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MARATONA I - Show do Whitesnake

Ontem eu e o Sergio fomos ao Credicard Hall assistir ao Show do Whitesnake. Não é a minha banda favorita e eu fui muito mais pelo Sergio do que por gostar mas não me arrependi: foi muito bom!!! E estou quase virando fã.


No início do show eu pensei que ficaria meio deslocada porque não conhecia nenhuma música, mas no decorrer da apresentação pude me soltar e até cantar junto graças a um CD maravilhoso deles feito no Japão (Starkers in Tokyo) que o Sergio tem. É um CD acústico e eu gosto de todas as músicas e pra minha sorte, muitas foram tocadas no show de ontem.
Outra coisa que me chamou a atenção foi o público. Haviam fãs de todas as idades, sexo, estilos e todo mundo cantando junto, interagindo, se emocionando. Mas não era aquela emoção tipo tietagem da mulherada gritando lindo, lindo, lindo para os meninos do KLB!!! De alguma forma este tipo de música mexe com emoções diferentes. Aquele pessoal todo não estava lá pra ver o David Coverdale somente; os outros integrantes da banda também são importantes, o solo de guitarra também é admirado e até o baterista teve seu momento estrela (que eu particularmente achei um pouco longo). Os homens se emocionam, os amigos se abraçam; é uma emoção diferente da que eu senti quando fui ver um show, também maravilhoso, do Chico Buarque.
É diferente porque aquele cara que faz músicas que vc adora é fã de outros ídolos seus. Certamente em casa, o Coverdale tem uma discografia muito semelhante à discografia que eu tenho aqui. Existe uma proximidade, quase uma amizade entre nós (apesar dele nem imaginar que eu existo).
Mas eu concordo que é um tipo de música dificil de se gostar de primeira; acho que é uma música que exige um certo estudo anterior. Como eu tenho um professor particular incansável, eu fui nestes longos 10 anos de estudos intensivos entendendo muita coisa a respeito de Heavy Metal, rhythm 'n blues e hj o Sergio acha que eu gosto mais do que ele.
Não sei explicar exatamente a diferença mas sei que quase ninguem conhece os músicos que acompanham o Zezé de Camargo ou o Zeca pagodinho ou mesmo o Chico Buarque; e são pouquissimos os homens que cantam dormi na praça em um show abraçado com um amigo, gritando com todas as forças.