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Correria e saudades


Eu sempre estou passando por aqui e tentando me manter atualizada com o que vcs escrevem, mas está quase impossivel escrever. Tenho vários posts na cabeça mas não tem dado tempo.

Começamos a nossa mudança com o pé direito, que no nosso caso significa temporal. Nós até comentamos que quando nos casamos no civil caiu um temporal enorme em São Paulo e meu cunhado que estava dando uma carona para o Sergio até parou o carro para esperar São Pedro dar uma tregua.

Nossa vinda para o Canadá também foi banhada a chuva e então nossa chegada em Toronto não poderia ser diferente. Confesso que fiquei assustada quando olhei pela janela do apartamento e vi aquela chuva torrencial e uma ventania assustadora. Mas com um pouco de sorte o caminhão chegou em Toronto com o tempo mais aberto e deu tudo certo.

A casa é maior do que eu imaginava e deu trabalho colocar tudo no lugar com aquele quintal me chamando o dia inteiro. As crianças passam o dia pedindo pra ir comer frutinha e a amoreira da vizinha está carregada só do lado dela porque do meu lado já comemos quase tudo (acho que não vai sobrar pra vc Mari).

Além de colocar a casa em ordem ainda temos que mudar o nosso endereço em vários lugares como por exemplo no site do governo de Ontário por causa do Health Care e da carteira de motorista. Você sabia que o seu endereço vem impresso na sua carteira de motorista? Pois é, mudou de endereço eles precisam imprimir uma carteira nova.

Nesta correria toda eu nem tive tempo de contar que já tenho minha carteira G1 o que significa que posso dirigir com uma pessoa experiente ao meu lado.

A única coisa que me incomoda um pouco por aqui é o basement. Não que as meninas me incomodem: de forma alguma. Pra ser sincera eu pouco as vejo e só sei que uma delas chegou porque vejo o carro na garagem; a outra, nem isso.

É que neste piso de madeira eu fico imaginando a barulheira na cabeça delas. O pior é que as crianças adoraram esta história de andar e o chão fazer barulho. A Luisa passa o dia correndo e batendo o pé!!! Nos primeiros dias eu fiquei meio neurótica e as crianças de saco cheio de mim, mas depois conversei com o dono da casa e ele disse que tem isolamento que eu não preciso me preocupar, que as pessoas sabem que é assim... Segundo a Camila, que morou no basement desta casa quando o Landlord ainda morava aqui, as coisas não são bem assim e este isolamento na verdade não existe ou é muito ruim (acho que vou acreditar mais no dono da casa, rs).

Mas na verdade eu acho impossível não dar pra ouvir o barulho lá embaixo, então não tenho deixado as crianças jogarem bola aqui dentro ou brincadeiras de correria. Quando eles ficam agitados eu mando todo mundo ir comer frutinha, rs. Mas só de andar eu sinto que faz barulho, e se vc anda muito devagar a madeira geme (nhéééé, parece filme de suspense, rs). Só quero ver quando chegar o inverno, rs.
A brincadeira agora é que enfim chegamos ao Canadá, após uma paradinha na fronteira do Paquistão com a Ìndia. Melhor em alguns aspectos, igual em outros e com muita história pra contar.