Skip to main content

Posts

Showing posts from June, 2008

Enfim ele está chegando

Amanhã de manhã o Sergio chega de Atlanta. Foi uma semana de saudades e de muitos medos. Eu bem que tentei ficar tranquila mas foi dificil. Talvez se nós morássemos em um condominio fechado ou em apartamento as coisas fossem mais fáceis, mas morando em casa...

Eu tentei não mudar muito a rotina das crianças porque acho que já bastou a falta do pai, então todo mundo foi à escola até o último dia de aula, fomos á casa da minha mãe no sábado e eu mantive, na medida do possivel os horários deles, mas senti muita insegurança. Não sai de casa a semana inteira e lá pelas 5 da tarde já estavamos todos trancados dentro de casa. Não contei pra ninguem na vizinhança que o Sergio estava viajando e ainda pedi pra faxineira não comentar com ninguem.

Quando tinha que sair, tentava voltar antes de escurecer e entrava em casa o mais rapidamente possivel. Muitas vezes deixei as coisas no carro pra não ficar dando sopa pro azar na garagem. Mas os piores momentos do dia eram na hora de dormir. Após a ronda…

Saudade de você

A única cidade que nos separa por tanto tempo é exatamente a cidade que a gente adora! Irônico!

É engraçada esta "dependência" que o casamento cria na vida da gente. De repente eu levanto de manhã e esqueço de tomar café porque estou acostumada a encontrar meu copo prontinho em cima da mesa. São tantas coisas pequenas que acontecem todo dia e que a gente nem se dá conta do quanto elas são importantes para nos manter felizes e seguros.

Em tão poucos dias a ausência já causa uma transformação enorme na nossa rotina e até o cachorro fica mais agitado e manhoso; ele também percebe que algo muito importante está faltando e que existe uma certa tensão no ar.

Vc vai contando quantos por cento da viagem já passou e nós aqui vamos contando os minutos que faltam pra vc voltar. Pra complicar ainda mais a minha vida, vc está viajando por ai e com um micro cheio de restrições. Conversar por e-mail não é a mesma coisa e quando o cartão telefônico acaba fica aquela sensação de que o importan…

Pra quem jamais ganhou uma rifa...

Sábado passado foi a festa junina na escola do Edu e nem bem nós chegamos já apareceram duas meninas da comissão de formatura vendendo uma rifa. Eu detesto rifa porque nunca fui sorteada, então sempre considerei dinheiro jogado fora. Mas desta vez resolvi comprar um número porque sabia que ia encontrar com o pessoal da comissão o dia inteiro e teria que ficar dando desculpas. Procurei um trocado na bolsa e comprei um único número (o 119).

Aquele dia foi um dia super complicado porque o Edu dançou quadrilha as 13 horas e a Helena ia dançar as 15, em outra escola, sem contar que o Sergio tinha que estar no aeroporto as 19 (sim, ele está viajando e só volta no dia 30). Eu estava tão aérea com tantas coisas pra resolver que nem prestei muita atenção no prêmio.
À noite toca o telefone e um jovem pergunta se era a Marilene, professora de biologia. Eu achei aquela conversa tão esquisita e disse que não. Ele insistiu dizendo que eu tinha sido sorteada, mas não se identificava e eu imaginando qu…

Eu conheço mesmo meu filho???

Acho que todos os pais se fazem esta pergunta depois do caso das duas adolescentes que fugiram a semana passada. Vendo as entrevistas das filhas e das mães cada um consegue ir montando sua própria história e entendendo um pouco os motivos que podem ter levado as duas a fugirem. Mas não quero julgar ninguem e menos ainda dizer se estavam certas ou erradas.

O fato é que eu tenho 3 filhos pequenos que certamente nem sonham em sair de perto de mim, por enquanto, mas sei que vai chegar um dia em que eles vão começar a questionar esta dependência e eu fico me perguntando como nós (pais e filhos) vamos lidar com as questões que surgirem neste momento.

Eu morro de medo de ser uma mãe controladora ao invés de protetora. Eu adoro participar da vida deles, sempre pergunto da escola, dos amigos, do que acontece, do que sentem, tento estar sempre presente e envolvida com tudo... mas será que estou apenas querendo participar ou na verdade quero controlar a vida deles e direcioná-los a um comportamen…

Sergio com a cabeça no Canadá???

Esta semana eu fui buscar o Sergio na estação de trem e passamos na padaria pra comprar leite. Ele entrou na padaria e eu fiquei do outro lado da rua com as crianças, no carro, esperando por ele. Um tempo depois, eu o vejo sair da padaria, atravessar a rua em direção a minha casa e ele nem olhou pro carro, foi subindo a rua e nem se lembrou que estávamos esperando.

A sorte foi que eu o vi saindo da padaria senão ele iria chegar em casa e ter que voltar. E eu ficaria parada lá, xingando a demora da padaria injustamente!!! Ele só se lembrou de nós quando eu saí buzinando e dando farol alto atrás dele.

Onde será que ele anda com a cabeça????

PS: vcs se lembram do bar que tem perto de casa e que os frequentadores ocupam todas as vagas do estacionamento da padaria? Pois ontem, quando fomos comprar pão, de novo o Sergio entrou e eu fiquei no carro com as crianças. O estacionamento estava lotado e eu dei uma volta no quarteirão e não encontrei nenhum vaga.

Não tive dúvida: estacionei bem em fr…

Eu juro que eu tento ser ecologicamente correta

Eu morro de medo de me transformar naquelas "Econerds" que ficam implicando com todo mundo e fazendo discursos ecologicamente corretos por onde passa. Sou radicalmente contra tudo o que é radical (se é que isso é possivel) e sempre tento ver os motivos que levam as pessoas a fazerem as coisas de um jeito ou de outro.

A escola da Helena tem uma grande preocupação com o meio ambiente e sempre manda folhetos interessantes sobre o assunto. Eu até acho que seria melhor se mandassem e-mails pra não acumular papel, mas a intensão é muito válida e atinge também quem não tem acesso a internet.

Com tantos incentivos vindos de todos os lados eu tenho tentado fazer a minha parte. Eu tenho consciência que aqui em casa somos grandes poluidores porque onde tem fralda descartável não tem jeito; pra compensar tenho tentado economizar água e energia elétrica, não desperdiçar os alimentos, pegar a menor quantidade possivel de sacolinhas plásticas no supermercado e estou investindo bastante na …

E lá se foi a chupeta...

Depois de 4 anos e meio de uma paixão avassaladora eis que a mãe malvada conseguiu enfim separar seu filho querido daquela desqualificada!!! Me sinto meio culpada e as vezes fico pensando se a maneira como tudo aconteceu foi mesmo a mais certa, mas o fato é que hoje foi o segundo dia do Edu sem a danada da chupeta. Segundo palavras dele:

- Estou sentindo só um pouquinho de falta!

e depois:

- Mamãe, eu já dei minha chupeta;nós não vamos comprar um presente pra mim???

Já faz algum tempo que estou tentando convence-lo a deixar a chupeta. Cada vez que eu tocava no assunto ele vinha com uma desculpa e sempre dizia que ainda não queria. Ultimamente, sempre que ele me pedia um brinquedo novo eu dizia que compraria mas que ele teria que dar a chupeta para a vendedora e invariavelmente ele me dizia que iria querer o brinquedo mais tarde.

Depois de várias tentativas e já desanimada eu resolvi partir para uma atitude mais radical. Já que a conversa não funcionou e que ele por si não iria dar a chupe…

Agora sim: caindo a ficha

Bem, é dificil falar de uma coisa que foi interrompida e que fazia parte de um momento. Na verdade, hoje estou bem mais animada com a queda da ficha. O post anterior certamente seria um post triste falando das saudades que vou sentir das pessoas, mas apesar das saudades estou animada com a nova vida que nós escolhemos para nós e para nossos filhos e parece que uma cortina se abriu e eu me vi em uma sala totalmente abarrotada de caixas que precisam ser organizadas.

Desde o dia do post estou organizando as coisas aqui em casa; separando o que quero levar, o que quero guardar e o que vou jogar fora. É impressionante como guardo tranqueiras: anotações da faculdade, catálogos dos congressos que participei desde os meus estágios de iniciação científica, cadernos com letras de música da minha adolescência, cartões de natal que foram comprados e nunca foram mandados, todos os bilhetinhos que recebi quando fiz encontro de jovens aos 15 anos e mais um milhão de coisas que não vou usar nunca mais…