Skip to main content

Eu conheço mesmo meu filho???

Acho que todos os pais se fazem esta pergunta depois do caso das duas adolescentes que fugiram a semana passada. Vendo as entrevistas das filhas e das mães cada um consegue ir montando sua própria história e entendendo um pouco os motivos que podem ter levado as duas a fugirem. Mas não quero julgar ninguem e menos ainda dizer se estavam certas ou erradas.

O fato é que eu tenho 3 filhos pequenos que certamente nem sonham em sair de perto de mim, por enquanto, mas sei que vai chegar um dia em que eles vão começar a questionar esta dependência e eu fico me perguntando como nós (pais e filhos) vamos lidar com as questões que surgirem neste momento.

Eu morro de medo de ser uma mãe controladora ao invés de protetora. Eu adoro participar da vida deles, sempre pergunto da escola, dos amigos, do que acontece, do que sentem, tento estar sempre presente e envolvida com tudo... mas será que estou apenas querendo participar ou na verdade quero controlar a vida deles e direcioná-los a um comportamento que EU acho correto?

E se acontecer uma fuga, o que fazer depois? Onde a educação destas meninas falhou pra que elas sentissem esta necessidade de fugir, de largar todo o conforto que tinham e cair em uma aventura tão perigosa? Eu, no lugar destas mães, estaria me questionando muito sobre quais foram os erros e como tentar corrigí-los.

Qual será o caminho para que a gente conheça de verdade nossos filhos e que eles tenham plena confiança em nós? Como fazer para que eles sejam eles mesmos na nossa frente. Como equilibrar esta relação tão complicada misturando autoridade e confiança; proteção sem controle; cuidado sem invasão???

Por outro lado, como deixar seus filhos crescerem para o mundo e acreditar que aquele bebezinho tão delicado pode tomar decisões sozinho e tem todas as condições de resolver os seus problemas sem a sua intervenção?

E como fazer o seu bebezinho sair andando sozinho mas tendo a certeza de que sempre que precisar encontrará a sua mão estendida pra ajudá-lo? Como protegê-lo e ao mesmo tempo fazê-lo arcar com as consequências dos seus atos?

Por enquanto estou naquela fase facil e ao mesmo tempo complicada em que eu tomo as grandes decisões por eles e acabo conduzindo-os pelos caminhos que eu estou traçando. Mas e quando eles começarem questionar as minhas escolhas?

De verdade eu não sei!

E vcs, como têm feito ou o que pretendem fazer?