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Entre dois amores

Eu confesso que nunca fui fã da Ivete Sangalo. Não que eu não goste dela, mas não é o tipo de música que eu gosto de ouvir no dia a dia. Ainda assim, conheço quase todas as músicas porque ela é "arroz de festa" na TV, né? De qualquer forma eu fiquei super feliz quando ela engravidou porque perder um bebê é terrível e eu ficava imaginando o quanto ela não estaria chateada.


Hoje, eu confesso, que me emocionei bastante com a entrevista que ela deu ao Fantástico e minha admiração por ela aumentou muito.

Eu sempre questiono um pouco esta preocupação que as "famosas" têm de aparecer na TV magrinhas 1 mês depois do filho nascer. Ultimamente esta historia virou quase uma competição e as vezes parece que as mulheres se preocupam mais em perder peso e deixar a barriga retinha do que em cuidar dos seus filhos e viverem a maternidade.


Não estou dizendo que as mulheres devem se descuidar, relaxar e aceitar a barriguinha saliente. Mas acho que o corpo precisa de um tempo pra se reorganizar, para os órgãos voltarem para o lugar certo, o útero diminuir, os hormônios se regularem. Se por um lado as mulheres não precisam mais ficar 40 dias sem lavar o cabelo (rs), ainda acho que ter um tempo para se adaptar a esta nova realidade é fundamental. No fundo, aquelas duas pessoas estão se conhecendo e eu acredito que estes primeiros dias são muito importantes para este relacionamento; para a criança se ambientar com este novo mundo e para a mãe conseguir estabelecer uma rotina na vida dos dois (como a propria Ivete disse).


E então, indo na contra mão das famosas, chega a Ivete Sangalo, um pouco acima do peso mas super de bem com a vida; preocupada com a coisa mais importante da vida dela: o Marcelo. E ao longo da entevista ela foi falando destes momentos com o filho dela e de tudo o que tem passado por "aquela cabeça de mãe" e eu fui me lembrando dos meus primeiros meses com meus filhos e de como a minha vida mudou depois deles.

Hoje eu estou meio chateada: a Luisa fez o maior chororô porque queria colocar vestido pra sair de casa (temperatura média em zero grau). Foi dificil convence-la e eu acabei ficando chateada por termos brigado. As vezes é complicado porque nem sempre eles estão dispostos a nos ouvir e entender nossos motivos. Ainda assim, muitas vezes não podemos ceder e a confusão está armada. Ela demorou pra se acalmar e vestiu a calça bem contrariada.

Foi bom ver a entrevista da Ivete; acho que me senti menos culpada. Infelizmente nem tudo pode e eu quero que ela aprenda estas coisas aqui em casa, comigo, que estou preocupada com o bem dela; e não na rua, apanhando da vida.