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Showing posts from June, 2011

E esse tal frio...

Na verdade muitas coisas que dizem por aí do tal inverno de Toronto me parece exagero. Vou falar de Toronto porque é o que eu conheço ou pelo menos conheço há dois anos. Nos nossos primeiros meses de Canadá as histórias foram muitas: algumas bem convincentes mas algumas... acho que nem no centro do Polo Norte chegam a acontecer.


O fato é que com o tempo o nosso corpo vai se adaptando ao inverno ou, nós aprendemos a comprar as roupas e acessórios adequados e aprendemos também em qual situação devemos usar cada coisa. Logo que chegamos por aqui com nossos casacos quentíssimos vindos direto de Atlanta, nos EUA, descobrimos que tudo o que aprendemos sobre frio na região sul dos EUA não servia para Toronto. Para as crianças nós compramos roupas quentinhas imediatamente, mas para nós, resolvemos esperar o próximo inverno uma vez que aquele estava acabando.  Desembarcamos no dia 18 de março e passamos muito frio até metade de maio, eu diria.


Em outubro, quando começamos passar frio novamente…

Feriados

Ao contrário do que eu pensava quando cheguei aqui, o Canadá tem muitos feriados. Talvez não seja comparável realmente ao Brasil, mas acho que o número é bem suficiente.

O que me chama muito a atenção por aqui são as diferenças em importancia das coisas. No Brasil o reveillon é sem duvida alguma um dos dias mais esperados do ano e eu sempre espero ansiosa pelas queimas de fogos à meia noite. Infelizmente no Canadá isso não acontece. Aqui no meu bairro não se ouve nem biribinha: absolutamente nada!

Este ano fomos para o downtown porque a Luisa Elena queria ver a queima de fogos "na cidade grande". Nós duas nem tivemos tempo de nos cumprimentar e os fogos já tinham terminado: foram no máximo dois minutinhos de um barulhinho. O interessante é que uma multidão corre para o local, fica dois minutos parada vendo os "foguinhos" e em seguida vai embora feliz da vida. Eu e a Luisa apesar da decepção, caímos na gargalhada quando lembramos de todo o esforço para chegar ao down…

E o que era pra ser legal...

Todo dia, quando saem da escola, o Eduardo e mais 3 amigos ficam jogando bola no patio, enquanto a Helena e a Luisa ficam brincando com outras meninas que foram buscar os irmãos mais velhos na escola. Somos em mais ou menos 7 mães e umas 12 crianças que ficam meia horinha ali conversando enquanto os filhos brincam um pouquinho.

Neste dias mais quentes, uma destas mães gosta de levar alguns gelinhos (muito populares por aqui) pra as crianças se refrescarem e todo mundo adora. Só que ontem, por acaso, um menino da classe do Edu que não fica lá jogando, viu o gelinho quando saiu e correu para pegar um. A mãe entregou um gelinho pra ele sem problemas porque ela sempre leva alguns a mais e nós todos conhecemos o menino. Só que ele pegou o seu gelinho e anunciou aos quatro cantos:

- Estão distribuindo gelinho de graça aqui!!!

Meus amigos... vcs não imaginam a correria de crianças na nossa direção e a confusão que se seguiu porque obviamente não tinha gelinho suficiente para todo mundo.

Mas o pi…

Educar para o mundo

É muito dificil educar um filho para o mundo: é muito mais facil tentar prende-los embaixo das nossas saias e "protege-los" de todos os perigos. Graças a deus eu posso dizer que meus pais me criaram para o mundo. Apesar de muito tímida eu tive muitas oportunidades na minha infância: oportunidades de descobrir lugares e pessoas diferentes, viajar sozinha, sair com pessoas que não eram da família, dormir na casa de amigos e primos, enfim, viver muitas experiências enriquecedoras.


Não sei se por eu ser bem mais nova meus pais se sentiam mais seguros em me deixar ir, mas o fato é que eles deixaram e isso me fortaleceu muito. Mas eu não era uma menina largada no mundo, vivendo em uma porteira aberta sem controle nenhum. Meus pais sempre deram a corda mas ficaram com a outra ponta e estavam sempre atentos para me segurar quando percebiam que eu estava em terreno perigoso. Meus pais me deram toda a base de tudo o que sou hoje.


Com meus filhos eu tento copiar o modelo deles: me vejo q…

Em boca fechada não entra mosquito

Um dos amigos do Eduardo não mora com o pai. Não sei qual é a história, mas nunca vi o pai do menino em nenhuma festa ou atividade qualquer. Eu só sei que ele é americano e trabalha com mineração (poxa, será que ele não está precisando de um engenheiro químico????). Mas o fato é que apesar do pai nunca ter aparecido, a mãe do menino nunca comentou o assunto e pronto.

Sexta feira eu convidei os amigos do Edu para passarem a tarde aqui em casa e fiquei batendo um papinho com a mãe deste menino. Ela é colombiana e nós estávamos comentando que a vida era um pouco mais facil nos nossos países de origem porque sempre tinhamos uma ajudazinha da familia ou uma ajudante do lar para dividir os trabalhos. Até que a boca grande fala:

- Eu imagino como seja complicado pra vc que tem que fazer tudo sozinha, pelo menos eu tenho o Sergio pra dividir!!!

Aaaaaaaai que odio que eu tenho quando faço estas coisas!!! Teoricamente eu não sei que ela é sozinha... Fiquei super sem graça mas infelizmente palavra …

Regras para desobedecer

Na escola das crianças tem uma entrada para os carros por onde passam tranquilamente dois carros grandes lado a lado. É a única para o estacionamento e por onde entram os ônibus escolares. No final dessa passagem tem o estacionamento à direita e a rua à esquerda (única saída da escola).


A brasileira que adora obedecer regras, sempre entra pela entrada, passa ao lado do ônibus escolar e segue para o estacionamento. A mesma brasileira sempre achou um absurdo as outras mães que simplesmente entram pela saída na maior cara de pau, as vezes causando a maior confusão no estacionamento.

Hoje mais uma vez cheguei na escola pra pegar o Edu e mais um monte de amigos que viriam aqui em casa e quando fui passar ao lado do ônibus escolar eu percebi que ele estava super afastado da guia e que meu carro não passaria. Fiquei alguns segundos pensando no que fazer e já percebi uma fila atrás de mim, então resolvi ir conversar com a motorista. Só que ela não estava no volante: por algum motivo hoje foi u…

Profissão: Secretária Executiva

Neste verão resolvemos registrar o eduardo na "liga de futebol" do bairro. Os times são divididos por idade e sexo. Então o Eduardo só joga com meninos que nasceram no mesmo ano que ele. O interessante é que apesar do aparente desinteresse pelo futebol, o negócio faz sucesso por aqui. Só na idade do Edu são 14 times com 11 jogadores cada um. Crianças de 5 a 17 anos podem participar e acreditem: tem times de todas as idades, masculinos e femininos.

No dia da inscrição o Sergio resolveu se candidatar a técnico assistente: ele ficaria ajudando o técnico e aprendendo como as coisas funcionam. Entretanto, começou receber e-mail endereçados aos técnicos e descobriu mais tarde que se ele não aceitasse o cargo, o time não teria treinador.

Eu diria que "juntou a fome com a vontade de comer". O time precisava do Sergio e apesar do medo inicial, o Sergio gostaria deste desafio. E está sendo uma experiência muito interessante para a familia inteira.

Ontem foi o primeiro jogo …