Jun 30, 2007

Simpatias, crendices e outras coisas mais

Não sei se é por ser um pouco desconfiada que simpatias e crendices não costumam funcionar muito comigo. Quando estava grávida do Eduardo fizeram várias simpatias comigo pra saber o sexo da criança e se eu fosse um pouco mais crente, antes mesmo da ultrassonografia teria decorado o quarto dele de rosa. Por sorte só comecei a fazer o enxoval depois que vi no video a comprovação absoluta de que era um menino. No final da gravidez, quando começaram as azias, sempre aparecia alguem pra dizer que quando a gestante tem muita azia é porque o bebê tem muito cabelo. No dia do parto me preparei pra receber um sósia do Toni Ramos, mas recebi na verdade uma coisinha linda, branquinha e careca (não que o Toni Ramos seja feio).

Na gravidez da Helena acho que as pessoas ficaram com medo de errar de novo e não teve simpatia nenhuma, mas muita gente apostava em um menino por causa do formato da barriga e porque eu não tinha engordado muito. Ninguem levou em consideração que sempre fui super magrinha e que não engordei na primeira gravidez por obra da natureza e não porque a criança era do sexo masculino. Na fase da azia, pelo menos, todo mundo acertou porque a Helena nasceu com muito cabelo.

Nesta minha atual gravidez novamente eu não estou engordando muito. Apesar do meu peso ter aumentado em 10 quilos, a barriga é o único sinal de que estou grávida; o resto continua esquelético como sempre. Já dá pra imaginar que todos os "experts" em barriga de gestante apostam que terei um menino. Esses dias no supermercado, até me assustei, quando um homem já na faixa de uns 50 anos, me parou de repente e disse com sotaque espanhol: " seu bebê é um menino?" e ficou todo decepcionado quando eu disse que não. Como já estou "experiente" e um pouco cansada de certos comentários não reclamo mais da azia pra qualquer um.

Uma coisa que é super engraçada na gravidez é o soluço do feto. O Edu nunca teve e eu até achava meio estranho quando as pessoas me perguntavam a respeito. Eu ficava pensando como a gestante perceberia que o feto estaria com soluço, até que na gravidez da Helena entendi muito bem do que se tratava. Era muito comum ela ficar soluçando um tempão e não tem como não identificar quando acontece. A Luisa soluça bem menos, na verdade hoje foi a segunda vez que eu senti e o legal é que quem coloca a mão na barriga consegue perceber também.

O término da gestação nao significa, entretanto o término das crendices e simpatias:

- Pra curar o soluço do bebê tem que colocar uns fiapos de linha da roupa da criança molhados em saliva na testa dela.

- Após o parto o ideal é comer canja de galinha e comidas leves (depois de ter ficado sem comer quase 10 horas esperando o Edu resolver nascer a maternidade me oferece como jantar uma tijelinha minúscula de canja de galinha. Até o médico ficou com pena e liberou um lanche do Mc Donald's que eu devorei sob os olhares horrorizados da sogrinha e da mamãe).

- Nos 40 dias da dieta não pode lavar o cabelo, nem andar descalça ou de chinelo de dedo, nem tomar friagem (levei a maior bronca porque 15 dias após o parto estava eu na rua de cabelo molhado e com um chinelinho. E a senhora ainda falou na frente do Sergio que ele não se incomodaria de fazer um sacrificio se eu não lavasse o cabelo por 1 mês. Ele até poderia aguentar mas eu não me aguentaria).

- Pra aumentar o leite nada melhor do que canjica. (ainda bem que eu gosto).

- Se a criança está bocejando ou chorando demais é sinal que alguem colocou "quebranto", tem que benzer urgente. (e sempre aparece alguem que conhece uma senhora que benze que é uma beleza).

E por ai vai...

Algumas coisas eu ouço, sorrio e esqueço; outras eu até faço pra ser educada e/ou gentil, mas o que funciona mesmo é a velinha que eu acendo antes de ir pra maternidade pedindo que o menino Jesus nos proteja. Quando por algum motivo não consigo acender minha velinha, ligo pra minha mãe para que ela acenda uma pra mim: isso sim funciona!

Jun 29, 2007

Saco de brinquedos


No último dia de aulas a professora entregou aos pais um saco preto enorme com os brinquedos que as crianças fizeram no primeiro semestre. Foram vários brinquedos daqueles que a gente mesmo fazia quando era criança (catavento, saquinhos de arroz, peteca, bolinha de sabão, bola de meia, cavalo de cabo de vassoura, etc...). Eles se basearam no livro Saco de Brinquedos com poemas de Carlos Urbim e ilustrações de Laura Castilhos.
Eu achei super interessante porque nestes novos tempos de Fisher-Price as crianças acabam se acostumando a pegar tudo pronto e nem param pra pensar que elas mesmas podem fazer seus brinquedos com coisas simples.

Eu fiquei um pouco frustrada com o livro a princípio porque ele não ensina como fazer os brinquedos mas agora acho que a intensão é mesmo essa: as ilustrações são ótimas, tem os poemas que vc pode ler para seu filho relacionado a cada brinquedo e vc e a criança têm que usar a imaginação.

Já faz muito tempo que eu venho guardando coisinhas para as crianças brincarem e fazerem seus próprios brinquedos: copinhos de danoninho, tampinhas de garrafa de leite, pazinhas de medida de leite em pó, etc. Me lembro que quando criança eu guardava as embalagens do Yakult pra fazer "esculturas"; era o nosso lego da época.

Eu também adorava brincar com barro e sempre que encontrávamos uma terrinha dando sopa levávamos pra casa e fazíamos panelinhas pra brincar de casinha. O canudinho pra fazer bolinha de sabão tinha que ser com galho de mamona; hj em dia, pelo menos aqui em São Paulo quase não se vê essa planta que era uma praga na minha infância.

Os pais, naquela época também participavam bastante fazendo alguns brinquedos que nem se sonhava comprar prontinho. No fundo do meu quintal meu pai fez um balanço: duas cordas presas em um caibro chumbado na parede da casa e com um assento de madeira super bem feitinho. E também tinha as pernas de pau, na qual eu era craque: desciamos desde a rua onde eu morava até as intermináveis escadas da casa da minha melhor amiga.

Com folhas de jornal e a ajuda dos varais e pregadores da minha mãe saíam as casinhas de bonecas. Nós fazíamos até divisórias separando a sala, a cozinha e assim como as modernas tinham janelas e portas. Com baldes, bacias, pedaços de madeira e outras coisas que íamos encontrando fazíamos os móveis. Dava tanto trabalho pra montar a casinha que quando ela ficava pronta a gente acabava começando a desmontar tudo pra brincar de outra coisa.

Quando nossos filhos nasceram nosso primeiro ímpeto foi o de comprar tudo prontinho. Minha casa é abarrotada de brinquedos com várias opções diferentes na tentativa de dar a eles o melhor. Hj, não vou dizer que me arrependo da escolha que fizemos mas sinto um pouco de falta de improvisação.

Não acho que eles foram prejudicados até agora porque criança pequena tem uma imaginação super fértil e eu brinco que gasto uma fortuna com brinquedos e eles se interessam só pela caixa de papelão. Mas ultimamente tenho incentivado bastante a improvisação aqui em casa.

Com uma madeira velha, por exemplo, fiz uma lousinha pra eles. O apagador foi feito com meias sem par enroladinhas*. Com essa lousinha eu consegui impedir que eles riscassem minhas paredes com o giz que o Edu traz da escola de vez em quando e eles ganharam distração por longas horas. E o melhor de tudo: estão aprendendo a respeitar o espaço do outro, compartilhar os brinquedos e brincar juntos; sem contar que nestes momentos de paz entre os dois eu posso fazer outras coisas como por exemplo escrever um pouquinho aqui.

Primeiro dia de férias

Ai que delícia!!!! Nada melhor do que férias escolares pra poder dormir até mais tarde e descansar bastante neste final de gravidez. A mamãe levanta as 6:00 horas pra fazer uma média com o papai trabalhador; eles tomam café da manhã juntos enquanto a mamãe planeja um cochilinho assim que ele sair.

As mamadeiras das crianças já estão prontas, tudo dando certo, até que... a porta do quarto do filhinhos se abre e aparece uma menininha insone pedindo "mama, mama" seguida pelo menininho insone que precisa fazer xixi urgente e a mamãe vê seus planos indo por água abaixo e dá adeus a sua caminha.

Depois que o papai sai pra trabalhar, os três vão para o sofá na tentativa de conseguir pelo menos assistir o Bom Dia Brasil sossegada, mas que nada: os dois já estavam no maior pique e lá se foi a manhã de descanso. O negócio foi tirar o pijamão, esquecer as notícias da manhã e começar a organizar as coisas pra eles terem o que bagunçar em seguida.

Quem é mesmo que vai descansar nas férias????

Jun 28, 2007

Festa Junina


Sábado foi a festa junina na escola do Edu. Todas as crianças da turma dele foram noivinhos e noivinhas. Eu estavá em dúvida se ele não ia ficar tímido, mas que nada, dançou super bem e nem parecia que tinha a maior platéia olhando e eles ainda dançaram duas vezes. Gostei muito, tanto da dança como da organização da festa.

Já falei várias vezes que gosto desta história da escola do Edu ser muito "aberta" aos pais e na festa junina não foi diferente. Achei o convite e as barracas com um valor um pouco "salgado" mas de qualquer forma foi muito legal.
Tanto o Edu como a Helena se divertiram muito e nós que chegamos as 11:45 porque a dança do Edu foi ao meio dia, só conseguimos sair de lá as 16:30. Eu já estava exausta, mas fiquei com dó de acabar com a festa das crianças. Quando a Helena desistiu e dormiu fomos pra casa descansar um pouco também. A noite retornamos pra ver a queima de fogos do final da festa. Muito bom!!!


A noivinha da esquerda foi o par do Edu

Deu pra notar a timidez dele!!

Está cada vez mais dificil fotografar a Helena porque ela quer ver a foto antes mesmo de bater

Eduardo ensinando a Helena a forma correta de descer pelo escorregador


Jun 21, 2007

Tomando a decisão difícil

Ao invés de operar o Eduardo, ontem fomos procurar outro médico. Infelizmente a cirurgia é mesmo inevitável mas foi tudo muito diferente. Conseguimos conversar bastante, tirar todas as dúvidas, saber detalhadamente o procedimento e principalmente, ter tempo pra pensar a respeito. Antes que disséssemos alguma coisa, o médico sugeriu que fôssemos pra casa e conversássemos a respeito, para então decidir.

Outra coisa que foi super legal foi a preocupação dele com o emocional do Eduardo. Após examiná-lo mandou que ele fosse para a "recepção"pegar um pirulito com a secretária. Lá ele ficou o tempo todo brincando com a Helena e com os brinquedos do consultório e nós pudemos conversar tranquilamente e claramente a respeito da cirurgia. Qual a necessidade dele ficar ouvindo um monte de coisas relacionadas a ele que ele não entenderia?

O médico ainda nos aconselhou que não agendássemos a cirurgia para uma época de festas, aniversários, eventos na escola para que a cirurgia não fosse associada com uma coisa ruim que vá impedir o Eduardo de fazer coisas legais. Então esta semana e a semana que vem não seriam convenientes por causa da escola e dos eventos de final de semestre.

No fim, ele nos deu total liberdade de escolha do momento que fosse mais conveniente para nós, total liberdade pra pensar a respeito, sugeriu o que era melhor para o Edu mas sem nos pressionar ou alarmar.

Saimos do consultório super leves e tranquilos e com a certeza de que estamos fazendo o que deve ser feito. Não precisamos pensar muito pra concluir que vamos ficar mais seguros se ele fizer a cirurgia e decidos também que o melhor momento é agora no inicio de julho. A semana que vem entraremos em contato para marcar a melhor data para todos e tentar resolver este probleminha o mais rápido possível, mas agora com certezas e não com inseguranças.

Jun 19, 2007

Ainda sobre os motivos pra imigrar

Comentando os comentários:



Quando paramos pra pensar nas coisas que acontecem no Brasil, a maioria delas são coisas pequenas que podem até ser ignoradas, como os pais que estacionam em fila dupla ou pegam a sua vaga no estacionamento, ou ainda que te ultrapassam na contramão pra chegar 1 minuto antes de vc. Como diz o Sergio: "uma posição pode fazer muita diferença na pontuação do campeonato".


O grande problema é que quando a gente tenta fazer certinho ainda passa por bobo; e o pior: a gente se sente o verdadeiro trouxa. As vezes as pessoas fazem coisas absurdas e o Eduardo, com apenas 3,5 anos de idade, fica indignado me mostrando. E como explicar pra ele que não sou eu que sou lerda ou boba e sim a outra pessoa que está errada em fazer aquilo.


E quando ele me questiona que o amigo da escola vai solto no carro, olhando pela janela, se divertindo no banco da frente e ele tem que ir amarrado no cadeirão com aquela visão limitada? E como eu explico pra ele que a vizinha que fica martelando o dia todo a nossa parede está errada e que nós não devemos fazer o mesmo do lado de cá porque iria incomodá-la?


As vezes eu me sinto uma besta porque as pessoas fazem o que querem e eu fico muitas vezes me prejudicando pra seguir as regras. E meu filho fica olhando e deve pensar: dane-se as regras, elas só nos prejudicam!


É claro que a população do Canadá é tão individualista e mal educada quanto a brasileira e igual a de qualquer lugar do mundo: somos todos seres humanos e com poucas exceções, somos todos egoista e tentamos nos colocar sempre em primeiro lugar. Qualquer canadense adoraria estacionar em fila dupla pra nao ter que andar muito pra levar o filho na escola. A única diferença é que lá o seu individualismo pode ser livremente vivido desde que não ultrapasse os limites do individualismo do outro.

Quando chegamos aos EUA não tínhamos cadeirão pra transportar o Edu e portanto só podíamos andar com as vans do hotel. A chefe do Sergio veio nos buscar um dia e como não tínhamos cadeirão ela disse: sinto muito, mas não posso levar a criança. A distância era curta, era super cedinho, o carro tinha vidro escuro, mas ela sabia que o risco não compensava.

Outro dia, ainda em Atlanta, seguindo em uma auto estrada eu percebi que o Eduardo estava pegando muito sol e resolvemos parar no acostamento pra cobrir o vidro e protegê-lo. Enquanto eu prendia um pano no vidro vi parar atrás de nós um carro da polícia. O policial desceu e veio me perguntar se estava tudo bem. Eu expliquei o que estava fazendo e ele disse ok mas continuou parado ali me olhando. Quando saímos ele foi nos seguindo ainda por um tempo até sumir tão misteriosamente quanto apareceu.

Pra muitos este tipo de situação fere a privacidade e incomoda. Eu encaro como segurança; não estávamos fazendo nada errado e não me importei nem um pouco com a presença da polícia me vigiando.

Muitos brasileiros que conhecemos lá ficam incomodados por não poder consumir bebida alcoólica nos parques e lugares públicos. Pra quem gosta de uma cervejinha deve ser chato mesmo um churrasquinho com refrigerante. Pra minha família não faz diferença porque não tomamos cerveja, mas os responsáveis acabam pagando pelas pessoas inconsequentes que ultrapassam os limites. Apesar de não concordarem com esta lei específica nenhum dos nossos amigos se arriscou a quebrar a regra. Com o jeitinho brasileiro poderíamos ter inventado uma alternativa, mas o risco não compensava.

É preciso levar em conta, é claro, que estávamos no sudeste dos EUA, exatamente naquela região que perdeu a guerra de secessão e que é muito mais conservadora que o nordeste do país por exemplo. Imagino que muita coisa no Canadá seja diferente, e espero que seja mesmo, mas o que importa é que as regras são claras e têm que ser cumpridas.

Muita coisa me incomodava em Atlanta. A separação entre brancos e negros por exemplo era muito clara. Morávamos em um bairro onde praticamente só moravam brancos e os negros que viamos eram os funcionários de fast food, motorista de ônibus... quem fazia a faxina dos hoteis e dirigia as vans dos hoteis eram os ilegais latinos. Em outros bairros vc só encontrava negros e eles até olhavam pra nós com um certo estranhamento, mas nenhuma ostilidade.

Estudando um pouco a história deles dá pra entender esta separação já que os absurdos de preconceito racial foram "banidos" há muito pouco tempo da região. Só acho que não conseguiram ainda resolver o problema e ao inves da integração a gente vê dois mundos muito separados.

Nós visitamos vários lugares que contavam as histórias daquela época horrorosa da história americana e depois de ver tudo aquilo eu cheguei à conclusão de que no Brasil nós temos um problema de preconceito contra pobre infinitamente maior do que de preconceito contra negros. Mas esta é uma história pra outro post que ainda não tive coragem de escrever pela polêmica que pode gerar.

O fato é que cada país tem a sua cultura, com seus prós e seus contras. Muita coisa se encaixa como uma luva na vida que eu gostaria de oferecer aos meus filhos e muita coisa me causa aflição. O único jeito é analisar as vantagens e as desvantagens e decidir de acordo com seus valores. Para os meus valores o Canadá é a melhor opção no momento.

Decisões difíceis

Apesar de todas as maravilhas da maternidade/paternidade, em alguns momentos esta tarefa árdua é também muito solitária.

O Eduardo nasceu com aquele probleminha de fimose que na maioria dos meninos se resolve até os 3 anos de idade. O pediatra disse que podíamos ficar tranquilos e nós ficamos. O problema é que agora eu percebo que está bem fechadinho e a glande não aparece de jeito nenhum. O pediatra sugeriu que procurássemos um cirurgião pra dar sua opinião sobre o assunto e acabamos marcando uma cirurgia para esta quarta-feira já na primeira consulta.

Foi tudo muito rápido e naquela angústia de resolver o problema o mais rápido possível eu acho que não parei pra pensar no que estava acontecendo. O médico explicou todos os detalhes do procedimento que segundo ele não demoraria mais que 45 minutos, mas seria necessário uma anestesia geral pra garantir que o Edu ficasse quietinho, não sofresse nenhum trauma de ver a cirurgia e tals.

Na quinta-feira passada agendamos tudo, marcamos com o médico, hospital, plano de saúde, com a família pra saber quem ficaria com a helena e ficou tudo acertado. E quando vi tudo "resolvido" e o dia chegando comecei ficar super mal, chateada, ansiosa, com uma angústia inexplicável.

De repente, eu parei pra pensar no que estava acontecendo e resolvi fazer uma coisa que tenho evitado fazer: procurar no google sobre fimose. Como eu já conhecia uma pomada que promete resolver o problema sem a necessidade de cirurgia, eu procurei pela pomada também (Postec). Ontem eu passei a manhã inteira lendo sobre o assunto e comecei sentir uma coisa super estranha. Só ontem eu fui questionar a real necessidade da cirurgia; parei pra pensar se precisava ser realizada agora, se não haveria outra alternativa a ser tentada antes. Me lembrei que o Edu nunca teve nenhum problema com esta fimose, nenhuma infecção de urina, nenhuma secreção ou sensibilidade, nunca se queixou de nada, e eu pensando se valia mesmo a pena submete-lo a uma cirurgia só porque no futuro ele pode ter problemas?

Fazia tempo que eu não chorava tanto. Até que decidi que não operaria o meu filho sem antes ter uma segunda opinião, sem antes tentar uma outra alternativa, sem pensar um pouco no assunto. O Sergio, coitado, teve que desmarcar tudo e eu consegui a indicação de outro médico e no dia marcado para a cirurgia, iremos fazer uma consulta com outro cirurgião.

Assim que desmarcamos a cirurgia eu comecei a me sentir bem melhor, mais tranquila, mais alegre. É claro que estou insegura e fico pensando se não deveria ja resolver este problema uma vez que estava tudo acertado pra cirurgia, mas eu estava muito insegura.

Agora só me resta esperar a consulta com o novo médico e ver o que vamos fazer a respeito. Pode ser que tenhamos que operá-lo de qualquer forma mas pelo menos eu vou estar mais segura de que vou estar fazendo a coisa certa.

Jun 15, 2007

Saudades do berço

Uma das etapas na preparação para a chegada da Luisa foi tirar a Helena do berço. Acho importante não deixar o irmão mais velho associar algumas mudanças com a chegada do irmão mais novo. Fiz o mesmo com o Eduardo e deu super certo e agora com a Helena está funcionando bem também porque ela nem se lembra do berço.

Quem está mesmo com saudades dele sou eu. Nesta nova etapa da vida da Helena, ela não demorou a descobrir as vantagens de dormir em uma caminha sem grades e obstáculos. Acorda, espreguiça um pouquinho e já está livre pra ir onde quiser. O problema é que nem sempre os horários são os mais interessantes para os pais.

Nesta semana ela acordou algumas vezes durante a madrugada e foi pra sala ou para o meu quarto chorando. Ela já chega na beirada da minha cama me empurrando e tentando colocar a perninha pra subir. Com a maior paciência do mundo eu me levantei e expliquei que era hora de dormir, mostrei o papai dormindo, o Edu e a coloquei de volta na cama com todos os acessórios pré-sono que ela usa.

Ela se deita sozinha e já puxa o cobertor em cima dela e até me dá tchau, mas quer que eu fique no quarto velando o sono dela. Tentei usar a tática de ficar um pouco e ir me afastando devagar e ela ficou ali deitada super tranquila até eu sair do seu campo de visão e então recomeçou o berreiro e veio correndo pro meu quarto. Depois de mais de duas horas neste vai e volta e dá tchau pro papai e beijo na mamãe e conversa e pega um bichinho de pelúcia diferentes e etc, etc, etc, eu me enchi e minha paciência foi pro espaço: apaguei todas as luzes, me deitei e fingi que estava dormindo.

A Helena foi até a beirada da minha cama, chorou, tentou subir, fez birra e quando viu que eu estava mesmo "dormindo" e que não ia adiantar nada ficar ali, foi até a sala, pegou um travesseiro que estava no sofá, levou pra cama dela e dormiu no quentinho (porque mesmo tendo só 1 ano e 5 meses não é boba de ficar passando frio).

E o silêncio pairou no ar e eu pensei que enfim poderia dormir 3 horas até o relógio despertar. Nem 10 minutos de descanso e ouço um agradavel: " mamãe, vem aqui".

Não acreditei: era o Eduardo querendo uma mamadeira. Já sem paciência nenhuma pedi ao Sergio que resolvesse como ele quisesse aquela nova situação e fui pra cama.

Conclusão: o Sergio, as 3 da manhã, sem ter dormido nada até então, fazendo duas mamadeiras (que nao foram tomadas) e dando um jeito no quarto das crianças insones. Não sei o que ele fez mas todo mundo dormiu rapidinho e pudemos ter merecidas duas horas e meia de sono.

E eu fico me lembrando de quando a Helena dormia no berço e chorava de madrugada. Bastava ir uma vez no quarto e explicar que era hora de dormir. Não que ela não chorasse, mas bastava apagar a luz pra ela se conformar e dormir. Agora, podendo sair da cama quando quiser não tem mais jeito.

Como eu não tenho coragem de fechar a porta do quarto, acabo tendo que levantar varias vezes até convence-la a ficar na sua caminha nova.


Jun 13, 2007

Gestante a beira de um ataque de nervos

Aqui fala a gestante que está estourando de ansiedade. Não é pressa para que a Luisa nasça, mesmo porque acho que 30 semanas é muito cedo ainda. Na verdade eu fico ansiosa porque tenho milhões de coisas que gostaria de fazer e outras que tenho obrigatoriamente que fazer e não consigo; pelo menos não na velocidade que gostaria.

Conclusão: quando amanheço bem disposta e sem dores, trabalho o dia todo e faço o que devo e o que não devo de jeito nenhum fazer. Como castigo passo o dia seguinte morrendo de dores e contrações.

Ontem foi um desses dias. Na segunda feira eu organizei o guarda roupa das crianças do maleiro até o chão. foi um tal de sobe escada, desce escada, leva pra cima, traz pra baixo e ainda fiquei frustrada porque não deu tempo de levantar o berço (coisa que ia fazer sozinha!!!!).

Como passei dos limites do meu corpo, ontem acordei toda dolorida e mal podia andar. Fui ao médico e ainda tive que ouvir em tom de gozação: "é a terceira vez que vc me faz estas reclamações"; sugerindo que nas gestações do Eduardo e da Helena eu fazia e sentia a mesma coisa.

O médico brincou que eu deveria treinar pra ser chefe: ficar sentadinha delegando as coisas pra outras pessoas. Mas esta definitivamente não é a minha natureza. O Sergio sempre reclama que eu não me canso nunca e as vezes ele já está exausto e eu no maior pique arrumando milhões de coisas pra fazer.

Agora estou aqui cheia de coisas pra fazer e organizar mas com medo de voltar a sentir aquelas dores que senti ontem o dia todo. Ainda bem que tenho a internet pra me distrair enquanto a Helena está dormindo e o Edu está na escola. No período da tarde, em geral, eu me esqueço um pouco das outras coisas porque eles conseguem ocupar muito bem o meu tempo!

Jun 12, 2007

Dia dos namorados

Estava eu aqui toda animada que neste dia dos namorados meu marido "super romântico" fosse me dar uma caixa de bombons recheado com cereja ao licor (pedi claramente isso a ele ontem). Já estava com água na boca mas... não estou me sentindo muito bem hj e tive que adiantar a minha consulta de pré-natal e já vi que meu chocolate foi por água abaixo.

Não sei o que tem me dado que ando feito louca atrás de chocolate o dia todo. Estava tão feliz que só tinha engordado 6 quilinhos até o mês passado mas já vi que hj a balança vai me dedurar pro médico. Vou aproveitar e comer meu último brigadeiro porque depois da consulta de hj estarei proibida.

Jun 11, 2007

Motivos para imigrar

Já faz vários dias que venho pensando no post do Daniel com os seus motivos para imigrar. Já escrevi varias coisas mas ainda nao tinha conseguido convencer a mim mesma que aqueles eram os motivos.


Não gosto muito da idéia de dizer que quero imigrar pra fugir ou pra ser feliz. Não estamos fugindo e somos muito felizes aqui. Então eu acredito que estamos procurando uma Qualidade de Vida que não temos como encontrar no Brasil hj. O problema é que qualidade de vida não tem um significado único e os parâmetros mudam de uma pessoa pra outra. Vou falar um pouco então do que eu considero qualidade de vida e o que estou procurando no Canadá.


Quando fomos convidados em novembro de 2004 a passar 6 meses em Atlanta eu não pensava em sair do país e confesso que embarquei em dezembro do mesmo ano um pouco contrariada. Mas era importante para o Sergio essa experiência profissional e nós sempre acreditamos que não devemos perder as oportunidades que aparecem, então eu fui, prometendo a mim mesma que faria destes 6 meses um período de aprendizado e que ficaria o mais feliz possível porque o Sergio e o Eduardo não mereciam ficar longe de casa aguentando uma chata mal humorada.


Pra minha surpresa, já nas primeiras semanas eu me deparei com uma realidade muito diferente do que eu vivia aqui no Brasil e me encantei.



O Sergio saia do trabalho as 17 horas, vinha para o hotel onde morávamos e já anoitecendo nós três saíamos pra andar pelas redondezas. Havia uma trilha muito perto do hotel que nos levava a um lago; um lugar lindo mas deserto naquele horário. Era tudo tão seguro e tranquilo que podíamos simplesmente apreciar o passeio e a companhia uns dos outros.


A cidade também é cheia de parques; quase um em cada esquina (risos). Tinhamos várias opções pra levar o Eduardo que chegou nos EUA quinze dias antes de completar seu primeiro ano de vida. Oa parques eram super organizados, bem cuidados, limpos... Em todos eles havia um play ground para crianças pequenas, até três anos de idade e outro para crianças maiores. Pode não parecer uma coisa importante mas faz toda a diferença. Para os pequenos os balanços eram fechadinhos, muito mais seguros, os escorregadores menores, tudo era mais baixo e mais fechadinho pra evitar acidentes e todo mundo respeitava. Não tinha grandalhões misturados aos bebês.


Encontramos até um parque surreal que tinha no banco de areia carrinhos, pazinhas, baldinhos e mais um monte de coisinhas que eram do próprio parque e todo mundo brincava e DEIXAVA os brinquedos lá quando ia embora. Os brinquedos todos estavam gastos mas nao tinha uma rodinha faltando, uma alça quebrada, tudo em perfeita ordem. Nunca vi um balanço quebrado, uma corda que escapou, uma pixação; tudo sempre muito bem arrumado e funcionando perfeitamente.


Papel no chão? Latinha caindo pelas janelas dos carros? Faixas e cartazes espalhados pra todo lado? Pedintes? Simplesmente não tinha. A única vez que presenciei uma lata de refrigerante voando pela janela de um restaurante foi quando um amigo brasileiro o fez naquela tentativa de ser engraçadinho (como se tivesse graça).


No Natal, a empresa do Sergio presenteou todos os funcionários com uma linda caixa de bombons e como o Sergio estava companhado, o Edu ganhou uns bonequinhos do Sherek e um carrinho cheio de chocolate em forma de carrinho e eu ganhei uma lata linda de sequilhos e um kit inverno (cachecol, luvas e chapeuzinho). O problema é que o kit era cor de rosa (as americanas adoram essa cor) e eu nao gosto muito. Olhei a etiqueta do produto, descobri a loja onde foi comprado e fui até lá ver o que poderia ser feito. Sem burocracia nenhuma, apresentei o produto e disse que não tinha gostado da cor. O rapaz que me atendeu (nunca me esqueci do rosto dele) já foi logo perguntando se eu queria trocar ou se queria o dinheiro de volta.


Detalhe: eu não tinha a nota, nem imaginava o preço e nada foi perguntado sobre mim, sobre a compra ou sobre qualquer outra coisa. A etiqueta da loja já foi suficiente. Eu disse que era um presente e que eu queria um igual só que de outra cor e ele falou: Procure o que vc quer e depois pode levar direto no caixa pra efetuar a troca.


Eu poderia ter trocado por outra coisa ou ter ficado com o dinheiro. Mas achei tão gentil por parte da empresa se preocupar comigo e com meu filho (nenhuma esposa de funcionario recebeu presente) que resolvi apenas trocar por outra cor.


Ainda no Natal, resolvemos ir pra Nova York já que eu não conhecia. Na véspera do Natal, saímos a noite pra dar uma volta pelas redondezas e comprar um presente pro Eduardo. As ruas estavam lotadas, acho que nunca fiquei no meio de uma multidão como aquela e o engraçado é que não senti medo em nenhum momento. É claro que batedor de carteira tem em todo lugar, mas nós nos sentíamos seguros, tudo muito tranquilo, sem bêbados, sem gente mal encarada, sem pedintes, sem ameaças.


Ficamos na rua até as 11 da noite quando o Edu, já exausto, "pediu" pra ir pra cama; sem contar o frio congelante que estava. Nos 4 dias que ficamos em Nova york a única preocupação era com o terrorismo(risos). Em todo lugar era um tal de tira e põe casacos e sapatos e revista bolsas... Até o Edu tinha que ser "despido" pra garantir que ele não estava enrolado em bombas. Apesar do tempo que perdíamos e das filas que tinhamos que enfrentar, nos divertimos muito com o que eu chamava de "tira e poe".


E as experências foram se repetindo em todos os lugares que visitamos nesses 6 meses. Praticamente todo final de semana nós pegávamos o carro alugado pela empresa e saíamos pra conhecer algum lugar diferente. Não sei se em toda empresa americana é assim, mas eles achavam que não dava para o funcionário passar o final de semana sem carro e alugavam um carro para nós da sexta feira a noite até o domingo a noite.

O Sergio adora mapas e guias; sempre tinha um lugar com alguma história interessante pra conhecer na região e lá íamos nós. Fomos pra Carolina do Norte e do Sul, Tennessee, Alabama; sempre visitando uma cidade diferente, interessante, aprendendo mais e mais sobre a historia daquele país. Fomos pra Washington DC e pra Filadélfia; tudo com um roteirinho montado pelo Sergio, sempre com muitas histórias, muitas caminhadas, muito cansaço mas muito divertimento também. Na Georgia, onde fica a cidade de Atlanta, conhecemos muitas cidades, sem contar que viramos Atlanta do avesso e em pouco tempo parecia que o Sergio tinha nascido naquela cidade.


O fato é que independente do lugar pra onde íamos, sempre encontrávamos a mesma coisa: estradas maravilhosas, cidades limpas, organizadas, bonitas, muitos parques, muitos lugares pra pic nic, muitos e muitos lugares preparados pra receber a família, muita preocupação com divertimento para crianças e muita preocupação com as liberdades individuais. O tempo todo nós nos sentíamos respeitados, nós nos sentíamos seguros, nós nos sentíamos em casa.

É bem verdade que éramos de certa forma vigiados e em qualquer deslize imediatamente aparecia, saído do nada, um policial, um segurança, um alguém pra nos mostrar até onde podíamos ir, mas como não tinhamos intensão de fazer nada errado não nos preocupávamos e nunca nos sentimos invadidos. Ao contrário, nos sentíamos protegidos.

Com o tempo estes passeios e viagens foram entrando na nossa rotina e eu fui percebendo uma aproximação enorme entre o Edu e o Sergio. Aos poucos fomos nos esquecendo de averiguar se o carro estava mesmo fechado, se os documentos estavam ainda na bolsa, se a máquina fotográfica estava guardada em um local seguro e começamos a nos preocupar com estar juntos, com brincar com o Edu, com conhecer os lugares e suas histórias. Começamos ver as pessoas com outros olhos, fomos nos despindo de preconceitos, fomos ficando mais leves, mais tranquilos, mais soltos.

Fomos perdendo os medos e inseguranças que sempre nos acompanham por aqui; fomos perdendo o medo de estranhos, perdendo o medo de sair a noite ou andar em lugares desertos. Comecei a relaxar e conseguíamos aproveitar muito mais os passeios, os momentos juntos.

LIVRE E RESPEITADA: acho que é a melhor definição de como eu me sentia.


Já disse várias vezes aqui neste espaço e pra quem se interessar em ouvir que voltei chorando pro Brasil e até hj não me reacostumei com o que temos aqui. Dá pra perceber que não é uma questão de ter dinheiro, não é só a violência armada; é uma questão de valores, de respeito, de oportunidades, de estilo de vida.

As diferenças sociais existem em todos os lugares, pobreza também, falta de educação e desrespeito também, violência também... não pensem que estou sonhando com o paraiso na terra e que não tivemos problemas nos EUA ou que acreditamos que não teremos problemas no Canadá.

Ao contrário do Daniel, eu tenho tido uma certa aversão ao Brasil, não consigo mais me anestesiar, me acostumar que as coisas são assim e pronto, aceitar a acomodação das pessoas e principalmente aceitar as pequenas corrupções que vão se tornando parte do nosso dia a dia: as carteirinhas de estudante falsas, a caixinha pro guarda, os guardadores de carro, todas as pequenas extorsões a que estamos expostos...

Eu poderia lutar contra tudo isso e fazer alguma coisa pra mudar, tem muita gente fazendo isso e conseguindo resultados. Eu fico feliz que estas pessoas existam e no fundo eu bem que gostaria de ter a força delas, mas confesso que desisti de acreditar; cansei de tentar explicar ou tentar entender.

Quando penso nos meus filhos, nos riscos, nos desafios de educá-los, nos sonhos que tenho pra eles, me sinto na obrigação de dar a eles esta oportunidade única que surgiu na nossa vida que é a opção pela imigração. Esta outra maneira de ver as coisas e viver as coisas. Este outro estilo de vida que pra nós é sinônimo de qualidade. Acho que a única coisa que nos seguraria aqui seria a nossa família. Infelizmente não se pode ter tudo e tivemos que escolher.

PS: Tenho procurado não ficar pixando o país o tempo todo e não ficar escrevendo aqui muita coisa que vejo, sinto, penso... este blog não é um blog denúncia e não tem por objetivo justificar nossa decisão de ir embora. Apesar de não estar feliz com os rumos que o país está tomando e não concordar com as politicas, os acontecimentos, enfim, com muita coisa, ainda assim amamos o Brasil, nossa história está aqui, muitas pessoas que amamos também.

Gentileza masculina

Se a Helena é vaidosa como toda mulher deveria ser, o Edu é gentil e galante!

Estávamos assistindo TV e de repente começa a nova propaganda da avon que tem como estrela a Ana Paula Arósio. O Eduardo olha e diz:

- Mamãe, vc é parecida com essa mulher!

Agora me diz: é ou não é um galanteador. Até a minha mãe achou um exagero a comparação. Mas como uma mãe que se preze ela disse:

- Ainda se ele dissesse que vc se parece com a Malu Mader...

Não estou cabendo em mim depois dessa!

Vaidade feminina

A vaidade feminina não tem limites mesmo! Já com 1 ano e meio de idade a Helena começou os seus testes de produtos pra aumentar, alisar, dar mais brilho ou sei lá eu qual resultado ela espera em seus cabelos.

Qualquer coisa que caia na sua mão ela usa como creme e espalha pela cabeça. Na semana passada usou toda a água do cachorro nos cabelos e na hora das refeições sempre que pode, dá um jeito de passar um pouco de molho de tomate ou shoyu nas madeixas.

Vira e mexe encontro os seus cachinhos duros e melecados por coisas que muitas vezes nem consigo identificar. Hoje, ela resolveu testar um novo produto no mercado: a ração do cachorro. Como a ração é dura e só solta um pozinho ela molhou a ração na água do cachorro e conseguiu fazer uma pasta, enquanto a mamãe distraida colocava roupas no varal. Quando acordei da minha distração seu cabelinho já estava todo melecado com o creminho de ração e ela toda orgulhosa do resultado.

Nunca tinha reparado como o cheiro da ração é ruim, e o pior, como fica impregnado. Já lavei a cabeça dela duas vezes com shampoo e ainda sinto de vez em quando aquele cheirinho da ração.

Em pensar que o Leo (o cachorro) adora!

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!