Sep 30, 2008

Orkut

Eu adoro o orkut!!! E não é pra ver como o primeiro "namorado" ficou depois de 20 anos!!! Eu gosto do Orkut porque ele traz pra mais pertinho pessoas que vamos perdendo pelo caminho.

Esta semana uma colega de escola me escreveu contando que sonhou comigo e com meus filhos (que ela conhece apenas nas fotos do orkut) e de repente deu vontade de reencontrá-la e talvez até iniciarmos uma amizade que lá, na nossa infância, não aconteceu.

E é super legal ir acompanhando o crescimento dos filhos dos amigos, os passeios, as mudanças de humor dos mais próximos e agora ficar brincando de Buddypoke com outros desatarefados, rs.

Mas o mais interessante em tudo isso é como o tempo é capaz de nos fazer esquecer das coisas e como nossos sentimentos mudam com ele. Eu me lembro que na escola tinham algumas meninas e meninos repetentes e bem maiores que o resto da classe. Não me lembro o porquê (e pode ser que houvesse algum motivo) uma destas meninas repetentes não ia com a minha cara. Eu não podia passar perto dela que ela já achava que eu a estava provocando. Se eu ria, era dela; se eu cochichava com uma amiga, era dela; se eu olhava pra ela, estava provocando; se eu passava e não olhava, estava com medo. Tudo era motivo pra ela me xingar, me ameaçar e tentar me bater na saída. O lado bom é que em determinado momento fomos para classes diferentes e ela me esqueceu.

Mas o fato é que ela me encontrou no orkut, me mandou um recadinho perguntando se eu me lembrava dela (claro que lembro!!!!) e me convidando pra ser amiga!!! Claro que eu aceitei!!! Não vou ficar remoendo coisas que aconteceram há tanto tempo, né??? Mas será que ela lembra o que ela fazia comigo??? Era a perfeita definição de
bullying, mas naquela época eu ainda levava bronca da minha mãe porque apanhava dela.

Este orkut não é mesmo divertido?

Lista telefônica e adolescência

Ontem passou um cara entregando listas telefônicas. Eu nem abri a janela porque sei que eles pedem uma caixinha e se vc não dá ele não entrega a lista. Meu telefone sequer está na lista e eu consulto tudo bem mais rapido na internet.

E eu me lembrei de quando eu era mais nova (bem mais nova) e eles passavam entregando as listas telefônicas da Telesp gratuitamente. Tinha a de assinantes e a de endereços e vc entregava de volta a do ano anterior.

Quantas coisas eu encontrava na lista telefônica da Telesp; quantas informações que na época eram importantíssimas pra mim.

Por exemplo: tinha um menino lindo que morava no bairro mas que não tinha amizade com ninguém, nós só sabíamos que ele se chamava Maurício. Até irmos procurar seu telefone na lista e ficar o dia todo ligando pra casa dele pra conversar com ele. É claro que quando ele atendia nós desligávamos o telefone. Tudo bem que eu só tinha uns 12 anos.

Pior mesmo foi um menino que conheci no shopping e por quem me apaixonei perdidamente; agora com 15 anos. Foi um amor platônico de quase 5 anos porque minha mãe me achava muito nova pra namorar e eu "tinha que estudar". Tudo bem, como eu já disse no meu post anterior: os pensamentos são meus e ninguém tasca.

Eu ainda consegui me encontrar com ele umas 2 ou 3 vezes em 2 anos até que pedi pra ele não me ligar mais porque desisti de lutar contra minha mãe, mas continuei apaixonada por ele até quase os 20 anos.

E então, adolescente apaixonada, sem poder encontrar o namorado pra passar o tempo, fui pesquisar a vida dele. Eu sabia o primeiro nome dele, o bairro onde ele morava e tinha o número do telefone. E lá fui eu pra lista telefônica. Procurei rua por rua no bairro onde ele disse que morava. Em cada rua eu olhava todos os telefones pra ver se encontrava o dele.

Foi um trampo de semanas mas um belo dia... eu encontrei!!! Descobri não só o endereço dele como o nome do pai, o provável sobrenome dele e o nome de outros prováveis parentes porque todos moravam no mesmo bairro (tinha pouca gente com aquele sobrenome).

Em um dos nossos poucos encontros ele foi me mostrar o bairro onde morava e eu morrendo de vontade de rir porque conhecia todas as ruas, sabia o endereço dele e acabei descobrindo quem eram as outras pessoas da lista telefônica assim como quem não quer nada.

Há uns tempos atrás eu o encontrei no orkut e diria que... bem... não iria dar certo mesmo!!

Sep 26, 2008

Censurada


Meu pobre marido caiu na besteira de dizer que eu só falo do Canadá, que estou muito ansiosa com este assunto e que ele está preocupado. Fiquei pensando e acho que ele tem uma certa razão e então decidi tentar relaxar um pouco e não ficar falando nisso o tempo todo, tentando pensar em outras coisas e conversar sobre outros assuntos com ele.
Está dificil: em todos os assuntos surge sempre pelo menos um link relacionado a nossa ida para o Canadá: sempre tem uma notícia que eu li, um comentário de algum conhecido, um post, uma novidade sobre o processo de alguém ou mesmo as diferenças do que estamos vivendo aqui e o que vamos encontrar por lá.

O que está acontecendo é que as nossas conversar estão meio truncadas. Eu até estou me divertindo um pouco porque fico me policiando e de repente no meio de um comentário eu mudo a frase e não falo do Canadá.

Ele continua preocupado porque disse que não adianta nada eu não falar sobre o assunto com ele, se continuo pensando no assunto o tempo todo.

Mas é como eu sempre digo: pode censurar minha fala mas meus pensamentos são meus e ninguém tasca!!!!rs

Sep 24, 2008

A escola do coração

Eu considero educação uma parte muito importante da vida de uma pessoa, principalmente das crianças. Acho que o ambiente escolar tem que ser muito agradável e a criança tem que sentir prazer em estar na escola para a coisa funcionar bem. Também acho que a participação dos pais na educação dos filhos é muito importante.

De nada adianta exigir que os filhos façam lição de casa, frequentem as aulas, estudem e tirem boas notas se os pais não dão valor pra nenhuma das conquistas dos filhos. Já me cansei de ouvir pais dizendo que tirar notas boas é uma obrigação da criança ou jogar na cara do filho que pagou a escola e que portanto ele tem que fazer a parte dele.

Infelizmente os nossos filhos seguem pouco o que falamos mas prestam atenção em tudo o que fazemos e seguem à risca cada exemplo que damos. De nada adianta dizer que eles precisam ir pra escola se na verdade achamos as atividades extracurriculares um saco, se não damos a menor importância para as coisas que eles fazem na escola e não queremos participar de nada ou sempre temos coisas mais importantes do que as atividades escolares deles para fazer.

Então não preciso dizer que eu e o Sergio participamos de tudo na escola das crianças; vamos em todas as comemorações e nos desdobramos para conseguir participar de tudo porque o Edu vai em uma escola e a Helena em outra. Imaginem a correria que não é no dia dos pais ou das mães!!!!

É engraçado porque vejos muitos pais "brigando" pra ver quem vai ser o "azarado" da vez a participar daquela festividade chata que a escola inventou. Aqui em casa sempre tem briga mas porque todo mundo quer participar: na última reunião eu fui sozinha porque os três estavam com conjutivite mas foi dificil convencer o Sergio que eu deveria ir e não ele. Da mesma forma participamos das lições de casa, dos livros que eles trazem toda semana pra ler em casa e todas as atividades que eles fazem na escola.

Talvez por darmos tanta importância à participação da família no ambiente escolar que tenhamos escolhido o método socio-construtivista. Quando fui pesquisar sobre escolas aqui na região dei preferência a este tipo de método por seguir uma linha muito mais parecida com a educação que eles têm em casa. Alem disso, eu não queria uma escola tradicional como as escolas em que estudei onde os alunos não têm voz ativa, não são incentivados a discutir e argumentar e onde a família é simplesmente a provedora do pagamento da escola.

Eu gosto deste método em que eu tenho que ir até a sala de aula pra entregar e pegar o Edu todo dia; me sinto totalmente à vontade na escola, tenho um contato diário com a professora, podemos sempre conversar sobre os pequenos problemas que vão ocorrendo no dia a dia, posso acompanhar a relação do Eduardo com os amigos e com a professora ao mesmo tempo em que a professora pode observar um pouco da nossa dinâmica familiar também.

O fato de poder entrar na escola a hora que eu quiser também possibilita ver o verdadeiro funcionamento da escola, a questão da segurança, a postura dos funcionários diante dos imprevistos que sempre ocorrem e o conhecimento dos outros pais.

É claro que pra tudo isso tem existir uma predisposição dos próprios pais, né? Muitas mães chegam cedo pra conseguir lugar no estacionamento interno e ficam em seus carro esperando o momento de ir pegar os seus filhos; outras ficam no páteo mas não fazem questão nenhuma de interagir com as outras pessoas que estão por alí.

Eu, apesar da timidez, faço amizade com todo mundo que queira um papinho. Tenho várias conhecidas com quem converso exporádicamente e tenho um grupo de amigas que se tornaram mais que conhecidas da escola. É claro que o assunto preferido é sobre nossos filhos, mas aos poucos conseguimos formar vínculos e conversar sobre tudo.

Além desta liberdade eu gosto do método pelo qual o Eduardo está aprendendo a ler e escrever. Ele já conhece todas as letras, os acentos e várias regras gramaticais e está começando a entender a lógica da coisa; ele conta até 50 e tem curiosidade pra ir adiante nos números, resolve problemas e faz diversas lições relacionadas a raciocínio lógico e tudo sem aquela decoreba exaustiva da minha época escolar.

A regra é que ele faça a lição sozinho; eu posso dar um apoio, explicar o que é pra fazer mas ele tem que fazer sozinho e do jeito que ele acha que é correto e a professora no dia seguinte vai corrigir junto com ele. É legal porque tudo o que eles fazem em casa é retomado no dia seguinte em classe e a professora vai corrigir tudo junto com a criança, explicando cada coisa. Ao mesmo tempo que fazer a lição vai ter retorno do dia seguinte eles ainda desenvolvem a responsabilidade pelas coisas deles, mas sem aquele terrorismo da professora bruxa que dava bronca ou jogava o caderno no chão como ja aconteceu comigo certa vez. Aliás minha experiência na escola merece um post (os absurdos das professoras da Marilena),rs.

As coisas vão sendo dadas todas ao mesmo tempo mas sempre respeitando o tempo de cada aluno, sem forçar nada, sem pressões, respeitando as diferenças. Na classe do Edu tem crianças que já sabem ler e outras não.

Outra coisa que é muito valorizada na escola são as amizades e os relacionamentos. Em poucas semanas de escola o Eduardo já tinha vários amigos e uma noção muito boa de companheirismo e respeito às diferenças. Existe uma preocupação grande em inserir os alunos novos no grupo e até agora eu desconheço um aluno que tenha ficado isolado.

É claro que nem sempre as coisas são perfeitas e muitas situações conflitantes acontecem mas a escola sempre está aberta a discussões e conversas e até hj não tive nenhum problema que não tenha sido resolvido. A história das lutas foi resolvido em sala de aula com a PROIBIÇÃO de lutas entre os alunos na classe do Edu. A professora simplesmente proibiu esta brincadeira. Pode parecer autoritário, mas conhecendo a professora dele tenho certeza que ela conversou muito e tentou muitas alternativas antes de tomar esta posição radical. Pra mim foi ótimo porque assim que ela proibiu na escola as lutas aqui em casa também diminuiram.

O outro lado da moeda é que a liberdade que eles têm na escola pra questionar, discutir, participar, eles querem usar em casa também. O Eduardo é um questionador e pra convencê-lo a argumentação tem que ser boa. Somos exigidos o tempo todo porque não é qualquer respostinha que o convence e ele não aceita "porque sim ou porque não".

A escola sofre muitas e muitas críticas por não ser uma escola conteudista e voltada unica e exclusivamente para o vestibular; muitos pais não confiam na qualidade da escola por isso e talvez por esta imagem o dono da escola tem tido uma preocupação maior com o vestibular nos últimos anos. O desempenho da escola tem melhorado muito na prova do ENEM e está entre as melhores da cidade de São Paulo.

Mas eu sempre me lembro de um depoimento na comunidade da escola no orkut. Estava uma discussão sobre a qualidade do ensino na escola e ela disse:

- talvez eu não tenha entrado na melhor faculdade do mundo mas o que me importa é que nos 11 anos em que estudei lá eu FUI FELIZ!

Este depoimento me ajudou muito a decidir por esta escola. A coisa que mais quero é que meus filhos se lembrem dos tempos de escola com alegria, com saudade, com carinho e quero que a escola me ajude a formar pessoas seguras, independentes e preparadas para a vida.

Uma das coisas de que mais sentirei falta aqui no Brasil vai ser da escola e da liberdade que tenho lá. Não tenho muita idéia de qual o método das escolas canadenses. Preciso pesquisar mais a respeito, mas pelo que tenho visto, acho que vamos nos adaptar bem. Pelo menos é o que eu espero.

Sep 15, 2008

Televisão


Eu não gosto de proibir as coisas para as crianças. Antes de proibir eu procuro explicar porque eles não devem fazer isso ou aquilo. Em relação à televisão funciona do mesmo jeito. Durante o dia a TV é deles. Eles podem ligá-la quando quiserem e assistirem o que quiserem. Esta liberdade toda está relacionada ao fato de que só assistiam a Discovery Kids e não deixavam de fazer outra coisa pra assistir TV.


Mas comecei ficar preocupada porque o Edu estava muito interessado em Power Rangers, Batman, Homem Aranha, Ben 10 e vários outros personagens que só falam de lutas, de bandidos, do mal e só o incentivam a ficar lutando o dia todo. Na escola os meninos só pensam em armas e lutas e vira e mexe o Edu chega em casa com algum machucado resultante de briga. Mas ele me tranquiliza sempre dizendo que foi o fulano que o empurrou do escorregador quando eles estavam lutando contra os bandidos.

Ah bom, agora posso ficar tranquila!!!! A professora já proibiu que eles brinquem com arminhas ou espadas, mas é complicado controlar porque a maioria deles assiste todos estes desenhos a tarde toda. O Eduardo que só conhecia a Discorevy Kids sabia todos os nomes, todas as figuras, o que faziam, quais poderes que tinham, etc, etc...

Um belo dia o Edu chegou em casa dizendo que queria assistir os desenhos do canal 4 e 6. A partir daí a Discovery Kids caiu no esquecimento. O problema é que estes outros desenhos causam uma certa fascinação na criança, quase um vício. o Edu ficava hipinotizado diante da TV e nem se lembrava de comer ou brincar. Passei então a controlar os horários da TV e tive que ficar assistindo com ele pra saber direitinho do que se tratavam estes desenhos tão "maravilhosos".

Quando vi a propaganda do tal do
Mister Maker da Dicovery Kids pensei que seria algum daqueles desenhos bobinho tipo Lazy Town e pensei: é lógico que as crianças preferem o Power Rangers!!! Logo na estréia o Edu assistiu e eu fui fazer outra coisa. Só que o Edu adorou, falou a tarde toda do programa e ficou controlando o horário pra não perder a reprise à noite.

O interesse foi tanto que acabou chamando a minha atenção e eu resolvi assistir pra ver do que se tratava. Pra falar a verdade é bobinho mesmo mas ensina um monte de coisas interessantes para as crianças fazerem em casa: recortes, colagens, desenhos, pinturas e várias coisas relacionadas a arte.

Até a Helena fica esperando a hora do programa começar e pra ser sincera, eu tenho assistido todos os episódios também pra aprender e poder ajuda-los. São coisas simples, rápidas e que as crianças podem fazer facilmente.

Acabou sendo uma oxigenada na Discovery Kids e o Edu deu uma desligada daqueles desenhos que eu acho horríveis. Eu bem sei que vai ser temporário porque a discovery passa desenhos para crianças menores, mas pelo menos por mais algumas semanas eu vou poder relaxar em relação a TV novamente.


Não acho correto proibir a criança de assistir este desenhos mais "impróprios", até porque na escola todo mundo assiste, têm as roupas (detesto), têm os bonequinhos e não acho legal deixar a criança fora do mundo. Mas sempre converso a respeito, sempre explico que a Helena é a irmazinha mais nova e não um perigoso monstro inimigo, que ela sente dor de verdade e que mesmo com uma espada de lego na mão ele vai se machucar se pular do encosto do sofá.


Quando um outro desenho me ajuda a desviar a atenção dele para coisas menos violentas, eu agradeço!

Sep 12, 2008

Saindo da rotina

Hoje meu dia está totalmente atípico porque a Helena foi em um passeio com a escola. O local fica a uns 40 minutos aqui de casa mas sempre acaba sendo uma preocupação; e o pior é que ela foi as 8 da manhã e só volta lá pelas 6 da tarde.

Estou o tempo todo pensando nela; em como ela está, se comeu, se descansou, se está se divertindo, se está estranhando alguma coisa... neuras.

Pra tentar me distrair aproveitei que poderia ir buscar o Edu mais tarde e fui ao supermercado. É lógico que me atrasei e quando cheguei na escola o Edu já estava em outra classe junto com os outros filhos de atrasadinhas. Por ter me atrasado não consegui lugar no estacionamento interno do colégio e tive que estacionar no externo, que com este tempo seco está uma verdadeiro "terrão". Os carros passam e a poeira sobe alta!!!

Então, peguei o Edu e fomos pegar nosso carro. Ele adora que eu estacione ali porque tem milhões de coisas pra eles se distrairem no caminho: pegam pequenos galhinhos, folhas, pedrinhas e mais um monte de tranqueiras que vão se acumulando no meu carro: imaginem a bagunça que não fica!!!

Eu só sei que a Helena não estava e de certa forma a rotina foi alterada e tudo o que eu faço com uma certa sequência mudou também. Coloquei os dois no carro, prendi os cintos dos cadeirões e aproveitei pra abastecer o tanque que estava na reserva.

Quando cheguei em casa fui fazendo o de sempre, na sequência de sempre: entrei, fechei o portão, tirei as crianças e fui pegar a mala do Edu: CADÊ A MALA???

Pois é, a mala é sempre a primeira coisa que eu coloco no carro, até porque sou eu quem a carrega. Hoje, por um milagre o Edu foi quem a levou e a deixou na calçada. É claro que eu não vi e a coitada ficou lá na calçada, literalmente comendo poeira. Voltei correndo pro colégio (7 km da minha casa) e ela já não estava mais lá.

Quando cheguei na portaria do colégio logo percebi os sorrisos dos funcionários da segurança!!!! Uma alma caridosa a quem não pude agradecer, viu a mala abandonada com a carteirinha do Edu e a levou até a portaria.

É nestas horas que temos que pensar nestes pais que acabam esquecendo os filhos no carro. Uma simples mudança na rotina e um acidente pode acontecer. Eu e o Sergio temos um costume que é quase uma neurose e que muitas vezes enche o saco: averiguamos o carro varias vezes antes de se afastar. Sempre olhamos os cadeirões e/ou perguntamos para o outro se já o fez. Ainda assim, já aconteceu do Edu gritar:

- mamãe, vc não prendeu meu cinto!!!

A mala??? Está super bem e com o uniforme novinho que eu acabei de comprar dentro. O que importa é que as crianças estavam em segurança.

PS: A Helena acabou de chegar e está na maior alegria porque andou em um ônibus bem grandão, tomou leite tirado na hora da vaca (arghhh!!!) e viu vários animais diferentes.


A excitação é tanta que ela me contou que dormiu a tarde sem chupeta e resolveu dar as chupetas dela para o filhinho do coelho Leo. E está decidida (neste momento) porque procurou todas as chupetas, colocou em uma caixinha e disse que vai levar na escola pra entregar para o coelho. Quando eu perguntei se ela ia dormir sem chupeta a noite, ela respondeu sem pestanejar:

- Vou mamãe!!! Eu sou grande. A Luísa é pequena e vai chupar chupeta!!!

Só quero ver quando o sono bater como vai ficar esta decisão dela!!!

Sep 9, 2008

Sonho de consumo

Cada um tem seu sonho de consumo; uns querem muito, querem o carro mais caro do mundo, querem a casa mais linda do mundo, querem todo dinheiro do mundo...

Eu sou mais modesta: bem mais modesta!!!! NESTE MOMENTO eu só queria uma empregada robô que não faltasse no trabalho e nem ficasse se intrometendo na rotina da casa e uma personal cardápio maker.

Da empregada eu já desisti, mas ainda estou à procura da cardápio maker... uma pessoa que simplesmente montasse qual o cardápio que eu devo preparar para o jantar. É claro que já procurei na internet e já encontrei varias coisas interessantes. Muitas vezes encontro receitas fáceis de fazer, deliciosas, com ingredientes baratos mas o que adianta ter a receita da carne e ter que pensar no acompanhamento???

Também já encontrei um site que dava o cardápio semanal completo, com entrada, prato principal e acompanhamentos; o problema é que eram coisas legais para se fazer em uma ocasião especial e não no dia a dia.

Estou procurando um livro de receitas ou um site com um cardápio semanal que não fique repetitivo e que tenha receitas faceis, simples, que dê pra fazer no dia a dia e que seja completo, com pelo menos um acompanhamento alem da salada.

Olha que ninguém pode dizer que não tenho imaginação, meu marido que o diga já que tem engordado bastante ultimamente, mas estou cansada de repetir toda semana as mesmas coisas; já não basta eu ter que comer todo dia a minha comida, ainda tem que repetir a mesma coisa???

Enquanto não encontro este site perfeito que dirá exatamente o que preciso comprar no supermercado e como preparar cada alimento a semana inteira, vou ficar aqui neste restinho de tarde pensando o que vou preparar para o jantar.

Happy baby

A Luísa com apenas 1 aninho já adora livros. É bem verdade que ela acaba estragando alguns livros das crianças e tenho que ficar sempre atenta pra ela não passar o dia comendo papel, ainda assim eu deixo todos os livros infantis à altura da sua mãozinha e aos poucos ela está aprendendo que livro é pra ser devorado subjetivamente e não comido!!!

Hoje de manhã ela pegou um livrinho super colorido que comprei pro Edu nos EUA que se chama Happy Baby e tem várias fotos de animais e seus nomes em inglês, é claro. Ela folheava o livro e apontava com o dedinho os bichinhos e olhava pra mim. Eu dizia o nome do bichinho e com minha capacidade infinita de imitação de sons fazia o som do bichinho que ela tentava imitar toda sorridente. Não é raro vê-la tirando todos os livros da estante e jogando no chão, mas de repente ela pega um deles, se senta no chão e fica virando as páginas como se estivesse lendo.

Tudo bem que ela vê os irmãos fazendo isso o tempo todo mas tenho certeza que naturalmente ela vai entender o quanto é maravilhosos este mundo infinito de histórias reais e fictícias que os livros têm.

Tudo isso pra dizer o quanto é ABSURDO o preço dos livros no Brasil. Cada vez que vamos a uma livraria eu fico horrorizada com o ROUBO. Qualquer livrinho fininho custa quase R$10,00 se vc for ao lugar certo, porque nas grandes livrarias como Saraiva e Cultura geralmente custa mais.

E eu fico me lembrando dos montes de livrinhos super interessantes, coloridos e de excelente qualidade que comprei em Atlanta para o Edu por $1.00 ou $2.00. O que acaba acontecendo é que eu fico economizando na compra de livros novos porque acho muito caro e porque teremos a possibilidade de comprar livros tão bons quanto os que temos aqui por um preço bem mais aceitável.

Eu me sinto até constrangida de falar pra algumas pessoas que elas deveriam incentivar seus filhos com livros. Complicado, né??? Com tantas outras coisas pra serem compradas vai ser dificil convencer alguem a comprar livros.

PS: mas nem tudo é desanimador. Existem muitos sebos espalhados pela cidade de São Paulo com livros bem em conta. Não sei em relação aos livros infantis, mas já comprei muito livro usado, em excelente estado e por preço baixo. O problema é que nem sempre vc encontra aquele livro específico que queria ler e tem que estar aberto a comprar o que encontrar. E muitas pessoas, como o meu marido, não gostam de coisas já usadas.

Se vc não tiver preconceito, aqui vão alguns sites com boas opções:
Estante virtual
A traça
Sebo do Messias - Meu predileto

Sep 8, 2008

O fascínio pelo medo

Eu sou muito medrosa, mas apesar disso adoro sentir medo sem risco. Sou apaixonada por filmes de suspense, tipo Os outros e assisto várias vezes e sempre me assusto e morro de medo, mesmo sabendo exatamente o que vai acontecer.

Mas acabo sentindo medo também de situações improváveis ou impossíveis, como imaginar que tem alguém no forro da minha casa por exemplo. Ontem ouvi um barulho e fiquei imaginando alguém descendo e nos assaltando e pensando em como proteger as crianças, e perdendo meu sono precioso com isso!!!

Pra proteger meus filhos desta imaginação fértil eu não gosto de fazê-los sentir medo. E não deixo ninguém ficar inventando coisas pra deixá-los inseguro com coisas que não existem. Jamais falo coisas do tipo:

- Não vai lá porque está escuro!!! (escuro não é motivo pra deixar de fazer algo e sempre tento passar a idéia de que não devem ter medo de escuro).

- Não vai lá porque tem barata ou bicho ou monstro!!!! (ensino que alguns animais são sujos, transmitem doenças, mordem e que devemos ter cuidado, mas não uso estas coisas pra impedí-los de fazer algo que eu não queira que eles façam).

Prefiro o bom e simples:

- Não vai pra lá agora!!!

Mas apesar de todo o meu trabalho para deixá-los seguros e corajosos, naturalmente ou com interferência de outras pessoas (quando não estou por perto), eles vão criando os próprios medos. A Helena tem um pouco de medo de escuro e tem medo de cachorro. A Luísa ainda não tem medo de nada!! E o Edu tem medo de monstros, bandidos e lobos.

Os monstros eu já expliquei que não existem; dos bandidos eu também tenho medo então tento não falar muito no assunto; agora dos lobos...
Eu já expliquei que os lobos são cães selvagens, que vivem na floresta e que se não mexermos com eles, eles não farão nada contra a gente. Mas são tantas histórias, tantas fantasias, tantas musiquinhas que eu mesma canto, que ele acredita que os lobos são animais enormes, que derrubam uma casa ao soprarem e que comem as pessoas inteiras.
No zoológico eu tentei desmistificar o lobo mostrando o nosso Lobo Guará, tão pequeno e frágil que dá até pena. O Edu olhou aquele bichinho e perguntou:
- Mamãe, cadê a mãe dele???
E então eu expliquei que aquele era um lobo adulto e que os lobos não são tão grandes quanto nas histórias, mas o medo e a fascinação continuam. E toda vez que vamos a uma livraria ele vai direto no mesmo livro: O grande livro dos lobos.
Ele fica vidrado folheando o livro, vendo os joguinhos, as histórias, as figuras. Ontem eu comprei o livro e já vou me preparar para meses de leituras repetidas. Pra incentivar o medo nas crianças eu também comprei varios livrinhos sobre vampiros, bruxas e monstros. O legal é que são livros aparentemente pra assustar mas que acabam sendo divertidos como o vampiro que precisa ir ao dentista.
Eu mesma não vejo a hora deles chegarem da escola pra começarmos a leitura dos livros.
PS: outro livro super legal que eu comprei foi o Brincando com papel (Mari Kanegae e Alice Haga). É um livrinho de dobraduras. O Edu vive me pedindo pra fazer aviaozinho de papel ou barquinho. Agora eu quero mostrar a eles que dá pra fazer muitas outras coisas legais com papel. Depois eu conto o resultado.
E vou fazer um post especial sobre bonecas de papel, versão bonecas famosas: facil de fazer, barato e as crianças se distraem por horas.

Sep 7, 2008

Elogio indecente

Hoje eu estava passeando pelo orkut e comecei olhar umas fotos de uma grande amiga. Em uma das fotos ela estava de bikini e reclamando, na legenda, que está acima do peso. É claro que ela está super bem e então fui fazer um elogio e escrevi:

- Vc está ótima!!! Vou colocar uma foto sua na minha geladeira pra tentar ficar igual...

Um elogio normal entre amigas, quase irmãs!!! Continuei navegando pelo orkut e quando sair da minha conta vejo o que??? O e-mail do Sergio!!! Eu estava no orkut dele!
O problema é que o Sergio não é de elogios, nem de brincadeiras deste tipo. Ele brinca muito, faz piadas o tempo todo, mas jamais diria pra uma mulher de bikini que ela está ótima!! Nem quando era solteiro ele gostava deste tipo de brincadeira.

E apesar de também serem amigos entre si, eles não têm intimidade pra este tipo de troca de elogios. Por sorte eu percebi a tempo e consertei o erro, mas fico imaginando a cara da minha amiga se tivesse visto o comentário na foto dela.

PS: eu ando meio distraída mesmo!!! Fui no aniversário um dia antes, mandei recado com o orkut do Sergio, escrevi um recado para meu primo na minha página de recados (ele nunca viu, né?) e ontem fui no aniversário da minha sobrinha. Almoçamos, cantamos parabéns, comemos o bolo e lá pelas tantas eu fui ver meu orkut e qual não foi minha surpresa quando vi que era aniversário da Carol!!!!

Sep 2, 2008

Quem te viu e quem te vê, Marilena

Foi atribuída a Fernando Henrique Cardoso a seguinte frase: Esqueçam o que eu escrevi.

Frase esta que lhe causou muito desconforto e dores de cabeça nos 8 anos em que governou o país e que ele jura de pé junto nunca ter dito.

Este ano temos eleições municipais e eu ainda não decidi em quem vou votar pra prefeitura de São Paulo: estou entre a Soninha e Ivan Valente. Nem tanto porque ache que são as melhores escolhas, mas porque acho que não tenho muitas escolhas. Quando perco meu tempo vendo a propaganda política tenho a impressão de que os três candidatos líderes nas pesquisas falam sempre a mesma coisa e não consigo decidir entre os três.

Tudo bem que tenho a opção Maluf e sua idéia maravilhosa de pavimentar as marginais para aliviar o trânsito da cidade. A planta do projeto é simplesmente maravilhosa!!! Como ninguem teve uma idéia original como esta antes???

Então, vendo a demora do consulado, vendo que o tempo passa e ainda estou por aqui; vou ter que torcer para que algum candidato me faça o favor de ganhar a eleição no primeiro turno; caso contrário será atribuída a mim a versão simplificada da famosa frase do Fernando Henrique: Esqueçam o que eu disse!

Túneo do tempo: Marilena com 18 aninhos cantando
Lula la, brilha uma estrela: "é um absurdo anular o voto. Esta é a nossa arma pra escolher quem vai nos governar e resolver os problemas deste país. A pessoa que anula o voto está fugindo da responsabilidade. Lutamos tanto pela democracia e agora nos acovardamos anulando o voto , etc, etc, etc...


Altos niveis de stress


Ando na maior correria sem tempo pra nada. Dou uma olhada rápida nos meus blogs favoritos (muitos por sinal), comento de vez em quando, leio meus e-mails e não paro um minuto com tantas coisas que tenho pra fazer em casa e com as crianças.

Mas no fundo, acho que estou fugindo um pouco deste stress que se tornou este processo de imigração. Esta sensação terrível de aprisionamento, de não poder fazer as coisas, não poder comprar as coisas, fazer tudo sempre com um "senão", tudo provisório, sempre esperando alguma coisa.

A semana que vem a Helena terá uma integração na escola do Edu. Nesta integração eles avaliam as crianças porque a demanda é maior que o número de vagas e eles precisam "eliminar" alguns candidatos. É claro que a Helena já tem praticamente vaga garantida mas precisamos comparecer de qualquer forma. O pior é que no final da semana, após a integração, teremos que fazer a matrícula dela. É muito chato porque estou pegando a vaga de outra criança, mas ao mesmo tempo não posso arriscar a deixar a Helena sem vaga o ano que vem. Sem contar que teremos que pagar a matrícula e não sei ao certo como funciona para reaver este dinheiro caso eu desista da vaga.

Minha casa está pequena pra três crianças mas não posso nem pensar em me mudar nesta altura do campeonato, assim como não posso pensar em reformá-la, nem trocar moveis, nem trocar de carro e aos poucos, mesmo sem querer, vamos deixando as coisas por fazer porque não vale a pena investir em determinadas coisas se vamos usa-las por poucos meses.

O fato é que eu tenho ficado estressadíssima por não poder fazer as coisas, não poder resolver pendências que eu sei que tomarão meu tempo quando chegar o pedido de exames médicos, mas não dá pra se precipitar e sair vendendo ou doando coisas, por exemplo.

O que eu acabo fazendo são listas intermináveis de tarefas e me programando pra conseguir resolver tudo no menor tempo possível caso nosso pedido de exames chegue logo. Isto porque queremos chegar no Canadá ASAP, mas sem esquecer que com três crianças pequenas teremos que levar em conta o inverno canadense na hora de embarcar e pode ser que tenhamos que esperar até março pra chegar lá com um tempo melhor.

Eu não gosto nem de pensar nesta idéia, mas pela demora que tenho visto talvez tenha que começar a considerar esta possibilidade. O fato é que esta indefinição se tornou cansativa, desgastante, angustiante e por mais que se tente, vai ficando impossivel não alterar a sua rotina por causa do processo.

Até o Eduardo está cansado desta história e mesmo não reclamando muito na frente dele ele acaba percebendo que tem alguma coisa acontecendo que está mudando a nossa vida. Estes dias ele me perguntou quando vamos para o Canadá e disse:

- Mamãe, liga lá no consulado e pede pra moça deixar a gente ir logo!!!

E eu que nem sabia que ele conhecia a palavra Consulado! Logo logo ele vai estar perguntando se a Maria João deu algum sinal de vida.

Gene do bom marido


A genética não se cansa de nos surpreender com achados importantíssimos para a resolução de todos os nossos problemas. Todas as mulheres alguma vez na vida, ou várias vezes todos os dias, se pergunta se o seu companheiro é fiel ou se o noivo vai parar de enrolar e pedi-la em casamento. Preocupados com isso alguns pesquisadores descobriram que existe um gene no genoma humano que pode dar uma "pista" se um homem será ou não um bom marido.

A
Vasopressina é um hormônio que regula, entre outras coisas, o equilíbrio da água no corpo e atua em áreas do cérebro relacionadas ao comportamento reprodutivo". A manipulação do gene que regula a vasopressina mudou o comportamento sexual de roedores determinando se ele ia se acasalar com varias fêmeas ou se ia formar um casal com uma delas pelo resto da vida.

E um estudo feito com humanos mostrou que uma das variações deste gene, chamada de alelo 334 pode estar relacionada com o comportamento dos homens. Parece que homens que possuam esse alelo 334 teriam menos ligação afetiva com suas parceiras e se ele possuir dois alelos 334 teria menos chance de oficializar a relação na forma de casamento.

Assim, se seu namorado ou namorido, tiver dois alelos 334 e vc estiver muito a fim de casar, é melhor comerçar a procurar outra pessoa ou esquecer o vestido de noiva.

É claro que como toda pesquisa científica o último parágrafo diz que existem varios fatores que afetam o comportamento humano e que não podemos considerar apenas o alelo 334 pra saber se nosso companheiro vai ser fiel ou vai oficializar a relação, mas pode ser um indício.

Até onde eu sei o Sergio não deve ter esta variação do alelo 334, pelo menos não deu muito trabalho pra casar. Resta saber se ele vai se contentar em formar um casal com apenas uma fêma pelo resto da vida (calma, Sergio, foi só uma brincadeira!!!!).

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