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Favor não se paga: ou se paga???

Minha vizinha tem um filho da idade do Eduardo. Ele sempre vem aqui, passa o dia, almoça de vez em quando, janta as vezes e eu sempre faço um bolo de chocolate porque ele adora e a mãe só faz de baunilha (ele sempre diz isso).

Pouco antes do natal minha vizinha veio se despedir e desejar boas festas e me perguntou se na primeira semana de janeiro eu poderia cuidar do menino porque as crianças não têm aulas nesta semana e ela nao tinha com quem deixa-lo para ir trabalhar. Alem disso, o filho mais velho que poderia cuidar do irmão (tb nao tem aula na faculdade esta semana) foi chamado para um emprego de "ferias" e não queria perder a oportunidade.

Eu disse sim, com certeza, porque sei da correria dela e o menino sempre vem aqui, brinca super bem com minhas crianças e todos gostamos muito dele. O problema é que ela quer porque quer me pagar e estamos na maior briga, rs.

Ela acha que como está indo trabalhar, não é justo eu ficar com o menino  sem ganhar nada. Eu acho que favor é favor: ela tem a rotina dela já bem organizada, mas neste momento ela teve um problema e não encontrou ninguem para cuidar do menino. É uma exceção, não acho justo cobrar pela ajuda.

E ela é super consciente em relação a ele: está sempre com peso na consciência porque quando ele vem aqui, não quer ir embora e adora o meu arroz e meus bolos, rs rs rs

Se fosse uma daquelas mães que mandam as crianças para a casa dos outros pra ficar relaxando, eu até poderia pensar em um preço, mas eu sei que ela não é assim  e que antes de me pedir procurou bastante por uma alternativa, rs.

Agora, será que estou sendo radical e deveria mesmo aceitar um pagamento?