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Coração de mãe

Eu tenho um primo (Eduardo como o meu filho) que na adolescência adorava viajar e praticava esportes radicais. Um dia minha mãe perguntou para a mãe dele se ela não ficava preocupada com os riscos que ele corria e a resposta dela foi perfeita:

- Eu me preocupo mas não posso impedí-lo. Se um dia ele sofrer um acidente praticando um esporte e morrer, eu sei que ele vai morrer feliz.

Hoje o meu filho Eduardo foi em um passeio junto com a escola. Passei a manhã inteira olhando no relógio com o coração na mão e até me questionei se deveria mesmo te-lo deixado ir. Agora, com ele aqui são e salvo e super contente com a experiência eu fico feliz por ter deixado.

O ano que vem a Helena vai iniciar os primeiros passos dela rumo a liberdade. Infelizmente ela não poderá ainda estudar na escola do Edu mas irá para outra escola com o mesmo método e muito provavelmente fará também muitos passeios e viverá muitas experiências novas longe de mim.

No meu egoismo eu lamento muito todas as coisas que eles vão viver sem a minha participação e que eu ficarei sabendo apenas como histórias contadas, mas eu não tenho o direito de segurá-los na barra da minha saia a vida inteira.

Acho que tenho acertado bastante e tenho filhos super independentes de mim. Tanto o Edu como a Helena vão com qualquer pessoa, fazem amizade rapidamente e sem muita cerimônia, dormem em qualquer lugar e se adaptam facilmente a qualquer situação. Tenho certeza que sentem minha falta em algumas situações mas conseguem ficar longe de mim sem muitos problemas.

É doloroso imaginar que um dia eles irão embora para viver suas vidas sem a minha participação, mas será gratificante ve-los felizes em suas escolhas.