Skip to main content

Alarme de incêndio


Aparentemente um grande problema que existe por aqui são os incêndios. Existe uma preocupação enorme com isso e eu vejo os caminhões de bombeiros correndo pra lá e pra cá varias vezes ao dia com sirene e tudo. Até o Edu que adorava o corpo de bombeiros já não presta mais atenção quando ouve a sirene.

No apartamento além do detector de fumaça tem o agradabilíssimo auto-falante. Vira e mexe uma sirene horrorosa dispara e em alguns minutos começa:

- May atention, please. May atention, please...

Nos primeiros dias nos assustamos mas era apenas um treinamento de incêndio ou teste dos equipamentos. Mas já tivemos suspeita de incêndio duas vezes e aí a coisa fica meio tensa. O auto-falante pede atenção, avisa o que está acontecendo e que o corpo de bombeiros já foi chamado, mas manda que a gente aguarde instruções. Não é facil ficar aguardando instruções sabendo que estamos no sétimo andar, com três crianças e sem saber ao certo o que está acontecendo. Quando é em um andar bem acima do meu dá pra ficar mais tranquilo, mas e quando o problema é mais próximo da gente ou abaixo?

Nas duas vezes que tiveram que chamar os bombeiros nós já começamos a preparar as crianças para a fuga, rs: colocamos sapato em todo mundo, deixamos os casacos mais ou menos preparados, peguei minha bolsa e coloquei os doctos importantes dentro e ficamos na janela esperando o bombeiro chegar.

A vontade que dá é de pegar a criançada, sair correndo escada abaixo e esperar o bombeiro do outro lado da rua. Mas como somos pessoas equilibradas e de bom senso, ficamos tranquilamente grudados na janela aguardando instruções.

É claro que bom senso tem limite e como moramos exatamente ao lado da escada de emergência, o ouvido fica grudado na parede para saber se alguém resolveu fugir. O dia que algum doido decidir esperar o bombeiro lá embaixo tenho certeza que vamos descer junto com ele; uma espécie de apoio moral para ele não pagar mico sozinho.

Esta semana eu também resolvi testar o detector de fumaça. Sabe como é... a gente precisa testar de vez em quando para o caso de uma necessidade. Deixei queimar a comida duas vezes e o negócio começou apitar feito louco. Liguei o exaustor rapidinho e abri a porta do apartamento pra ajudar a dispersar a fumaça.

Nestas horas a gente se diverte com a Luísa. Ela não sabe o que está acontecendo mas percebe que boa coisa não é, então, só por segurança, ela gruda no meu percoço ou no do Sergio e só solta uma hora depois. Na dúvida ela fica junto de quem pode correr mais rápido.