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Decisões difíceis

Apesar de todas as maravilhas da maternidade/paternidade, em alguns momentos esta tarefa árdua é também muito solitária.

O Eduardo nasceu com aquele probleminha de fimose que na maioria dos meninos se resolve até os 3 anos de idade. O pediatra disse que podíamos ficar tranquilos e nós ficamos. O problema é que agora eu percebo que está bem fechadinho e a glande não aparece de jeito nenhum. O pediatra sugeriu que procurássemos um cirurgião pra dar sua opinião sobre o assunto e acabamos marcando uma cirurgia para esta quarta-feira já na primeira consulta.

Foi tudo muito rápido e naquela angústia de resolver o problema o mais rápido possível eu acho que não parei pra pensar no que estava acontecendo. O médico explicou todos os detalhes do procedimento que segundo ele não demoraria mais que 45 minutos, mas seria necessário uma anestesia geral pra garantir que o Edu ficasse quietinho, não sofresse nenhum trauma de ver a cirurgia e tals.

Na quinta-feira passada agendamos tudo, marcamos com o médico, hospital, plano de saúde, com a família pra saber quem ficaria com a helena e ficou tudo acertado. E quando vi tudo "resolvido" e o dia chegando comecei ficar super mal, chateada, ansiosa, com uma angústia inexplicável.

De repente, eu parei pra pensar no que estava acontecendo e resolvi fazer uma coisa que tenho evitado fazer: procurar no google sobre fimose. Como eu já conhecia uma pomada que promete resolver o problema sem a necessidade de cirurgia, eu procurei pela pomada também (Postec). Ontem eu passei a manhã inteira lendo sobre o assunto e comecei sentir uma coisa super estranha. Só ontem eu fui questionar a real necessidade da cirurgia; parei pra pensar se precisava ser realizada agora, se não haveria outra alternativa a ser tentada antes. Me lembrei que o Edu nunca teve nenhum problema com esta fimose, nenhuma infecção de urina, nenhuma secreção ou sensibilidade, nunca se queixou de nada, e eu pensando se valia mesmo a pena submete-lo a uma cirurgia só porque no futuro ele pode ter problemas?

Fazia tempo que eu não chorava tanto. Até que decidi que não operaria o meu filho sem antes ter uma segunda opinião, sem antes tentar uma outra alternativa, sem pensar um pouco no assunto. O Sergio, coitado, teve que desmarcar tudo e eu consegui a indicação de outro médico e no dia marcado para a cirurgia, iremos fazer uma consulta com outro cirurgião.

Assim que desmarcamos a cirurgia eu comecei a me sentir bem melhor, mais tranquila, mais alegre. É claro que estou insegura e fico pensando se não deveria ja resolver este problema uma vez que estava tudo acertado pra cirurgia, mas eu estava muito insegura.

Agora só me resta esperar a consulta com o novo médico e ver o que vamos fazer a respeito. Pode ser que tenhamos que operá-lo de qualquer forma mas pelo menos eu vou estar mais segura de que vou estar fazendo a coisa certa.