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Tarde no museu

É meio complicado distrair criança pequena em museu. Fomos ao Masp ver o Goya e depois de 15 minutos, andando sem sentido e olhando um monte de desenhos esquisitos, Eduardo e Helena se encheram. Não posso reclamar porque de uma maneira geral eles se comportaram super bem, mas colocavam as mãos nas paredes, ficavam correndo de uma lado pro outro e depois de um tempo o Sergio e eu percebemos que o jeito era, enquanto um olhava as obras o outro tentava distraí-los.

Nossos problemas realmente acabaram quando encontramos um banco na medida certa para distrair criança pequena. Um banco totalmente normal mas com um providencial buraco no meio. Não sei as medidas do tal buraco mas eram do tamanho exato para que tanto a Helena quando o Eduardo conseguiseem passar dentro dela e sair embaixo do banco.

Acampamos ali por um bom tempo e enquanto um dava uma volta pela sala o outro ficava sentado no banco somente controlando as ideias de girico que surgem de vez em quando. Mas ficar entrando e saindo daquele buraco foi tão interessante pra eles que não tivemos nenhum problema de comportamento.

É claro que o propósito dos tais bancos não era distrair criança mas se eu fosse do museu espalharia pelo menos uns dois por sala pra distrair a criançada. Seria um sucesso com o público infantil e uma tranquilidade para os pais e demais frequentadores.

No final o Edu ainda se interessou um pouco pelas belas meninas de Renoir ( eu adoro ele) e por um quadro com um caçador e um leão morto atras dele. Ficamos um tempão olhando o leão caído atras do caçador e o Edu inconformado que ele tivesse morrido.

E ainda conseguimos passar um carão na saída quando ele olha para um quadro e diz:

- Nossa, como o cabelo do moço é grande!

E eu:

- É mesmo, está bem comprido!
- Precisa cortar o cabelo dele que está muito feio.
-É mesmo, precisa cortar.

E quando virei dei de cara com um moço com um cabelo enorme olhando o mesmo quadro. De quem será que o Edu estava falando?