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Em estado de choque

Durante todo este processo de imigração a tendência é imaginar que tudo será lindo e maravilhoso nas terras geladas e até o frio parece não assutar muito. A cada novo post de alguém que já está lá, eu tenho mais e mais a certeza de que é isso que eu quero para o meu futuro próximo e sempre que coloco todos os prós e contras na balança a "setinha" aponta no sentido de ir para o Canadá.

Mas tem uma coisa que eu sei que vai me incomodar muito mais que o frio ou os dias que escurecem as 16:00 horas: os choques elétricos devido à eletricidade estática.

Aqui no Brasil eu nunca sofri com eles mesmo no tempo seco, mas nos Estados Unidos... foram 6 meses de choques constantes que me deixaram meio neurótica. Depois de um tempo eu só apertava o botão do elevador de luvas ou com um outro pano na mão. Eu e o Sergio tomamos vários choques quando nos tocávamos e no carro era um sofrimento também.

Agora o pior dia foi em um parquinho com o Eduardo. Ele resolveu passar a tarde no escorregador e cada vez que escorregava ficava carregado e quando eu o pegava lá embaixo levava um choque. Era terrível ve-lo se aproximando e saber que iria levar um choque assim que tocasse nele. E foi neste dia que o Edu finalmente aprendeu escorregar sozinho.