Jun 30, 2010

Fim de Ano

Eu ainda estranho um pouco esta história das aulas terminarem no meio do ano. Pra quem não sabe, o ano letivo aqui no Canadá começa em setembro e termina em junho. O mais engraçado é a professora dizendo:

- No ano que vem blá blá blá...

Mas ela está se referindo a setembro e as vezes eu fico com aquela cara de ponto de interrogação, rs.

Bem, o saldo este ano nesta área foi 10. O Eduardo se adaptou super bem à escola, todo mundo o conhece e o desenvolvimento dele foi maravilhoso. É bem verdade que ele ainda é um pouco imaturo e na minha opinião o senior kindergarten teria sido mais adequado a ele do que o grade 1. Como ele nasceu no dia 14 de dezembro de 2003, foi para o grade 1. Se tivesse nascido dia primeiro de janeiro de 2004, teria feito o senior kindergaten. Foram apenas 15 dias que o fizeram ir para um ano à frente. E para completar, a questão da lingua que dificulta tudo.

De repente, ele foi colocado em um ambiente em que se fala outra lingua e, alem de ter que aprender a falar, teve também que aprender a ler e escrever nesta outra lingua. E mais, esquecer o que já tinha aprendido antes em portugues porque a lógica é bem diferente, rs. E pra minha surpresa, ele tirou tudo de letra, sem estress, se divertindo e achando tudo muito legal.

A escola teve uma participação importantíssima nisso tudo. Além de ter um acompanhamento por uma professora de ESL (english as a second language), o Edu ainda participou de um programa chamado Reading Recovery. Apesar deste programa ser indicado para crianças que tenham dificuldade em leitura e redação, a professora do Eduardo o indicou para participar e foi maravilhoso. Por coincidencia, a professora do Reading Recover fala um pouco de portugues e pode ajuda-lo em algumas palavras que ele não entendia o significado, rs. Todos os dias ele tinha 30 minutos de aula particular com ela e trazia algumas atividades para fazer em casa. A participação dos pais neste programa é fundamental, porque precisamos auxiliá-los nas atividades que eles trazem pra casa.

Uma coisa que descobri foi que meu sotaque ou pronuncia errada não atrapalham em nada o aprendizado do inglês das crianças. Ao contrário, eles aprendem a falar corretamente a ainda me corrigem, rs.

A diretora da escola é super acessível, aliás, ela é a primeira pessoa que vc encontra quando entra na escola. Para os pais dos alunos, não precisa marcar horário, preencher formulário ou ficar sentado na ante-sala duas horas para conseguir conversar com a acessora da diretoria, rs. A porta da Principal, está sempre aberta e eu posso ir falar com ela quando quiser e, sem marcar. Todos os funcionários sempre foram muito disponíveis, atenciosos, preocupados com o bem estar do Edu e o nosso. Dentro daquela escola nos sentimos sempre em casa.

Aqui eles levam ao pé da letra esta história de escola pública. É de graça mesmo!!!, rs. Vcs não imaginam a quantidade de material que o Eduardo usou na escola neste ano letivo. Não tenho mais onde colocar tantas atividades que ele fez na escola e em nenhum momento me pediram nada. Não tem aquela história de 500 folhas de sulfite que se entrega nas escolas brasileiras e nunca se entende em que foram usadas, rs. Na antiga escola do Edu, até copo para as crianças beberem água eu tinha que mandar (500 pra ser bem exata, e haja sede,rs). È contra lei, eu não era obrigada a levar, mas se vc não leva seu filho pode sofrer constrangimentos na escola.

E se por um lado é tudo muito simples, sem ostentação nenhuma, por outro é tudo de muita qualidade.

As crianças levam pra casa 1 livro de classe todo dia e vão à biblioteca uma vez por semana, onde podem pegar até 3 livros que ficarão a semana inteira em casa. Somado aos livros que temos aqui, foram muitas e muitas leituras, muitas histórias, muito tempo de dedicação dos pais.

E é isso: a escola aqui exige muita participação da família na vida escolar. Sem contar as dezenas de atividades organizadas pela escola em que eles pedem voluntariado. Sim, voluntariado é super importante também e a escola está sempre pedindo.

Também fizeram varios passeios, mas nada de onibus de excursão super luxuosos e convites caríssimos. Os passeios são feitos com os onibus escolares (aqueles amarelinhos de filme americano) e não custam mais do que 5 dolares. Foram varias oportunidades de conhecer lugares diferentes e com preços acessíveis a todos os alunos. Sem contar que sempre tem algum tipo de subsidio para aqueles alunos mais carentes.

Enfim, o ano letivo terminou e agora vamos começar a nos preparar para as mudanças. E quantas mudanças, rs.

Em setembro teremos Eduardo no grade 2, Helena no junior
kindergarten, Luísa Elena (minha filhinha alemã) no grade 11, casa nova e tudo acontecendo ao mesmo tempo. Já estou pensando em mudar o nome do blog para Paulatinamente, quem sabe as coisas não passam a acontecer uma de cada vez, rs.

Jun 28, 2010

Violência em Toronto

Pois é meus amigos, fugimos da violência de São Paulo para encontra-la em Toronto. Hoje o dono da minha casa estava super chateado porque roubaram varias ferramentas de trabalho da van dele e isso no estacionamento do Home Depot.

O prejuizo foi de mais ou menos $300.00 porque ele saiu bem na hora e viu o cara. Correu atrás do meliante, mas o cara foi mais rapido e saiu a toda velocidade pelo estacionamento e ele não conseguiu recuperar as coisas.  Se ele tivesse demorado um pouquinho mais dentro da loja provavelmente o prejuizo seria bem maior, porque ele tem varias ferramentas caras dentro da van.

Ele estava realmente arrasado. Então eu perguntei:

- Mas não houve nenhum estrago na van? Eles arrombaram a porta?

- Não, a porta estava destrancada. Eu não tranco o carro aqui em Toronto!

Brasileiro recem chegado não corre este risco, porque além de trancar o carro, a gente ainda testa a porta pra ver se fechou mesmo, rs.

Jun 26, 2010

Perguntas difíceis!!!

- Mamãe, como os dinossauros cozinhavam a comida deles?

Então eu expliquei toda aquela história de que eles não conheciam o fogo naquela época e que comiam tudo cru e bla bla bla...

- Mamãe, como os homens se escondiam dos dinossauros?

Então eu contei aquela história de que eles não viveram na mesma época e que quando os homens chegaram à terra, não existiam mais dinossauros e bla bla bla...

- Mamãe, e pra onde foram os dinossauros depois que eles morreram? Para o céu junto com as pessoas?

Bem, agora a história foi ficando mais complicada porque se eu dissesse que eles foram pro céu, teria que dizer também que os homens e dinossauros vivem juntos lá, rs.

Mas o Eduardo mesmo tentou uma resposta:

- Acho que existe um Jesus Dinossauro e eles ficam lá no céu com ele.

- Na verdade eu não tenho certeza, mas pode ser que sim.

Jun 24, 2010

Pra quem vc não torce de jeito nenhum????

Olá amigos do tudo ao mesmo tempo, conforme a copa vai seguindo seu curso, as antigas rivalidades vão aparecendo e as mágoas do passado ressurgem com força total. Hoje, no jogo da Itália, eu torci como se fosse final de campeonato. No terceiro gol da Eslovakia a comemoração foi tanta que a Helena ficou me olhando assustada. Pra nostra Italia foi mesmo o fim!!!

Tudo bem que fiquei com dó dos jogadores italianos depois do final do jogo, porque voltar pra casa como a ultima da chave foi humilhação demais, né?

Infelizmente, minha torcida contra a Argentina ainda não surtiu o efeito desejado, mas estou confiante que o México vá resolver isso pra mim! Bom, na verdade, não sei se estou muito confiante não!!!

Enfim, nesta copa minha torcida contra teve a seguinte ordem: Camarões (por motivos obvios), Argentina e Itália. Para os outros jogos, sempre dependia dos dois que estavam jogando. Muitas vezes eu até virei a casaca no meio do jogo, rs. Mas fiquem tranquilos que torci direitinho pra seleção canarinho!!!

Agora eu queria saber de vcs: qual é/são aquela(s) seleção (ões) pra quem vc não torce de jeito nenhum?

Jun 20, 2010

Açucar do vizinho

Assim como a Somnia constratou na Suecia, aqui no Canadá as relações com vizinhos são muito amistosas, de Bom Dia-Boa Tarde, mas não é fácil se aproximar deles. Mesmo as vizinhas italianas que já estão aqui há muitos anos, são bem diferentes da "italianada" que eu conheci no Brasil: elas chegam sorridentes, fazem milhões de perguntas sobre sua vida e depois voltam para o Bom Dia-Boa Tarde como se nada tivesse acontecido.



Certa vez, eu estava na cozinha preparando meu almoço e meu vizinho do lado mexendo no carro. De repente, eu me distraio e o oleo pega fogo no fogão. Rapidamente eu consegui apagar o fogo, mas o alarme disparou e a cozinha ficou envolta em uma fumaça preta tão densa que sujou o teto da cozinha inteiro. Eu abri toda a casa, mandei as meninas ficarem no quarto delas e fiquei na maior correria tentando diminuir aquele fumaceiro para o alarme parar. E meu vizinho, arrumando o carro como se nada estivesse acontecendo!!!


Não é possivel que ele não viu a fumaça preta saindo pelas janelas e nem ouviu o alarme gritando feito um doido!!! Mas as vezes, a privacidade aqui é levada a extremos e as pessoas têm até medo de se oferecer para ajudar.

Por um lado, este distanciamento é bom. Eu me sinto super à vontade por aqui porque sei que ninguem está cuidando da minha vida. Fora raras exceções, as pessoas não ficam reparando nas suas coisas e nem te julgando.

Por outro lado, as relações são distantes. É dificil, pra mim, quebrar o gelo e fazer uma aproximação. As pessoas são muito reservadas e apesar de serem educadas e até solicitas, elas colocam sempre um muro entre vc e elas e pra ser sincera, eu ainda não sei muito bem com transpor estes muros. Sem contar que existem algumas "colonias" absolutamente fechadas.


Mas nada que um sangue latino não possa resolver. No basement aqui embaixo, mudou-se a semana passada um casal da Costa Rica com um cachorrinho. Ao contrario de toda a vizinhança, os dois já chegaram tentando fazer amizade. Sempre que nos encontramos, eles conversam, brincam com as crianças, são sorridentes, gentis e não colocaram muros nos separando. De repente eu me senti novamente la no Brasil com minhas vizinhas. Tudo bem que elas eram "espiculas" e adoravam uma fofoquinha, mas eu me sentia super tranquila porque sabia que minha casa nunca pegaria fogo. Ao primeiro sinal de fumaça, uma meia duzia ja estaria batendo no meu portao enquando as outras já estariam chamando os bombeiros.


Se por um lado eu sabia que minha privacidade era zero e que alem de cuidar, elas comentavam, reparavam, criticavam e tudo o mais, por outro, eu sabia que se precisasse de alguma coisa, poderia pedir sem receios.

Hoje recebi uma visita e não tinha refrigerante gelado para oferecer. Fui na casa da minha "vizinha" ver se ela tinha gelo pra me emprestar. Sem cerimônias, ela me mandou o gelo e eu não me senti constrangida ou fiquei preocupada com o que ela ia pensar de mim, rs. No final da tarde pedimos uma pizza, conversamos até anoitecer e agora eu fico aqui pensando em vários pré-conceitos que nós brasileiros aprendemos desde pequenos e que nos perseguem pela vida inteira.

Aos poucos, meus valores estão sendo revistos nestas terras geladas e agora, me lembrando dos primeiros posts que fiz aqui no Canadá e de um comentário muito enfático da Marília, de Vancouver, eu estou aqui com meus botões tentando decidir se mando ou não meus filhos para a escola católica do bairro, que por sinal é excelente (mas este é um assunto para um próximo post)!!!


Cade o grito de gooooooooooooooooooooooool???

Eu tenho assistido todos os jogos da copo, ou pelo menos a maioria deles. Não vou dizer que assisto o jogo inteiro, porque nem mesmo eu, que adoro copa do mundo, tenho saco de passar 270 minutos por dia em frente à TV, mas tenho assistido um pouquinho de cada um.

Como sou meio devagar pra perceber algumas coisas, assisti varios jogos, mas só ontem me dei conta de que só vi os gols do jogo do Brasil. Paro na frente da TV e esta zero a zero. De repente, eu olho pra TV e já estava 2 a 2!!!???

Pera ai, mas e aquele grito desafinado que chama a atenção de todo mundo no quarteirão??? Não tem! Com a mesma passividade com que eles avisam que a bola bateu na trave, eles gritam: score. E pronto. Se vc não ficar atento olhando para a TV, não vai nem perceber que aconteceu alguma coisa diferente em campo.

Por isso que no jogo do Brasil eu passei quase metade do jogo tentando "sintonizar" uma "tv virtual" para ouvir a voz do Galvão. Eu sei, eu sei, que todo mundo anda de saco cheio dele e das bobagens que ele fala, mas eu não abri mão de ver o jogo narrado por ele. Apesar dos pesares, ainda prefiro as bobagens do Galvão ao score sem graça dos locutores locais.

Jun 16, 2010

Coleção de Bandeiras

Na volta do dentista, hoje, eu vi uma bandeira que me pareceu da Grécia, caída no chão. Estava chovendo bastante e com o vento provavelmente ela se partiu. Então, fiz um daqueles comentários idiotas de quem não tem o que dizer:

-Vamos voltar pra pegar aquela bandeira???

E não é que meu marido levou a sério? Quando vi, estávamos fazendo um retorno pra ir pegar a bandeira. Qual não foi a minha surpresa quando abri a bandeira e vi que na verdade era uma bandeira do uruguai: muito bonita por sinal!

Agora decidimos que vamos fazer uma coleção de bandeiras, rs. Já temos a canadense, brasileira, americana, a bandeira dos confederados americanos, da Grã Bretanha e agora a do Uruguai.

Com esta história de bandeirinhas pra todo lado, as crianças estão ficando craques. Eles já conhecem varias e quando a gente fala de algum país sempre alguem pergunta:

- Como é a bandeira deste lugar?

Jun 15, 2010

Ai Jisuis, esta minha ascendência...

Agora oficialmente eu sou filha de um cidadão portugues. Meu pai conseguiu a cidadania e foi lá no consulado para a "cerimônia" na sexta feira, um dia antes de completar 80 anos de idade.


Na verdade, quem agitou toda esta história fui eu. Algumas semanas antes de vir para o Canadá, nós começamos levantar a papelada para que ele tirasse a cidadania, com o objetivo de que eu tirasse a minha também. Como neta de portugueses, eu tenho direito à cidadania, mas não poderia passar este direito para meus filhos. Então, achamos melhor que meu pai tirasse a dele, assim todo o resto da familia continua tendo direito.


Em pouco mais de um ano conseguimos resolver o do meu pai e no final, a família inteira se animou. Mas o que foi legal mesmo foram as lembranças. Com esta história toda, tivemos que buscar os documentos dos meus avós, pedir algumas coisas que estavam guardadas com minha tia (que é portuguesa), pedir certidões para o cartório da cidade onde eles nasceram e se casaram em Portugal, Condeixa-a-Nova. E com tudo isso, varias histórias surgiram ou foram recontadas e foi tudo muito emocionante pra mim, em especial por estar aqui tão longe e vivendo um pouco o que eu sei que eles, meus avós, viveram quando imigraram para o Brasil, no início do século passado.

Depois de tantas emoções ainda ganhamos um presente valiosíssimo!!! Minha avó trouxe de Portugal, um cordão de ouro e algum tempo antes de morrer, o deu a minha tia, sua única filha. Agora, minha tia resolveu dividi-lo entre os 7 netos (seu único filho, os dois filhos do meu tio e as quatro filhas do meu pai). O cordão já foi dividido e em breve estarei recebendo a minha parte, que pra ser sincera, nem imagino como seja porque nunca o vi, rs.

Ficamos todos muito felizes com este presentão, que tem um valor sentimental incalculável.

Quando liguei para meu pai no dia do seu aniversário, perguntei brincando se ele já estava "a fazeire muita bisteira" (imitando o sotaque do meu avô).

Jun 13, 2010

Vira casaca

Estou me saindo uma grande vira casaca nesta copa do mundo. Primeiro estava torcendo para o México contra a África do Sul, mas então, vi a carinha do Parreira e comecei torcer pro time africano.

Depois, comecei torcendo para o Uruguai e terminei torcendo pra França.

No jogo Argentina e Nigéria, eu torcia para o time africano, quando de repente, vi Diego Armando Maradona e fiquei pensando em como seria emocionante para ele ver a seleção argentina campeã (sem contar que se ele cumprir a promessa que fez, vai ser no mínimo ridículo, rs) e acabei ficando tentada a torcer para a Argentina. O bom é que os argentinos dentro de campo conseguiram me relembrar que brasileiro só torce pra Argentina se realmente depender da derrota do outro time, senão...

Só no jogo Inglaterra e EUA, eu torci do início ao fim para os vizinhos aqui de baixo, mesmo tendo ficado morrendo de dó do goleiro inglês. Sabe, eu já fui goleira de um time de handball nas olimpíadas da escola. Tudo bem que eu não era frangueira como o GREEN inglês, mas sempre fico meio penalizada com os infortúnios dos goleiros. Se o atacante erra, a gente xinga mas esquece. Agora quando o goleiro erra... adeus: entra pra história!

Jun 8, 2010

Copa do Mundo

Tudo começou com uma bandeirinha da Inglaterra aqui, outra de Portugual ali e de repente um monte de bandeiras começou aparecer  nos carros. Na escola das crianças tem até bandeira da Argentina ao lado da bandeira brasileira (mulher argentina, marido brasuca).

Certamente esta Copa do Mundo vai ser muito interessante porque nunca assisti uma copa com torcida adversária e principalmente estando em minoria, rs. E o fato do Canadá ter ficado fora da copa tira qualquer constrangimento em torcer para o nosso país, rs.

Pra quem gosta de acompanhar todos os lances aqui vai uma TABELA super legal!!! Passando o mouse sobre ela vão aparecendo todas as informações sobre os jogos, sedes, datas e muitas outras coisas. O único defeito da tabela é que foi feita por espanhois, logo, ele acham que não tem pra ninguem!!!

Se depender da opinião do pessoal com quem temos conversado, a história não vai ser bem assim: vai dar Brasil na cabeça, rs. Só resta saber se eles realmente acreditam nisso ou se só querem manter a amizade, rs.

Jun 7, 2010

Boca grande

Sabe aquelas coisas que a gente fala pra criança pra convencê-la a fazer alguma coisa que ela não quer, mas que ela acaba achando que quer?

Pois então... eu uso muito esta estratégia com as crianças. Tanto é que algumas vezes, quando eles não querem fazer alguma coisa, eles correm para não ouvir o que eu vou falar porque eles já sabem que vou inventar uma história, falar um monte de coisas e eles vão acabar fazendo o que eu quero, rs.

O fato é que a Luisa e a Helena adoram ficar de pijamas de manhã e também adoram escolher a roupa que vão vestir, mas as vezes não tem jeito: as duas precisam se trocar e outras vezes, não podem usar a roupa que escolheram por motivos obvios. Então, entra em cena a mamãe com suas histórias para que elas vistam o que eu quero que elas vistam.

Um belo dia a bocuda convenceu a Luisa a colocar determinada camiseta alegando que esta combinava com o vestido da princesa da calcinha. Deu pra entender???

Eu explico: a calcinha tem um desenho de princesa e o vestido da dita cuja, por acaso, era da cor da camiseta que eu queria que a Luísa colocasse. Ela aceitou na hora, mas agora, a calcinha tem que combinar com o resto da roupa. Isso quando ela não quer que a roupa combine com o vestido da princesa da calcinha.

Mas as tais calcinhas de princesa não são de todo ruins. Como a Luísa está em franco treinamento para sair da fralda, eu coloco as calcinhas de princesa e aviso:

- Não faz xixi na calça senão vai molhar o vestido da princesa e ela vai ficar triste!!!

Quando o xixi vaza ela fica toda triste:

- A princesa esta chorando porque molhou o vestido de xixi!!

Eu e minha boca grande!

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!