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E a ficha caiu...

Foi assim, de repente, num piscar de olhos, que a Helena acordou da sua condição de princesinha suprema da família e percebeu que estava dividindo o posto com aquele "nenê" que chegou há exatos 2 meses atrás.


Foi assim, indo buscar o Edu na escola e vendo que todas as crianças que antes corriam para pegá-la no colo assim que chegávamos, agora dividiam as atenções com aquele "nenê" sem graça que passa o dia todo deitado no berço ou chorando no carrinho (isso quando não está roubando o colo da mãe dela).

Pra minha alegria os adultos foram muito sensíveis e antes de correr pra conhecer a Luísa, se preocuparam em dar atenção à Helena como sempre fizeram. Mas criança não tem essas sutilezas e são sempre sinceras: queriam ver a novidade, afinal, a Helena já é mais do que conhecida no colégio e famosíssima também.


A surpresa da Helena com aquela situação, pra ela inusitada, foi tão grande, que ela sequer desceu do banco onde estava, pra explorar ou conversar com as pessoas. Ficou sentada, séria, olhando todo mundo como se fosse a primeira vez e com uma carinha de quem não estava entendendo nada. Não tentou chamar a atenção pra si, não fez gracinha, não sorriu pra ninguém; ficou sentada o tempo todo como que tentando entender o que estava acontecendo. Como eu gosto de dizer: perplexa!


Pela primeira vez não foi correndo para a sala do Edu quando o portão abriu. Foi para o pátio procurando outras coisas como se já soubesse o que ia acontecer quando os amiguinhos do irmão vissem a nova irmazinha que estava indo pela primeira vez ao colégio.


Pela primeira vez fez birra pra entrar na sala e pela primeira vez não deu atenção para ninguém. Se eu pudesse medir acho que aquele foi o dia mais dificil da vida delal. Assim como aconteceu com o Edu nos primeiros dias da Luísa, naquela tarde ela ficou mais manhosa, querendo colo, brigando com o irmão já que o bebê é meio intocável. Acordou de madrugada querendo ir pra minha cama; perdeu até o sono...


Fiquei pensando nas reações dela a partir dali e em como eu faria pra amenizar o que ela estava sentindo. Mas acho que foi uma reação passageira. No dia seguinte, na escola, a Luísa dormiu o tempo todo e bebê dormindo não tem a menor graça. Então ela pôde reinar absoluta novamente enquanto esperávamos o portão abrir.

Aparentemente tudo voltou à normalidade: sem ciúmes, sem manha e com a bagunça de sempre!