Aug 31, 2007

Coisinhas de criança



Infelizmente a Helena não "puxou" pra mim na paixão por chocolate. Hoje comemos pastel de chocolate e ela sequer experimentou. Em compensação adorou brincar com o chocolate que caiu no meu prato. Além de ficar pintando a tampa do seu copinho, ainda passava o dedinho cheio de chocolate no cabelo.

Conclusão: teve que tomar banho de novo após o jantar.

_____ X _____

E ela está saindo do "papai" e "mamãe", que ela já fala há muito tempo, e esta variando seu vocabulário. Já fala carro certinho, CARRO e está aprendendo o nome das pessoas. O primeiro que está treinando é o do irmão. Ontem, ao ver uma foto do Eduardo ela ficou falando e apontando:

- Bubu! Bubu!

E o Eduardo revoltado:

- Eu não sou Bubu, eu sou Dudu!

Mas ela não se intimidou; passou o dia todo chamando o Bubu. O pior é que ela sabe falar dadá e dedé, mas Dudu não tem jeito, sempre sai Bubu. Se o Edu não tomar cuidado o apelido vai acabar pegando.

Silomat e Silomat plus fora do mercado

Acabei de ler aqui que os xaropes Silomat e Silomat Plus foram retirados do mercado pelo fabricante. De acordo com a notícia, estudos ainda nao finalizados indicaram que o príncipio ativo, clobutinol pode causar arritmia cardíaca.

Meu pediatra costuma receitar o Silomat plus para as crianças quando estão com tosse, então imagino que muitos outros pais façam uso deste medicamento também.

Como já houve quebra de patente para este medicamento, acho interessante verificar o princípio ativo de outros xaropes e caso eles contenham clobutinol, consultar um médico.

Aug 30, 2007

Teste do pezinho

Ontem chegou o resultado do teste do pezinho da Luísa. Eu achei que demorou demais mas o que importa é que está tudo bem com ela. Este teste sempre me deixa um pouco preocupada. Quando estava grávida do Eduardo tive a impressão de que doenças metabólicas e genéticas eram muito comuns em recem nascidos. o bebê de uma amiga foi diagnosticado com fibrose cística, o filho da minha então faxineira tem anemia falciforme e a neta da moça que passava roupa pra mim tinha talassemia.

O diagnóstico da fibrose cística no bebê da minha amiga foi um choque pra mim e o teste do pezinho básico não incluía esta doença. Conclusão: o diagnóstico foi muito demorado e estressante. Ela mesma me aconselhou a fazer o ampliado e eu fiquei super aflita enquanto esperava o resultado do teste. Nunca vou me esquecer o dia que o resultado chegou. Estávamos saindo de casa e o Sergio pegou o envelope na caixa do correio. Segundo ele conta eu arranquei o envelope da mão dele desesperada e só me acalmei quando vi que estava tudo normal. O da Helena também não teve problemas e agora posso relaxar em relação a isso porque o da Luísa também está normal.

Coração de mãe

Eu tenho um primo (Eduardo como o meu filho) que na adolescência adorava viajar e praticava esportes radicais. Um dia minha mãe perguntou para a mãe dele se ela não ficava preocupada com os riscos que ele corria e a resposta dela foi perfeita:

- Eu me preocupo mas não posso impedí-lo. Se um dia ele sofrer um acidente praticando um esporte e morrer, eu sei que ele vai morrer feliz.

Hoje o meu filho Eduardo foi em um passeio junto com a escola. Passei a manhã inteira olhando no relógio com o coração na mão e até me questionei se deveria mesmo te-lo deixado ir. Agora, com ele aqui são e salvo e super contente com a experiência eu fico feliz por ter deixado.

O ano que vem a Helena vai iniciar os primeiros passos dela rumo a liberdade. Infelizmente ela não poderá ainda estudar na escola do Edu mas irá para outra escola com o mesmo método e muito provavelmente fará também muitos passeios e viverá muitas experiências novas longe de mim.

No meu egoismo eu lamento muito todas as coisas que eles vão viver sem a minha participação e que eu ficarei sabendo apenas como histórias contadas, mas eu não tenho o direito de segurá-los na barra da minha saia a vida inteira.

Acho que tenho acertado bastante e tenho filhos super independentes de mim. Tanto o Edu como a Helena vão com qualquer pessoa, fazem amizade rapidamente e sem muita cerimônia, dormem em qualquer lugar e se adaptam facilmente a qualquer situação. Tenho certeza que sentem minha falta em algumas situações mas conseguem ficar longe de mim sem muitos problemas.

É doloroso imaginar que um dia eles irão embora para viver suas vidas sem a minha participação, mas será gratificante ve-los felizes em suas escolhas.

Aug 29, 2007

Liberdade extrema

Eu nasci e cresci em um bairro da zona norte de São Paulo que era (e ainda é) muito tranquilo e seguro. Eu chegava da faculdade a 1h da manhã e o perigo era mínimo (ainda assim, o motorista do ônibus esperava que eu entrasse em casa e acenasse que estava tudo bem pra ele ir embora, risos). Mas a faculdade foi na década de 90. Imagine como era tranquilo na década de 80, bem na minha adolescência.


A rua em que eu morava era sem saída e o movimento de carros quase inexistia, mesmo porque o bairro era pobre e quase ninguem tinha carro na época. Com todos estes ingredientes a minha rua vivia cheia de crianças e da minha idade a grande maioria eram meninas. Éramos mais ou menos 10 meninas que moravam na rua ou bem próximo dela com idades muito próximas e que estudavam no mesmo colégio estadual do bairro.


Não sei se pela segurança ou se por pura irresponsabilidade dos pais, a maioria delas entrou para a vida "adulta" com pouquíssima idade. Tinham liberdade total pra fazer o que bem entendessem e ninguem para controlá-las ou orientá-las de alguma forma. Já com 11- 12 anos quase todas tinham seu namorado, chegavam em casa a hora que bem entendessem, fumavam e até bebiam nas "baladas" que frequentavam. Enquanto eu tinha que pedir pra minha mãe pra ir até a esquina, elas já eram donas de seus narizes e decidiam sozinhas onde ir, quando e com quem. Não demorou muito e todas pararam de estudar ou mantiveram a escola como um local pra encontrar os amigos, faltando às aulas ou simplesmente fugindo pelo muro do colégio quando queriam e é claro, acumulando repetências. De todas estas meninas, somente três tiveram uma adolescencia diferente e não preciso dizer que duas destas fomos eu e minha melhor amiga.


Com uma infância "esticada" eu e a minha melhor amiga tinhamos que aguentar estas meninas-adultas fazendo piadinhas porque aos 14 anos ainda brincávamos como criança. Para nos provocar ficavam passando em frente de casa cantando Criança Feliz. Mal sabiam elas que éramos mesmo crianças felizes e tínhamos outros planos pra nossas vidas.


Mas apesar da falta de orientação, da excessiva liberdade que elas tinham, das escolhas duvidosas que fizeram, hj, felizes ou não, todas estão bem, com seus filhos adolescentes, tentando de alguma maneira fazer diferente com eles. Felizmente naquela época o maior risco que corriam era o de uma gravidez indesejada e a ausência dos pais não acarretou danos que comprometessem uma vida relativamente normal hoje.


Então a história começou a se repetir. Uma adolescente com extrema liberdade, fazendo o que bem entende, fumando, bebendo, sem hora pra chegar em casa, faltando da escola, sendo dona do seu proprio nariz. Assim como as minhas "coleguinhas" de infância começou muito cedo a vida "adulta", acho que com 10 anos já tinha se "emancipado".


Agora com 16, estava namorando um menino da favela do bairro. Terminou o namoro com ele e começou namorar um outro rapaz que tinha até carro. A avó (com quem ela vive) estava esperançosa de que fosse um "bom partido".


É claro que o namorado dispensado não gostou da história e em uma confusão por ciumes o atual namorado "bom partido" deu 4 tiros no primo do namorado dispensado. A confusão foi tamanha que a família do moço assassinado está ameaçando a menina porque consideram que ela foi a causadora de toda essa desgraça e a familia do "bom partido" esta ameaçando-a também para que ela não dê o endereço do assassino.


Conclusão: a menina está escondida, longe do bairro, morrendo de medo e a família apavorada.


Infelizmente para estas famílias este modelo de educação sem limites e controles se tornou extremamente perigoso nos dias de hj. Atualmente eu acho que conhecer os amigos e se possivel, a familia dos amigos é muito importante. Saber onde o filho vai, com quem vai, quando e como volta não deve ser considerado invasão de privacidade. Principalmente na adolescencia estar presente na vida dos filhos é a maneira mais eficaz de protegê-los de situações como esta.

Não acredito que proibições sejam eficazes; ao contrário, acho que proibições só criam um desejo maior de transgredir. Conversar, orientar e principalmente ouvir e respeitar as opiniões dos filhos é um caminho bem mais seguro.

Um ser humano sem liberdade não tem como ser feliz, mas liberdade não pode ser confundida com descuido. E como minha mãe sempre diz: diga-me com quem andas e eu te direi quem és.









Aug 27, 2007

Nada melhor que a concorrência

Depois de um longo inverno, ou melhor, vários invernos e verões, enfim o tal virtua da net foi liberado aqui no meu bairro. Eu já estava cansada de receber ligações da net me oferecendo este produto que não estava disponível para o meu CEP. Eu até falei para um dos que me ofereceram que eu queria e muito e que assim que fosse possível fazer a instalação que ele me ligasse novamente. pois bem, a semana passada me ligaram avisando. E não só ligaram como passaram 500 pessoas me oferecendo o produto.

Ainda não posso dizer que o produto é bom mas o fato de me livrar do speedy já o torne muito atrativo. No primeiro dia já fechei um com o virtua e a instalação aqui em casa foi super fácil uma vez que já possuo a net. Até agora (8 dias) não tenho do que reclamar. Mas o parâmetro que eu tinha era tão ruim que a minha opinião acaba não sendo parâmetro.

Eu fiz o speedy há mais ou menos 2 anos e até que no inicio as coisas não eram tão ruins, mas com o passar do tempo e a universalização do servico eu só tive problemas. Quem tem meu e-mail no msn sabe o quanto era chato ver a carinha dos meus filhos o dia inteiro aparecendo na tela porque minha conexão caia o tempo todo. E o pessoal nem podia reclamar porque conversas pelo msn eram em geral cortadas o tempo todo.

Meu medo agora é que com o virtua aconteça a mesma coisa. Nesta última semana o que mais vi aqui no bairro foram carros da net fazendo a instalação da internet virtua. Imagino o baque que o speedy não esteja levando com esta história. Quando liguei pra cancelar o meu, eles tentaram de todo jeito me convencer a continuar. Inventaram uma promoção super interessante para clientes há mais de dois anos e eu não pude deixar de falar do meu descontentamento com o serviço speedy e ainda da falta de cuidado que eles tiveram comigo e com outros tantos clientes neste período em que não havia outra alternativa pra quem quisesse banda larga.

Meu sonho agora é me livrar de vez da telefonica contratanto outra empresa de telefonia. Algumas pessoas reclamaram do telefone da net e então eu resolvi esperar mais um pouco pra ver se é apenas um problema de ajuste.

Tenho certeza que a partir de agora o speedy vai tomar mais cuidado com os seus clientes e tratar de melhorar o serviço. Espero que a net fique esperta e não caia na acomodação também. Enfim, a concorrência está sendo otima para nós, consumidores, uma vez que alem de cancelar o serviço não temos muito pra quem recorrer.

Depressão pós parto

Sempre fui uma gestante tranquila e tentei levar as gestações na maior normalidade possível. Nesta última tive um pouco mais de dificuldade; sabe como é, depois dos 35 a idade começa a pesar mais.

A recuperação dos partos tambem sempre foi uma coisa que tirei de letra. Se por um lado me comporto como uma verdadeira enferma quando as visitas chegam pra não causar espantos, por outro já decretei vida normal quando estou sozinha: tanto na alimentação como assumindo as minhas atividades de "mãe do lar". Até a minha ajudante já foi destituída de algumas funções que ela assumiu nas ultimas semanas de gravidez.

Toda ajuda foi bem vinda e agradeço de coração a todo mundo que participou do mutirão, mas já não aguentava mais aquele tratamento de UTI. As vezes eu perguntava para o Sergio se eles estavam escondendo alguma doença grave de mim porque os cuidados eram tantos que eu já estava me preparando para o pior.

Estou tomando o poder novamente e quase em regime ditatorial!

Depois de 20 dias do nascimento da Luísa me sinto super vem e renovada. Á medida que meu bebezinho vai crescendo aquele barrigão tão amado até o parto vai se despedindo e tomando seu rumo. Estava toda orgulhosa com a recuperação do meu corpo pré gestação e me achando "a modelo" quando chega o Eduardo pra estragar tudo.

Estava eu toda alegrinha tomando um delcioso banho de beleza quando o meu filhote querido resolve ficar no banheiro de plateia. Ele me olhou, olhou e de repente disse:

- Mamãe, porque vc está com esta barriga imensa????

IMENSA????!!!!! Eu toda feliz com a diminuição quase instantânea da minha barriga e ele vem me dizer que ela ainda está IMENSA???? Todas as minhas amigas me elogiando pelo retorno ao meu corpo e ele vem com este papo de IMENSA???? Que falta de sensibilidade. Só poderia ser um homem mesmo pra fazer um comentário destes. Se fosse a Helena teria dito:

- Mamãe, como a sua barriga diminuiu!!!!

Pena que a Helena ainda não fala!

Aug 25, 2007

Mudança de fase

Passado o parto da Luísa e a recuperação (que foi super rápida por sinal) chegou o momento de começar um novo ciclo em nossas vidas. Conforme o planejado, tivemos nossos três filhos com pequena diferença de idade e agora vamos partir para a nova fase.

Durante a indução do parto eu fiquei pensando em todas as coisas legais que aconteceram durante as minhas três gestações e em como é emocionante estes momentos que antecedem o parto; aquela curiosidade pra ver a carinha do bebe e o friozinho na barriga enquanto não se sabe exatamente o que vai acontecer.

Cada momento com a Luísa tem sido quase uma despedida; um adeus a estes momentos tão especiais com um bebezinho tão pequeno, um adeus a este aprendizado de cada dia em que vou conhecendo meu bebe e ele vai me conhecendo também. Vou dando adeus àquelas roupinhas tão pequenas e tão delicadas que não terei mais a chance de usar, muitas delas que comprei para o Eduardo e que guardei pra Helena e agora a Luísa está usando.

O Sergio, sendo um ateu convicto, acredita que o primeiro macacao do Eduardo dá sorte (risos) e como foi ele quem escolheu a primeira roupinha dos três, todos usaram o tal macacão verde do Chico Bento (tão pequeno que eles só usaram na maternidade e por isso está novinho ainda).

Ao mesmo tempo que estou exausta com a amamentação a cada 4 horas, inclusive de madrugada, eu também fico emocionada com este contato com a minha filha, estes momentos só nossos em que "conversamos" tantas coisas e imaginar que nunca mais vou amamentar na vida me deixa super saudosa.

O bom disso tudo é que estou curtindo demais todas as coisas que agora sei que farei pela última vez e estou com a cabeça mais livre pra pensar nesta nova fase que está começando. Quando vejo o Eduardo com quase quatro anos percebo o quanto o tempo passa rápido e fico feliz de ter a oportunidade de acompanhar cada momento deles, cada nova descoberta, cada nova fase na vida deles. Conforme prometi pro Edu durante a gravidez, agora já posso pega-lo no colo, rolar no chão com eles, brincar de tudo o que sempre brincamos antes da gravidez.

Meu sonho agora é chegar no Canadá e tentar começar uma vida mais tranquila e segura, com novos hábitos, com novos horizontes e tão feliz quanto a que já temos aqui.

Aug 18, 2007

Aniversário do Sergio

Em toda nossa correria dos últimos dias não tive tempo pra sair e comprar algum presente para o meu marido. Em compensação dei a ele uma bonequinha que come, faz cocô e xixi, faz gracinha, dá risadinhas, chora de vez em quando e não tem botão on/off. Um presentão!

Especialmente neste aniversário eu pensei bastante no tempo em que estamos juntos e quantas coisas já planejamos e conquistamos neste período.

Conheci o Sergio quando eu ainda estava na faculdade e fazia estágio no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) que fica dentro da Cidade Universitária. Ele fazia doutorado lá, no mesmo departamento mas em laboratório diferente. A primeira vez que o vi foi quando voltei do almoço e ele estava na sala dos estagiários lendo jornal. Entrei, disse boa tarde e ele não moveu um músculo. Achei-o super mal educado e fui embora sem dizer mais nada. Ele se defende dizendo que não ouviu (e pelo jeito nem viu que entrou alguem na sala). Hoje eu acredito na versão dele porque quando está na frente de um jogo de futebol ou de um jornal a casa pode cair que ele nem percebe.

Com o tempo acabamos nos conhecendo porque todos os dias ele ia para aquela sala ler o seu jornalzinho na hora do almoço (costume que tem até hj) e os estagiários e pós graduando sempre se reuniam ali naquele horário.

Nem sei ao certo como me interessei por ele e ele nem olhava pra mim porque achava que eu era nova demais. Ele só se interessou por mim quando descobriu quantos anos eu tinha. E então começou toda aquela cerimônia da paquera, o interesse pelas coisas do outro, as desculpas pra estar no local onde o outro com certeza estaria em determinado momento.

No início de dezembro de 1998 eu percebi que aquela paquerinha poderia se transformar em um namoro, mas na metade do mês entraríamos em férias coletivas e as coisas poderiam esfriar já que não tinhamos como entrar em contato. Eu e uma amiga ficamos pensando em uma maneira de resolver isto e tivemos a ideia de pedir o e-mail dele com pretexto de mandar algo que o interessasse. Ela pediu e mandou uma coisa nada a ver com nada, mas deu super certo porque na resposta ele pediu o meu e-mail e assim começamos a nos corresponder via e-mail. Era até engraçado porque nos encontrávamos pessoalmente e quase não conversávamos, mas trocávamos e-mails constantemente falando sobre varios assuntos diferentes. O mais legal é que todos estes e-mails eu ainda tenho (do primeiro até o que ele acabou de me mandar).

No dia 11 de dezembro ele veio falar comigo pessoalmente e então começamos a namorar. Nunca me esquecerei deste dia; me lembro bem que estava uma chuva torrencial e eu me molhei toda pra acompanha-lo até o ponto do circular da USP. Namoramos por dois anos e no dia 03/03/2001 nos casamos na igrejinha que eu frequentava. Uma cerimônia bem simples, sem festa, mas com a presença de todos os nosso amigos mais queridos (quase todos porque uma tal de Simone se perdeu e não conseguiu chegar).

Desde os primeiros dias do nosso namoro já começamos os planos para a nossa vida futura. Sempre sonhamos em ter 3 filhos e até os nomes já tinham sido escolhidos. É bem verdade que os nomes foram todos trocados mas os três filhos nós acabamos de realizar e mesmo com alguns ajustes, o tempo planejado para a chegada deles foi cumprido.

Tantas coisas aconteceram na nossa vida desde aquele dia 11 de dezembro e a cada dia eu sinto que estamos mais sintonizados, mais próximos, mais amigos.

Eu aprendi muitas coisas com o Sergio e tenho certeza que mudei pra melhor nestes anos de convivência. Me tornei muito mais liberal do que era, mais tolerante com as diferenças, menos exigente comigos mesma e com as pessoas. O Sergio cultivou em mim uma confiança que eu nunca tive e me ensinou a ver com clareza minhas qualidades e defeitos. Eu tenho aprendido a reconhecer as coisas que faço bem e melhorar aquilo em que não sou boa. Ele também me ensinou a não ir deixando as coisas chatas para serem feitas amanhã. "Resolva logo este problemas pra se livrar logo dele" é a teoria que ele usa.

A cada dia eu me surpreendo mais com ele; sempre dedicado à família, sempre tomando conta de todos nós, sempre se desdobrando pra me ajudar no cuidado da casa e das crianças mesmo depois de um dia cheio no trabalho. O Sergio tem uma paciência que até irrita. As vezes eu tenho que dar bronca nele por ser paciente demais com a criançada.

Sempre brincando, fazendo piadinhas, tirando sarro da minha cara... assim ele vai demonstrando o amor que tem por nós. Eu brinco que ele me olha e vê um gigante; faz a maior propaganda a meu respeito por onde passa e ai de quem falar qualquer coisa contra mim. Para os outros eu sempre tenho razão mesmo que depois ele discorde e me diga que eu estava errada.

Aqui em casa tudo é NOSSO, não tem separação de nada. Até os e-mails são "compartilhados" e temos todas as senhas, códigos, informações a respeito de tudo um do outro. Até aqueles e-mails mais pessoais que recebemos as vezes sempre encaminhamos para o outro ler também e dar sua opinião. Todas as decisões são tomadas em conjunto e até a opinião do Eduardo já está sendo ouvida também. Eu nunca pensei que algum dia eu teria minha vida tão compartilhada com alguem, sem segredos, sem mistérios... tudo aberto o tempo todo.

Tenho me sentido super culpada nos últimos meses por não ter conseguido cuidar do Sergio como deveria. Passo o dia envolvida com tantas atividades da casa e das crianças e acabo não cuidando muito das coisas dele, das coisas que gostamos de fazer juntos, dos doces que ele adora e que já faz um bom tempo que não preparo. Nem assistir tv juntos tem dado tempo e quando conseguimos ficar sozinhos estamos esgotados e acabamos dormindo sem ao menos conseguir conversar. Ainda assim, ele continua atencioso, paciente, compreensivo e não me cobra nada.

Não consigo ficar muito a vontade pra fazer declarações de amor em público, mesmo porque se há uma coisa que sempre digo a ele e aos nossos filhos é o quanto eu os amo. O que posso dizer aqui é que sou muito grata a você, Sergio, por todos os momentos maravilhosos que tive em minha vida desde que o conheci e agradecer por toda a felicidade que vc tem me proporcionado nestes quase 9 anos juntos.

A Luísa nasceu dia 06 de agosto...




... e tanta coisa aconteceu nestes 12 dias que eu nem tive tempo de vir aqui avisar.

No dia 06 eu me internei e iniciamos a indução do parto mais ou menos as 9:30 da manhã; as 14:02 a Luísa nasceu. Foi um parto super trânquilo e meu médico foi muito bonzinho e não me deixou contorcendo de dor.

Algumas horas depois do parto eu já estava me sentindo muito bem e passeando pela maternidade inteira para aliviar o tédio de ter que ficar internada. As crianças foram me visitar todos os dias mas ainda assim eu estava desesperada pra voltar pra casa. A Luísa teve um pouco de icterícia no segundo dia e passou um dia e uma noite inteiros fazendo banho de luz. Foi um pouco estressante porque o bercinho com as luzes ficou no meu quarto o tempo todo e como a Luísa ficava muito incomodada com o protetor ocular, eu não dormi quase nada nesta noite, mas eu acabei achando que valeu a pena porque fomos liberadas na manhã seguinte.

Na segunda feira, dia 13 nós a levamos para a primeira consulta com o pediatra dela e qual não foi a nossa surpresa quando ele a olhou e ficou muito assustado. É engraçado que temos uma relação tão boa com "nosso" pediatra que ao ver a cara dele eu já fiquei assustada também. Ele achou a Luísa muito amarela e solicitou que ela fosse internada imediatamente.

Saímos do consultorio direto para o Hospital São Luiz e depois de 5 horas de espera e muita confusão conseguimos internar a Luísa e começar o banho de luz. A dosagem de bilirrubina estava bem abaixo do limite; um alívio para nós e para o pediatra dela. Foram dois dias direto fazendo o tal banho de luz no quarto e lá fui eu ficar acordada novamente direto. O bom é que o Sergio pôde ficar no quarto com a gente e me ajudou muito mas mesmo tendo o Sergio por perto eu não conseguia relaxar e dormir.

A Luísa mamou o quanto quis porque sempre que ela ficava irritada eu dava o peito pra acalmá-la e fazê-la dormir. Mas o importante é que ela se recuperou bem e voltamos pra casa bem mais tranquilos. Na sexta feira voltamos ao pediatra e conseguimos fazer a primeira consulta com tranquilidade; ela já ganhou peso e cresceu dois centímetros desde que nasceu e apesar do susto, não terá nenhuma sequela da icterícia.

Uma coisa que eu não sabia é que concentrações muito altas de bilirrubina podem causar danos neurológicos e até retardamento mental. O médico ficou muito assutado a princípio porque achou que ela poderia estar com concentrações muito próximas ao limite mas graças a deus ele estava enganado.

Agora eu acho que vamos conseguir entrar na rotina novamente. O Edu está indo para a escola com o Sergio e enquanto eu não posso dirigir ele esta voltando de ônibus. Nem sei se ele vai querer que eu volte a ir busca-lo porque está adorando andar de ônibus todos os dias.

Ao contrário do que imaginei, ele ficou um pouco enciumado nos primeiros dias e demonstrou o seu ciume com uma certa agressividade. Nem preciso falar que a sua grande vítima era a Helena e ele ficou meio agressivo comigo também. Aos poucos ele está voltando ao normal e tem sido muito carinhoso com a nova irmazinha. Hj ele me disse que queria ter mais um monte de irmãs aqui em casa, mas nada de irmão. Eu e o Sergio temos conversado muito sobre as reações dele e aumentado o nosso estoque de paciência pra lidar com as suas reações. Imagino o quanto esteja sendo dificil pra ele todas estas mudanças, ainda mais agora que a Helena está aprendendo falar e está uma gracinha.

A nossa grande surpresa nesta história toda foi a Helena. Não consegui perceber nenhuma alteração no seu comportamento desde a chegada da Luísa. Sempre que eu pego a Luísa ela fica falando no nenê, mas sempre de um modo carinhoso e não fica tentando chamar a minha atenção ou tirar a Luísa do meu colo. De qualquer forma eu tenho me preocupado em dar mais atenção aos dois e mostrar que nada mudou, ou pouca coisa mudou.

Aos poucos acho que vamos conseguir entrar na nossa rotina novamente sem grandes problemas. Ontem vendo uma reportagem sobre ciume do irmão mais velho eu fiquei até contente porque apesar do ciume que eu sei que eles sentem, o carinho de um pelo outro é muito grande e até agora eles se cuidam muito. Mesmo brigando o com a Helena, o Edu sempre a defende quando ela está em "apuros".

Aug 2, 2007

Pessoas diferentes

Em qualquer lugar que a gente vá sempre encontra alguem com manias e idéias muito diferentes daquilo que achamos correto. Imagino os meus vizinhos comentando sobre a vizinha que tem dois filhos pequenos, está gravida de novo e faz isto ou aquilo...

Mas algumas pessoas acabam se tornando unanimidade.

Na escola do Edu tem um pai que não consegue passar desapercebido. Primeiro que ele deve ser vidrado nos EUA e alem de uma placa da Flórida no carro ele ainda anda com umas fivelas enormes de polícia americana na cinta. Eu diria que é apenas diferente e não chamaria a atenção nao fosse o fato dele chegar todo dia super cedo no estacionamento do colégio e ficar polindo o carro enquanto espera a hora de pegar os filhos.

Todo dia quando chego ele está lá com a flanelinha acariciando o carro. Sei lá, cada um com sua mania, mas é meio estranho.

Hj ele subiu um pouco mais cedo e quando o vi tive algum pensamento maldoso mas não comentei nada com as outras mães que também esperavam. O engraçado é que todas devem ter pensado algo assim porque ficamos todas com aquelas caras de riso.

Ou seja, não fui só eu quem reparou e todo mundo acha esquisito.

Mas cada um com seu cada um, né?

Esperando a irmazinha

Imagino que o nascimento da Luisa será uma grande surpresa pra Helena. Quando pergunto onde está a Luisa ela mostra a minha barriga, abraça, beija, faz carinho, mas tenho certeza que não tem a mínima idéia que dali vai sair uma menininha como ela e com quem ela vai ter que me dividir.

Já o Eduardo tem um pouco mais de noção e está ansioso com a chegada do bebê. Sempre que deita perto de mim acaricia a minha barriga, beija e conversa com ela. O interessante é que ela sempre responde:

- tudo bem aí dentro Luisa?

- Tudo bem. (com voz fininha)

- Vc já vai sair daí?

- Eu vou. (tb com voz fininha)

Depois ele me conta o que os dois conversaram. Uma graça!

Carro velho

Ando meio ausente do blog porque neste final de gestação além de algumas dores tenho sentido muitas contrações. A indução do parto está marcada para o dia 06 e não queria que a Luisa se antecipasse pois no dia 04 tem a festa do dia dos pais na escola do Edu e o Sergio não quer perder de jeito nenhum. Pra resumir: tenho tentado fazer algum repouso para não adiantar nada.

Ontem passei pelo médico e segundo ele está tudo bem e provavelmente o parto será bem rápido. Para me animar ele disse que o trabalho de parto funciona igual ao motor de um carro velho: o motorista vai tentando fazer funcionar até que em algum momento ele pega. Então ele sai andando meio devagar, esquentando o motor até que embala e vai embora (parto).

Ahhhh, pelo que entendi o carro velho sou eu e o motor não está pegando. ADOREI A COMPARAÇÃO!!!! Estou me sentindo uma kombi.

Espero que o motor só funcione no dia 06.

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!