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AGO - art gallery of ontario


A semana passada finalmente fomos até a Galeria de Artes de Ontário. Eu estava louca para conhecer e também porque queria comprar algumas gravuras para colocar em casa. Apesar de querer voltar outras vezes, eu confesso que fiquei um pouco decepcionada.

O acervo não tem muitos pintores conhecidos (pelo menos não os que eu "conheço" e gosto) mas pra compensar tem muitos pintores canadenses dos quais eu gostei muito. Em especial o pintor Lawren Harris que faz parte do grupo dos sete. Estes sete pintores canadenses, inspirados na obra de Tom Thomson iniciaram um movimento nacionalista na pintura Canadense retratando as lindas paisagens do país. Em 1920 eles fizeram a primeira exposição em Toronto (uma espécie de semana de arte moderna) e as obras expostas se tornaram "orgulho nacional".

Eu não gostei muito da disposição das obras, achei meio confuso para os meus parcos conhecimentos. Prefiro quando tem uma ordem cronológica. E também não entendi muito bem umas salas com várias obras sem nenhuma identificação; algumas maravilhosas por sinal.

Mas o que me decepcionou muito, entretanto, foi o tratamento que recebemos dos funcionários da galeria. A sensação que eles me passaram o tempo todo foi de que meus filhos não eram bem vindos; de que aquele lugar não era para crianças e eles precisavam ficar me vigiando o tempo todo.

Eu entendo que uma obra de arte é uma peça única e que uma vez danificada pode ser impossível recuperá-la. Eu sei que elas valem muito e que criança é um serzinho lindo mas imprevisível.

Entretanto, existem formas mais educativas de se proteger o acervo e ainda incentivar as crianças a gostarem deste tipo de passeio. Eu já fui a muitas outras galerias de arte com meus filhos e nunca tive nenhum problema. Sempre tive o bom senso de segurar os pequenos no colo ou no carrinho (o que ainda faço com a Luísa), mas fico tranquila em relação ao Eduardo e à Helena que nunca mexeram em nada.

Me senti constrangida com o excesso de zêlo dos funcionários que ficavam literalmente fungando em nosso cangote o tempo todo. Em cada sala que entrávamos aparecia um segurança que ficava no nosso encalço até irmos embora.

É bem verdade que muitos pais não conseguem controlar os filhos e que muita gente não sabe se comportar nestes lugares. Ao invés de constranger a todos eu acho mais simpático colocar alguma proteção entre o público e as obras. No MASP tem aquela cordinha que não pode ser ultrapassada e que é mais do que suficiente para impedir que as pessoas toquem nas obras.

Da maneira como eles fazem muitos pais vão deixar de levar os filhos e depois a gente reclama que os jovens não gostam de cultura. Será que se estes lugares fossem mais agradáveis para o público infantil e para os pais, as pessoas não se interessariam mais? Ou será que a intensão é mesmo desestimular a visitação com crianças?