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Três é demais???

As vezes eu me sinto meio ET quando saio com as crianças; parece que ter três filhos assim, em escadinha como dizem, é meio maluquice. Algumas pessoas me olham como se eu estivesse andando com as roupas do avesso. Tem gente que fica olhando, que aponta como se fôssemos macaquinhos na jaula e é impossível sair na rua com os três e ninguem fazer algum comentário sobre a minha coragem, isso quando não falam da minha maluquice.

E por incrível que pareça não acho que a Luísa aumentou o meu trabalho. Quer dizer: tenho mais roupas para lavar, as refeições dela são um pouco mais demoradas que dos irmãos, uma criança a mais pra colocar e tirar do carro, mas nada impossivel de se fazer sozinha ou que me deixe sobrecarregada. Ela entrou na rotina da casa tão bem que já dorme mais ou menos no mesmo horário que os irmãos. Tudo bem que eles têm que dormir antes dela ir para o quarto porque senão ela não consegue dormir, mas isso é apenas um detalhe.

Eu acho até engraçada a preocupação das pessoas em relação a mim com as crianças porque parece que estou carregando um fardo super pesado; quem encontra comigo quando estou sozinha com os três sempre se oferece pra ajudar e muitas vezes aparece um monte de gente segurando um, distraindo o outro, carregando uma sacola e eu acabo ficando de mãos vazias. As pessoas ficam tão preocupadas que acabam se sobrecarregando pra me ajudar.

Muita gente deve imaginar que minha casa é igual aquelas casas visitadas pela Super Nanny e acabam ficando com dó de mim. Não vou negar que as vezes as coisas saem do controle e eu me sinto a própria mãe maluca. Mas tem dias que tudo dá meio errado com ou sem filhos e de uma maneira geral as coisas funcionam super bem por aqui (quero até que o Sergio comente a respeito porque posso não estar percebendo as coisas muito bem,rs).

Eu tenho a impressão que a pior transição é do primeiro para o segundo filho. Eu diria que o trabalho triplica porque alem de ter que cuidar de duas crianças, é preciso administrar o ciume do primeiro filho que agora tem que dividir as coisas com o irmãozinho e claro, administrar a reação do irmãozinho. No terceiro filho as relações estão mais acomodadas, as crianças já se conscientizaram que têm mesmo que dividir tudo com alguem e quem já divide com um consegue dividir com dois sem problema. Ao invés de um inimigo comum, o Eduardo e a Helena têm na Luisa um amigo em comum e acho que não seria exagero dizer que hoje eles brigam menos do que antes da Luísa nascer.

É muito interessante ver a paciência que os dois têm com a Luísa Furacão quando ela chega desmontando os legos, mordendos os carrinhos, amassando e babando nos lindos desenhos que eles acabaram de fazer. As vezes a Helena larga a chupeta jogada e depois de procurarmos um tempão nós a encontramos na boca da Luísa. Ao invés de ficar brava, a Helena morre de rir. E com o Edu não é diferente mesmo quando a Luísa desmonta aquela ponte que ele passou a tarde inteira montando.

O nascimento da Luísa não mudou muito a rotina aqui em casa e pelo jeito ela vai ser o xodozinho dos irmãos; os dois se divertem muito com ela e ela é apaixonada pelos dois; passa o dia todo correndo atrás deles.

As vezes eu fico meio constrangida com esta preocupação das pessoas porque ao contrário de ser uma coisa trabalhosa e cansativa, cuidar dos três é um divertimento, uma alegria sem tamanho e um prazer infinito. Sem dúvida alguma três é DEMAIS!!!