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Material Escolar

Com a volta às aulas as mães desesperadas vão às compras tentando encontrar todos aqueles itens, as vezes absurdos que as escolas pedem. Só no dia de entregar o material na escola eu descobri que não precisava ter ido à 25 de março para comprar o material do Edu com economia. A papelaria da escola tem preços bem competitivos e ainda facilita sua vida: os próprios funcionários pegam os itens (que é lógico, eles têm todos) da lista e ainda encaminham para a professora o material de uso coletivo.

Mas não tem o mesmo charme que encarar a 25 de março em pleno mês de janeiro. Primeiro que é impagável desfilar pela própria 25 nos dias que os carros não podem circular por ela. Aquele monte de camelôs com um olho no cliente o outro no "rapa". De repente, do nada, uma correria sem fim e só vemos caixas e pacotes passando pra todo lado e as pessoas desviando e alguém apitando: fortes emoções. Eu já tive a "sorte" de ir na 25, gravida de 8 mese e ter que sair correndo e me esconder do "confronto" entre polícia e camelôs. Fiquei trancada por quase 1 hora na primeira loja em que consegui entrar: Palacio dos Enfeites. Depois desta agradabilíssima hora em pé com aquele barrigão eu ainda tive que subir a Ladeira Porto Geral correndo pra chegar ao metrô antes de um novo conflito.

O mais engraçado é que a polícia nem bem vira as costas e as barraquinhas aparecem do nada como se nunca tivessem saído dali e as pessoas na maior tranquilidade voltam a olhar as mercadorias, escolher, experimentar e comprar.

Então vc entra naquela sua loja predileta; onde o material escolar é dito mais barato e tem que pegar a fila pra conseguir entrar. Cada item que vc consegue encontrar deve ser comemorado porque sempre tem uma mãozinha afoita tentando chegar antes da sua na prateleira. Quem tem braço comprido sempre sai na vantagem.

Mas definitivamente a 25 não é o local onde as magrinhas façam sucesso. No meio daquele aperto, daquele vai e vem de mães desesperadas, pais mal humorados e crianças chorosas, quem tem o quadril largo se sai muito bem na competição. Eu me senti uma verdadeira peteca levando "bundadas" de todo lado. E a mulherada não se intimida quando o assunto é falta de educação. Com licença, por favor e obrigado são palavras quase proíbidas nestes dias de casa cheia e tem que ter fôlego e coragem pra encarar o desafio de chegar na prateleira onde vc precisaa ir.

A fila pra pagar é outro teste de resistência, paciência e coragem. Naquele dia estava infinita e deixei minha irmã guardando um lugar enquanto fui procurar os últimos itens. Concordo com vc que não foi nada bonito deixar alguem na fila enquanto eu comprava mas não fiquei com peso na consciência porque todo mundo estava acompanhado e fazendo a mesma coisa.

Até que em determinado momento vi que faltavam coisas que estavam há anos luz daquele local onde eu me encontrava e por isso acabei indo conhecer a papelaria do colégio. Alem de alguns centavos economizados eu ganhei alguns arranhões nas mãos e um cansaço enorme. Não me arrependo e apesar dos pesares me diverti muito com aquele pessoal se preparando para o fim do mundo.

Eu só recebi a lista da Helena esta semana e não vou arriscar: vou fazer uma pesquisa rápida entre supermercado e a papelaria da escola e tentar resolver neste dois lugares mesmo. Com a chuvarada que está caindo em São Paulo não me atrevo a encarar comércio sem estacionamento e coberto de preferência.