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Colocando as asinhas de fora

Até agora a Helena sempre foi uma doçura quando saímos de casa. Na escola do Edu ela faz o maior sucesso porque está sempre comportada, vai no colo de todo mundo e me obedece tranquilamente.

Neste final de semana, entretanto, fomos ao shopping e após o almoço (em que se comportou como uma mocinha), ela resolveu que não queria dar a mão e queria escolher o próprio caminho. Eu tentava pegar na mão dela e ela tirava, ameaçava chorar, até que resolveu se jogar no chão. Não tive dúvidas: larguei-a no chão jogada e fui andando sem olhar para trás.

É bem verdade que fiquei preocupada porque o shopping estava cheio mas ainda assim fui andando. Na hora já apareceram aquelas pessoas que se sensibilizam com criança mal educada e como ela é muito pequena já foram ajuda-la a se levantar e me olhando com cara de reprovação. Eu parei, virei pra Helena e disse: vai me dar a mão?

Ela mais que depressa veio correndo, me deu a mão e voltou a ser aquela menininha educadinha e simpática de sempre. Infelizmente em alguns momentos não dá pra ceder. Se eu tivesse deixado que ela fizesse o que queria, alem de ensinar que basta fazer birra pra conseguir o que quer, eu ainda estaria colocando-a em risco porque o shopping estava muito cheio e ela poderia facilmente se perder no meio da multidão.

Uma coisa que tenho aprendido é que todo mundo gosta de criança educada mas as pessoas adoram criticar os pais quando estão tentando educar seus filhos. Se uma criança esta mexendo em tudo e fazendo a maior algazarra em uma loja todo mundo olha feio e comenta pelos cantos; mas ao mesmo tempo todo mundo adora criticar quando um pai toma uma medida mais enérgica e tenta corrigir seu filho.

Eu também não gosto daqueles pais que ficam gritando no meio da rua e acho horrível quando fica a família inteira na maior briga. Pra evitar isso eu tento ter sensibilidade com as crianças e quando percebo que estão cansados e que o mau humor está chegando tento agilizar as coisas e ir embora. Outra coisa que é terrível para os meus filhos é sentir fome. Eles ficam super mal humorados e chatos, então sempre tenho uma mamadeira pronta no carro para qualquer emergência, alem de água e uma bolachinha.

Não adianta querer que uma criança com fome, sono ou cansada seja educadinha. É complicado explicar que a criança tem que esperar horas pra resolver estas sensações que ela não sabe muito bem identificar. As vezes é meio complicado perceber que a criança está simplesmente com sede ou entediada e quando eu não consigo detectar o problema em geral a coisa desanda.

Agora, criança cheia de querer ou indisciplinada não tem vez: e a Helena teve a primeira lição neste final de semana. Parece que entendeu o recado.