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A anfitriã tímida


O aniversário do Eduardo será no dia 14 de dezembro, mas como as aulas terminam antes desta data e ele queria há muito tempo um aniversário em um buffet, acabamos comemorando o aniversário na sexta feira, dia 21.

Eu considero que a festa foi um sucesso: foram vários amiguinhos da escola e muitas outras pessoas queridas e o Eduardo estava na maior felicidade. Até mesmo a Helena e a Luísa se divertiram muito. Agora que passou eu acho que até me saí bem mas a semana que antecedeu a festa foi de sofrimento constante.

Primeiro eu estava angustiada com o feriado no dia anterior ( pra quem não sabe, aqui em São Paulo dia 20 de novembro é feriado - consciência negra). Já pensou se ninguém aparecesse na festa por ser emenda de feriado??? Apesar de alguns pais terem confirmado a presença só deu pra relaxar mesmo quando as pessoas começaram chegar. Eu imagino que este tipo de angústia seja normal pra todo mundo e a responsável pelo buffet disse que acontece muito de não ir quase ninguém e a festa ser um fiasco.

Mas o que mais me angustiava era saber que eu seria a anfitriã e teria que receber as pessoas e fazer toda aquela parte social para que ficassem à vontade e não ficassem isoladas. Na verdade eu me coloquei no lugar dos convidados pensando em como é chato ir a uma festa e acabar ficando em uma mesa sozinha, sem conseguir interagir com ninguém.

O pior é que os grupos naturalmente tendem a se fechar e as pessoas nem se dão conta de que tem alguém isolado precisando de um empurrãozinho (ou um puxãozinho, neste caso). Como sempre fui muito tímida e sempre tive muita dificuldade de entrar em um grupo já formado, tive esta preocupação no aniversário do Edu e na medida do possível fiz companhia para os "solitários" até que encontrassem um "par" na festa.

O que me surpreendeu foi que consegui dar atenção para quase todo mundo e até brinquei bastante com a timidez que tentava me boicotar o tempo todo. Acabei conseguindo me aproximar de pessoas tão tímidas quanto eu e muitas pessoas duvidariam se eu dissesse o quanto sou tímida.

No placar final desta luta que eu travo há muito tempo contra este bicho do mato que tenho dentro de mim, eu diria que ganhei com um certo saldo de gols e fiquei muito satisfeita. Chegamos em casa acabados, cansadíssimos, com a adrenalina a mil mas valeu a pena. O Eduardo vai demorar um bom tempo pra esquecer este aniversário e ainda podera comemorar de novo em dezembro.

Nestas situações é impossível não pensar na palavra saudade mas este é assunto pra outro post que já está sendo preparado.