se mexer mas não estava querendo que a gente visse se é um menino ou uma menina. Só depois de muita insistência do médico (e muita paciência também) ele virou e o médico acha que é uma menininha. Ainda não deu pra ter certeza mas tudo indica que sim.

Independente do sexo, estamos super felizes com o resultado do exame. Acho que depois do terceiro mês as coisas ficam bem mais tranquilas. Sem contar que os enjoos melhoraram muito nos ultimos dias e tenho me sentido um pouco mais disposta. Acho que me animo com esses dias ensolarados. Tudo parece mais alegre e eu sinto mais vontade de fazer as coisas.

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!