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SickKids

Apesar do susto e todos estes dias de espera e desespero, posso dizer que nossa experiência no Sick Kids foi maravilhosa. Desde o primeiro momento eu comentei com o Sergio (que ficou em casa com as meninas) que o Eduardo estava no Albert Einstein canadense, rs.

O atendimento foi excelente desde o momento em que entrei com o Eduardo na emergência. Todos os funcionários foram super atenciosos o tempo todo, não esperamos mais do que uns 30 minutos pelo atendimento e o Eduardo só foi liberado quando eles estavam certos de que ele não tinha nenhum problema que pudesse ser diagnosticado naquele momento.

Uma coisa que eu gosto muito no sistema de saúde canadense é que eles praticam aqui uma medicina mais preventiva e não aquela medicina preocupada em resolver o problema imediato do paciente para que ele vá para casa o mais rápido possivel (e pare de encher o saco, rs). Aqui, talvez preocupados em não serem processados, existe uma preocupação de cercar o problema por todos os lados. Então, se existe alguma dúvida, eles viram o paciente do avesso para ter certeza de que tudo o que poderia ter sido feito, realmente foi feito.

O hospital em si é simplesmente lindo. Os elevadores panorâmicos e os corredores de vidro ou gradinha proporcionam uma vista linda da parte interna do predio. Vale a pena dar uma olhada.

Tanto a emergência como os quartos em que ficamos são simples, os moveis são antigos mas bem conservados. Todas as alas têm uma sala de brinquedos, uma cozinha com suco, leite e cookies e uma geladeira que pode ser usado pelos pais. No térreo tem uma verdadeira praça de alimentação com várias opções para os pais e acompanhantes e também algumas lojas, farmacia, etc. Eu faria apenas uma ressalva quanto à limpeza porque no primeiro quarto em que ficamos a banheira estava suja, mas de resto, não tenho do que reclamar.

Por ser um hospital ligado à Universidade de Toronto, devemos sempre ter em mente que vamos ser atendidos por muitos residentes. Mas com isso eu já estou mais do que acostumada: o residente vem, faz as perguntas, os testes, conversa, conversa, sai, conversa com o médico responsável e em alguns minutos o médico vem e repete todo o procedimento novamente, rs.

Nesta brincadeira eu repeti a mesma história mais de 10 vezes e já estava pensando em escrever um texto e entregar uma copia pra quem entrasse no quarto. Mas foi ótimo pra treinar o inglês. Saímos do hospital com varias palavras novas para o nosso vocabulário. No final o Edu já respondia todas as questões sem eu precisar traduzir e já fazia os testes sem eles pedirem; decorou o que tinha que fazer.