Skip to main content

Conquistadores de crianças

Eu adoro crianças e fico encantada com elas. Em qualquer lugar e qualquer situação elas chamam minha atenção e, exceto as crianças que fazem birra ou são mal educadas, eu fico sempre meio emocionada observando-as.

Conheço muita gente que também gosta de crianças, que têm jeito pra lidar com elas, que em poucos encontros deixam a criança totalmente à vontade como se fossem velhos conhecidos.

Mas existem pessoas que têm uma coisa a mais; um não sei o quê que atrai as crianças, que hipnotiza, que fascina; um dom especial que, eu acho, já nasce com a pessoa e não tem explicação.

Eu tenho um primo, um pouco mais velho que eu, que sempre teve muito contato com minhas irmãs. É aquela pessoa super especial que todo mundo adora e que me traz ótimas lembranças da infância. Ele é destas pessoas que gostam de criança, que pegam no colo, fazem bagunça, judiam e as crianças adoram. Com o tempo nós nos afastamos um pouco, ele foi morar em outra cidade e só nos vemos em casamentos, velórios e eventualmente em algum encontro na casa da minha tia.

Ontem tivemos um destes encontros e foi a segunda vez que ele viu meus filhos. Na primeira vez, em uma missa, mal tiveram tempo de se cumprimentar.

Pois bastaram 3 minutos, no máximo 3 minutos para o Eduardo e a Helena estarem pulando no colo dele como velhos conhecidos, brincando de esconde esconde e fazendo a maior algazarra como se eles se conhecessem de longa data; como se ele convivesse com as crianças desde que nasceram.

Até a Luísa, que está naquela fase de estranhar as pessoas, quando viu a bagunça começou dar os bracinhos pra ir no colo dele. E era um tal de joga um pra cima, esconde do outro, corre pra lá e pra cá, uma gritaria sem tamanho que eu estava vendo a hora em que minha tia ia jogar todo mundo pela janela, rs.

A farra foi tão boa que no final o Edu falou:

- Mamãe, amanhã nós podemos vir aqui de novo?

As vezes eu vejo uma criança, tenho vontade de conversar com ela e acabo não sabendo o que fazer; não sei se elogio ou se faço um comentário qualquer, mas acabo muitas vezes apenas sorrindo e só. E meu primo, chega, cumprimenta, pergunta o nome e pronto: a criança já pula nos braços dele e já se tornaram amigos.

Fiquei emocionada de ver aquele carinho todo e aquela atenção toda e fiquei pensando no netinho dele de 2 meses: imagine a farra que não vai ser!!!!