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Em boca fechada não entra mosquito

Um dos amigos do Eduardo não mora com o pai. Não sei qual é a história, mas nunca vi o pai do menino em nenhuma festa ou atividade qualquer. Eu só sei que ele é americano e trabalha com mineração (poxa, será que ele não está precisando de um engenheiro químico????). Mas o fato é que apesar do pai nunca ter aparecido, a mãe do menino nunca comentou o assunto e pronto.

Sexta feira eu convidei os amigos do Edu para passarem a tarde aqui em casa e fiquei batendo um papinho com a mãe deste menino. Ela é colombiana e nós estávamos comentando que a vida era um pouco mais facil nos nossos países de origem porque sempre tinhamos uma ajudazinha da familia ou uma ajudante do lar para dividir os trabalhos. Até que a boca grande fala:

- Eu imagino como seja complicado pra vc que tem que fazer tudo sozinha, pelo menos eu tenho o Sergio pra dividir!!!

Aaaaaaaai que odio que eu tenho quando faço estas coisas!!! Teoricamente eu não sei que ela é sozinha... Fiquei super sem graça mas infelizmente palavra dita não pode ser engolida. Não sei porque a gente tem que falar sem pensar. Tinha que ser obrigatorio pensar 2 segundos antes de falar. Tudo bem que a conversa ia ficar meio truncada, mas pelo menos a gente ia falar muito menos bobagem!!!

PS: pelo menos a tarde foi muito divertida com as crianças brincando no fundo do quintal, a casa arrumadinha e quietinha e, eu por mais de 30 minutos sem ouvir a palavra mais dita nesta casa: mamãe!!! No sábado alguns amiguinho voltaram e eu ensinei as crianças pularem corda. Estou com o braço doendo de bater mas todos adoraram a brincadeira!!!