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Visita do marido

Sexta feira o marido chegou para nos visitar pela primeira vez. A espera foi muito boa: passamos o dia animados sabendo que a noite ele chegaria. Apesar dos atrasos no voo as crianças não desistiram de esperar. Tudo bem que a chegada não foi triunfal, tipo volta da guerra. Nós acabamos pegando-o no estacionamento e o primeiro abraço só pôde ser dado em casa. Sem contar que com o balancinho do carro as crianças acabaram dormindo.

Mas de qualquer forma, é muito bom estar junto novamente, dormir abraçadinho e ficar conversando até pegar no sono. Confesso que tb tivemos momentos de emoção e  de tristeza por saber que em 2 dias iriamos começar tudo de novo mas tentamos ao máximo fazer destes momentos um tempo feliz.

Não nos desgrudamos nem um minuto e mesmo as compras do supermercado foram feitas em familia este final de semana. Ainda pudemos comemorar meu aniversário atrasado, jogar video game com as crianças, assistir programas na internet juntos e até ir na piscina dar um mergulho.

Apesar de termos feito muitas coisas, o tempo voou e quando a hora de se separar novamente chegou, eu tive a impressão de que a tristeza foi muito maior. Ver meu marido indo embora foi muito triste e eu fiquei com um vazio enorme no peito.

Mas "o que não tem remédio, remediado está". As vezes não temos escolha, não podemos mudar algumas coisas e temos, somos obrigados a esperar. Neste momento infelizmente, não temos outra alternativa. Qualquer ação agora seria precipitada.

E por enquanto, temos que pensar principalmente nas crianças, afinal, não era pra eles todo o sacrificio? Além do mais é inegável que o Sergio está mais feliz, mais animado, mais otimista. E aos poucos outras possibilidades estão aparecendo e estamos conseguindo encarar estes momentos com mais leveza.

As crianças, é claro, sentem muita falta do pai e perguntam o tempo todo por ele. Ontem o Eduardo teve a brilhante idéia de irmos todos morar em halifax para ficarmos juntos. Apesar de boa, esta ideia ainda nao pode ser colocada em prática, mas sabemos que em breve vamos estar todos juntos, morando na mesma cidade, seja ela qual for.

O marido de uma amiga trabalha em Edmonton e vem visitar a familia a cada 6 meses. Ela até reclama quando ele vem porque ele muda a rotina da casa. Eu não consigo entender muito esta relação dela: minha vida agora é um cronômetro e estou sempre em contagem regressiva até o dia que ele vem nos visitar. E hj, comecei a contar novamente.