Apr 26, 2007

Que semana!!!

Quando escrevi um post descrevendo uma noite complicada com o Eduardo eu não imaginava o quanto a semana inteira seria complicada. Após aquela noite fatídica a febre do Eduardo se extendeu ainda por 4 dias acompanhada de uma tosse terrível e sem apetite nenhuma. Me redobrei em cuidados mas não me preocupei muito em cuidar de mim. Conclusão: no sábado a tarde quem ficou com febre fui eu.

A gripe, somada com uma anemia que ganhei nesta fase da gravidez, e ainda com pouco descanso por conta da gripe super forte do Edu, resultou na gripe mais forte que já tive em toda minha vida. Foram 4 dias com febre sem conseguir fazer absolutamente nada. Tive que pedir pra minha querida mãezinha (vai ser um post a parte) vir ficar aqui em casa pra cuidar de mim e das crianças (levando em consideração que o Edu continuava doente também).

O Edu se restabeleceu totalmente somente na terça-feira e ficou bem mais animadinho, então foi a vez da Helena. Levando em conta que tudo o que aconteceu com o Eduardo foi acontecendo comigo eu já me preparei para o tratamento da Helena. Hoje foi o seu segundo dia com febre mas estou aliviada porque parece que o vírus está perdendo a força e ela está bem melhor do que eu e o Edu ficamos.

O problema é que não consigo descansar durante o dia e acordo várias vezes durante a noite. Estou com olheiras horrorosas e com o corpo todo dolorido. Mas o que está sendo pior mesmo é a tosse que quando começa não quer ir embora de jeito nenhum. O nariz também está todo congestionado e como tenho que respirar pela boca não consigo dormir direito.

Ontem foi até engraçado. Na hora de dormir me deu um desespero porque eu tinha certeza que ia me deitar e não ia conseguir dormir; comecei chorar e fiquei na maior tristeza. Então o Sergio começou me consolar dizendo pra eu tentar ficar deitada um pouco e tentar relaxar e que mesmo se eu não conseguisse dormir...

... nem sei o que mais ele disse porque dormi em menos de 2 minutos segundo ele. larguei-o falando sozinho e só acordei varias vezes durante a noite porque a Helena estava com febre e acabava acordando.

O grande resultado de tudo isso foi que íamos com minha sogra pra Santa Catarina neste feriado prolongado e tivemos que adiar a viagem. Mas tudo bem, o que importa é que todo mundo consiga se restabelecer nestes 4 dias de descanso que se aproximam.

PS: minha enfermeira depois de 3 dias na enfermaria aqui de casa pegou a gripe também e está lá na casa dela se matando de tossir. O que mais me chateia é não poder ir retribuir o cuidado que ele teve comigo.

Apr 21, 2007

O bule verde


Há alguns meses atrás ganhei de presente um bule verde: sim um bule naquele formato mais tradicional possível mas verde abacate. Tudo bem que aqui em casa ninguem toma café; tudo bem também que verde abacate não é minha cor preferida, mas como sei que foi um presente dado de coração por uma senhorinha de mais de 90 anos, agradeci muito e o trouxe pra casa.

A princípio pensei em guarda-lo no armário naquela parte que a gente usa pouco, mas... foi um presente dado de coração por uma senhorinha de mais de 90 anos e eu fiquei com peso na consciencia e coloquei-o junto às minhas outras panelas. Mas lá no fundo do armário pra não ficar atrapalhando, mesmo tendo sido um presente dado... bom todo mundo já sabe!

E não é que há algumas semanas eu descobri que o tal do bule me ajuda muito????!!!! A Helena está com 1 ano e 3 meses e está terrível: ela sobe em tudo, mexe em tudo, bagunça tudo e descobriu os meus armários da cozinha. Com tantas novidades é muito dificil convence-la a não mexer naqueles armários repletos de "brinquedos".

Sua última descoberta foi o armário onde guardo as panelas e são tantas possibilidades com tampas, assadeiras, panelas barulhentas que não posso me distrair e lá está Helena jogando tudo no chão.

Até que um dia no meio daquele monte de panelas pretas por dentro e por fora ela avistou no fundo do armário o tal do bule verde. Foi paixão a primeira vista. Na mesma hora largou todo o resto e ficou um tempão distraída com aquele bule: tampa, destampa, fala no bico, coloca coisinhas dentro... e ele ainda tem a grande vantagem de ser super leve o que facilita muito a brincadeira dela. Agora o bule verde ganhou um novo status no armário. Já fica bem na frente de tudo esperando a Helena abrir a porta do armário. Ao lado dele eu deixo uma colher de plástico que a Helena usa pra misturar o seu café de mentira.

E sabe que eu tenho até achado o tal do bulinho bonitinho? Logo logo vou acabar escondendo-o pra Helena não pegá-lo mais!

Apr 19, 2007

Que noite!!!

Só pelo fato do Sergio ter viajado esta noite já prometia não ser muito tranquila. Em geral quando ele viaja meu sono fica super leve e eu acordo por qualquer respiração mais forte das crianças. Sem contar que acabo indo dormir tarde; ontem fui pra cama a 1:00h.

Como estava cansada adormeci super rápido e mais ou menos a 1:30 acordei com um som estranho no telhado. Parecia que alguem andava sobre ele. Fiquei quieta, prestando atenção e percebi que tinha alguem no forro da casa. Já criei várias histórias fantásticas mas depois de um tempo acabei concluindo que uma pessoa não conseguiria andar muito no forro da casa e cheguei à conclusão de que se tratava de um gato (ou rato bem grande). Esperei mais um pouco mas o som parou de vez e eu consegui adormecer de novo.

Mais ou menos as 3 da manhã acordei com o Eduardo tossindo muito, falando coisas desconexas e quando cheguei no quarto deles ele estava vomitando e com febre. Levei-o para o banheiro, lavei-o, troquei sua roupa e abri a primeira exceção da noite: deixei-o ir pra minha cama. Dei um antitérmico e fui limpar a sujeira no quarto dele.

É claro que com o entra e sai do quarto, leva colchão pra lá, lençol pra cá e tudo o mais, Helena, soninho super leve, acordou e quem disse que ela queria ficar no berço sozinha? Até fiquei um pouco com ela no quarto e como vi que a coisa ia longe abri a segunda exceção do dia: levei-a pra minha cama também.

Nesta confusão até a Luisa já estava acordada e quando me deitei pra tentar pelo menos cochilar ela não parava de chutar. A Helena por sua vez, mesmo no escuro, ficava passando a mão no meus rosto e "falando", e o Edu, dormiu com aquele narizinho entupido e aquela respiração de dar desespero em qualquer mãe.

Já passava das 4:30 quando consegui levar a Helena para a cama dela (não consigo dormir com criança) e só ficou o Edu comigo porque eu estava com medo que ele piorasse e eu não percebesse. A Luisa, depois de muitos chutes acabou se cansando também e enfim consegui dormir. Neste momento resolvi que não levaria o Edu na escola hj mas esqueci de desligar o radio relógio e acodei as 6 horas como de costume quando o Sergio não está (se está ele levanta 5:45).

Até tentei dormir novamente mas fiquei com aquele sono interrompido, acordando a cada 15 minutos e resolvi levantar. O Edu está novamente com febre mas continua dormindo. Ele reclamou de dor na barriga mas quando fiz uma massagem ele adormeceu.

Dona Helena já acordou com pique total e eu... bem, eu estou no maior prego. Parece que estou com uma pedra enorme na cabeça!

Isto porque ontem passei o dia inteiro meio preocupada porque não encontrei no site da infraero o número do voo que o Sergio me passou. Passei o dia criando histórias. Só fui ficar realmente tranquila quando liguei pro hotel a noite e a atendente me informou que ele ja havia se hospedado.

PS: Pra quem não conhece este site da
Infraero, é super legal nestes tempos de atrasos nos aeroportos. Tendo o número do voo ou o nome da companhia dá pra saber a hora prevista pra partida ou chegada, o horário que já foi confirmado ou se o avião já chegou no destino. Geralmente funciona super bem e para o Sergio também é uma tranquilidade porque ele sabe que eu estou acompanhando-o e ele não precisa ficar me ligando.

Apr 18, 2007

Preparando a chegada da Luisa




Sempre tive a preocupação de nunca deixar parecer que a chegada de um irmãozinho estivesse mudando alguma coisa pra pior na vida do mais velho. Por isso decidimos já comprar uma cama nova pra Helena para que ela não associe a chegada da Luisa com a perda do seu bercinho. Se bem que conhecendo-a ela não vai sentir falta nenhuma daquela jaulinha; quem vai sentir falta serei eu que acordarei de manhã e em algumas madrugadas com aquele rostinho lindo ao lado da minha cama.

No final de semana passado nós fomos comprar uma cama pra ela. Como só temos 1 quarto para os três (e não dá pra pensar em mudar de casa agora) ficamos na dúvida se devíamos comprar um beliche ou uma bicama. No final optamos pela bicama porque o Edu ainda é muito pequeno pra dormir no alto e a Helena também é pequena pra dormir em uma cama normal. Alem disso, o beliche se transformaria em um brinquedo muito interessante para os dois durante o dia. Assim, os dois ganharam camas novas com a chegada da irmã.

O Edu havia me pedido que a cama fosse verde. Até pensei em atender o seu pedido mas achei melhor ficar no branco mesmo e pra compensar comprei um kit pra cama na cor verde e talvez a gente pinte metade da parede de verdinho também e a faixinha que era azul (de quando o Dudu nasceu) vou mudar pra verde.

E este foi o grande gasto para a chegada da Luisa!!!

Quando me lembro de todas as despesas que tivemos com a chegada do Eduardo fico assustada. Além do berço e da cômoda (já tinhamos armario embutido no quarto), ainda tivemos que comprar banheira, bebê conforto, carrinho, sem contar todo o enxoval (roupas, fraldas, cobertor, chale, toalha de banho e mais um monte de coisas).

Um tempo depois foi a vez do cadeirão de refeição para o bebê começar a comer na mesa com a gente e depois a troca do bebê conforto pelo cadeirão do carro virado pra frente. As coisas mais caras nós ainda temos porque o Edu usou pouco e a Helena menos ainda. Está tudo novo. O bebê conforto que está um pouquinho mais usado (1 ano de uso com cada um) só vai precisar de um forro novo.

O legal do terceiro filho é que não tem mais novidades, principalmente no meu caso que ja tenho um casal. A gravidez fica muito mais tranquila assim, sem grandes surpresas ou dúvidas. É bem verdade que uma gravidez é totalmente diferente da outra e as crianças mesmo dentro da barriga já são diferentes, mas no geral tudo somente se repete e a mãe consegue curtir mais cada momento.

Eu estou tentando curtir bastante essa minha gestação já que queremos que seja a última. Cada fase fica com um gostinho de despedida mas não é necessariamente ruim porque me despedir dos enjoos foi uma alegria.

Outra vantagem do terceiro filho é que a gente já sabe que tipo de coisa realmente precisa, vai usar e onde comprar. Me lembro que no enxoval do Eduardo eu comprei um monte de coisas que usei pouco e algumas que nem cheguei a usar. As opções para bebês são infinitas e a gente encontra coisas lindas e irresistíveis. O problema é que muitas destas coisas não são práticas ou confortáveis e acabam ficando no fundo do armário sem utilidade.

Para a Luisa eu tenho muitas roupinhas de recem nascido. Tem alguns macacoeszinhos que o Eduardo usou somente na maternidade e acabou acontecendo o mesmo com a Helena. Tem um macacãozinho do Chico Bento que eu adoro mas é tão pequeno que só no dia que nascem meus filhos cabem nele. Foi a primeira roupinha que o Edu e a Helena vestiram e talvez eu coloque na Luisa também. É claro que não vou fazer disso uma coisa imutável porque a Luisa vai nascer no inverno e não vou fazer a coitadinha passar frio por causa de uma superstição. Mas se for possível vou colocar sim porque o acho lindo e sei que ela vai perdê-lo logo!

É claro que não vou deixar meu bebezinho somente com coisas usadas mas para os primeiros dias preciso de poucas coisas. Precisarei de roupas simples e confortáveis pra ficar em casa ja que meu pediatra é meio chato com passeios. Nos primeiros dois meses ele prefere que a criança fique em casa, no máximo um passeio na casa dos avós mas sem muito colo e todo mundo lavando as mãos antes de pegar no bebê. A minha chatice é quanto a beijos. Não gosto que fiquem beijando criança pequena e menos ainda que beijem as mãos. As pessoas para não chegar perto do rosto da criança beijam as mãos que é exatamente o que a criança vai levar à boca. Prefiro um beijinho na testa; acho mais seguro.

Continuando com os cuidados médicos, o bebê só pode começar a frequentar lugares fechados a partir de 4 meses. Então shopping, restaurantes ou qualquer outro lugar fechado, principalmente com ar condicionado ficam proibidos. O Sergio como um bom engenheiro leva essas regras tão a serio que chega a marcar no calendário a partir de que dia o shopping estará liberado.

Muita gente considera isso um exagero mas eu confio tanto no pediatra e as razões sempre fizeram sentido que acabo seguindo; não tão a risca como o Sergio, mas sigo.



Pra completar o enxoval dela preciso fazer um levantamento do que ja tenho. Com certeza comprarei toalha de banho porque não gosto de passar de um para o outro e vou precisar de roupa de inverno tamanho P (não compro quase nada tamanho RN porque se perde muito rápido). Sempre acabo comprando umas coisas a mais pois como já disse: é irresistível! Mas não será nada que pese no bolso.



Agora só temos que esperar a caminha nova das crianças chegar pra levantar o berço, preparar a malinha da maternidade e curtir o final da gravidez!

Apr 17, 2007

Os milagres do feijão



Quando a minha sobrinha era pequena ela dizia que gostava mais do feijão de panela de pressão. Pode parecer estranho a princípio mas depois de pensar um pouco fez muito sentido pra todo mundo da familia. Como minha irmã cozinha o feijao e depois o congela, a minha sobrinha na verdade estava querendo dizer que gostava de feijão cozido na hora. Agora todo mundo na família fala do feijão de panela de pressão: "Hummmm, hj tem feijao de panela de pressao!"

Eu particularmente não sou apaixonada por feijão. Como praticamente todos os dias e procuro cozinha-lo um dia sim, outro não, mas passo muito bem sem ele. O que me intriga é que ouço sempre que preciso comer feijão pra nao ter anemia. E não adianta falar que o ferro do feijão não é bem absorvido pelo nosso organismo, não adianta falar que como bastante carne, não tem desculpa: mulher grávida tem que comer feijão.

Eu prefiro mil vezes uma carninha vermelha, um franguinho, um peixinho e se for pra comer leguminosa, ao invés do feijão eu fico com as ervilhas e com o grão-de-bico. Sem contar que também gosto das verduras escuras (ricas em feijão). O Eduardo me acompanha nesta preferência. Ele come melhor quando não coloco feijão no prato do que o contrário.

Procurando sobre o assunto encontrei este
site falando sobre o espinafre. Pior ainda que o feijão é o espinafre, que apesar de ter ferro também possui os oxalatos que impedem a sua absorção.


Coitado do Popeye que passou a vida inteira fazendo propaganda enganosa para as crianças.

E esta história me fez lembrar da época da faculdade. O pessoal que comia no bandejão da USP e já tinha estudado alguma coisa sobre alimentos (sou farmacêutica) ficava indignado porque eles serviam as refeições junto com um copo de leite. Parece até coisa de canadense!

Todo mundo reclamava que o cálcio impede a absorção do ferro. O correto, todo mundo dizia, seria vcs servirem suco de laranja. E não é que depois de muita gente dar a idéia a coisa mudou mesmo? Não sei mais como está hj mas nos meus últimos anos de faculdade o bandejão servia um copo de suco de laranja ao invés do leite.


Voltando ao feijão: que tipo de feijão se come aí na sua cidade? Eu sei que no Rio se come o feijão preto e parece que em Santa Catarina também. Aqui em São Paulo nós comemos o feijão carioquinha (feijão preto é pra feijoada).

Aprendendo a dar valor ao que realmente importa

Ontem passei um dia terrível! Recebi a notícia do falecimento do Vinícius que vinha lutando contra a leucemia desde fevereiro. Li todo o blog da Renata onde está descrita toda a vida do Vini e fiquei aqui chorando esta perda. O que mais me emocionou foi a força desta mãe, seu otimismo e generosidade. Mesmo em momentos tão difíceis da sua vida ela ainda teve cabeça pra se preocupar com os outros.

Escrevi para o Sergio desesperada por causa daquela sensação de medo de que algo ruim acontecesse com nossos filhos e ele com sua praticidade me respondeu:

-Bom, quanto a doença dos filhos não tem jeito. Basta viver para correr riscos! Só que temos duas opções na vida, ou desencana disso e sofre muito depois na hora se acontecer alguma coisa ou fica a vida inteira sofrendo um pouquinho e depois se acontecer alguma coisa, sofre muito mesma coisa.

E ele tem toda razão. Nós dois tivemos pais que sempre se preparavam para o pior. O pai do Sergio era super protetor e para que eles não corressem riscos ele acabava não permitindo certas vivências deles. Já minha mãe tem muito medo de sofrer se as coisas derem errado, então sempre pensa no lado negativo das coisas. Nós sempre conversamos (eu e o sergio) muito sobre isso e tentamos fazer diferente na nossa vida.

Por exemplo na gravidez a gente já conta pra todo mundo assim que fica sabendo e faz planos pra vida inteira da criança. É bem verdade que quando minha gravidez foi interrompida em novembro eu fiquei muito mal. Talvez se não tivesse criado tantas expectativas teria sido mais facil, mas eu penso na alegria que foram aquelas semanas em que estávamos grávidos e o quanto curtimos aqueles momentos. Acho que valeu a pena e fizemos tudo igual agora na gravidez da Luisa.

Depois de ter falado com o Sergio me dei conta de quão a vida tem sido generosa comigo. Passei o resto da manhã com a Helena, brincando, beijando, mimando e a tarde inteira com meus dois bebezinhos. Fizemos muita bagunça e ficamos o tempo todo juntos. Também acariciei muito a minha Luisa, não a deixei em paz a tarde toda.

Fico pensando em como somos seres estranhos: quando estamos com quem amamos, em geral perdemos tempo com coisas pequenas e só conseguimos ver realmente o que é importante quando perdemos algo que amamos muito.

Mas dar o devido valor a cada coisa é uma arte difícil de realizar; é um aprendizado lento e complicado. Tenho me treinado pra isso já faz algum tempo e agora com a história do Vinicius e da Renata resolvi fazer um esforço ainda maior pra conseguir me preocupar com o que realmente é importante e deixar as coisas pequenas de lado.

Apr 12, 2007

Já fez a lição de casa?


Voltei a fazer lição de casa. Tudo bem que é só de terça-feira mas tenho esta tarefa a cumprir e o pior: ensinar o Eduardo a ter um bom hábito pra fazer lição. São coisas simples e rápidas mas eu procuro deixar que ele faça tudo sozinho mesmo que fique meio torto ou um pouco esquisito.


Esta semana a lição era recortar e colar letrinhas de revistas pra formar o nome dele. Naquele momento eu pensei que ele podia ter um nome mais curto: Ivo por exemplo, risos. Pegamos umas revistas e não só ele procurava a letra como a recortava e colava sozinho. Eu fiquei junto o tempo todo, dei algumas dicas mas procurei não me intrometer muito, tanto é que a letra A foi colada de ponta cabeça.


Mas até que o resultado ficou bom e ele ficou todo orgulhoso quando viu o nome dele formado. Nesta brincadeira passamos a tarde toda e eu ganhei um monte de pedacinhos de papel picado no meu tapete e um pouco de cola no meu sofá. Mas vale a pena!


Até a Helena se divertiu folhando as revistas e me mostrando com o seu dedinho indicador as pessoas da revista.

Apr 7, 2007

Tarde no museu

É meio complicado distrair criança pequena em museu. Fomos ao Masp ver o Goya e depois de 15 minutos, andando sem sentido e olhando um monte de desenhos esquisitos, Eduardo e Helena se encheram. Não posso reclamar porque de uma maneira geral eles se comportaram super bem, mas colocavam as mãos nas paredes, ficavam correndo de uma lado pro outro e depois de um tempo o Sergio e eu percebemos que o jeito era, enquanto um olhava as obras o outro tentava distraí-los.

Nossos problemas realmente acabaram quando encontramos um banco na medida certa para distrair criança pequena. Um banco totalmente normal mas com um providencial buraco no meio. Não sei as medidas do tal buraco mas eram do tamanho exato para que tanto a Helena quando o Eduardo conseguiseem passar dentro dela e sair embaixo do banco.

Acampamos ali por um bom tempo e enquanto um dava uma volta pela sala o outro ficava sentado no banco somente controlando as ideias de girico que surgem de vez em quando. Mas ficar entrando e saindo daquele buraco foi tão interessante pra eles que não tivemos nenhum problema de comportamento.

É claro que o propósito dos tais bancos não era distrair criança mas se eu fosse do museu espalharia pelo menos uns dois por sala pra distrair a criançada. Seria um sucesso com o público infantil e uma tranquilidade para os pais e demais frequentadores.

No final o Edu ainda se interessou um pouco pelas belas meninas de Renoir ( eu adoro ele) e por um quadro com um caçador e um leão morto atras dele. Ficamos um tempão olhando o leão caído atras do caçador e o Edu inconformado que ele tivesse morrido.

E ainda conseguimos passar um carão na saída quando ele olha para um quadro e diz:

- Nossa, como o cabelo do moço é grande!

E eu:

- É mesmo, está bem comprido!
- Precisa cortar o cabelo dele que está muito feio.
-É mesmo, precisa cortar.

E quando virei dei de cara com um moço com um cabelo enorme olhando o mesmo quadro. De quem será que o Edu estava falando?

Apr 5, 2007

Absurdo

Não tem coisa mais gostosa do que ver o seu filho dizer a primeira palavrinha. E acho que toda mãe espera que eles comecem com aquele balbuciar:

- Mamã...

Pois meus filhos quiseram inovar. O Edu começou gritando gol. Chutava a bola e gritava:

- Goooolll.

Bom, até ai tudo bem já que ele sempre gostou muito de jogar bola. Agora a Helena não só quis inovar como quis me provocar. A menina não fala nada o dia todo mas basta o pai dela mexer no portão a noite e eu, com minha bocona perguntar:

- Cadê o papai, Helena?

Ela sai correndo em direção a porta e fica falando:

- Papa, papa...

Nesta semana que o Sergio viajou, bastava eu falar nele pra ela começar gritar: "papaaa, papaaa".

Não é uma afronta?

Daddy & Baby








Apr 4, 2007

In Process

Eu me considero uma pessoa equilibrada, mas acho que só eu me vejo assim...

Este processo de imigração nos deixa tão ansiosos que a gente fica procurando pêlo em ovo. Recebemos a nossa cartinha no sábado dia 31/03 e como não consegui acessar o e-CASj á inventei um monte de hístórias terríveis a respeito.

Agora a pouco, do nada, resolvi tentar novemante e estava lá: "We started processing your application on March 28, 2007".

Eu, que sempre fui a verdadeira Pollyanna não estou me reconhecendo!

Apr 1, 2007

Acknowledgement of receipt letter

Recebemos hj nossa cartinha do consulado do Canadá. Achei que foi super rapido. Foi um susto super bom. O nosso formulário chegou ao Consulado no dia 22 de março e a carta foi postada dia 28/03.

Entretanto tenho a impressão de que o nosso processo ainda não foi aberto apesar de termos o número dele. A carta explica que há uma fila no processamento dos pedidos nesta categoria e o número do nosso processo ainda não consta no
e-CAS. Pra variar eles repetem que não é necessário entrar em contato com o Consulado.

Como não temos outra alternativa, só nos resta esperar.
Pouty





Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!