Jan 30, 2013

Atividades extracurriculares

Este ano letivo está cheio de atividades extracurriculares e eu com 3 crianças na escola, estou me virando como posso para acompanhar tudo.

Desde a primeira semana de aulas em janeiro, o Eduardo está fazendo aulas de skii com a escola uma vez por semana. São 4 aulas ao todo, mas como as temperaturas estão oscilando muito, fica dificil manter a neve sem gelo e eles acabam adiando para a semana seguinte.

Hoje ele foi para uma aula de Swim to survive (é uma espécie de natação para sobrevivência). A maioria das crianças já sabem nadar, mas eles sempre dão dicas de segurança na água e para os que não sabem, eles tentam ensinar coisas básicas como boiar,  por exemplo.

Eu não tenho certeza se é um programa obrigatório, mas eles "incentivaram" bastante os pais a deixarem as crianças participarem das aulas (serão 3 aulas ao todo).  Como nós não pagamos nada por este programa, eles pediram voluntários que pudessem levar as crianças até as piscinas e interessante, perguntaram se algum pai poderia se voluntariar. Infelizmente encontrar pais que possam passar a tarde em uma atividade escolar também é complicado por aqui e os meninos tiveram que se virar sozinhos nos vestiários. E e mais 3 mães fomos voluntárias.

Dia 8 de fevereiro será o 100th dia de aula deste ano letivo (lembra que o ano aqui começa em setembro?). A professora da Luisa programou uma comemoração interessante pedindo que as crianças levem uma coleção de 100 coisas que elas gostam. A paixão da Luisa são pedrinhas coloridas, mas achei que ficaria meio complicado e pesado encontrar e carregar 100 pedrinhas para a escola. Eu dei algumas opções para a Luisa e ela adorou a idéia de levar botões coliridos. Eu já tenho uma boa quantidade e agora preciso comprar mais alguns para montar a coleção dela. Este programa é legal porque ela vai contar os botões, separa-los em cores, formas, tamanhos e vai exercitar varias coisas, mas é claro que eu vou ter que ficar junto, rs.

Em março nós teremos o Multicultural Fanily Night: todo ano fazemos esta festa e cada família leva um prato típico do seu país de origem. Eu estou pensando em levar coxinha e pão de queijo. Para beber, um suco de maracuja ou cajú da maguary, rs. E eu encontrar um maracuja em fruta, talvez eu faça uma mousse para sobremesa.

O Eduardo também vai participar de um French Speaking Competition. Eles precisam montar um texto em francês e vão eleger um representante da escola para competir pelo Board, algo assim. Pelo menos este está sendo feito na escola, rs, mas é claro que sempre sobra algum trabalhinho de pesquisa para os pais. E assim vou aprendendo um pouquinho de francês também.

E as meninas vão ter um passeio nas proximas semanas mas ainda não recebi as cartinhas explicando!!!

O que eu tenho percebido é que a diretora da escola gosta de movimento e esta sempre inventando coisas e convidando alguem para fazer palestras para os alunos e/ou pais, artistas, escritores para conversar com as crianças, varios tipos de campeonatos e esportes que a escola não participava antes e os pais tendo que correr atrás para acompanhar o pique dela!

O triste é aguentar as lamentações:

- Mamãe, o grade 5 faz um monte de coisas e nós, do grade 4, não fazemos quase nada! (Eduardo)

- Mamãe, o Eduardo faz um monte de coisas e eu só fico na classe estudando! (Helena)



Jan 29, 2013

Dia de neve

 Hoje de manha quando acordei e vi tudo branquinho, confesso que fiquei meio desanimada. Já eram 7:15 da manhã e eu ainda tinha muitas coisas para fazer até as 8:15, quando eles saem para ir para a escola. E em dia de neve, tudo fica mais demorado: mais roupas, mais tempo limpando a garagem e o carro, mais trânsito, mais distração para as crianças.

E para completar o dia, meu carro estava com o pedal do freio de "mão" quebrado e o Sergio ficou aqui para leva-lo ao conserto bem cedo antes de ir para Sarnia. Nós dois saímos para limpar lá fora e eu com o alarme do celular pronto para tocar as 7:30.

Depois de vários dias com temperaturas inferiores a -15 e sensação térmica bem mais baixa, foi um alívio ver que estávamos com -3 e a neve já estava ameaçando derreter. Eu particularmente adoro quando isso acontece: neva bastante e depois a temperatura sobre. Alem de ficar mais agradavel para ficar lá fora tirando neve ou brincando, também fica possivel fazer os tão sonhados bonecos de neve.

A neve fica tão molhada que basta vc fazer uma bolinha de neve e ir rolando na neve (a bolinha, não vc) para ela ir crescendo e formando bolas enormes. A parte mais difícil é pegar aquelas bolas pesadas para colocar uma em cima da outra.

Quando olhei lá fora e vi tudo branquinho as 7:15, eu realmente achei que meu dia seria daqueles em que tudo dá errado, mas não foi! Cheguei na escola no horário, o Sergio conseguiu consertar o carro antes do almoço, almoçou comigo e só depois foi pra Sarnia, quando as estradas já estavam mais limpas e segura. Eu ainda brinquei bastante com as crianças e o cachorro lá fora, fiz lição com a Helena e o Sergio chegou são e salvo e trabalhou até mais tarde, rs.

Nosso "monstro" da neve já está meio capenga, agora que estamos com 3 graus positivos e as crianças exaustas de carregar neve de um lado para o outro.

Jan 27, 2013

Matemática para os pais

A editora do livro de matematica que as crianças usam, disponibiliza um site com exercícios de cada assunto que o livro trata para os pais darem uma estudadinha antes de ajudar os filhos na lição de casa ;)

As vezes ele tb é util quando A PESSOA, esquece o livro na escola 1 dia antes da prova :(


Nelson Education

Jan 20, 2013

Domingo no quarto

Hoje foi dia de montar móveis por aqui. Aliás, uma das coisas que mais fizemos aqui no Canadá foi montar moveis. De uma maneira geral, as lojas mandam os móveis encaixotados e a montagem não esta inclusa na compra: nem a entrega.

Depois de pagar em torno de $60.00 para entregarem nossos moveis, nós optamos por montar os moveis sozinhos e economizar o dinheiro. Mas foi tão facil e prático, que agora a gente acha um desperdício pagar tão caro para alguem fazer este seviço.

Um dos pedidos da Helena para este aniversário foi uma cama nova: ela queria uma cama de adulto já que completou 7 anos. Apesar de ainda caberem muito bem nas mini-camas que elas tinham, nós achamos que já estava na hora de troca-las.

O Sergio passou a manhã montando uma das camas com a ajuda das crianças e após o almoço, eu e ele montamos a outra. O quarto ficou com outra cara e nós dois com cara de cansados.

As meninas estavam animadíssimas e não viam a hora de irem se deitar. Agora o quarto está bem menor, mas tb mais aconchegante. Aos poucos aqueles quartinhos de criançinha estão se transformando em quarto de menino e meninas grandes.

PS: estamos doando as camas com os colchoezinhos, rs.

Jan 19, 2013

Ozzy Osbourne

Quando o Sergio comprou a auto-biografia do Ozzy Osbourne, eu achei um tanto estranho. Mas ele pagou 2 ou 3 dolares no Goodwill e adora ler biografias.

Mas quando ele começou ler o livro, eu percebi que era uma biografia diferente. Toda semana ele chegava contando as histórias do Ozzy e comentando o livro. Até que ele terminou o livro e trouxe para Toronto dizendo que eu precisava le-lo.

Não é que eu não goste do Ozzy, mas é que eu nao gosto muito de biografia e eu estou super curiosa para ler os 10 livros que eu comprei em um sebo super legal que achamos aqui em Toronto (O sebo da multa do hidrante)...

Mas resolvi dar uma chance e estou amando. Estou me tornando fan do Black Sabbath!

É claro que não é exatamente um livro para ser lido em família: cada página tem pelo menos 5 palavrões, mas é uma história interessante.



Jan 16, 2013

Multa de trânsito

E pela primeira vez aqui no Canadá, nós fomos multados no trânsito. O mais triste não foi pagar a multa: $100.00 merecidíssimos. O mais triste foi pela distração!

Estávamos procurando uma livraria no centro e vimos que dava para estacionar em uma rua lateral. Olhamos a placa mil vezes, conferimos o horário em que era permitido estacionar ali, o Sergio ainda foi conferir se dava para entrar carro na garagem, enfim, tomamos todos os cuidados...

...só nos esquecemos de olhar o hidrante. E não foi aquele erro de cálculo em que vc acha que está a uma distância boa e na verdade está mais perto do que parece: nós paramos exatamente em frente ao hidrante!!!

Quando o Sergio foi até o carro levar algumas sacolas, viu o papelzinho amarelo enfeitando o vidro da frente!!! A raiva foi tão grande que assim que chegamos em casa, já pagamos a multa.

E justo o Sergio, que é tão cuidadoso com estas regras todas!

Jan 15, 2013

Facebook

Eu sempre tenho um monte de historinhas, coisas do dia a dia que eu tenho vontade de contar mas que não são suficientes para escrever um post. E outras vezes eu acabo me distraindo com o Facebook e não tendo tempo de vir aqui postar.

Já faz tempo que eu descobri que o blog e o Facebook são duas ferramentas que eu adoro mas que são voltadas para coisas diferentes.

O meu Facebook é mais fechado, eu tenho poucos amigos e praticamente todos eu conheço de longa data. Não costumo adicionar amigos virtuais, com raras exceções e estou sempre excluindo gente de lá. Eu coloco fotos das crianças, da minha casa, solto informações bem pessoais e intimas que muitas vezes não dá pra publicar no blog. Por isso mesmo eu não gosto de adicionar ao meu FB pessoas que eu não conheça bem.

O blog é muito mais aberto e apesar de me expor bastante (quase publico o número do meu RG, como diz o marido de uma amiga) eu sempre acabo sensurando algumas idéias e opiniões que no Facebook eu publico.

Na verdade é uma grande crise porque apesar de não ter problema com a exposição, eu preciso de uma certa privacidade. Mas o blog acaba não ficando completo porque muitas coisas só rolam no Facebook, por ser mais rápido e ter resposta praticamente instantanea.


No blog tudo é mais lento, até escrever um post.

Então eu resolvi de alguma forma tentar juntar as duas coisas. Continuar escrevendo no blog e fazendo meus posts e abrir uma página no Facebook para as coisas do blog. Lá eu vou colocar coisinhas do dia a dia, informações... fazer um teste para ver se consigo juntar os dois.

Ainda estou começando a fazer alguma coisa. O endereço é este aqui: https://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn#!/groups/tudoaomesmotempo/

Vamos ver no que vai dar isso!

Jan 14, 2013

E a professora da Luisa...

Só agora eu me dei conta de que não contei o que virou minha conversa com a diretora sobre a professora da Luisa, que eu comentei aqui.

Consegui marcar um horário com a diretora no dia seguinte, exatamente depois das reuniões que eu tinha com as professoras do Eduardo e da Helena. Para piorar a situção da Luisa, eu tive que ir com todo mundo para as reuniões e as professoras dos dois mais velhos foram só elogios para eles. Eu senti que a Luisa estava bem chateada de ver os irmãos tendo a reunião que ela tinha imaginado para si.

Quando cheguei na sala da diretora o sangue já estava fervendo, o que foi bom, porque meu inglês ficou afiadíssimo e eu nem precisava pensar para encontrar as palavras. É engraçado como a adrenalina me ajuda na hora de falar inglês!

Eu contei para a diretora sobre a reunião e a maneira negativa que a professora conduziu aquele encontro. Falei que não tive a oportunidade de ver nenhum dos trabalhos realizados pela Luisa porque a professora só focou a reunião nas coisas "erradas" que a Luisa tinha feito. E de uma história eu fui emendando outra e acabei contando também que a Luisa não foi avaliada no ano anterior e que só entrou no club 22 em junho, apesar de já estar lendo as sight words desde março. Também disse que eu tentei conversar com a professora 4 vezes somente de setembro até novembro mas que de alguma forma nós não estávamos conseguindo nos comunicar e que eu precisava de uma ajuda externa porque a Luisa estava sofrendo muito.

E contei de todos os problemas que eu estava tendo com a Luisa: ela acordava super animada para ir para a escola, mas quando chegava na porta não queria entrar, ela reclamava que não tinha amigos (depois eu descobri que todas as amigas delas foram para a outra classe e ela ficou sozinha com crianças novas ou com quem ela não tinha amizade). Enfim, falei pelos cotovelos!

O que me animou muito foi que a diretora ficou bastante surpresa com meu relato e, ao contrário do que eu esperava, ela não ficou defendendo a professora. Ela me pareceu bem desapontada com o que a professora estava fazendo, a começar pelo fato de fazer críticas à Luisa na frente dela. A diretora disse que ela tinha que ter pedido para a Luisa se retirar, se tinha reclamações a fazer.

Eu tb deixei bem claro que não estava querendo elogios e paparicações, mas a maneira de conduzir estes problemas estava errada na minha opinião. A diretora concordou comigo e disse que com muito "tato" ia conversar com a professora.

Conhecendo a diretora e o seu "tato", eu saí daquela reunião bem mais aliviada e ao mesmo tempo fiquei com pena da professora: sabe aquela pessoa que chega dando voadora e depois pergunta se estava tudo bem?

Na segunda-feira a professora não conseguia sequer olhar para minha cara. Quando a Luisa saiu para ir embora, ela deu tchau para a Luisa, sorriu para mim, mas os olhos permaneceram no chão. Alí eu percebi que a diretora já tinha conversado com ela. Só que a semana passou e ninguem veio me dar uma posição a respeito do que estava sendo feito para resolver os problemas. Minha filha estava chorando para entrar na escola, estava reclamando que se sentia sozinha, que a professora não gostava dela e apesar de saber que as duas haviam conversado, ficou tudo por isso mesmo.

Na sexta-feira eu fui bater na sala da diretora novamente: queria saber quais foram as providências tomadas. Falei com ela e me arrependi imediatamente. A diretora me olhou com os olhos irados e perguntou bem séria:

- A Mrs. fulana não marcou um horario para falar com vc? Pois se ela não marcar um horário até sexta feira da semana que vem, venha aqui que eu vou resolver isso!

Fui pra casa chateada: a diretora ia ter mais uma conversa com a professora!

Por coincidência, no dia seguinte eu me atrasei para buscar a Luisa e quando cheguei as duas estavam dentro da sala pintando. Eu entrei, pedi desculpas, chamei a Luisa, mas a professora levantou e eu pensei que ela ia voar no meu percoço. O cabelo dela estava meio esvoaçante e a cara estava diferente... com raiva, vermelha... juro que fiquei com medo e vontade de rir ao mesmo tempo. Ela pegou um banquinho, colocou ao lado do dela e disse:

- Vamos aproveitar para conversar!

Então ela me explicou que esta fazendo um trabalho de reforso positivo com a Luisa e me mostrou varias coisas em que eles estao trabalhando, bla bla bla e de repente, ela soltou:

- E eu gostaria que as coisas fossem discutidas entre nós, sem colocar a diretora no meio.

Com muita educação, mas muita firmeza, eu expliquei a ela que estava tentando conversar com ela desde setembro, quando as aulas começaram. Disse que na verdade desde o ano anterior quando por algum motivo ela não deixava a Luisa entrar no club 22. Disse que ela não me ouvia e que sempre, acabava jogando a culpa em mim e fazendo com que eu me sentisse culpada por tudo o que acontecia na escola. E que apesar das reclamaçoes constantes dela, a Luisa estava se desenvolvendo, aprendendo e me contando varias coisas que ela realizava na escola, mas tb me disse repetidas vezes que a professora não gostava dela e não acreditava nela.

Comentei que a reunião que tivemos na semana anterior foi terrivel e que ela só mostrou coisas negativas da Luisa e o pior, na frente da Luisa. Que nós saímos da reunião e a Luisa estava arrasada e que tudo foi muito negativo. Ela tentou argumentar que fez elogios também e eu disse:

-Desculpe, mas "sometimes" (as vezes) ou "with reminders" (sendo lembrada) não é positivo.

E neste momento meu coração de manteiga amoleceu porque os olhos dela se encheram de lágrimas e ela não conseguiu argumentar. Apesar de não ter pedido desculpas, ela disse que quer o melhor para todos os alunos dela, que não quis magoar a Luisa nem me fazer sentir culpada, bla bla bla e eu fiquei morrendo de pena... Terminei aquela conversa dizendo que nós tinhamos que trabalhar juntas e que eu estava sempre à disposição para ajudar no que fosse preciso e que continuaria apoiando o trabalho dela.

Desde aquela conversa nossa relação que nunca foi das melhores se tornou neutra. Tudo na maior educação e polidez possivel. Ela agora sempre me fala o que estao fazendo, como a Luisa esta se desenvolvendo, mas existe uma parede de concreto entre a gente. Ao mesmo tempo a Luisa me conta que leu um livro para a diretora, que fez não sei o que na sala da diretora...

De minha parte, eu procuro não falar mal da professora na frente dela, continuo ajudando-a em casa e estou tentando aproxima-la dos outros coleguinhas da classe. As vezes as coisas parecem bem, as vezes a Luisa sai da escola triste, diz que sentiu saudades de mim ou diz que não gosta da professora.

O que nos espera pelos proximos 6 meses eu não sei, mas pelo menos no final de junho a Luisa e eu nos livraremos definitivamente desta professora e ela da minha família. Até lá, fico atenta a tudo, converso bastante com minha filha e presto muita atençao ao que ela me fala.

Jan 10, 2013

Cordão umbilical virtual

Cortar o cordão umbilical na maternidade é facil; pega a tesoura e pronto. Mas quando chega a hora de cortar este cordão umbilical virtual que liga os nossos filhos a nós... a coisa complica muito. Não tem tesoura real ou virtual que resolva.

O Eduardo acabou de completar 9 anos e eu me dei conta de que a Luisa tem a idade que ele tinha quando chegamos ao Canada, ou seja, ela não é mais um bebezinho... os três já estão podendo andar com as próprias pernas e eu não posso negar que a cada dia eles precisam menos de mim.

Hoje eu estava tomando banho e o Eduardo foi perguntar se podia preparar morango com açucar para as meninas. Ele mesmo lavou os morangos, tirou as folhinhas e colocou açucar. Da mesma forma eles já sabem servir o suco, colocar a comida no prato e até esquentar no microondas. E o que não fazem é muito mais porque eu não deixo do que por falta de habilidade ou vontade de aprender.

A cada dia eles querem mais independência e mesmo sem querer, eu fico inventando maneiras de prende-los a mim. São coisas totalmente involuntárias que eu acabo fazendo para não deixa-los ir e minha luta diária não é para eles não irem: é para eu não tentar segurá-los.

Já faz mais ou menos 1 ano e meio que o Eduardo está vindo comer em casa na hora do almoço. E agora que a Helena está na primeira série, ela tb fica periodo integral na escola e vem almoçar em casa. Este "home for lunch", como é chamado aqui, me deixa maluca e na maior correria. Eu deixo todo mundo na escola de manhã, volto para casa e começo preparar o almoço. As 11:05 eu tenho que pegar a Luisa e as 11:35 o Eduardo e a Helena para almoçarem em casa. São 30 minutos perdidos porque não vale a pena vir para casa e já ter que voltar, então eu fico lá na frente da escola esperando:  e a Luísa tem que esperar comigo.

Tem dias que é legal, ficam outras crianças brincando e eu fico conversando com os pais. Mas tem dias que todo mundo vai embora e a gente fica essa meia hora no carro, sem ter muito o que fazer. Quando eles saem temos que vir correndo para casa porque as 12:30 eles têm que estar de volta. De fato, eu fico das 11:05 até as 12:30 só em funçao de pegar criança na escola e dar almoço. E a Luisa, coitada, esperando junto comigo ou indo de lá pra cá o tempo todo.

E quando penso friamente na necessidade de traze-los para almoçar em casa, eu percebo que para eles não faz diferença. Tem dias que eles comem super bem, tem dias que não comem nada. Mas demorou para eu aceitar que na verdade quem precisava deles em casa, era eu. Quem precisava almoçar junto, era eu. Quem sentia saudades e vontade de saber o que estava acontecendo, era eu.

E no fundo, eles estavam perdendo muitas coisas: perdiam um preciso tempo para brincar na escola, perdiam a convivencia com os amigos, perdiam a chance de aprender a se virar sozinhos, organizarem o tempo das coisas...

No final de 2012 eu finalmente fiz como resolução de ano novo "lunch at school" ( almoço na escola) Conversei com o Edu e a Helena e combinei que a partir do dia 7 de janeiro eles iriam passar a almoçar na escola e que só eventualmente eu os traria para casa.

Eu não perguntei o que eles queriam, eu avisei o que aconteceria. O que eu percebi foi um certo alívio da parte deles de não ter que me "magoar" dizendo que preferiam comer na escola. Os dois aceitaram essa história sem nenhuma reclamação.

Por enquanto, estou mantendo minha resolução sem criar desculpas para nada. Eles têm comido pouco na escola e chegado em casa famintos, mas se não comem e passam fome à tarde é uma escolha deles e eles precisam aprender a gerir isso.

Eu ainda morro de saudades dos nossos almoços animados, mas estou compensando esta falta com um lanchinho bem caprichado no final da tarde. Aos poucos eu estou aprendendo a cortar este cordão umbilical.

Jan 9, 2013

Lareira

Aqui no Canadá é muito comum ter lareira nas casas. Na minha casa por exemplo tem (ou teria) 2. Uma na sala e outra no basement. Entretanto a do basement foi fechada por algum antigo morador e se transformou em uma estante com prateleiras, rs. Já a da sala mantem a estrutura para ser usada com lenha.

Digo isso porque muitas casas têm lareira elétrica e a gás. Tenho que admitir que é bem mais facil gerir estas lareiras modernas, mas por enquanto eu vou ficar queimando lenha, porque simplesmente adoro.

Um dos problemas de queimar a madeira é que de vez em quando eu chego em casa e sinto um cheirinho de queimado no ar; sem contar o trabalho para tirar as cinzas que vão se acumulando. Outro problema que eventualmente acontece é a fumaça invadir a casa. Eu já pesquisei sobre o assunto e vi algumas pessoas dizendo que quando está ventando muito, por algum motivo a fumaça volta.

O fogo também precisa de uma ajudinha de vez em quando: alem de colocar mais madeira, é preciso "reavivar" as chamas eventualmente para não apagar o fogo completamente.

Como vcs estão vendo: é meio trabalhoso e quando acendo a lareira preciso me dedicar a ela para se manter acesa. O Sergio não tem a menor paciência e nem chega perto. O máximo que ele faz é comprar lenha. Mas eu me divirto demais e as crianças tb adoram, principalmente quando eu deixo eles ficarem jogando papelzinho no fogo!!!

Normalmente no outono, andando pela cidade, vc pode ver empresas podando ou cortando árvores e galhos. Muitos deles cortam a madeira em pedaços pequenos e colocam tudo empilhadinho na beirada da calçada: quem passar primeiro, pega.

Eu já vi varias vezes, mas nunca pude parar na hora para pegar e quando voltei para ver, já tinham sido levadas. Uma vez eu vi um casal bem velhinho levando a madeira para o carro. Eles encheram o porta-malas e eu fiquei morrendo de vontade de pedir uns pedaços para mim, rs...

O governo de Ontário está com planos de proibir o uso de lenha nas lareiras. Infelizmente o número de acidentes é grande e até o seguro da casa fica mais caro quando vc declara que acende a lareira com lenha.

Vai ser uma pena se proibirem!

Escravos de Jó


Quando vcs eram pequenos nós fazíamos muito esta brincadeira, mas já faz tempo que não fazemos mais. Mas parece que a memória daquela época se manteve e vcs resolveram recomeçar com algumas alterações.

Hoje a Helena veio toda feliz me contar que já tinha comido tudo. A Helena, comendo tudo e rápido é pra se desconfiar. Alguma coisa não estava correta. Quando olhei para a mesa, vi a Luisa com cara de culpada destrocando os pratos.

Sim a Luisa comeu a comida das duas!!!

Se a moda pegar!!!

Jan 7, 2013

Nosso seguro

Ter seguro da casa aqui no Canadá* é muito comum, isto porque quando vc faz o seguro do carro (que é obrigatório) as seguradoras sempre oferecem o da casa junto e pasmem: ficam mais barato os dois do que só o do carro.

Todo ano, na época de renovar o seguro a gente começa fazer as pesquisas nas diferentes empresas seguradoras, mas nos últimos 2 anos o TD foi quem apresentou os melhores preços.

Quando minha casa pegou fogo, a última coisa que passou pela minha cabeça foi chamar a companhia de seguro: eu pensei nos bombeiros, em empresa de limpeza, pensei na minha mãe... mas seguro!!!!????

Por sorte, minha vizinha pensou em tudo e assim que a fumaça se dissipou, ela fotografou tudo: cada cantinho da minha cozinha. No dia seguinte o Sergio ligou para o TD e marcamos um horário com um representante deles.

Este rapaz do TD veio junto com um contractor (dono de uma empresa de limpeza e reforma). O contractor nos ofereceu um serviço de limpeza da casa que seria coberto pelo seguro, mas eu poderia não aceita-lo e procurar um outro contractor qualquer. O problema é que o TD teria que aprovar os preços e o trabalho do meu contractor e eu achei mais facil pegar aquele mesmo.

O rapaz do TD fotografou tudo novamente e o contractor... fotografou tudo de novo. No dia seguinte veio a empresa de limpeza, com 3 funcionários que limparam minha casa do chão ao teto: todos os armários, todas as gavetas, todos os móveis, paredes... tudo. e fotografaram cada etapa do processo, rs.

Na cozinha eles descartaram todos os alimentos que estavam abertos: arroz, feijao, açucar, cereal, paes, frutas, tudo tudo tudo e também jogaram fora os eletrodomésticos pequenos como torradeira, panela de arroz, cortador de legumes, liquidificador... e fotografaram tudo.

Levaram 3 dias para limpar tudo em toda a casa. Depois veio uma outra empresa limpar os ductos de ar da casa inteira.

Quando acabou a parte da limpeza, o seguro nos mandou um orçamento feito pela empresa de limpeza para pintar as paredes danificadas (cozinha, jantar, sala, corredores) e consertar as portas do meu armário. Eles nos deram duas opções: o contractor faria tudo e eu nao precisaria me preocupar com nada ou eles me dariam o valor que o contractor ia cobrar em dinheiro. Resolvemos pegar o dinheiro porque com o valor orçado deu pra pintar, reformar as portas e ainda vai sobrar algum dinheiro.

Também mandamos uma lista com todos os itens que foram jogados fora (o pessoal da limpeza listou tudo que foi descartado e nós calculamos o valor de cada item) e o valor total.

Foi preciso dar uma cobradinha básica via e-mail, mas o importante é que tudo foi reembolsado: o fogão e microondas, os reparos da casa e tudo o que foi descartado. Agora estamos apenas esperando a renovação do seguro para saber em quantos meses eles vão querer este dinheiro de volta, rs porque que eles vão cobrar de alguma forma, nós já sabemos.

* eu imagino que seja igual no Canadá inteiro, mas pelo menos em Ontario funciona assim.

Jan 4, 2013

Favor não se paga: ou se paga???

Minha vizinha tem um filho da idade do Eduardo. Ele sempre vem aqui, passa o dia, almoça de vez em quando, janta as vezes e eu sempre faço um bolo de chocolate porque ele adora e a mãe só faz de baunilha (ele sempre diz isso).

Pouco antes do natal minha vizinha veio se despedir e desejar boas festas e me perguntou se na primeira semana de janeiro eu poderia cuidar do menino porque as crianças não têm aulas nesta semana e ela nao tinha com quem deixa-lo para ir trabalhar. Alem disso, o filho mais velho que poderia cuidar do irmão (tb nao tem aula na faculdade esta semana) foi chamado para um emprego de "ferias" e não queria perder a oportunidade.

Eu disse sim, com certeza, porque sei da correria dela e o menino sempre vem aqui, brinca super bem com minhas crianças e todos gostamos muito dele. O problema é que ela quer porque quer me pagar e estamos na maior briga, rs.

Ela acha que como está indo trabalhar, não é justo eu ficar com o menino  sem ganhar nada. Eu acho que favor é favor: ela tem a rotina dela já bem organizada, mas neste momento ela teve um problema e não encontrou ninguem para cuidar do menino. É uma exceção, não acho justo cobrar pela ajuda.

E ela é super consciente em relação a ele: está sempre com peso na consciência porque quando ele vem aqui, não quer ir embora e adora o meu arroz e meus bolos, rs rs rs

Se fosse uma daquelas mães que mandam as crianças para a casa dos outros pra ficar relaxando, eu até poderia pensar em um preço, mas eu sei que ela não é assim  e que antes de me pedir procurou bastante por uma alternativa, rs.

Agora, será que estou sendo radical e deveria mesmo aceitar um pagamento?

Jan 3, 2013

Quando em Roma

Se há uma coisa que meus pais me ensinaram foi como se comportar na casa dos outros. Acho que eu até exagero e acabo deixando o dono da casa meio constrangido porque fico meio engessada, mesmo na casa do meu amigo mais intimo.

E quando estamos falando de outro país, outra cultura e muitos povos diferentes vivendo no mesmo lugar, estas regrinhas são ainda mais importantes e eu procuro obedece-las ao máximo e ensinar minhas crianças a fazerem o mesmo.

Desde que chegamos no Canadá nós pegamos o costume de tirar os sapatos para ficar dentro de casa. Alem de manter a casa mais limpa, nós tb queríamos que as crianças tivessem este habito para não fazerem feio na casa dos outros. Os canadenses têm este costume e eu sempre ficava imaginando meus três porquinhos entrando na casa da vizinha com suas botonas cheias de lama e gelo...

Eu tb acho errado quando chega um brasileiro para visitar o Canadá e as pessoas não avisam deste costume. Fui na casa de uns amigos e tinha uma brasileira sentada no sofá com sua botinha no pé. Ela ficou super constrangida quando viu a minha família inteira tirando os sapatos na porta. Acho que é nosso dever avisar para que as pessoas não saim cometendo gafes por aí.

Então eu recebi uma visita aqui em casa por alguns dias. Sabe a namorada-do-neto-da-amiga-da-vizinha-da-sua-mãe???? Aquela pessoa super próxima, que vc tinha visto uma vez na vida e falado bom dia (talvez?)? Então, ela veio conhecer o Canadá e eu acabei aceitando recebe-la aqui em casa.

Foi uma experiência ótima, inesquecível e que não vai se repetir mais!

Assim que ela chegou nós mostramos onde ela iria dormir, demos toda liberdade para a moça e avisamos que a gente tira os sapatos dentro de casa por causa da neve, da chuva, bla bla bla...

A fulana não só andava de sapato pela minha casa, como o sapato estava sempre molhado (choveu muito) e tinha salto. Ela passou uma semana andando de salto alto pela casa. Aliás, ela não trouxe um chinelinho, um sapatinho que nao fosse social: só salto alto!

Seus horários tb eram de muita consideração: ela levantava as 8:30 para tomar café, depois descia para o basement e ficava dormindo até meio dia e depois do almoço ficava emburrada quando eu não podia leva-la nos lugares que ela queria ir. Aliás, ela ficava emburrada por qualquer coisa: varias vezes por dia.

E quando eu generosamente a levava a algum shopping ela fazia cara de nojo, como se estivesse vendo roupas das barracas de rua da 25 de março (roupa usada!). Mas eu sou paciente e continuei ciceroniando a moça pela cidade, levando aqui e ali nos horários em que eu podia.

Um dia ela pediu para ir buscar a Luisa na escola comigo. Eram 10:50 e a Luísa sai as 11:05. Eu falei:

- Fulana, eu tenho que sair.

E ela foi para o basement retocar a chapinha. Eu chamei de novo as 10:55 e ela continuou retocando a chapinha. Às 11:00 eu saí e fui voando para a escola: cheguei um pouco atrasada, tive que me desculpar com a professora... aquelas coisas... e depois ainda tive que aguentar a cara feia da fulana e sua chapinha perfeita! Nunca mais quis ir até a escola das crianças.

Felizmente, no último dia ela chutou o balde, mas como era último dia eu mantive a pose e engoli o desaforo. Estávamos indo em algum lugar que ela queria conhecer. Ela olhando o notebook no carro (sem internet) começa cantarolar:

- Eu quero iiiiiir embora, eu quero daaaaar o foraaaaaa...

Cantava só este trecho e em seguida repetia o mesmo trecho: varias vezes e fingindo que estava lendo algo no note.

Conclusão: além de ter estragado minha semana, ainda me faz lembrar dela quando ouço esta música que eu gostava tanto!

Somos de carne e osso sim!


Este final de ano nós resolvemos inovar. O papai estava com vontade de comer uma carne diferente e nós compramos carneiro. Eu nunca tinha comido e achei que seria legal experimentar uma coisa diferente.

Temperei, assei, fiz com o maior carinho, mas de verdade eu detestei e as meninas também. Só o papai e o Edu conseguiram comer aquele negocio. Por coincidência nós tinhamos ido ao cinema assistir um filme de animação e no filme um lobsomem comia alguns carneiros que estavam no caminho e foi uma boa forma de exemplificar o que estávamos comendo na noite de ano novo.

Alguns dias depois estávamos falando dos bichinhos que poderíamos comer. Cada um ia falando dos animais que conheciam e a gente ia comentando se dava ou não para fazer um bom assado com ele, rs.

A Luisa foi ouvindo aquela conversa e pensando, pensando, pensando... até que soltou:

- Mamãe, nós somos meat também?

Pois é, querida, nós também somos carne e precisamos muito da carne de outros animais para formar a carne do nosso proprio corpo.

O triste é que ela já nao é chegada em proteina animal, com esta consciencia de que somos "carne" também eu estou com medo de ter uma vegetariana chata na familia!

Ideia de Jirico é pouco


Esta semana a Luisa e a Helena conseguiram superar todas as ideias idiotas que vcs já tiveram durante a vida inteira de vcs até agora. Eu espero sinceramente que esta seja a mais idiota de todas pelo resto da vida de vcs.

A idéia foi fazer o Eduardo deitar no xixi!

Tudo bem que o Eduardo não é lá muito legal com vcs. Ele sempre acaba enrolando vcs duas para brincarem das coisas que ele gosta e nunca quer brincar de "coisas de menina". Ele tambem adora usar a vantagem de ser mais forte que vcs duas, então as brigas são bem desiguais.

Mas querer que ele se deite no xixi, foi no mínimo grotesco!

Para realizar o plano, vcs duas simplesmente fizeram xixi nas almofadas que eu uso sobre o sofá da sala. Graças a deus, elas estavam no basement, então a nojeira foi feita lá, mas de qualqur forma!!

O plano todo foi descoberto quando vc, Helena, chamou o Eduardo e já foi logo avisando:

- Eu fiz xixi no banheiro!!! Não fiz xixi na almofada!

Com este papo estranhíssimo, o Eduardo desconfiou que algo de errado estava acontecendo e foi verificar as almofas. Ele encontrou 3 almofadas totalmente molhadas de xixi e uma cadeira estofada onde uma das almofadas estava.

Quando ele me chamou e me contou o que estava acontecendo eu fiquei sem saber o que fazer. Minha vontade, eu confesso, foi de esfregar a cara das duas na almofada, tamanha foi minha raiva. Depois eu achei que seria justo colocar as almofadas na cama de vcs e fazer as duas dormirem com elas no lugar dos travesseiros.

E por fim, eu peguei os brinquedos que vcs estavam brincando naquele momento e joguei no lixo (joguei de verdade dentro da bin preta). E expliquei minha ação dizendo que não era justo vcs terem estragado uma coisa de que eu gostava tanto e que portanto vcs tb perderiam algo que gostassem.

No fundo eu sei que esta não era a melhor punição, mas eu estava muito brava e muito chateada. Passei o resto da tarde mal, triste, me perguntando o que eu estava fazendo de errado para vcs teram uma ideia boba destas, rs.

Jan 2, 2013

Visita dos meus pais

Foi tanta correria que nem me lembrei tive tempo de contar que eles finalmente vieram. Foi maravilhoso ter meu pai e minha mãe aqui em Toronto na época mais linda: o outono! É bem verdade que choveu pra caramba este ano, mas pelo menos não estava muito frio (5 graus em média).

Minha vizinha querida emprestou um casaco para minha mãe, mas os casacos que ela trouxe não fizeram feio.

Muitas coisas aconteceram e foi emocionante mostrar a minha nova vida para eles, ao vivo, em cores e com muitas folhas para recolher no quintal. Eu até brinquei que meus vizinhos iam chamar a policia porque eu estava fazendo exporação de trabalho de idosos. Parece que eles gostaram da brincadeira de pegar folhas no quintal ou ficaram com pena de mim porque sabiam que eu ia ter que recolhe-las.

Acho que o que mais impressionou minha mãe foi a minha correria: é claro que com eles aqui eu tentava ficar o máximo de tempo possivel em casa e por isso estava sempre correndo pra cima e pra baixo com as crianças e tentando voltar logo para podermos conversar mais um pouquinho.

Passeamos um pouco, eles conheceram as principais atrações de Toronto, Niagara Falls, compras e claro, muito muito bate papo!

Uma coisa engraçada que acontecia era o medo dos dois se perderem e não conseguirem pedir ajuda. Para tranquiliza-los eu dei um cartão com meus dados para cada um. Nas costas do cartão eu escrevi:

- I'm lost, please call my daughter! (Estou perdido, por favor ligue para minha filha).

Eles não se perderam nenhuma vez mas passearam bem mais tranquilos com este cartãozinho, rs.

Foi maravilhoso!

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!