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Bodas de alumínio

Pois é, de acordo com uma tabelinha que encontrei na internet, hoje, 3 de março de 2011, eu e Sergio estamos completando nossas bodas de alumínio: 10 anos!!!

Quando começo pensar em tudo o que vivemos nestes 10 anos de casamento e 12 de relacionamento quase nem acredito que se passaram só 10 anos!!! Nossa vida mudou em todos os sentidos  e apesar das diferenças estamos cada vez mais parecidos, rs.

Mas hoje eu tirei o dia para me lembrar daquele dia em especial: foram muitas e muitas emoções, para mim e para ele...

Imaginem que no dia anterior o padre foi expulso da igreja porque estava sendo chantageado por um suposto namorado. Enquanto meu pai se preocupava com quem iria substituir o padre, o pai do Sergio se recuperava de um infarto no hospital.

No grande dia, eu tentava me manter calma enquanto minha sobrinha de 7 anos, estava desesperada porque ela não tinha ensaiado nenhuma vez para entrar na igreja levando as alianças. Eu sei que em determinado momento eu a peguei na marra e fomos tirar um cochilo juntas: ela berrando que não queria, rs rs... dormimos a tarde inteira e acordamos muito mais tranquilas para começar a nos preparar.

O cabelinho dela é super, hiper, ultra liso e fininho...Então minha mãe quis fazer cachinhos e ela entrou na igreja parecendo um anjinho com o cabelinho todo cacheado! E saiu, no final da cerimônia com o cabelo já quase liso, rs. E não foi preciso ensaio nenhum: ela fez tudo direitinho!!!

Na hora de vestir meu vestido, as mulheres da familia se reuniram na sala da casa da minha mãe para ajudar e dar palpite. Imaginem que eu tenho 3 irmãs, mais as sobrinhas e amigas que foram se trocar lá em casa também. Eu em cima de uma cadeira e minha mãe e minha irmã mais velha dando os últimos retoques no vestido e no bordado.

A única coisa que realmente não me agradou foi meu cabelo... mas isso não é novidade!!! Eu tenho cabelo cacheado (e detesto), mas para agradar a todos eu deixei que enrolassem meu cabelo. É claro que eu não gostei do resultado e minha vontade era entrar embaixo do chuveiro e ir pra igreja com o cabelo pingando, rs rs rs. Mas deixei que a mulherada fizesse o que elas bem entendessem e acabei indo com varios cachinhos caídos na testa, rs rs rs A parte triste é que ao contrário da minha sobrinha, os cachinhos não se desfizeram durante a cerimônia (e estão aqui até hoje, rs).

Como não fizemos festa e estava todo mundo com fome quando o casamento terminou, alguns convidados acabaram indo para uma pizzaria e os noivos, também famintos, foram junto. Eu sei que pra muitos isso parece horrivel, mas foi muito muito legal. Eu e o Sergio sempre nos orgulhamos muito da nossa escolha pela simplicidade (ou pobreza, como alguns irao pensar, rs rs rs rs).

Mandamos pouquissimos convites e tentamos não fazer média com ninguem: convidamos somente as pessoas que gostaríamos de ver na igreja. E o mais legal de tudo foi que todo mundo compareceu. Somente uma amiga querida não conseguiu chegar a tempo porque se perdeu no meio do caminho : (

E tudo foi mais ou menos feito em casa: minha mãe fez o vestido, minha irmã fez o bordado, o rapaz que tocava o orgão da igreja me presenteou tocando no casamento e sua esposa cantou algumas músicas. Até o padre que acabou sendo expulso participou, organizando a decoração.

E ter me casado na igreja onde eu fui batizada e a qual frequentei por muitos anos foi muito especial pra mim. Sem contar que ali eu me sinto em casa. E foi alí, naquela igrejinha onde tantos capítulos da minha vida foram escritos que eu comecei esta nova etapa que hoje completa 10 anos.