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Orações subordinadas

É muito legal acompanhar o desenvolvimento da fala nas crianças. Tudo começa com aquele ááááá, bá bá bá, má má má sem nenhum sentido aparente. De repente ao ver a sopinha a criança já é capaz de repetir sempre o pá pá e pra mamadeira ela diz má má. Na hora do desespero ela, a criança balbucia mãmã, mas não dá pra saber se ela queria mesmo chamar a mamãe ou pedir socorro. A Luísa está nesta fase e a cada dia ela inclui uma consoante no seu vocabulário, mas as sílabas ainda são repetitivas.

Com o tempo as palavras vão tendo significado para eles e tudo o que vc fala se torna interessante; é a fase do papagaio em que a criança tenta repetir tudo o que houve. Período muito perigoso este porque naquele HD vazio tudo vai sendo memorizado. Daí para as pequenas frases é um passo e você começa ouvir seu filho tentando repetir aquelas frases que vc fala o dia todo: "Vai deitar leo", "ai minha nossa senhora!!!", "vc acha isso certo???"

Até bem pouco tempo atrás a Helena estava nesta fase: tudo o que ouvia, repetia ou tentava repetir. É super engraçado porque ela não consegue perceber que está pronunciando errado e acaba inventando palavras que a familia inteira começa falar também. Então, minha irmã Márcia é a Fársia e minha amiga Nádia é a Sárcia, o Dudu era o Bubu e a Luísa era a Ciza. Acontece que o tempo vai passando e a criança vai aprendendo a pronunciar as palavras e percebe que aquelas que ela "inventou" não fazem o menor sentido e quem começa nos corrigir são elas:

Sergio : Helena, chama o Bubu pra mim?
Helena: Não é Bubu, papai; é Dudu!

Este mês a Helena teve mais um avanço no aprendizado da lingua portuguesa: começou as orações subordinadas. De repente ela começou as subordinadas aditivas; usando o e. Mas esta semana me surpreendeu com uma oração do tipo:Agora eu não quero fazer isso porque aquilo vai acontecer. E passa o dia todo falando: conversa comigo, conversa com a Luísa e conversa com as bonecas, os bichinhos de pelúcia ou sozinha mesmo. Gosta muito de "ler os seus livrinhos e tentar reproduzir a história que eu contei ou fica cantando as musiquinhas que eu ensino. E ela decora super fácil as músicas; basta ouvir uma vez pra já começar tentar cantar junto.

E o Edu??? Bem, este já é totalmente fluente, eu diria. Fala, conversa, pergunta, explica, questiona o tempo todo. Conversa como um mocinho e pra qualquer resposta que vc dá a ele, sempre vem uma outra pergunta ou um comentário. Não gosta muito de ser fotografado mas quando eu falo que vou filmar, pára o que está fazendo e vem correndo. Da família toda é o mais desinibido e adora cantar pra eu gravar.

Assim como eu, eles estão sempre cantando. Vira e mexe um deles vem e pede pra que eu cante aquela música; sabe aquela???? e eu tenho que ficar tentando adivinhar de qual música eles estão falando. Há um tempo atrás eu passei semanas cantando O pato pateta; em seguida foi o sapo não lava o pé. Agora tenho cantado a música do Pintinho amarelinho.

O mais engraçado é que eles entram na música e ficaram inconformados quando o pato pateta foi pra panela ou quando o sabiá fugiu da gaiola (outra música que eles adoram) e agora com o medo que o pintinho tem do gavião.

A Luísa ainda não canta mas já ensaia os primeiros movimentos. Quando começa a cantoria as perninhas nervosas começam se mexer e ela bate palmas.