Jan 28, 2009

Voltas às aulas


As aulas recomeçaram ontem e parece que não vamos ter grandes problemas. A escola me liberou de comprar todo o material coletivo por causa da nossa ida para o Canadá.

Fiquei muito grata porque teria sido uma grande economia mas achei injusto com os outros pais meus filhos usarem este material por 2 meses sem nenhuma contribuição. Tentei então encontrar um meio termo e comprei aquelas coisas que eu sei que eles usam sempre como papel sulfite, massa de modelar, caneta hidrocor e coisas assim. Pode não ter feito grande diferença para a escola mas me deixou com a consciência tranquila e acho que ninguém saiu perdendo.

O Eduardo, como sempre, não teve nenhum problema mesmo encontrando vários colegas novos e uma nova professora. Ele ficou meio tímido no início e então eu o levei até um conhecido e ele já se soltou.

A Helena estava anciosa por estudar na escola do Edu mas eu tenho a impressão de que ela achava que ia ficar na classe dele. Por sorte a nossa vizinha está na mesma sala que ela o que parece que a deixou mais segura. Ontem ela chorou algumas vezes e corria chamando por mim, mas hoje as coisas já foram bem mais tranquilas e apesar de ter passado a manhã inteira na escola junto com outras mães, ela ficou bem com a professora.

Eu e o Sergio ficamos muito inseguros em colocar a Helena em um colégio novo por apenas alguns meses, mas resolvemos arriscar e parece que acertamos. É claro que aquele espaço é mais do que conhecido porque desde 1 ano de idade ela frequenta aquela escola todos os dias indo levar e buscar o Edu.

Quem a vê por alí não imagina que ela seja uma criança tímida de tão à vontade que ela fica.

O engraçado foi o Eduardo me perguntando porque eu e o "papai" estávamos na escola olhando ele brincar no parque ontem. Falou meio indignado como se nós estivéssemos atrapalhando, rs. Daqui a pouco não vai querer mais que eu entre na escola com ele.
PS: Estes primeiros dias, principalmente para as crianças que nunca foram para a escola, é de cortar o coração de qualquer mãe. Eu pelo menos, preciso ver como as crianças estão na minha ausência pra ficar tranquila.
O problema é que muitos pais parece que sofrem mais com a separação do que os próprios filhos e sem querer atrapalham no processo de adaptação. Hoje tinha um menino do pré que não queria largar a mãe de jeito nenhum. A cena estava beirando o cômico porque o menino estava agarrado nas pernas da mãe, a professora conversando com ele e tentando convencê-lo a soltar e a mãe parada como se não fosse com ela.
A cena demorou tanto tempo que eu acabei nem vendo como terminou, mas fiquei com pena da criança porque ao mesmo tempo que a mãe não ia embora ela também não o acolhia e acalmava.
Mas como diz a minha irmã: cada família tem a sua dinâmica e quem somos nós pra julgar, né?

Jan 23, 2009

Início das aulas e material escolar


Apesar dos passaportes em mãos, ainda temos mais algum tempo de Brasil pra conseguir organizar todas as coisas que não podiam ser oganizadas antes do pedido de exames médicos. Estamos pensando em ir em março e até lá a vida tem que seguir normalmente por aqui.

Pra tentar manter esta normalidade nós vamos mandar as crianças para a escola a partir da semana que vem e estou aqui envolvida com as listas quilométricas de material escolar. Algumas coisas estou reaproveitando do ano passado mas infelizmente não é a maior parte. É incrível como eles mudam as coisas de uma série para a outra; coisas que poderiam ser iguais pra dar uma ajuda aos pais.

Então, o lápis de cor que o Edu usou no pré não vai servir para a primeira série, nem a pasta plástica que no ano passado era vermelha e este ano é azul tanto pra ele quanto pra Helena. A pasta que foi usada para colocar as atividades do ano passado também mudou de cor este ano e não vou poder reaproveitar, e por ai vai...

Pra completar a Helena está mudando de escola e então tenho que pensar no uniforme dela. Já dei uma olhada no uniforme do Edu e tem algumas coisas que ela vai poder reaproveitar (camisetas e blusões), mas as calças alem de ficarem enormes nela ainda estão em péssimo estado. Terei que comprar pelo menos duas para estes "dois meses". Sem contar que para a natação tem que comprar o maiô da escola e a touquinha.

Mas não tem jeito, algumas coisas vão ser compradas e depois eu vou tentar reaproveitá-las de alguma forma no Canadá. E agora a tarde eu vou até o colégio negociar a lista de material, principalmente aquelas coisas que eles pedem para o ano inteiro como papel sulfite (são 500 folhas pra cada um!!!!!).

Estou tranquila porque até agora, mesmo sabendo que vamos sair do colégio em breve, eles têm sido muito solícitos em tudo. Depois eu conto como foi a negociação e se ainda vale a pena indicar o colégio pra alguem!

Jan 21, 2009

Yes, we can!

As pessoas que têm uma boa oratória são pessoas perigosíssimas!!! Elas conseguem convencer multidões de que uma guerra é necessária ou que um determinado povo deve ser eliminado. Elas podem nos induzir a erros terríveis e deixar marcas inesquecíveis em nossas vidas e na história. Entretando, o dom da palavra também pode trazer coisas boas, trazer confiança, trazer otimismo em momentos em que tudo parece perdido.

No
seu discurso de posse, Barack Obama conseguiu trazer para o mundo um sentimento de esperança no futuro que se aproxima. Além do tom moderador, ele conseguiu criar um sentimento de responsabilidade nas pessoas, uma sensação de que todo mundo é importante e que com a participação de cada um, com mudanças individuais, os problemas podem e serão, segundo ele, resolvidos.


Eu já vi outros discursos como aquele. Discursos que conseguiram mudar mentalidades, que conseguiram resolver problemas aparentemente insolúveis, mas que geralmente eram discursos de radicalismo e confronto. O discurso do Obama, ao contrário, era de diálogo, de tolerância, de união.

Ele não vai operar milagres e tem um trabalho dificil pela frente, mas esta sensação de esperança já está mudando muita coisa.

Jan 18, 2009

Aniversário da Helena


Pelo jeito a Helena vai ser igual a mim; fica contando os dias para fazer aniversário!!! Acho que é porque dizem que capricorniano nasce velho e morre novo e nós queremos chegar logo à juventude, rs.

E pra todo mundo ela dizia que ia fazer três anos no dia dezoito de janeiro. Tudo bem que ela não sabe muito bem o que isso quer dizer mas estava ansiosa e hoje passou o dia na maior alegria porque ia ter festa de aniversário pra ela. No final, na hora H, quando toda a família estava cantando os parabens (que ela ensaiou exaustivamente) ela caiu no choro e nem queria apagar a velinha!!!

E assim é a Helena: ela gosta de participar de tudo, adora farra e bagunça, quanto mais correria e gritaria melhor, mas não gosta de estar em evidência. Esta sempre disposta a ajudar; é solidária, carinhosa, generosa desde muito pequena mas não faz propaganda.

Nos ambientes estranhos ela observa, fica de longe, só olhando por um tempo e aos poucos vai se soltando e quando a gente menos espera ela já cativou todo mundo com sua tagarelice, os seus gestos delicados, seu jeitinho de mocinha, seu sorriso maravilhoso.

Após os parabens, cortou o bolo e ofereceu o primeiro pedaço a uma das pessoas que mais ama e admira no mundo: seu irmão mais velho!

Ontem quando eu perguntei o que ela queria ganhar de presente de aniversário, ela pensou um pouquinho e depois disse:

- Eu quero uma vaca!
- Uma vaca de verdade?
- Não mamãe! Uma vaca de "pelúcias".

Eu bem que procurei uma vaca de pelúcia mas não achei nenhuma que me agradasse e de repente eu vi um boneco da Hello Kitty que ela adora!!! Fiquei super satisfeita porque achei que ia agradá-la muito. Na mesma loja eu vi umas lanterninhas de R$10,00 dos Backyardigans e comprei uma pra ela e outra para o Edu.

Quando viu a Hello kitty a Helena ficou bem surpresa e eu super feliz de ter acertado em cheio mas o que fez a felicidade dela mesmo foi a tal da lanterninha: passaram o dia inteiro com a janela do quarto fechada pra brincar no escuro!!!

Quem acabou passando o dia com a Hello Kit pra lá e pra cá foi a Luísa. E assim todo mundo se divertiu.

Jan 16, 2009

Passaportes em mãos e correria

Ontem fui buscar os passaportes no Consulado (sem me perder!!!!) e de repente aquele relógio que não andava e parecia que ia parar de vez começou a CORRER. Eu me sinto cansada só de imaginar tudo o que temos que resolver até a nossa viagem e tenho a leve impressão de que muita coisa vai acabar ficando por fazer aqui.

Junto com os passaportes recebemos uns formulários preenchidos e com foto para cada membro da família. Este formulário deve ser entregue para a imigração lá no Canadá onde serão assinados. Tem também um caderninho de informações e um formulário para ser preenchido por um profissional da saúde com as datas de determinadas vacinas que parecem ser exigidas para entrada nas escolas canadenses.

Ontem nós fomos ao pediatra e ele já preencheu os formulários das crianças e também me deu uma receita com vários remédios que ele acha interessante levar. As vacinas das crianças já estão praticamente em dia e só vamos adiantar a vacina pra Hepatite A da Luísa que seria dada aos dois anos.

Eu sei que lá não tem risco e que o risco aqui em São Paulo é baixo, mas acho importante seguir todo o calendário de vacinação brasileiro até porque a gente nunca sabe o que vai acontecer no futuro. Então vamos dar a primeira dose aqui e depois tentamos dar a segunda dose no Canadá.

Pra me organizar eu já estou separando mais ou menos as coisas que não vamos usar até nossa partida. Aquelas coisas que quero levar para o Canadá mas que não poderei faze-lo agora já estão sendo guardadinhas em uma parte do guarda-roupa. Temos muitas fotos, álbuns, lembrancinhas das crianças desde que nasceram, enfim, uma parte da nossa história.

Graças a deus foi inventada a máquina fotográfica digital para ajudar os imigrantes a levarem suas fotos sem ocupar muito espaço. De dezembro de 2004 até hoje são mais de 9000 fotos que no papel ocupariam todas nossas malas!!!

Em outro armário estou colocando documentos e coisas que não serão levadas para o Canadá mas que também não poderão ficar na casa fechada. Muito provavelmente esta papelada irá para casa de um familiar bonzinho com um cantinho disponível.

E sempre que encontro um tempinho vou dando uma geral nos armários, em especial naqueles que não são muito usados. Este momento está sendo um grande treinamento de desapego e praticidade. Pego as coisas, olho bem, penso em suas histórias, em como elas chegaram aqui em casa e qual a sua utilidade futura pra mim ou para outra pessoa. Muitas coisas já foram doadas nesta brincadeira.

O desapego ainda não está completo porque não estou conseguindo me desvencilhar dos meus livros e CD's. Mas tenho até março para me acostumar com a idéia de levar só uma pequena parte e ir levando o resto aos poucos.

Se alguem tiver alguma dica pra ajudar neste preparo final ela será muito bem vinda!!!


Jan 12, 2009

Ultimos passos: taxa final e passaportes


Como já deve ter dado pra perceber a coisa por aqui está na maior correria e não tenho tido tempo pra nada. Junto com as férias escolares das crianças tive as férias forçadas do marido e homem em casa e falta de tempo são sinônimos. Não que meu maridinho me atrapalhe mas ele exige uma certa atenção e acreditem: morre de ciúmes do blog.

Após os exames médicos muita coisa aconteceu e começamos o ano com visitas maravilhosas, aniversário dia 06 (o meu!!!!) e um presente super especial no dia 08: o tão sonhado PEDIDO DOS PASSAPORTES!!!!!! Poderia ter sido melhor??????

Fizemos o pagamento da taxa final para o aplicante principal (Sergio) e esposa (eu) e lá se foram mais R$1800,00. Hoje fui entregar os passaportes no Consulado e a moça que me atendeu já me adiantou que esta semana ficam prontos.

Teria sido tudo muito rápido e eficiente se eu não tivesse perdido o retorno da marginal pinheiros e me perdido completamente nela. Em determinado momento eu vi uma placa indicando PARELHEIROS e decidi parar pra perguntar. Pra quem conhece São Paulo, eu consegui chegar naquele pedaço da marginal onde os dois sentidos ficam do mesmo lado do rio. Só neste pedaço eu consegui organizar as idéias e voltar para o sentido correto.

Confesso que sentido correto, pra mim, não significa caminho correto e eu consegui errar novamente e fui parar no Shopping Morumbi e só então consegui chegar facilmente ao Consulado.

E então, no estacionamento eu consegui me perder também. Sai do carro e não olhei onde estava estacionada e depois de ter entregado os passaportes eu não conseguia encontrar meu carro. Sem exagero, eu fiquei rodando no estacionamento por uns 30 minutos e quando já estava cansada da caminhada resolvi ir até a saída e tentar refazer a pé o caminho que percorri quando entrei no estacionamento. Só assim consegui encontrar o meu carro.

Mas agora tudo é festa!!! O alívio é tão grande que posso dizer que me diverti muito andando feito uma barata tonta pelo estacionamento do prédio, mais um pouco e eu já poderia voltar pra pegar os passaportes, rs.

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!