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Altos niveis de stress


Ando na maior correria sem tempo pra nada. Dou uma olhada rápida nos meus blogs favoritos (muitos por sinal), comento de vez em quando, leio meus e-mails e não paro um minuto com tantas coisas que tenho pra fazer em casa e com as crianças.

Mas no fundo, acho que estou fugindo um pouco deste stress que se tornou este processo de imigração. Esta sensação terrível de aprisionamento, de não poder fazer as coisas, não poder comprar as coisas, fazer tudo sempre com um "senão", tudo provisório, sempre esperando alguma coisa.

A semana que vem a Helena terá uma integração na escola do Edu. Nesta integração eles avaliam as crianças porque a demanda é maior que o número de vagas e eles precisam "eliminar" alguns candidatos. É claro que a Helena já tem praticamente vaga garantida mas precisamos comparecer de qualquer forma. O pior é que no final da semana, após a integração, teremos que fazer a matrícula dela. É muito chato porque estou pegando a vaga de outra criança, mas ao mesmo tempo não posso arriscar a deixar a Helena sem vaga o ano que vem. Sem contar que teremos que pagar a matrícula e não sei ao certo como funciona para reaver este dinheiro caso eu desista da vaga.

Minha casa está pequena pra três crianças mas não posso nem pensar em me mudar nesta altura do campeonato, assim como não posso pensar em reformá-la, nem trocar moveis, nem trocar de carro e aos poucos, mesmo sem querer, vamos deixando as coisas por fazer porque não vale a pena investir em determinadas coisas se vamos usa-las por poucos meses.

O fato é que eu tenho ficado estressadíssima por não poder fazer as coisas, não poder resolver pendências que eu sei que tomarão meu tempo quando chegar o pedido de exames médicos, mas não dá pra se precipitar e sair vendendo ou doando coisas, por exemplo.

O que eu acabo fazendo são listas intermináveis de tarefas e me programando pra conseguir resolver tudo no menor tempo possível caso nosso pedido de exames chegue logo. Isto porque queremos chegar no Canadá ASAP, mas sem esquecer que com três crianças pequenas teremos que levar em conta o inverno canadense na hora de embarcar e pode ser que tenhamos que esperar até março pra chegar lá com um tempo melhor.

Eu não gosto nem de pensar nesta idéia, mas pela demora que tenho visto talvez tenha que começar a considerar esta possibilidade. O fato é que esta indefinição se tornou cansativa, desgastante, angustiante e por mais que se tente, vai ficando impossivel não alterar a sua rotina por causa do processo.

Até o Eduardo está cansado desta história e mesmo não reclamando muito na frente dele ele acaba percebendo que tem alguma coisa acontecendo que está mudando a nossa vida. Estes dias ele me perguntou quando vamos para o Canadá e disse:

- Mamãe, liga lá no consulado e pede pra moça deixar a gente ir logo!!!

E eu que nem sabia que ele conhecia a palavra Consulado! Logo logo ele vai estar perguntando se a Maria João deu algum sinal de vida.