Dec 31, 2009

Retrospectiva 2009

Eu adoro assistir a retrospectiva no final do ano. Quantas tiverem, quantas eu assisto, rs. Acabei de assistir a retrospectiva do Globo reporter pelo site da globo. Foi meio trabalhoso e tive que ir vendo em capítulos porque eles não liberam tudo de uma vez para não assinantes, mas ainda assim foi bem legal.

Dec 25, 2009

Feliz Natal


Uma passadinha rápida para desejar a todos um Feliz Natal!


Por aqui, um chuvisquinho chato mas sem reclamações porque ontem caiu uma nevinha fina que foi suficiente para deixar o quintal todo branquinho e nos proporcionou uma noite de Natal linda!

Tudo foi meio feito na última hora porque tivemos muitos contratempos esta semana mas no final tudo acabou dando certo.

Pela primeira vez na vida eu assei um peru; e mais, eu temperei um peru, rs. Mas apesar de alguns atropelos ficou bem gostoso e todo mundo aprovou.

O papai noel também entrou na correria; não teve nenhuma oportunidade de embrulhar os presentes e acabou fazendo isso a 1 e meia da manhã quando as crianças já estavam dormindo e no último minuto resolveu trocar o presente da Helena com o da Luísa. Dá pra acreditar que elas "escreveram" uma coisa na cartinha do papai noel (há um mês) e mudaram de idéia na última hora!!!??? Pelo menos uma queria o presente da outra pra facilitar. No final a troca foi um sucesso!!!

Dec 22, 2009

Coisas impensáveis



Tem coisas que a gente ouve a vida inteira e passa a creditar como sendo verdade absoluta.


Eu cresci ouvindo dos meus pais que "feijão é que cria brasileiro" e que "arroz e feijão é a melhor combinação para uma alimentação saudável". Assim, mesmo não gostando muito de feijão eu sempre fiz feijão lá em casa, em São Paulo e continuo fazendo aqui no Canadá.


Acontece que de uns tempos para cá as crianças parecem que enjoaram de feijão e quase ninguem mais come quando eu cozinho. Como feijão não está a preço de banana por aqui (nem a banana) eu não tenho cozinhado muito pra ver se eles ficam com "saudades" e estou tendo que pensar em alternativas. O arroz também não tem feito muito sucesso por estas bandas e, em especial o Edu e a Luísa não têm comido arroz com a voracidade que tinham antigamente.
Então ontem, eu fui ao supermercado e acabei demorando mais do que queria e quando cheguei em casa tive que improvisar alguma coisa para o jantar. Fiz purê de batatas, filé de frango grelhado com brocoli e uma salada de alface, tomate, cenoura e pepino. Pra acompanhar eu descongelei uns mini-croissants. Todo mundo comeu super bem e não sobrou quase nada, rs. Eles tomaram suco de laranja e após a refeição comeram frutas variadas: pêssego, kiwi, pera e maçã.


Não teve arroz e feijão mas eles comeram bem, a Luísa mais do que de costume e eu fiquei pensando: será que força-los a comer arroz e feijão todo dia é mesmo o correto?


Eu até entendo que no Brasil e, principalmente na minha infância, era muito importante comer arroz e feijão. Ficaria muito caro para os meus pais nos sustentarem só com frutas, verduras, carnes e derivados do leite. Apesar de nunca ter faltado nada em nossa mesa, algumas coisas eram muito caras para o salário do meu pai e eram "racionadas". Sempre tinha carne por exemplo, mas não dava pra todo mundo só comer carne na refeição, o que no final das contas era bom porque só proteína não é o mais saudavel.


Mas no caso dos meus filhos a história é um pouco diferente. Primeiro porque arroz e feijão aqui são tão caros quanto outros alimentos, mas principalmente porque meus filhos gostam muito (mas muito mesmo) de hortaliças, legumes e frutas. Todos comem carne mas não trocam uma saladinha por um bife e então, sem saber, seguem a pirâmide alimentar nas suas preferências.

Enfim, estou mudando um pouco algumas coisas na refeição das crianças e dando um pouco mais de liberdade a elas na hora da refeição. Eles não gostam de bobageira, não são chegados em lanche e comida prontex. Geralmente, quando estão com fome me pedem um queijinho ou uma maça ou vão até o armário com um banquinho e "roubam" uvinhas pra enganar o estômago. Quando a fome aperta eles são unânimes:


- Mamãe, posso comer uma banana?


Sendo assim, acho que posso mudar os meus conceitos com eles e montar cardápios antes impensáveis.


E a tocha também passou por Toronto...




... mas nós a vimos em Mississauga, rs.
Fomos até o centro de Mississauga para ver a passagem da Tocha Olímpica que está atravessando o Canadá em direção a Vancouver onde ocorrerão os jogos de inverno de 2010. De quebra vimos também a prefeita de Mississauga com toda sua animação. É impressionante como esta senhora é animada e dinâmica.

Do centro de Mississauga nós fomos para Port Credit, onde conseguimos mais algumas fotos e o edu segurou uma das tochas por alguns segundos, rs.

Apesar do frio, muita gente estava lá prestigiando. Eu não vejo a hora dos jogos começarem porque simplesmente adoro Olimpíadas. No Brasil eu assistia todos os jogos que podia e já acompanhei também Olimpíadas de inverno, infelizmente com menos opções televisionadas. Acho que este ano vou poder me divertir bastante e com muitas opções e esperar 2015 para assistir os jogos Pan Americanos e quem sabe ver alguns jogos in loco.

Dec 18, 2009

Mudança de escola


Terminou o ano e eu terminei o meu Linc. Há umas duas semanas atrás a minha professora disse que eu deveria procurar outra escola porque já tinha atingido o nivel máximo que a escola tem. Fiquei toda feliz e já estava pensando onde iria estudar no semestre que vem.

Acontece que o linc onde eu estudo é super pequeno e eles precisam ter alunos pra continuar funcionando (palavras da professora).

Esta semana eu faltei dois dias porque a Luisa estava com febre e qual não foi minha surpresa quando cheguei lá ontem e a professora disse que eu ia ter que fazer o meu nivel outra vez porque eu ainda não estava pronta!!! Então eu fiquei sabendo que alguns alunos vão mudar de escola por vários motivos e fiquei pensando se ela não ficou com medo de não ter alunos em numero suficiente o semestre que vem.

Não preciso dizer que fiquei furiosa e desestimulada porque nesta escola não tem nenhum tipo de conversação. As aulas são maravilhosas, mas só temos gramática o tempo todo. Fiquei imaginando passar mais um semestre fazendo os mesmos exercícios de gramática só porque a escola tem poucos alunos. Além disso eu não funciono muito bem só com exercícios teóricos; eu preciso conversar.

Ontem eu fui em outro Linc aqui perto que também tem childminding e consegui vaga pra mim e para as meninas. Tudo bem que o horário não é dos melhores (12:30 - 15:30) mas acho que vai valer a pena. Me disseram que as aulas têm um pouco de tudo e eu ainda posso fazer aulas aos sábados só de conversação. O Sergio me disse também que eles têm um curso só pra treinar a pronúncia e eu gostei do espaço do child care.

No meu linc atual as aulas terminaram ontem, mas neste, elas vão terminar só na quarta-feira da semana que vem... mas vai ser bom porque assim eu já posso ter uma idéia de como é a professora, como são as aulas e como as meninas vão ficar no childcare. Alem disso, eles têm vagas para o Edu que não terá aulas a semana que vem.

De repente a mudança de "idéia" da minha professora acabou sendo bom porque eu fiquei furiosa e com a adrenalina em alta velocidade pelo corpo meu cérebro soluciona os problemas com mais agilidade, rs.


Dec 17, 2009

Perdeu? Vai pegar no achados e perdidos!


Todo santo dia o Eduardo esquece alguma coisa na escola. Ou deixa as luvas, ou o gorro, o warmer neck, a lancheira... Esta semana, como estava muito frio ele foi com a bota para neve e levou um tenis pra trocar quando estivesse dentro da escola. Na saída ele esqueceu o tenis na escola, é claro.

Acostumado com isso, todo santo dia o Sergio faz uma varredura nas coisas dele e os dois voltam pra buscar o que o Edu perdeu. Qd eu vou busca-lo nem olho porque já sei que no dia seguinte vai estar tudo direitinho na caixa de achados e perdidos. E nunca sumiu nada!!! Sempre encontramos todos os itens na caixa no dia seguinte.

Outra coisa super interessante é quando tem alguma comemoração na escola no inverno. Todo mundo vai chegando e deixando os casacos, luvas, gorros, cachecois... nos cabideiros da escola. Sempre tem cabide suficiente pra todo mundo e ninguém mexe em nada. Quando vc chega pra pegar suas coisas, está tudo lá como vc deixou.

Na primeira vez eu achei bem estranho e fiquei segurando tudo o tempo todo, mas com o tempo vc vai se acostumando e na última festa nós já deixamos tudo pendurado pra termos mais mobilidade.

Toda vez que o Edu esquece alguma coisa na escola eu me lembro da escola em que eles estudavam no Brasil. Eles usavam uniforme e de vez em quando as crianças levavam as blusas trocadas ou pegavam as coisas uns dos outros, sem querer. O problema é que muitos pais se aproveitavam e também faziam suas trocas, ou seja, trocavam um blusão velho por um novo, um pequeno por um número maior, rs. Quando o Edu chegava em casa sem o blusão ou a camiseta, eu já ia direto à loja de uniformes, porque no achados e perdidos eu nunca achei nada.

Agora imagine vc deixar o seu casaco novinho em um cabide e ir circular pela escola!!!


Agradecimento rapidinho

Quero agradecer, de coração, todo o carinho que vcs têm em relação a mim e à minha família. Este apoio nos ajuda muito em todos os desafios que temos passado.

Não que esteja sofrido ou dificil, mas não deixam de ser desafios e apoio sempre é bem vindo.

Sempre que eu escrevo sobre as crianças no blog eu conto a eles o que escrevi e leio os comentários. A Luisa nao entende muito, rs. mas os dois maiores adoram e ficam envaidecidos com as palavras de carinho de todos.

Obrigada por passarem aqui.

PS: eu acompanho vários blogs (todos os que estão aqui ao lado) e já vi coisas horrorosas que as pessoas escrevem por ai como anônimo. Me sinto privilegiada por ter tanta gente legal passando por aqui e não ter que aguentar chateação.

PS2: Eu costumo comentar muito. Sempre que tenho tempo deixo alguma coisa nos blogs, mas tem uns blogs que são complicados, né? São tantas etapas para comentar que as vezes eu acabo desistindo, rs. Eu entendo que tem muita gente chata por ai e que temos que ter alguns controles (eu não tenho ainda) mas eles podiam fazer um sisteminha mais simples!!!

Dec 14, 2009

Parabens Eduardo


E o Eduardo está completando mais um ano de vida: 6 aninhos!!!

Este está sendo o seu primeiro aniversário aqui no Canadá. Ele passou o ano inteiro perguntando se ia nevar no aniversário dele. Apesar da previsão de neve para hj, tivemos um dia chuvoso, mais parecendo o inverno de São Paulo. Infelizmente não pudemos fazer muita coisa porque todo mundo está meio gripado por aqui, mas ele está super feliz com o presente que ganhou: uma grua mais alta que ele, rs. As meninas também gostaram do presente e todo mundo se divertiu muito e brigou muito também, o dia todo.

Este ano foi muito intenso e de muitas mudanças na vida do Edu. Ele teve que enfrentar a mudança da lingua, do país, deixar os amigos e familiares e ter que recomeçar do zero o seu próprio network. Imagino que tenha sido dificil a princípio mas ele encarou tudo com tranquilidade e já está perfeitamente adaptado.

Como fala muito durante o sono, já deu pra perceber que ele sonha sempre em inglês e também já começou a corrigir minha pronúncia. Quando eu não consigo falar corretamente uma palavra ele morre de rir e fica tentando me ensinar.

Já começou a ler algumas frases simples e está animadíssimo com os números. Vive contando e fazendo continhas. Também gosta muito de assuntos relacionados a animais, plantas e ao corpo humano. E tudo nas duas linguas: mesmo estando ansioso para aprender o inglês, ele nunca deixou de querer aprender o português e assim nós vamos traduzindo de uma lingua pra outra o tempo todo.

Hoje de manhã eu percebi que seu primeiro dentinho está molinho. Ele passou o dia mexendo nele e morrendo de medo de engoli-lo ou perde-lo; afinal de contas, ele precisa colocar o dentinho embaixo do travesseiro para a "fada do dente" vir lhe trazer uma moedinha quando ele dormir.

No início do ano ele vai fazer aulas de futebol (soccer) e aulas de patinação. Não preciso dizer que ele está literalmente contando os dias. Por enquanto eu me livrei do tal jogo de Hockey, que apesar de muito bonito de se assistir, é violento demais para uma mãe querer ver seu filho em quadra.
Parabens, filho!!!

Dec 10, 2009

Criança sem manual


"A maternidade é maravilhosa"; toda mãe diz isso. Mas o que muitos não sabem é que aquele bebezinho lindo e cheiroso não tem manual de instruções e vamos aprendendo a lidar com os problemas conforme eles vão aparecendo. Não pense também que o manual o filho mais velho pode ser reutilizado. O que vale pra um geralmente não tem efeito sobre o outro.

O Eduardo e a Helena, apesar de serem super arteiros na vida domésticas e brigarem muito entre si, na vida social são dois anjos. Nunca recebi uma única reclamação deles em nenhum lugar por onde passaram. Geralmente são super generosos e as vezes eu os considero até meio bobinhos porque nao gostam de arrumar encrenca com outras crianças.

A Luísa em compensação sempre foi muito mais "determinada", digamos assim. Desde muito pequena sempre "chegava chegando", como eu gosto de dizer e se fazia presente. Mas nunca foi uma criança agressiva.

Após alguns meses no Canadá eu percebi que ela estava um pouco mais agressiva em algumas situações, especialmente com crianças muito pequenas. Não que ela batesse nas crianças, mas quando via um bebê aprendendo a andar se divertia com o fato da criança cair ao menor toque e ficava perseguindo a criança no parque ou onde estivéssemos e dava "pequenos esbarrões" na criança para morrer de rir quando ela caísse sentada.

Eu vivia procurando buracos para enfiar a cabeça quando isso acontecia e comecei evitar lugares onde tinham muitas crianças pequenas.

Há alguns meses atrás a perseguição por crianças pequenas acabou, mas a minha situação não ficou melhor, menos ainda a da Luísa. De alguma forma ela aprendeu a extravazar seus sentimentos através de mordidas. Quando estava muito feliz ou muito brava acabava mordendo os irmãos, e algumas vezes, eu e o Sergio também. Em pouco tempo todos ficamos espertos mas eu não esperava pelo lógico: ela começou morder outras crianças também.

Não era sempre e, menos ainda, sem motivo (se é que existe motivo justo pra se morder alguém), mas mesmo tendo 100% da razão, as mordidas acabavam deixando a Luísa no papel de vilã e algumas pessoas começaram criar uma personagem má para minha filha.

Foram momentos muito difíceis pra mim. Eu diria que de muita tristeza, porque eu conheço a minha filha e sabia que aquela imagem não era justa. Na falta de uma psicóloga por perto eu recorri à internet e à pediatra e começamos nossa luta familiar para resolver este problema.

Dentre as várias coisas que descobri foi que na idade dela isso é relativamente comum (não me convenci). Também descobri que crianças que mordem podem estar sofrendo violência em casa (começamos observar mais as nossas reações e as reações dos mais velhos em momentos de stress) e por fim, eu descobri que mudanças bruscas na rotina da criança como a chegada de um irmãozinho ou uma mudança de casa podem levar a um comportamento mais agressivo como as mordidas.

Mudança de casa??? Mas ela não mudou de casa??? Ela mudou de país, de lingua, de cultura, de casa 3 vezes e mais um monte de mudanças repentinas e sem explicação nenhuma para a cabecinha dela. Este pode ter sido o motivo, mas pode ter sido outro qualquer. O fato é que eu fui aprendendo a lidar com aquela situação.

Aprendi que no caso da mordida, não só a criança que foi mordida precisa de socorro, a criança que mordeu também porque elas sentem remorso, principalmente se conhecem a criança que morderam. A Luísa sempre chorava muito quando mordia alguem e falava da mordida por muito tempo.

Aprendi que não devemos repreender a criança que mordeu e sim explicar a ela porque ela não deve morder. Mostrar o quanto doi, mostrar que a outra criança ficou muito triste e ensina-la a reagir de outra forma quando estiver com raiva, por exemplo (conselho da pediatra) jogando uma almofada na parede, rs. Mas tudo com muito carinho, com muita tranquilidade, sem recriminação.

Aprendi também a usar o velho e bom reforso positivo, elogiando quando a criança brinca direitinho, valorizando o bom comportamento dela e não deixando o "mau comportamento" ficar em evidência para que ela não use isso para chamar a atenção dos pais.

Enfim, não quero escrever nenhum tratado de como ajudar uma criança a não morder mais, rs. O fato é que já faz um bom tempo que não tenho nenhum problema de comportamento com a Luísa. Ela continua com sua personalidade, correndo atrás do que quer, briga quando "necessário" mas daquele jeitinho normal que criança faz, nada que as outras crianças não façam também.

Ela anda muito mais tranquila, ainda mais carinhosa e pra ser bem coruja, está naquela fase deliciosa em que a criança solta a lingua e começa repetir tudo o que a gente fala e faz. Com o telefone em punho e a bolsinha pendurada no braço, igualzinho eu faço:

- Alô Renata, a Olivia vai vir aqui em casa hj? Então tchau, um beijo!

PS: na tentativa de ajudar minha filha, muitas pessoas acharam que eu estava sendo permissiva. Ficavam bravas porque eu não a recriminava, porque eu a pegava no colo, tirava da situação e ia conversar com ela em outro lugar e voltávamos minutos depois sorridentes como se nada tivesse acontecido, rs.

Eu sinto muito por estas pessoas, mas na verdade eu estava ajudando não só a minha filha, mas evitando que aquela criança fosse mordida novamente.

Eu imagino que seja muito irritante ver um filho com uma marca de mordida, mesmo que ele não seja nenhum santo, rs. Eu realmente senti muito pelas crianças que foram mordidas (4 ao todo) e me lembro de cada situação como se fosse hj. Quero que estes pais saibam que foi muito difícil pra mim e que acolhendo a minha filha eu não estava passando a mão na cabeça dela e sim tentando resolver o que pra mim era um grande problema.

Hoje eu tenho certeza que valeu a pena. Mas não se enganem, ela continua sabendo se defender muito bem, só que sem usar unhas e dentes.

PS2: pra mim, mudanças repentinas de comportamento não são normais. Eu sempre considero como um pedido de ajuda e sempre fico atenta para detecta-las o quanto antes e tentar fazer alguma pra ajudar meus filhos a resolverem seus problemas.

Dec 9, 2009

Quarto iluminado

Esta madrugada, estava eu dormindo e sonhando, quando de repente abro os olhos e percebo que o quarto estava muito mais claro que de costume. Olho no relógio: 3:30 da manhã. Levanto correndo e olho pela janela...

... Sim, tinha nevado e tudo estava branquinho no fundo do quintal. Me levantei e corri para a sala para ver a frente da nossa casa e não consegui dormir mais. Estava super ansiosa para ver a carinha das crianças pela manhã.

O Eduardo foi o primeiro a acordar e ficou um bom tempo olhando pela janela. E então disse:

- Mamãe, eu nunca vi nada tão lindo assim! Vamos chamar as meninas pra ver?

Corremos para o quarto delas e mesmo sem ter visto nada elas já se levantaram gritando:

- Neve! Neve! Neve!

Elas ficaram um tempão batendo palmas quando viram, rs. E todo mundo querendo colocar o casaco pra sair lá fora.

Enquanto isso, Sergio, o corajoso, estava lá fora tirando a neve do carro!!!

Pra variar, o pessoal mais antigo reclamou muito porque a neve que caiu não é boa, não dá pra fazer boneco, tinha chuva, tinha isso, aquilo e nao sei mais o que...

Pra mim e para as crianças foi uma das coisas mais lindas que já vimos, rs.

Dec 7, 2009

Usar celular ao volante pode?

Eu recebi um comentário interessante do "Pê" e não consegui entrar em contato com ele pra responder, mas de qualquer forma eu acho que vai ser bem valido.

O Pê comentou o seguinte: "Pois é, países de primeiro mundo também apresentam seus contrastes. E a paranóia a respeito dos cadeirões de carro pra criança? No entanto, falar ao celular ou mandar mensagens de texto dirigindo não é crime.

(Eu também sou neurótica com os cadeirões. Acho uma irresponsabilidade sem tamanho andar com a criança solta no carro. Nem mesmo no colo da mãe a criança está tão protegida quanto no cadeirão porque no momento de uma colisão a mãe pode sufocar a criança ou quebrar o seu pescoço, ou deixar a criança escapar e sair voando. É impossível pensar o que fazer no momento de uma colisão que é totalmente inesperada; sem contar que nunca temos como saber qual será a nossa reação neste segundo).

Se por um lado o Canadá é neurótico mesmo com esta história de cadeirão, por outro os canadenses podem falar ao celular tranquilamente enquanto dirigem... mas nem todos!!!!

Aqui na província de Ontario foi aprovada uma lei que restringe o uso do celular ao volante. A lei entrou em vigor no dia 26 de outubro de 2009 e nos três primeiros meses os motoristas serão apenas orientados quanto ao uso de celular ao volante. A partir de primeiro de fevereiro de 2010 quem for pego utilizando aparelhos de celular "hand-held" (que vc tenha que usar uma das mãos para utilizar) será multado em $500.

Então Pê, pelo menos aqui na Província de Ontario, além da neurose com os cadeirões, eles também se tocaram que falar ao celular e dirigir é muito perigoso.

PS: Edu, seu comentário foi muito gentil mas não me acho preparada para falar de emprego no Canadá. Eu tenho uma ou outra informação da minha área, algumas coisas sobre engenharia, mas corro um sério risco de falar bobagens se resolver abordar o assunto.

Na minha lista de blogs aqui ao lado eu tenho certeza que vc conseguirá encontrar informações interessantes e eu estou aberta a tentar encontrar alguma coisa mais específica pra vc. Meu conselho: leia muitos blogs e jogue palavras-chave sobre o assunto que te interessa no google. Eu sempre uso as palavras-chave junto com a cidade ou província que quero consultar. Tenho certeza que vc vai encontrar muitas informações uteis. Boa sorte!

Dec 6, 2009

Entre dois amores

Eu confesso que nunca fui fã da Ivete Sangalo. Não que eu não goste dela, mas não é o tipo de música que eu gosto de ouvir no dia a dia. Ainda assim, conheço quase todas as músicas porque ela é "arroz de festa" na TV, né? De qualquer forma eu fiquei super feliz quando ela engravidou porque perder um bebê é terrível e eu ficava imaginando o quanto ela não estaria chateada.


Hoje, eu confesso, que me emocionei bastante com a entrevista que ela deu ao Fantástico e minha admiração por ela aumentou muito.

Eu sempre questiono um pouco esta preocupação que as "famosas" têm de aparecer na TV magrinhas 1 mês depois do filho nascer. Ultimamente esta historia virou quase uma competição e as vezes parece que as mulheres se preocupam mais em perder peso e deixar a barriga retinha do que em cuidar dos seus filhos e viverem a maternidade.


Não estou dizendo que as mulheres devem se descuidar, relaxar e aceitar a barriguinha saliente. Mas acho que o corpo precisa de um tempo pra se reorganizar, para os órgãos voltarem para o lugar certo, o útero diminuir, os hormônios se regularem. Se por um lado as mulheres não precisam mais ficar 40 dias sem lavar o cabelo (rs), ainda acho que ter um tempo para se adaptar a esta nova realidade é fundamental. No fundo, aquelas duas pessoas estão se conhecendo e eu acredito que estes primeiros dias são muito importantes para este relacionamento; para a criança se ambientar com este novo mundo e para a mãe conseguir estabelecer uma rotina na vida dos dois (como a propria Ivete disse).


E então, indo na contra mão das famosas, chega a Ivete Sangalo, um pouco acima do peso mas super de bem com a vida; preocupada com a coisa mais importante da vida dela: o Marcelo. E ao longo da entevista ela foi falando destes momentos com o filho dela e de tudo o que tem passado por "aquela cabeça de mãe" e eu fui me lembrando dos meus primeiros meses com meus filhos e de como a minha vida mudou depois deles.

Hoje eu estou meio chateada: a Luisa fez o maior chororô porque queria colocar vestido pra sair de casa (temperatura média em zero grau). Foi dificil convence-la e eu acabei ficando chateada por termos brigado. As vezes é complicado porque nem sempre eles estão dispostos a nos ouvir e entender nossos motivos. Ainda assim, muitas vezes não podemos ceder e a confusão está armada. Ela demorou pra se acalmar e vestiu a calça bem contrariada.

Foi bom ver a entrevista da Ivete; acho que me senti menos culpada. Infelizmente nem tudo pode e eu quero que ela aprenda estas coisas aqui em casa, comigo, que estou preocupada com o bem dela; e não na rua, apanhando da vida.



Dec 2, 2009

Diferenças culturais


Eu já comentei aqui sobre a neurose coletiva que temos no Canadá em relação aos nuts. Conforme o tempo vai passando nós vamos nos acostumando um pouco com esta história porque ela passa a fazer parte do nosso dia a dia.

No supermercado eu tenho que ficar sempre de olho em tudo o que compro para as crianças levarem de lanche na escola porque na dúvida eles simplesmente deixam a criança sem o lanche e me esperam na porta para conversar, rs.

Mas o negócio é serio mesmo porque são muitos os casos de choque anafilático decorrente de um contato mínimo com os perigosos nuts. Segundo já me disseram, algumas pessoas têm alergia até do cheiro (???). Um caso que ficou conhecido por aqui foi o de Sabrina Shannon (a menina da foto) que tinha uma forte alergia a vários tipos de alimentos, dentre eles nuts e derivados do leite. Após comer batata frita na lachonete da escola, morreu de choque anafilático.

Em 2005 foi aprovada, na província de Ontário, a Lei Sabrina que dentre outras coisas permite que um funcionario utilize auto injetores de epinefrina em um aluno que esteja em choque anafilático. Caso aconteça algo com o aluno, o funcionário não será responsabilizado. Mas se alguem se recusar a ajudar, por exemplo injetando a epinefrina, esta pessoa respondera por omissão.
Todas as crianças com problemas alérgicos precisam comunicar as escolas e em quadros graves de alergias precisam deixar na escola uma epipen (auto injetor de epinefrina). No linc onde eu estudo, uma das crianças tem alergia a nuts e a mãe do menino tem sempre uma epipen na bolsa (é obrigatório).

Se por um lado eles são super preocupados com as alergias, por outro eles usam certas substâncias no dia a dia com a maior naturalidade do mundo. Eu aprendi na faculdade que metanol é uma substância super perigosa e quando ingerida causa cegueira, por exemplo. Nós usávamos metanol no laboratório com o maior cuidado e para comprá-lo era a maior burocracia.

Da primeira vez que fizemos fondue por aqui descobrimos que o gelzinho que eles usam para manter o aquecimento contem metanol. A famacêutica e o Engenheiro Químico ficaram horrorizados e acabamos comprando um outro com etanol (que nao aquece nada e apaga sozinho o tempo todo).

Agora estávamos procurando o tal do líquido que não congela para colocar no "para brisa" do carro e descobrimos que ele tambem contem metanol e todo mundo compra e usa como se fosse água com sabão, rs.

Pensando em nossa adaptação nós também compramos o nosso, porque o tal líquido é importante e um outro alternativo, que contem etilenoglicol (bem menos tóxico e perigoso), custa muuuuuuuuito mais caro.

Hoje de manhã o Edu encontrou um amendoim que eu deixo no gramado para os esquilos. Ele pegou o amendoim e foi com ele até a escola. Mas teve que deixa-lo no carro para não colocar nenhum amiguinho em risco. Em pensar que todos aqueles carros que estavam no estacionamento estão carregando metanol para limpar o vidro.

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!