Dec 27, 2007

Passaporte da Luísa

Quando as coisas não funcionam, não dão certo, quando sou mal atendida ou desrespeitada eu boto a boca no trombone!!!! Mas meu trombone também fala de coisas boas e elogia quem merece.

Hoje fomos até a Polícia Federal na Lapa para solicitar o passaporte da Luísa. Tudo bem que tivemos que esperar mais de um mês pra poder solicitar mas o atendimento foi exemplar. A moça que nos atendeu foi muito muito educada e simpática. Foi tudo ágil, organizado, coisa de "Primeiro Mundo".

Não sei como estão funcionando as coisas em outros horários mas no final da tarde estava muito tranquilo e conseguimos resolver tudo em menos de 30 minutos. A foto da Luísa ficou linda e a moça que nos atendeu foi super paciente pra encontrar um jeito de segurar a Luísa sem que eu aparecesse. A Luísa fez o papel dela e estava super bem humorada.

Pra completar a entrega do passaporte será no dia que os nossos antecedentes criminais ficarão prontos e o melhor: a Luísa não precisa ir, basta um dos genitores com os doctos dela. Simplificou muito a nossa vida porque o Sergio pode ir e pegar o passaporte e os antecedentes sozinho; basta mostrar os documentos da Luísa, os dele e nossa certidão de casamento.

Adoro quando as coisas vão se encaixando e começo ver a figura final aparecendo!!!

Dec 25, 2007

Natal com Bodas de Ouro

É, aqui em casa não é chave de ouro; são Bodas de Ouro. Foi muito legal a comemoração dos 50 ans de matrimônio dos meus pais; muito emocionante todas as filhas e netos participando da renovação dos votos do casal. O Edu entrou com as alianças junto com a minha sobrinha Angela e a Helena. A Luísa desandou a gritar e eu imitei um gesto muito famoso da Princesa Diana: coloquei meu dedo na boquinha dela e ela se aquietou mordendo.

Todos os sobrinhos dos meus pais compareceram (os que moram perto, é claro) e muitos vizinhos e amigos; depois fomos a uma pizzaria perto da casa deles (foi o único lugar que conseguimos fazer funcionar no dia de Natal naquela região). Foi muito emocionante e espero que eles tenham gostado.

No nosso almoço de natal eu realizei um grande sonho: dizer a eles o quanto eu os amo e o quanto sou grata por tudo o que fizeram por nós. Fiquei feliz de não ter perdido a oportunidade de ter dito algo que tenho certeza que eles sabem mas nunca me ouviram dizer.

Enfim, tivemos um Natal mais que especial.

Dec 23, 2007

FELIZ NATAL

Este Natal vai ser especial porque além da familia estar toda reunida ainda estaremos comemorando os 50 anos de casamento dos meus pais.

É isso mesmo: eles se casaram no dia 25/12/1957 e estão comemorando 50 anos de uma vida em comum. Tudo bem que dia 25/12 não é dia pra casamento e hoje em dia acho dificil que alguem se aventure a unir a festa do nascimento de Jesus com seu próprio casamento. Mas há 50 anos atrás parece que isso não era nenhum absurdo.

Pra completar, possivelmente este seja o nosso último Natal no Brasil; quer dizer, claro que passaremos outros por aqui mas talvez só como visitantes e não mais como habitantes.

O Natal normalmente é uma época em que se fica muito sensivel, mais carente, em que se quer estar mais perto das pessoas que amamos; imaginem então como estou neste Natal. Milhões de sentimentos confusos se revezando dentro de mim e uma alegria muito intensa por todas as coisas boas que estão acontecendo e que certamente irão acontecer nos próximos meses ao mesmo tempo em que tudo tem uma pontinha de despedida.

Ao mesmo tempo que quero que o dia 25 demore pra passar e que eu possa aproveitar muito as comemorações, os presentes das crianças, a presença da família, eu também quero que passe logo pra poder pedir o passaporte da Luísa, pegar o atestado de antecedentes e mandar logo estes documentos pro consulado.

De qualquer forma as coisas estão se encaixando tão harmoniosamente que dá até um medinho quando vejo que tudo caminha tão bem.

Então eu só desejo que todos os amigos que me acompanham por aqui tenham um Feliz Natal com muito amor da família e amigos e os corações cheios de paz e felicidade.

Dec 20, 2007

Mais uma porta que se fecha

Hoje fui até a faculdade de medicina buscar o meu diploma do mestrado. A última vez que estive lá foi no dia da minha defesa;imaginem que eu ainda estava grávida do Edu. Pois voltei lá 4 anos depois e com três crianças a tira colo.

Estou com uma sensação boa de dever cumprido. É uma etapa que se finaliza; era uma porta entreaberta que ficava batendo no batente o tempo todo e agora eu finalmente a fechei. Senti uma ponta de saudade dos predios, do laboratorio, das coisas que eu vivi. Foi um sonho que realizei e que um dia quero dar continuidade.

Fechei a porta e sai feliz da vida com mais um passo dado em direção ao Canada. Todo o sacrificio que eu fiz esta me servindo muito agora em forma de pontinhos para o nosso processo de imigração.

Dec 19, 2007

Tempo de incertezas

As vezes eu tenho a impressão de que me tornei uma grande pessimista e de que não estou procurando as informações nos lugares corretos. Vejo um monte de gente super animada com o Brasil, com os resultados da economia, com o grande governo que o Lula está fazendo e fico me perguntando se só eu não estou enxergando as coisas.

Na verdade me assusto um pouco com este nacionalismo cego e este ufanismo que me lembra a época da ditadura militar. E criticar virou um pecado mortal: quem critica, quem discorda, quem tem outra opinião é logo chamado de ignorante, elitizinha, burguês.

Será que eu mudei minhas convicções??? Ou será que o discurso do Lula e seus "comparsas" foi que mudou??? De repente eu vejo o governo repetindo aqueles mesmos discursos que os governos anteriores falavam à exaustão e o PT tanto criticava. É impressão minha ou o Lula era contra a criação da CPMF???

E o bolsa familia está mesmo dando certo? Eu tenho as minhas dúvidas. A empregada de uma amiga não quer ser registrada porque senão perde o bolsa esmola que recebe. Acontece que se um dia minha amiga não quiser mais os serviços dela, ela pode tranquilamente entrar na justiça e exigir todos os direitos.

Criar uma forma de remuneração em que não seja exigido nada em troca só serve pra criar pessoas acomodadas que pensam que o governo tem obrigação de sustentar a população. Dar condições para as pessoas conseguirem seu proprio sustento e uma formação decente e competitiva pra mim é o único caminho que dá certo.

Também não concordo com o sistema de cotas que não dá oportunidade pra quem realmente precisa. As cotas estão apenas facilitando o acesso de quem naturalmente, pelo próprio esforço já teria condições de disputar uma vaga em um universidade pública. Os milhares de negros e pobres que estudam nas péssimas escolas públicas do país continuam sem oportunidade nenhuma. Antes de se preocupar com um sistema de cotas que vai ajudar poucos eu acho que deveríamos investir pesado em escolas públicas de qualidade, investir na formação e valorização de professores, pensar em mudanças efetivas nas nossas escolas públicas e na mentalidade de funcionalismo público que temos hj na educação.

O nivel das escolas públicas está tão calamitoso que acabou por afetar até as escolas particulares. Nós temos uma sensação de segurança, de que quando nossos filhos estudam em escolas particulares estamos oferecendo a eles educação de qualidade, mas as últimas notícias têm mostrado que o nível das escola particulares também não é nenhuma maravilha, elas são somente melhores que as públicas. Quando comparados com alunos de outros países fica claro que os alunos brasileiros estão muito longe de uma educação de qualidade.

Mas parece que nos últimos tempos a educação perdeu totalmente a importância no país. É corriqueiro ouvir alguem dizendo que o Lula não estudou e se tornou presidente. Não vejo muito mérito nisto uma vez que ele teve oportunidade pra continuar os estudos. E eu fico pensando como mostrar para um jovem sem nenhuma oportunidade que o caso do nosso presidente foi a exceção da exceção e que via de regra quem não estuda está fadado ao desemprego ou empregos mal remunerados e sem valorização.

E como vão estar as coisas por aqui em 20 anos com todos os problemas de formação de mão de obra qualificada? Não vejo nenhuma preocupação com a formação de qualidade de profissionais para o futuro; o número de novas universidades se multiplica ano a ano mas a qualidade não é uma preocupação. São despejados no mercado de trabalho milhares de jovens formados em instituições caras, de péssima qualidade, muitas vezes sem reconhecimento no MEC; um verdadeiro estelionato. Usam da boa fé de pessoas honestas mas mal preparadas e criam a ilusão de que estes jovens estão realmente recebendo uma formação universitaria. Eu conheço faculdades que adotam livros de colegial, cursos de farmácia sem laboratório, cursos de engenharia sem matérias básicas como matemática ou física. Sem contar os esquemas do pagou-passou muito comum em algumas instituições.

Em paralelo a isso eu vejo aumentar dia a dia o número de profissionais qualificados e experientes tentando uma chance no processo de imigração do Canadá e Austrália. Pessoas que mesmo com emprego, bons salários e até satisfação profissional, não conseguem ter qualidade de vida por aqui. Pessoas preocupadas com a educação de seus filhos, com a formação deles, com a segurança, com o futuro.

Esta sendo alardeado o retorno de um grande número de brasileiros ilegais que estão deixando os Estados Unidos e voltando ao Brasil. A primeira vista temos a sensação de que as coisas por aqui estão super bem; a queda do dolar pode até passar uma sensação de que a economia por aqui vai muito bem obrigada mas acho que estas pessoas terão muita dificuldade pra se adaptar novamente. A qualificação destes profissionais não é valorizada por aqui e a maioria vai estranhar muito a falta de organização das coisas. Eu vejo o retorno deles muito mais como uma pressão do governo norte americano do que uma melhora da economia brasileira.

Eu leio as notícias, vejo os comentários, procuro me informar, procuro entender e acabo sempre me sentindo a pessimista, a pessoa que está na contra mão, o Hard.

Oh vida!!! Oh azar!!! Oh céus!!! Eu queria enxergar as coisas mais coloridas mas não consigo.

Dec 18, 2007

Colocando as asinhas de fora

Até agora a Helena sempre foi uma doçura quando saímos de casa. Na escola do Edu ela faz o maior sucesso porque está sempre comportada, vai no colo de todo mundo e me obedece tranquilamente.

Neste final de semana, entretanto, fomos ao shopping e após o almoço (em que se comportou como uma mocinha), ela resolveu que não queria dar a mão e queria escolher o próprio caminho. Eu tentava pegar na mão dela e ela tirava, ameaçava chorar, até que resolveu se jogar no chão. Não tive dúvidas: larguei-a no chão jogada e fui andando sem olhar para trás.

É bem verdade que fiquei preocupada porque o shopping estava cheio mas ainda assim fui andando. Na hora já apareceram aquelas pessoas que se sensibilizam com criança mal educada e como ela é muito pequena já foram ajuda-la a se levantar e me olhando com cara de reprovação. Eu parei, virei pra Helena e disse: vai me dar a mão?

Ela mais que depressa veio correndo, me deu a mão e voltou a ser aquela menininha educadinha e simpática de sempre. Infelizmente em alguns momentos não dá pra ceder. Se eu tivesse deixado que ela fizesse o que queria, alem de ensinar que basta fazer birra pra conseguir o que quer, eu ainda estaria colocando-a em risco porque o shopping estava muito cheio e ela poderia facilmente se perder no meio da multidão.

Uma coisa que tenho aprendido é que todo mundo gosta de criança educada mas as pessoas adoram criticar os pais quando estão tentando educar seus filhos. Se uma criança esta mexendo em tudo e fazendo a maior algazarra em uma loja todo mundo olha feio e comenta pelos cantos; mas ao mesmo tempo todo mundo adora criticar quando um pai toma uma medida mais enérgica e tenta corrigir seu filho.

Eu também não gosto daqueles pais que ficam gritando no meio da rua e acho horrível quando fica a família inteira na maior briga. Pra evitar isso eu tento ter sensibilidade com as crianças e quando percebo que estão cansados e que o mau humor está chegando tento agilizar as coisas e ir embora. Outra coisa que é terrível para os meus filhos é sentir fome. Eles ficam super mal humorados e chatos, então sempre tenho uma mamadeira pronta no carro para qualquer emergência, alem de água e uma bolachinha.

Não adianta querer que uma criança com fome, sono ou cansada seja educadinha. É complicado explicar que a criança tem que esperar horas pra resolver estas sensações que ela não sabe muito bem identificar. As vezes é meio complicado perceber que a criança está simplesmente com sede ou entediada e quando eu não consigo detectar o problema em geral a coisa desanda.

Agora, criança cheia de querer ou indisciplinada não tem vez: e a Helena teve a primeira lição neste final de semana. Parece que entendeu o recado.

Dec 17, 2007

História de hospital

Eu sempre tento não traumatizar as crianças com chantagens do tipo: vai tomar injeção ou tem que ir pro hospital. Acho que a criança tem que ver de forma o mais natural possivel esta possibilidade de algumas vezes ter que tomar uma injeção ou no caso do Edu ter tido que tomar soro no hospital.

Mas desta vez tive que apelar para a "ignorância" e quando o Edu não queria comer ou se recusava a se hidratar eu dizia:

- tudo bem, então não precisa comer; nós vamos para o hospital tomar soro.

Era o bastante para ele aceitar um copo de suco ou um pouquinho de sopa.

______ X ______

Mas, quando não teve jeito fomos mesmo ao hospital e acabamos até nos divertindo por lá.

Enquanto eu tomava soro o Sergio ficou na sala de espera assistindo O Domingão do Faustão e eis que entra uma mãe desesperada com uma menina de uns 7 anos também desesperada. A menina tinha engolido uma pedra. Depois dos primeiros socorros, a familia ficou ali perto do Sergio aguardando o resultado dos exames que a menina fez e a mãe agora mais tranquila pergunta:

- Fulana, pode dizer a verdade pra mamãe: como você engoliu a pedra?
- Eu e a Beltrana estávamos brincando de equilibrar a pedra na lingua e a pedra desequilibrou e eu a engoli.

Agora me diz: dá pra descuidar de criança um minuto?

Dec 14, 2007

Feliz Aniversário Dudu

Não poderia deixar passar em branco o aniversário do Eduardo (14/12). Acabei perdendo a hora mas foi porque a comemoração foi boa apesar de tudo. Infelizmente não pudemos fazer tudo o que planejamos para este aniversário porque de verdade o Edu só se recuperou na manhã do seu aniversário e como já disse anteriormente, a gente sempre fica na expectativa de uma nova recaída.

De qualquer forma foi bem legal: preparei um jantarzinho bem gostoso pra ele e ao invés de bolo teve sorvete pra cantar os parabéns. Ele teve a chance de escolher o presente pessoalmente na loja porque não tive a mínima condição de sair antes pra comprar e ele está todo animado com o brinquedo novo: tive que deixar em cima da mesa da sala pra continuarmos brincando amanhã.

Até a Luísa fez questão de participar e bastou eu servir o jantar, pra ela acordar e querer ficar com a gente; participou de tudo!!!

A semana que vem, quando estivermos bem recuperados vamos fazer uma festinha pra familia; talvez a gente acabe convidando o Papai Noel pra participar.

Eu confesso que estava muito frustrada com todos os planos não realizados mas hoje, ele passou o dia tão bem, comeu, tomou leite, brincou e dormiu pouco (só o normal de todo dia), estava tão alegre o dia todo e ficou tão animado com o presente que ganhou e com o sorvete no lugar do bolo... acho que ele foi dormir bem feliz!

Parece que as coisas vão começar entrar nos eixos outra vez.

Dec 12, 2007

Um virus que passou em nossa vida

Eu tinha escrito um post enorme e baixo astral sobre a pior infecção que já tive na vida e que deixou de cama toda a família. Passamos uma semana terrível e em alguns momentos eu cheguei a perder a esperança de que fôssemos nos livrar desta criatura insignificante, quase invisível, com um RNA de dupla hélice e que nos permitia levantar pra ter o prazer de derrubar novamente: um rotavírus.

Descrevi todas as recuperações e recaídas da família, as minhas aflições nesta semana tão difícil e complicada pela qual eu passei junto com meu marido e meus filhos.

Mas hoje, quando vim terminar de escrever o post e vi este blog todo cor de rosa percebi que quem passa por aqui não merece tanto baixo astral, então mudei o tom:

Passamos a semana com uma infecção terrível por rotavirus. Quando um levantava o outro caia, alguns foram parar no hospital por algumas horas pra tomar soro, foi uma semana realmente difícil mas parece que está passando.


A Helena está com alguns sintomas mas parece que vai ficar bem logo; ela foi vacinada. A Luísa também foi infectada mas acho que meu leitinho a protegeu. Parece que a nuven negra que estava pairada sobre o meu lar foi embora e vamos poder recomeçar com nossa vida normal.

O mais importante é que apesar de tudo, estamos todos bem e é bem provável que terei uma noite tranquila. Ainda estamos todos com olhos fundos, abatidos, cansados e meio traumatizados com quase 15 dias de noites mal dormidas e dias intermináveis. E mesmo a festinha que está rolando na casa do vizinho agora (00:55 da madrugada) não vai estragar esta alegria de ter passado por este pesadelo sem maiores problemas.

Estou de volta cheia de coisas pra escrever.

Dec 7, 2007

Semana cheia de imprevistos

Esta semana prometia ser bem cheia: tinha consulta da Luísa no pediatra, vacinas, supermercado, festa de aniversário do Edu na escola e um casamento. Eu tinha que comprar alguns presentes para o pessoal da escola do Edu, queria cortar o cabelo, fazer as unhas e tinha que comprar um monte de coisas para o casório. Estávamos super animados em fazer alguma coisa diferente porque já faz 4 meses que não saimos a familia inteira para lugares fechados por causa da Luísa. Esta semana ela completou 4 meses e está liberada pra ir em qualquer lugar e íamos fazer a grande estreia na igreja hahaha.

Sábado passado eu sai pra comprar um vestido pra mim; passei o dia inteiro batendo perna com a minha mãe e não consegui encontrar nada. Quando cheguei em casa a Helena estava com febre e eu desisti de sair no domingo.

Na segunda feira levei a Luisa na consulta de rotina e aproveitei e passei a Helena no médico (a febre não tinha cedido até então). Ela não tinha simplesmente nada aparente. O médico desconfiou de roséola ou infecção urinária e eu tive que esperar mais dois dias. Tudo bem; o que são mais dois dias com criança febril em casa!!!!

Na terça feira a febre da Helena ainda não tinha ido embora e o Edu começou vomitar. Vomitou o dia todo e nada parava em seu estômago.

Na quarta feira liguei pro médico porque o Edu já estava a quase 24 horas sem conseguir comer nem beber nada e o médico mandou levá-lo para o hospital; aproveitou e mandou levar a Helena pra fazer alguns exames porque a febre dela persistia firme e forte. Passamos o dia no hospital levando a Helena pra fazer exames e o Eduardo no soro. Quando finalmente o Edu conseguiu tomar um suquinho sem devolver e os resultados da Helena mostraram que ela não tinha infeção por bactéria, fomos liberados e voltamos pra casa. A Luísa ficou com minha irmã porque ambiente de hospital não é lugar pra criança pequena.

Ontem (quinta feira) parecia que tudo estava voltando ao normal: os dois já estavam aceitando o leitinho querido e comendo frutas normalmente. O Edu acordou tão animado que quis ir na escola e nós combinamos que eu compraria um presente para cada professora para o último dia de aula e ainda separamos todos os nossos enfeites da árvore de natal, troquei as lâmpadas queimadas dos pisca-piscas e ele estava super animado com o aniversário na escola.

Pois hoje de manhã acordou vomitando e estou aqui entre um remédio e outro tentando resolver o problema em casa pra ele não ter que ir para o hospital. A Helena já está bem melhor mas fico morrendo de peninha de olhar a carinha abatida dela. O Edu esta desanimado e morrendo de fome, mas eu só estou dando liquidos aos poucos a ele.

Infelizmente perdemos a festinha de aniversário na escola; os presentes das professoras estão aqui em casa ainda e não sei quando conseguirei entregá-los; e no casamento de amanhã não poderemos comparecer. Tudo bem, eu nem comprei o vestido mesmo!!!

O engraçado é que no sábado passado eu fiquei pensando o quanto minha semana ia ser cheia; quantas coisas eu queria fazer. E eu não tinha idéia de como seria cheia esta semana de imprevistos.

Dec 3, 2007

Amor, meu grande Amor

Quando a gente se apaixona tudo fica mais colorido e aquele objeto da nossa paixão é sempre maravilhoso e perfeito. Com o tempo, a paixão se transforma : ou vc começa enxergar tudo o que não via e fica com aquela sensação de "onde eu estava com a cabeça" ou começa enxergar o que nunca viu e como as coisas podem ser boas mesmo sendo diferente daquilo que vc sempre acreditou.

Depois de quase 7 anos de casada eu tenho me dado conta do quanto mudei nesta minha convivência com o Sergio; muitas coisas mudaram por mim mesma mas consigo perceber grandes influências que ele teve sobre mim.

Ontem o Corinthians caiu pra segunda divisão e devo confessar que torci fervorosamente até o finalzinho pra que eles conseguissem um golzinho de misericórdia. Quem me conhece sabe que eu sempre fui mais anti-conrinthiana do que palmeirense mesmo. E ontem, me vi participando da dor do Sergio e atraves de todos os disfarses dele, conversando como se nada estivesse acontecendo, eu percebi o quanto ele estava chateado. Me lembrei da força que ele sempre me deu nos inúmeros escorregões e quedas do meu time e quando em 2002 ele até torceu para o Palmeiras não cair. Me lembrei também do quanto é triste ver seu time caindo para a segunda divisão e estou chateada até agora; quase nem acredito.

E fiquei pensando agora de manhã em quantas coisas eu conheci através dele e que com o tempo aprendi a gostar.

Ele me ensinou gostar de guitarra. Infelizmente depois que nos casamos ele acabou abandonando a escola de música e parou de estudar seu instrumento musical preferido; tambem não tem ouvido muito as centenas de CD's que temos aqui em casa, mas eu fui aprendendo muito sobre música; fui apresentada aos Beatles, Rolim Stones, White Snake, Black Sabbath e muitas outras bandas e músicos que eu nunca imaginei que existissem. Sem contar a trajetória dessas pessoas, com todas as agruras e realizações das suas vidas. Através dele eu conheci minha banda predileta, Pearl Jam e quem vê imagina que eu fui quem a apresentou a ele.

Ele também me ensinou a ser libertária. Não posso dizer já sou totalmente mas tenho tentado bastante. Toda e qualquer forma de autoritarismo incomoda-o profundamente e aos poucos eu fui percebendo o quanto nós todos somos ditadores, controladores, o quanto precisamos manter as estruturas, o quanto temos dificuldade com mudanças, dificuldade de aceitar o novo, de aceitar opiniões e crenças diferentes, de aceitar outros estilos de vida, de mudar os planos, dificuldade de aceitar críticas. Acho que nunca na minha vida tive tanta liberdade; o que pode não ser bom porque tenho que tomar as decisões sozinha e arcar com a responsabilidade delas.

Não que ele não esteja presente e deixe tudo nas minhas costas. Ele sempre participa de tudo e de pertinho; sempre vai ao pediatra comigo, sempre foi em todas as consultas do pré-natal, ficou o tempo todo comigo na maternidade e com a Luísa, fez questão de ficar no hospital conosco, sempre quer participar de todas as coisas da casa mas raramente impõe a sua opinião; sempre tenta negociar.

Ele também me ensinou que bater na criança é mais um sinal de fraqueza do que uma forma de educar. Ele entende que as vezes a paciência se esgota e escapa um tapinha no bumbum, mas sempre diz: quando um adulto bate em uma criança ele está demonstrando que a criança venceu a discussão e o adulto teve que fazer uso da sua superioridade física pra fingir que venceu. Ele também é contra educar pelo medo e a gente tenta ao máximo que as crianças façam as coisas porque é correto e não porque eles têm medo de um castigo ou de apanhar.

Outra coisa que ele me ensinou foi que eu adoraria os Estados Unidos. Ele sempre me disse que o dia que eu conhecesse "a América" eu me apaixonaria. Não deu outra: já na primeira semana eu estava caída de amores pelas terras do Tio Sam e fui aprendendo a entender como funcionam as coisas por lá e a cabeça do americano.

Mas a grande mudança mesmo eu percebo todo final de ano quando começam as propagandas do Especial do Roberto Carlos. Ele é fã e me ensinou a ver o Roberto com outros olhos, me ensinou ouvir as letras despida de preconceitos e entender o quanto muitas músicas do Roberto são influenciadas pela Black Music americana que eu gosto tanto.

Agora, até eu fico esperando o Especial do Roberto e me emociono com algumas músicas inesquecíveis que todo ano ele canta no programa.

Vai entender o que é o amor, né?

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!