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A comemoração que acabou em porre

O Sergio não gosta muito de bebidas alcoólicas. Quando nos casamos ele simplesmente abominava e o máximo que aceitava era tomar um golinho de champagne no Natal. Com o tempo ele foi aceitando o conhaque do strogonoff, o vinho branco do risoto, o licor da trufa, mas sempre brincando que tinha ficado embriagado, que estava de ressaca e coisas assim.

Quando recebemos a carta com o pedido de documentos ele me surpreendeu sugerindo que comprássemos uma campagne pra comemorar. Eu até pensei em levar uma garrafa na casa da minha mãe para a tal comemoração mas como por lá ninguem está muito feliz com esta ideia resolvi comemorar por aqui mesmo.

Então fui ao supermercado e pedi uma ajudinha para a atendente e comprei 1 garrafinha de um espumante que ela disse ser muito bom. Comprei uma garrafinha de 200 mL porque nós não costumamos beber muito e eu não queria que sobrasse. Depois que os 3 anjinhos foram pra cama, eu e o Sergio abrimos o tal espumante e tomamos metade da garrafa cada um.

Era realmente bom mas como não sou acostumada a beber rapidamente senti que o álcool subiu e comecei sentir uma vontade incontrolável de rir. Qualquer coisa que o Sergio falava me fazia cair na gargalhada e eu não conseguia mais parar de rir quando pensava que estava meio bêbada. O Sergio acabou rindo muito também e apesar de beber muito menos que eu normalmente não ficou tão abobalhado.

Quando me recuperei deste pequeno "porre" liguei pra minha irmã, ainda rindo um pouco, pra contar esse papelão e quase a matei de tanto rir quando contei que a garrafa tinha apenas 200 mL.

Agora sou motivo de piadas constantes toda vez que o pessoal se lembra que eu fiquei "bêbada" por tomar 100 mL de um frisante.