Sep 28, 2007

A mãe do Batman

Não sei se é assim em todo lugar mas a escola do Edu se transforma em Hollywood às sextas-feiras. Todos os alunos podem levar um brinquedo e podem ir de fantasia. Quando chego pra entregar o Edu encontro com o Batman, o Super Homem, o Homem Aranha e todas as Princesas dos contos de fadas.

O Edu, que só assiste Discovery kids e TV Cultura sempre acreditou que o maior super herói do mundo era o Sportakus, aquele que pratica esportes, come cenoura e maçã o dia inteiro, resolve os problemas de Lazy Town sem dar um único tapa e termina dançando com a menina cor de rosa.

E toda sexta feira o Edu chega em casa dizendo que é o Homem Aranha ou o Batman e ao invés de frutas e ginástica ele treina socos e pontapés. Eu fico me questionando se é justo privá-lo desta fantasia só porque eu acho feio, eu acho bobo, eu não gosto.

Depois de conversar com minha irmã a respeito resolvi acabar com o radicalismo e tomar uma posição intermediária. Acho realmente muito feia aquela "cueca por cima da meia" que todo super herói usa, então minha irmã comprou uma máscara do Batman pra ele e pra evitar brigas a Helena ganhou uma também.

Não preciso dizer que foi um sucesso e ele não via a hora de chegar sexta feira. Hoje foi todo contente pra escola já usando a sua máscara e nem quis levar outro brinquedo. A Helena, que não entende nada destas histórias de super herói também adorou a dela. Passa o dia com ela na cabeça como se fosse um chapéu e fica linda quando a usa como máscara.

O Batman e a Mulher Gato passam o dia brincando juntos. De vez em quando eles se desentendem, é verdade; mas tenho a impressão que o uso destas máscaras trouxe a eles um bom motivo pra brincarem juntos e passam o dia de mãos dadas indo pra lá e pra cá tentando salvar o mundo.








Sep 22, 2007

Chupar o dedo???? Nunca!

Eu não gosto muito de radicalismos e de dizer que jamais farei isso ou aquilo. Pra tudo existe um momento, uma circunstância, UM PREÇO, e como as coisas mudam e a gente muda também, dizer nunca é correr o risco de ter que voltar atrás. Eu vejo nos blogs de mães que costumo ler muitas afirmações radicais, vias de mão única, sem nenhuma brecha pra negociar; verdades absolutas que só o tempo nos mostra que não existem. O que é bom pra uns não necessariamente é bom para os outros e nem sempre o que eu, a mãe, acho que será bom para os meus filhos, vai mesmo trazer felicidade a eles.

Quando o Eduardo nasceu, eu decretei desde os primeiros dias de vida que não deixaria que ele se viciasse em chupeta, dedo, paninho sujo ou qualquer outro apetrecho utilizado, em geral, pra criança dormir mas que acaba gerando uma certa dependência e um sofrimento futuro pra se livrar deles.

Ah, quantas ilusões eu perdi depois que meu primeiro filho nasceu. Aprendi desde os primeiros dias que muitas coisas eu poderia querer pra ele mas que se ele não as quisesse também, tudo seria diferente do que eu sonhei porque ele ja era um indivíduo e ainda que muito dependente de mim, conseguia fazer exatamente aquilo que queria.

E foi no dia em que saiu da maternidade que conseguiu a sua primeira chupeta: o seu primeiro grande amor, talvez segundo grande amor se eu me iludir acreditando que fui o primeiro.

Chegamos em casa e as tias corujas já nos esperavam ansiosas; a casa toda arrumadinha, o berço preparado, um almocinho delicioso (feito pela minha mãe) esperando a mamãe fresca e tudo parecia perfeito; não fosse o fato do reizinho sentir uma necessidade absurda de sugar e querer ficar no meu peito o tempo todo. Não sei o que acontece com os bebês que ficam tão tranquilos na maternidade e resolvem mostrar suas carinhas somente quando chegam em casa; deve ser pra não correrem o risco de serem deixados lá por mau comportamento.

Pois o Edu, logo na primeira tarde, mostrou que já sabia o que queria e ao que parece ele queria me contrariar e exigia algo pra manter sua boca ocupada. Depois de um certo stress, minha irmã pegou uma chupeta que ele ganhou não sei de quem, ferveu e deu a ele. PROBLEMA RESOLVIDO! A partir deste momento o Edu não chorou mais por quase 6 meses; acordava no berço e chupava sua chupetinha e as vezes resmungava pra me avisar que ja estava com fome e não tive mais problemas.

Na primeira consulta com o pediatra deixei a chupeta escondida na mochila; lógico, eu não o conhecia, não sabia a sua opinião sobre chupetas e não queria parecer aquelas mães que tentam se livrar do trabalho dando algo pra entreter a criança. A consulta transcorreu super bem, até que o Edu ficou com fome e eu meio sem graça de dar a chupeta... perguntei então: posso dar chupeta a ele?

- Claro! Vai acalmá-lo!

Ai que alívio! Tirei a chupeta imediatamente da mochila e a consulta continuou super trânquila.

Quando engravidei da Helena a chupeta foi uma das primeiras aquisições que fiz para o seu enxoval. E foi perfeito com ela também. A Helena nunca foi tão apaixonada pela chupeta e eu acho que posso dizer com tranquilidade que a danada da "pepe" (como ela diz) foi a sua segunda paixão, vindo depois de mim.

Na terceira gravidez, eu, uma mãe super experiente, já comprei duas chupetas de uma vez pra Luísa. Chegamos da maternidade e eu toda animada fervi as chupetinhas e ofereci a ela. Que decepção: teve ânsia, fez careta, empurrou com a lingua e não pegou de jeito nenhum. Tentei várias vezes, inventei algumas táticas; nada deu certo e eu acabei desistindo. De vez em quando minha irmã consegue que ela segure, o Sergio já conseguiu algumas vezes tambem, mas comigo ela não pega nem por decreto.

Agora com 1 mês e 15 dias de vida a espertinha descobriu que tem bem perto de si 10 dedinhos apetitosos que ela pode colocar na boca a hora que quiser e sem correr o risco de perdê-los em algum momento. Fica no berço procurando uma maneira de levar aquelas coisinhas tão lindas à boca quando sente vontade de sugar; e já está ficando craque.

Chupar o dedo???? Volto a repetir que detesto radicalismos mas tenho uma experiência terrível com o vício de chupar o dedo. Conheci uma menina que chupou o dedo indicador até os 10 anos ou mais ( não lembro ao certo). Chupava o dedo e ainda cheirava um travesseiro que ela detestava que fosse lavado.

Para algumas pessoas pode parecer desleixo da mãe da menina, pode parecer sem vergonhice da própria menina que já na pré adolescência parava de brincar pra ir escondida no quarto alimentar seu vício e ficar chupando o dedo e cheirando aquele travesseiro nojento.

O fato é que sua mãe tentou de todas as maneiras acabar com o tal vício: pimenta no dedo, histórias horrorosas de dedos finos que caiam e dentes pra fora como de vampiros. Milhares de conselhos de como era feio chupar o dedo, como era anti-higiênico aquele travesseiro, sem contar com as piadinhas e humilhações das irmãs mais velhas, que ridicularizavam aquele vício.

A menina também não queria continuar e tentava dormir com as mãos presas entre as pernas pra evitar chupar o dedo, mas acabava acordando de manhâ e constatando que após adormecer o dedo tinha voltado involuntariamente à boca.

Não sei bem quanto tempo toda esta história levou e nem exatamente quando o vício foi vencido, mas me lembro com muita clareza, como se fosse ontem, que sofri muito nesta luta pra parar de chupar o dedo e tenho um trauma enorme relacionado a isso. Aceito tranquilamente que meus filhos chupem suas chupetas, durmam com seus paninhos cobrindo o rosto, mamem suas mamadeiras varias vezes ao dia. Aceito estes vícios infantis por ter a certeza de que quando o objeto de desejo for retirado, em poucos dias eles voltarão a viver bem sem eles.

Com o dedo é diferente: não dá pra jogar fora ou entregar pro coelho da páscoa, não dá pra deixar rasgar e esperar que a criança desista dele e não dá pra convencer uma criança de 4-5 anos que ela não deve mais chupar o dedo. Tenho medo de ver se repetir com minha filha uma situação que foi muito triste e traumática pra mim.

Não condeno minha mãe por esta situação, mesmo porque ela foi muito paciente e me ajudou muito naquele momento, mas nao quero que a Luísa passe por nada daquilo. Se ela não quer a chupeta; tudo bem, não é obrigada mas chupar o dedo: NUNCA!

Sep 15, 2007

Compras pela internet

Com três crianças em casa e impossibilitada de sair sozinha pra fazer compras tenho usado e abusado da internet. Por enquanto tive sucesso em tudo o que comprei e nem mesmo me decepcionei com o produto comprado. Esta semana porem acho que estava meio distraída e acabei cometendo algumas confusões.

Primeiro, resolvi comprar uma bombinha pra tirar leite. Depois de pesquisar em vários sites e vários produtos diferentes acabei comprando em um site chamado
Loja do Bebê. Sem fazer nenhuma verificação mais profunda, simplesmente entrei no link comprar e fiz toda a transação. Tudo bem que o pagamento foi feito em site seguro, mas eu não tinha nenhuma garantia de que o produto seria entregue: não recebi nenhum e-mail de confirmação nem número de protocolo, no site não tinha nenhum endereço ou telefone, enfim, nenhum garantia de nada. O Sergio já estava pensando na possibilidade de tentar cancelar o pagamento ou dar tudo por perdido. Nem sei muito bem como acabei encontrando o nome de uma pessoa e um número de celular que dava como não existente. Quando ouvi esta mensagem da telefonica fiquei desanimada mesmo e me sentindo uma idiota de ter caído no golpe do site falso. Muita ingenuidade!!!

Então mandei um e-mail para o site dizendo que estava insegura quanto a confiabilidade deles porque nao tinha recebido nenhum e-mail ou protocolo e estava achando que tinha caído em um golpe. Imaginei que se fosse um site falso, eles morreriam de rir da minha cara mas se fosse um site verdadeiro eles tentariam me provar que eram confiáveis. Algum tempo depois recebi um e-mail deles me tranquilizando, passando um número de protocolo e dizendo que a minha encomenda chegaria naquele dia mesmo ou no dia seguinte. Ainda assim eu fiquei imaginando os caras rolando de rir e inventando uma sequencia de numeros que seria o meu protocolo.

Pra minha surpresa, quase ao mesmo tempo em que recebi o e-mail, chegou um motoboy com minha encomenda. Ufa!!! Dessa eu escapei.

Ontem o Sergio me pediu pra ver o preço de um livro chamado Cartas do front. Pesquisei pelo nome do livro e encontrei Despachos do front. Mandei um e-mail pro Sergio perguntando se o nome do livro não estava errado e enquanto esperava a resposta fui pesquisando outros livros e cd's que ele queria. Fiz um super levantamento nos principais sites onde costumamos comprar, vi onde era mais vantajoso fazer a compra e... junto com as outras coisas comprei os tais despachos do front. Somente quando as compras estavam concluídas, eu vi a resposta do Sergio dizendo que o nome do livro era mesmo cartas do front e brincando que os despachos deviam tratar de religiao.

Como não consegui desfazer a compra equivocada estou aqui esperando a greve dos correios acabar pra ler os despachos e ver se fiz mesmo um mal negócio.

PS: os dois livros citados reproduzem correspondências enviadas por soldados em guerra para suas familias. Os despachos do front reproduzem cartas enviadas por soldados na guerra do Vietnã e as cartas do front, cartas de varias guerras. Depois de ler os dois eu passo as minhas impressões.

Confusões da mãe-zumbi


Ter um bebê recem nascido em casa é uma delícia. A cada dia novas descobertas, novos aprendizados, os laços entre mãe e filha se estreitando e todo mundo tentando te convencer que aquele sorriso largo que ela dá quando vc fala com ela é apenas um reflexo (tudo bem, o que importa é que nós duas sabemos que não é). O problema é que junto com o bebê vem o cansaço, as noites mal dormidas e as confusões.

Não é raro eu acordar de madrugada achando que a Luísa está na minha cama e que o Sergio está deitado em cima dela. Ou levantar correndo de madrugada porque ela está perdendo o fôlego e encontrá-la no maior sono tranquilo em seu berço.

Depois de mais uma noite mal dormida, estava colocando a minha infinita roupa suja na máquina de lavar quando encontrei no meio da montanha uma fralda suja da Luísa. A princípio não me preocupei porque a fralda estava embrulhadinha e não provocou nenhum acidente mais sério com a roupa suja.

Então comecei pensar que em uma madrugada qualquer, Luísa chorando que quer mamar, a mãe-zumbi se levanta e vai resolver a questão: dá de mamar para o bebezinho, faz arrotar, troca toda a roupa dele porque a fralda, só pra variar, vazou (porque a fralda sempre vaza na madrugada???!!!), troca aquela fralda suja, oferece o outro peito para o bebê mamar mais um pouquinho, faz arrotar de novo, coloca o bebê no berço e vai arrumar a bagunça de fralda, lencinhos, pomada, roupa suja e se preparar pra dormir mais um pouquinho.

Naquela ânsia de voltar o mais rápido possível pra cama, a mãe zumbi entra no banheiro já no automático e sai colocando cada coisa no seu lugar: fralda suja no lixo, roupa suja no cesto, pomada e lencinhos no armário.

Quando, depois desta noite mal dormida, ela se levanta num sábado de muito sol em São Paulo e vai lavar roupa (programão para o final de semana) encontra a tal fralda suja no meio das outras roupas do cesto, ela se pergunta:

- Onde será que eu coloquei a roupa que tirei da Luísa na madrugada?


Sep 14, 2007

Espertinho...

O Edu tem um trenzinho que come pilha. É claro que ele não economiza também e se eu não controlar um pouco vai uma pilha por dia. A pilha desta semana acabou e ele ficou me enchendo o saco pra trocar mas eu me fiz de durona e disse que não.

Tudo bem, ele resolveu o problema sozinho: chegou todo contente me mostrando a pilha que ele tinha encontrado e que o trem estava andando novamente.

- Onde vc encontrou esta pilha?

- Estava ali, mamãe.

- Onde?

- No controle remoto da televisão.

O pior não foi isso. O pior foi ele ter colocado a pilha gasta no lugar da outra. Está feito o estrago; quando ele precisar de pilha pra algum brinquedo lá se vão as pilhas do controle remoto. E eu ainda vou reclamar que o controle esta gastando muita pilha.

Sep 11, 2007

Baixa estima


Me corrijam se eu estiver errada, mas a expressão baixa estima não existe. A menos que seja uma licença gramatical, se é que licença gramatical existe também.

Faz algumas semanas eu estava assistindo ao programa da Marilia Gabriela e ela entrevistava uma senhora que falava de pensamento positivo e afins. As duas repetiram várias vezes a frase: pessoa com baixa estima e eu já estava quase achando que era correto.

Mas pensando bem: auto estima está relacionado com a estima que se tem por si, não necessariamente uma grande estima. E o contrário de auto não é baixo.

Se existe baixa estima, também deve existir alto estima (aqui com L pra dar a idéia de tamanho); neste caso fica gramaticalmente incorreto porque alto é masculino e estima é feminino. O correto seria: alta estima.

Mas também, quem manda o idioma ter duas palavras com a mesma pronúncia e significados tão diferentes. Só poderia dar confusão. É o mesmo que acontece com mau e mal.

Neste caso específico o significado é o mesmo não fazendo diferença na linguagem falada. Já na escrita muita gente ainda faz confusão e eu confesso que consegui diferenciar os dois há bem pouco tempo com a regra do lobo mau.

Decorei que lobo mau é com u e como sei que o lobo que não é mau, é bom aprendi:

o contrário de mau (com u) é bom
o contrário de mal (com l) é bem

Bom mesmo seria se não tivesse diferença na grafia, assim ficaria tudo bem.

Sep 10, 2007

Toda preguiça será castigada


Já faz um tempão que estou em dúvida se mudo ou não o meu blog para o modelo novo. Apesar da vantagem de terem facilitado para se fazer alterações no blog eu ficava com preguiça porque (não sei o porquê) sempre perdia a lista de blogs que tenho (ou tinha). O unico que continuava era o da Carla.

Hoje, eu resolvi fazer mais um teste e decidir se mudaria ou não e não é que entrei no lugar errado e consegui perder não só a lista de blogs mas também todos os outros links que eu tinha??? Aiii que ódio!!!!!

Estou aqui inconformada.

Mas já disse que sou uma Pollyanna convicta e estou vendo o lado bom de tudo isso. Comecei as minhas pesquisas sobre o Canadá, descobri alguns blogs, fui encontrando links interessantes, resolvi montar o meu proprio blog e descobri na raça como colocar os links nele. Quando tudo foi ficando mais ou menos pronto fui me distraindo e acho que esta na hora de reler algumas coisas, entrar novemente em alguns sites pra ver se nada mudou, se aquelas informações que eu tinha há alguns meses continuam as mesmas e nao deixar tudo pra ultima hora quando receber o pedido de documentos para o processo de imigração. Pois a oportunidade chegou: deve ser um sinal de que o consulado se lembrou de mim!!!

O bom é que existem os maravilhosos feeds. Ai, o que seria de mim sem eles neste momento de perda. Sim, porque acompanho as atualizações de nada menos que 95 blogs. Nossa, quantos!!!! Já pensou se tivesse perdido tudo???

Bem, como não tenho nada pra fazer na minha vida de executiva (executadora de tarefas domésticas, como diz a
Ciça) terei tempo de sobra nos próximos 2 anos pra atualizar tudo de novo.
PS: definitvamente eu não sou uma pessoa preguiçosa pois tive que voltar aqui para que os links dos blogs que citei abrissem em outra janela. Preguiça ou mania de perfeição??? Deve ser por estas coisas que demoro tanto pra atualizar tudo.


Sep 6, 2007

Mamãe Zumbi


Com esta história de acordar de madrugada toda noite pra amamentar a Luísa e depois levantar cedo para mandar o Eduardo pra escola eu ando só o pó. Sinto sono nos horários mais inexperados bagunçando totalmente o meu ciclo de sono-vigília.

Ontem por exemplo, fomos dormir depois da meia noite porque a Helena estava com a corda toda. A Luísa acordou as 3:15 da manhã pra mamar e eu estava um verdadeiro zumbi no sofá. Só que com todo o ritual de amamentação (troca fralda, troca de peito, faz arrotar...) eu acabei despertando e me distrai assistindo o Saia Justa (sim!!!! as 4 horas da manhã). Voltei pra cama quase 5 e as 6:30 tive que levantar de novo pra preparar o Edu pra ir para a escola. Levantei as 6:30 porque o Sergio foi legal comigo, mas o horário ideal pra fazer tudo com calma é as 6:00.

Eu poderia passar esta tarefa matinal para o Sergio mas o Edu já fica chateado que não o tenho levado pra escola, então pra compensar eu sempre preparo e seu lanche, dou mamadeira e o troco.

Quando finalmente o Sergio saiu com o Edu, eu pensei: vou dar mamadeira pra Helena e voltar pra cama. Mas meus planos foram mudados: nem bem a Helena terminou de mamar e a Luísa acordou querendo o dela. Não sei o que acontece mas o tal ritual da amamentação me dá um sono terrivel no início porém em poucos minutos me desperta de uma tal maneira que nao consigo dormir mais. O jeito foi tirar o pijama e começar o dia.

Após o almoço, aquele soninho mal resolvido da manhã voltou com força total e eu fiz um grande esforço para resolvê-lo: abaixei o volume da TV, dei mama pra Luísa, deixei o Edu e a Helena bem confortáveis no sofá e finalmente as 15:30 todo mundo estava dormindo, ou seja, quase três horas após o almoço. Despertei de novo e ainda não foi desta vez que tirei aquele cochilinho atrasado. Estou aqui cheia de olheiras mas sem nenhum sono.

Bons tempos aqueles quando Eduardo e Helena nasceram e na primeira semana já dormiam a noite inteira como gente grande. A única tonta que acordava de madrugada era eu pra ver se eles estavam respirando, risos.

Sep 5, 2007

A manicure


A maioria das brasileiras que moram fora do país reclamam da falta de "criadagem" em casa e do custo dos serviços. No meio destas reclamações sempre fazem menção às manicures: muito caras ou serviço de má qualidade.

Eu pra ser sincera não tenho nenhuma experiência com estas profissionais porque nunca fui a uma. Sempre fiz minhas unhas sozinha. É bem verdade que minhas unhas não são modelo pra propaganda de creme para mãos, mas dá pro gasto. Até me divirto com o alicatinho e a lixa e se resolvo que quero passar um esmalte mais escuro peço pra alguem me ajudar. O lado bom dessa história é que nunca passei pela experiência de perder "bifes" nas mãos de uma manicure sádica.

Alem das minhas próprias unhas (pés e mãos), eu ainda tenho um cliente exclusivo que sempre frequenta o meu salão pra cortar as unhas: meu maridinho. Quando era solteiro sempre cortou as unhas com uma tesourinha mas depois do casamento, a tesoutinha ficou na casa dos pais dele e com esta desculpa ele acabou passando esta incumbência pra minha pessoa. Hoje em dia ele nem se constrange mais em pedir que eu corte as suas unhas dos pés e das mãos.

Agora, adivinhem quem corta as unhas das crianças??? É claro que sou eu porque ele tem medo de machucar, não sabe usar o cortador, os dedinhos são muito pequenos e com um monte de desculpas acaba sempre sobrando pra mim. O fato é que hj em dia eu tenho nada menos que 100 unhas sob meus cuidados.

Apareceu uma pelinha no dedo de alguem??? Eu corto.
A unha lascou e está enroscando em tudo??? Eu dou um jeito.
A unha está toda suja de terra ou massinha de modelar??? Eu limpo.
A unha está encravada??? Eu resolvo.

Sem contar que as unhas das crianças crescem super rápido e toda semana têm que ser cortadas. São 60 unhas semanais e mais 40 a cada mais ou menos 15 dias.

O bom é que se no Canadá eu não conseguir trabalhar como farmacêutica posso tentar fazer uns trabalhinhos como manicure.

Sep 4, 2007

Meio ambiente ou sanidade mental

Há algum tempo atrás, li em um blog sobre uma campanha para o uso de fraldas de pano ao invés das indestrutíveis fraldas descartáveis. Tudo bem que a autora da campanha tem apenas uma filha e já com 4 anos, ou seja, não usa mais fraldas.


A campanha seria até interessante se não acarretasse outros problemas talvez até maiores do que a poluição das fraldas.


Eu fico me imaginando usando fraldas de pano. Tenho três filhos. O Eduardo, graças a deus não usa mais fraldas durante o dia porem ainda escapam alguns xixizinhos durante a noite e com a chegada da Luísa eu achei melhor manter a fralda noturna para evitar acidentes no colchão. Se eu usasse fraldas de pano teria pelo menos 1 fralda a mais todo dia pra ser lavada junto com toda a roupa (de pano) que já lavo.


A Helena ainda usa fraldas constantemente, e sem contar as fraldas que vazam ou quando ela suja a fralda assim que a troco, gasto em media 6 ou 7 fraldas por dia.


Mas a grande campeã hoje é a Luísa. A cada mamada eu troco uma fralda, mas ela suja mais fraldas do que as mamadas diárias. Muitas vezes eu termino de trocar e ela suja a fralda afinal, sujar fralda limpinha é mais legal. Calculando por alto ela suja umas 10 fraldas por dia.


Fazendo as contas eu verifiquei que meus filhos sujariam aproximadamente 20 fraldas de pano todos os dias. Se forem aquelas fraldas convencionais, serão necessárias duas em cada troca pra nao ter que trocar de hora em hora. Já seriam 40 fraldas todos os dias, sem contar que as fraldas de pano, pelo menos as convencionais, absorvem menos o xixi e correm mais risco de vazar na roupa (e la se vai mais roupa pro cesto). Para evitar o problema do vazamento seria ideal trocar a criança com maior frequência ultrapassando com folga as 40 fraldas diárias.

Como lavo roupa dia sim/ dia não alem de toda a roupa acumulada de dois adultos, três crianças e as roupas gerais da casa (cama/ mesa/ banho) ainda teria 80 fraldas para serem lavadas.

Fralda suja com xixizinho básico, é fácil. Basta enxaguar antes de colocar na máquina porque sem o enxague inicial eu imagino que a quantidade de sabão em pó teria que ser bem grande pra conseguir tirar o cheiro do xixi. Mais sabão implica em mais enxague, então ao inves de enxaguar duas vezes como o programa normal da maquina faz seria aconselhavel enxagar pelo menos mais uma vez.

Mas o problema estaria mesmo com as fezes. Quem tem bebê recem nascido (que nao controla os esfincters) certamente já se distraiu e deixou escapar aquele caldo meio esverdeado ou meio amarelado na tolha de banho, no lençol do berço ou mesmo na propria roupa porque sai em jato e sem mira. Certamente também ao ver o estrago pegou a peça suja e foi correndo lavar a parte afetada. E certamente percebeu a dificuldade que é tirar aquela cor linda da peça mesmo esfregando com muito sabao.

Eu fico me imaginando em cada troca de fraldas da Luísa, eu correndo pro tanque com aquele pacote esverdeado para lavá-lo o mais rápido possivel pra nao "impregnar" e ficar mais facil lavar mais tarde.

E a quantidade de água que eu ia gastar com tudo isso? Não acho ecologicamente correto aumentar o consumo de água. Meu consumo de energia elátrica também aumentaria e aumentaria o consumo de sabão em pó e amaciante. Não vou nem citar o espaço no armario pra guardar as fraldas limpas.

E pra mim, mais importante que tudo isso: o tempo com meus filhos diminuiria drasticamente e minha sanidade mental também porque eu ficaria louca de passar o dia tirando cocô de fralda, a menos que eu colocasse as crianças pra me ajudar a lavar a roupa e fizesse dessa tarefa um atividade lúdica.

Que me perdoe o meio ambiente mas é demais pra mim. Vou tentar colaborar de outra forma pra compensar as 20 fraldas descartáveis que jogo no lixo todos os dias.

PS: hj existem varias opções de fraldas de pano e eu selecionei alguns links pra quem tiver interesse. Não sou absolutamente contra o uso e até incentivo e parabenizo quem tiver esta disponibilidade.

http://www.babyslings.com.br/fraldas_de_pano_web.htm
http://www.naturkinda.com/fraldas.html
http://www.gpca.com.br/gil/art101.htm

O cuzcuz da Dona Ditinha



Ai que saudades que tenho


da aurora da minha vida


da minha infância querida


que os anos não trazem mais


Estava aqui preparando o jantar e me lembrando da minha infância. Toda vez que faço cuzcuz fico me lembrando do delicioso cuzcuz da Dona Ditinha. Ela era uma senhora que se mudou para a nossa rua muito antes dos meus pais irem morar lá em 1968. Eu só nasci em 1971, então posso dizer que ela fez parte de toda minha infância.

A Dona Ditinha era uma senhora do interior de São Paulo que vivia no muro da sua casa e sempre sabia tudo o que acontecia no bairro. Não costumava frequentar as outras casas e não me lembro dela ter comido qualquer coisa na minha casa nas raras vezes que foi lá. Conhecia todo mundo e conversava com todos mas sempre no muro da sua casa.

Mas sempre tinha festa nas reuniões familiares que fazia em sua casa onde se reuniam seus 7 filhos, noras, genros, netos, amigos e os vizinhos mais antigos da rua como meus pais. Todo ano ela fazia uma fogueira no seu quintal no mês de junho e preparava vários pratos típicos de festas juninas e nos convidava pra participar junto a toda sua família.

Nesta festa sempre tinha muitas guloseimas e o delicioso cuzcuz que ela preparava. Aquele cuzcuz paulista com sardinha. Eu adorava!!!! Todo mês de junho eu já ficava esperando pela fogueira pensando no cuzcuz. Como sempre fui uma menina muito educada e só podia comer o cuzcuz se ela oferecesse e repetir estava fora de cogitação, então eu comia bem devagar porque sabia que era aquele pedaço e só no ano seguinte.

Minha mãe nunca fez este prato e quando a Dona Ditinha ficou esclerosada e as festas juninas acabaram eu pensei que nunca mais iria comer cuzcuz.

Quando me casei, naquela tentativa de conquistar o maridinho pelo estômago, comprei vários livros de culinária e ficava experimentando receitas novas. Em um destes livros encontrei uma receita do cuzcuz a paulista e resolvi experimentar. O Sergio que nunca tinha comido essa iguaria antes adorou e eu comecei fazer sempre.

Toda as vezes, enquanto vou adicionando os ingredientes, fico me lembrando da Dona Ditinha e do sabor incomparável do cuzcuz que ela fazia. Por mais que eu tente me lembrar dos ingredientes que ela usava nunca consigo reproduzir o sabor daquele prato que ela fazia. E minha irmã quando experimentou o prato aqui em casa também reconheceu que apesar de saboroso não fica igual ao da nossa antiga vizinha.

O que falta no meu cuzcuz é a fogueira rodeada de gente, as crianças correndo de um lado para o outro, as pessoas conversando, comendo e bebendo e eu, criança, esperando o momento em que a Dona Ditinha iria me oferecer um pedaço do cuzcuz que ela sabia que eu adorava.

Sep 3, 2007

Fanatismo

Eu sou Palmeirense. Bem, nem sei se posso dizer que sou mesmo paumeirense porque não tenho acompanhado nada de futebol e ando sem paciência de ver um monte de pernas de pau correndo atrás de uma bola. Prefiro jogos de seleções. Talvez se um dia o Palmeiras voltar a ser o verdão pode ser que eu volte a assistir os jogos.

Sou palmeirense porque meu pai sempre foi e consequentemente todo mundo lá em casa também é. Até minha mãe que era corinthiana quando se casou, depois de um tempo acabou se convertendo e hj é a mais fanática.

Temos uma vizinha de 93 anos, descendente de italianos, que não só é palmeirense fanática como nasceu do dia da fundação do clube. Dia, mês e ano diga-se de passagem: 30/08/1914.

Não preciso dizer que domingo é dia das duas sentarem ao lado do radinho de pilha pra ouvir o jogo do parmera (isso quando não é televisionado) e as duas ficam concentradíssimas na partida e comentando o desempenho dos jogadores, juiz, treinador, dirigentes...

Ao invés de passarem a tarde de domingo no portão fazendo uma fofoquinha básica...

Imagino o sofrimento das duas jovens senhoras assistindo ao vivo pela tv o parmera levando a maior piabada (5 a 0) do Cruzeiro. O pior é que as duas vão falar sobre o assunto a semana inteira.

PS: O Sergio é corinthiano e combinamos de não influenciar as crianças em relaçao a futebol. O problema é que na escola o Edu tem algum amiguinho palmeirense e quando faz gol o Edu grita: Gooooollll do palmeiras!!!!

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!