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Tem que rir pra não chorar

Esta semana eu estava indo pra escola do Edu e parada no farol à minha frente tinha uma BMV (brasília muito velha). Naqueles minutos em que ficamos alí paradas (eu e a BMV) eu fiquei pensando na criança que estava no banco de trás sem cadeirão ou cinto de segurança; em pé naquele vão entre o banco do motorista e o do passageiro e fiquei, como fico sempre indgnada com a situação.

Quando o farol abriu, a BMV saiu, fez a curva e a porta do motorista se abriu. Eu levei um grande susto mas o motorista rapidamente fechou a porta e então eu pude perceber: o motorista dirigia com a mão direita no volante e a esquerda segurando a porta. Quando tinha que mudar a marcha lá ia a mão esquerda pro volante, a mão direita para o câmbio e a portã se abria. O cara tinha tanta prática que fazia estas manobras com a maior facilidade e se a porta não tivesse se escancarado na curva eu nem teria percebido que ele segurava a porta o tempo todo.

O pior é que estávamos em uma ladeira e apesar da brasília estar muito devagar, apesar de não estar vindo nenhum carro no sentido contrário, apesar do meu carro estar louquinho pra fazer a ultrapassagem eu me mantive pacientemente atras dele morrendo de medo daquela porta se abrir e bater no meu carrinho.