Feb 28, 2013

Papanicolau a cada 3 anos em Ontario

O Ministério da Saúde de Ontário decidiu que o OHIP (cartão de saúde da província) vai cobrir 1 exame de papanicolau a cada 3 anos. Para nós brasileiras, é uma coisa bem assustadora a princípio porque culturalmente o Brasil é o país dos exames. Ir ao médico e sair sem um papelzinho de solicitação de exame causa um certo desconforto na maioria de nós.

Assim que li a notícia eu me assustei e fui procurar mais informações. Mas agora acho que está certo sim. Para um grande número de mulheres, fazer o pap test todo ano é desnecessário porque o risco é mínimo e aquelas mulheres que realmente têm risco de desenvolver este tipo de cancer, podem fazer o teste anualmente.

Pesquisando um pouco eu encontrei que:

- O Ministério da Saúde de Ontario indica que o pap test seja feito em mulheres com idade entre 21-70 anos, a cada 3 anos.
 
Em Alberta o pap test deve ser feito em mulheres sexualmente ativas com idades entre 21-69 anos. Ele deve ser feito anualmente por 3 anos e se todos os resultados forem negativos, eles passam a ser feitos a cada 5 anos.
 
-  Saskatchewan, segue o mesmo protocolo de Alberta.
 
- Em Quebec, o teste é recomendado a cada 2 ou 3 anos.
 
- França, Italia, Dinamarca, Noruega - a cada 3 anos.
 
- Finlandia e Holanda a cada 5 anos.
 
- Suiça e Reino Unido em cada 3 a 5 anos dependendo da faixa etária.
 
- National Cancer Institute (Agencia do governo americano) recomenda que as mulheres a partir dos 21 anos façam o pap test a cada 3 anos.

O que eu concluí, foi que o governo de Ontário foi um dos últimos a começar o screening a cada 3 anos (sempre atrasado!!!) e que não preciso me preocupar com isso.

Se você tem dúvidas quanto ao risco que corre, ninguem melhor do que o seu médico para te orientar. Se esta mudança significar economia de dinheiro público sem prejudicar a nossa saúde, porque lutar contra?

Feb 27, 2013

Progressão automática na escola

Aqui no Canadá, pelo menos em Ontário, nós temos a chamada progressão automática na escola. As crianças entram na escola de acordo com o ano em que nasceram e não repetem de ano, nem com reza brava!!!

Se por um lado isso parece muito negativo, por outro, eu entendo a idéia por trás deste processo e acho que está certa. Como não existe o medo de repetir de ano, as crianças aqui levam a escola com muita tranquilidade. É muito raro meus filhos irem para a escola com medo de uma prova ou uma chamada oral. Ir para a escola é uma brincadeira, uma diversão, um ambiente super descontraído onde vc encontra os amigos e faz atividades. Assim sendo, são raras as crianças que não gostam da escola, pelo menos no nosso circulo de amigos.

Mas, sempre existem aquelas crianças que não vão bem na escola por algum motivo: seja por falta de incentivo ou problemas em casa, seja por dificuldade de aprendizado, seja por estar aprendendo inglês. E nesta hora o sistema educacional canadense se mostra maravilhoso!!! As crianças com dificuldade têm varios tipos de ajuda para conseguir acompanhar e alcançar os amigos. E o melhor: sem perder a convivência com os colegas da turma;

Existem varios tipos de estratégias utilizadas pela escola para dar suporte aos alunos que de alguma forma não estão acompanhando. Na escola das crianças eles fazem varias coisas interessantes.

Quando o Eduardo ainda estava aprendendo inglês, ele tinha aulas de leitura em uma sala separada com mais dois alunos que têm dificuldade. A própria professora dava esta aula enquanto os outros alunos estavam em outra atividade com outro professor (aula de música, computação...).

Os alunos que têm dificuldade com matemática, têm a chance de rever alguns conceitos na série anterior. Como na matemática o conhecimento é acumulativo, não adianta a criança aprender equações se não sabe fazer conta. E eles fazem as coisas de um jeito, que as crianças vão revendo suas fraquezas sem perder a matéria nova que ele deveria estar aprendendo.

A parte triste é que muitas vezes, mesmo com o esforço da escola em ajudar as crianças, os métodos não funcionam porque o problema da criança está fora do alcance da escola. É triste vc ver uma criança saindo da trilha e seguindo um caminho nitidamente perigoso, mas as vezes, não podemos fazer nada.

O maravilhoso é que nenhuma criança é deixada para trás. Os alunos que não tem nenhum interesse e são "abandonados" pelos pais, recebem exatamente a mesma atenção que qualquer outro aluno da escola.

Ao contrário de outros países, aqui, só não sai do lugar, quem não quer.

Feb 26, 2013

Espelho, seu lindo, vc está me enganando!

Eu sou magra! Não muito magra hj em dia, mas fui aquela adolescente cheia de apelidos e piadinhas: pau de virar tripa, dois pauzinhos de bater tambor, magricela, esquelética, seca, nadadora, "de costa parece que está de lado e de lado parece que foi embora". Um bullying digno de cadeia e que me deixava super complexada.

Por muitos anos eu achei que ser magra era uma coisa horrível e o espelho era um grande inimigo: acho que por isso eu gostava tanto do espelho do banheiro, onde só dava pra ver do ombro pra cima.

Com 18 anos eu pesava 49 kilos, me lembro bem e descobri (diagnóstico errado) que eu tinha ovários policísticos e precisava tomar anticoncepcional. Em dois meses passei dos 49 para 54 e voltei no médico indignada: joguei a cartela fora, mas nunca mais consegui voltar para os 49 e me contentei com os 51. Mas em pouco tempo estes 51 kilos pareciam perfeitos para mim.

Muitos anos se passaram, até que um belo dia eu engravidei do Eduardo. Em cada gestação que eu tive, eu engordei em torno de 16 kilos, mas sou uma sortuda e em poucos meses eu praticamente voltava para o meu peso: não mais 51, mas 53.

Assumi os 53 kilos e estava super feliz com eles, até que cheguei ao Canadá. Aqui, por algum motivo os 53 pularam para 55-56 e não consigo diminuir esta marca. Na verdade, eu até já consegui algumas vezes, mas por pouquissimo tempo!

O que me chamou a atenção nisso tudo, foi que a cada mudança de peso, meu espelho me dizia que eu estava bem e que o novo peso não estava demasiado. Em pouco tempo eu acabo me acostumando com a nova imagem. Nesta brincadeira, desde que as crianças nasceram eu já ganhei 5 kilos fixos, dos quais eu não consigo me livrar mais e uns 3 ou 4 kilos que eu perco e encontro a todo momento. E o que me deixou preocupada, foi que com a idade (eu tenho 42) encontrar os kilos está cada vez mais facil, mas para perde-los de novo... quanto sacrificio.

Há duas semanas meu peso está fechado em 58 kilos e se a semana passada eu olhava no espelho e me achava um balão, esta semana eu me olho no espelho e acho que está bom. Eu me "adaptei" à imagem no espelho e tudo estaria muito bem, se eu não tivesse saído para comprar calças esta semana.

Em 4 anos de Canadá eu aumentei 2 números no tamanho das minhas roupas e confesso que me assustei bastante. E ainda que as pessoas olhem para mim e não consigam perceber a diferença, eu me assustei quando peguei nossas fotos de 4 anos atrás. Eu não estou gorda, mas estou engordando, aos poucos, de forma quase imperceptível, mas tenho certeza que meus amigos que não me vêm há 4 anos perceberiam a diferença, que pouco a pouco, eu não estou percebendo mais.

Ainda que eu olhe no espelho hoje e ache que 58 kilos estão me caindo bem, eu decidi que vou fechar nos 53-55. Meu espelho pode dizer o que quiser porque nele eu não confio mais.

Feb 20, 2013

Um lugar onde pobre também tem vez

As minhas filhas estão fazendo ginástica ritmica desde o ano passado. No horário anterior ao delas tem uma menininha super sorridente. A mãe desta menininha é uma jamaicana que eu posso dizer: esta é uma das pessoas mais simpáticas que já conheci na vida! Ela conversa com todo mundo, está sempre rodeada de pessoas e cumprimentando todo mundo que passa.

Ainda que a aula da filha dela termine quando a aula das meninas começa, ela fica uns 20 minutos conversando comigo toda semana e aos poucos eu fui aprendendo algumas coisas.

Só para explicar: existem varios tipos de esportes aqui e varias oportunidades.

As prefeituras de uma maneira geral sempre têm Centros Comunitários com varias atividades gratuitas ou subsidiadas. A Prefeitura de Toronto tem o Toronto Fun, onde vc se registra pela internet em um grande número de atividades esportivas e artisticas para todas as idades. Grande parte destes esportes têm preços bem acessiveis, mas se ainda assim for muito caro para vc, eles têm a chamada Welcome Policy. Basta vc mandar um formulário com suas infomações para a Prefeitura e vc pode fazer um determinado número de esportes e atividades por período sem pagar nada (cada período acontece em uma estaçao do ano, rs).

Em paralelo existem os esportes que eu chamo de privados. São escolas de danças ou centros esportivos onde as crianças podem praticar esportes (pra aprender, brincar ou competir). Normalmente estes esportes são um pouco mais caros e sem o subsidio da prefeitura.

Conversando com esta minha amiga jamaicana, eu acabei descobrindo que existe uma espécie de Welcome Policy para estas escolas particulares também. Eu não sei como funciona porque acho chato ficar perguntando e tb não fui pesquisar, mas a menina dela, alem da ginástica ritmica, faz também ginástica artística, balet e natação. Os meninos fazem natação, futebol e um outro esporte.

As vezes me parece até injusto porque eu não tenho condições de colocar as minhas crianças em tantas atividades assim e não tenho coragem de pegar dinheiro do governo, mas fico feliz por estas crianças e todas as oportunidades que estão tendo.

Hoje eu estava comentando com ela que mudei minhas crianças para outra escola de natação e que estou muito mais feliz agora. O único problema é a distância. Ele me olhou toda sorridente e disse:

- Mari, não existe nada longe. O que importa é ver os nossos filhos felizes.

E ela tem razão: todo sábado nós saímos de Etobicoke para levar nossos filhos para fazerem natação em Mississauga! Eles estão adorando a nova escola, nós também e em 4 aulas o Eduardo evoluiu de maneira absurda. Realmente não existe nada longe!

PS: Quando ela apareceu, eu estava lendo uma revista de peguei na biblioteca com as programações das bibliotecas de Toronto para este período. Ela logo quis saber o que era aquilo e já ficou toda interessada. Nada passa batido perto daquela pessoa sorridente! Sorte dos 3 filhos dela!

Feb 19, 2013

E vc Mari, colocaria na escola particular?

Respondendo a minha perguntinha do post anterior: Se você tivesse muito dinheiro, mas as escolas públicas da sua cidade fossem boas, vc ainda colocaria seus filhos em escola particular? Por que?


Eu colocaria em escola pública se esta fosse de qualidade. Eu gosto deste ambiente diversificado, com todo tipo de gente. Também acho legal as crianças morarem perto dos amigos, estudarem com os filhos dos vizinhos, participarem da vida do bairro.

As escolas que eu conheço em Toronto (2) são ótimas: os professores têm boa formação acadêmica e as escolas têm uma estrutura muito boa para trabalhar com alunos-problema. O ambiente escolar é muito mais relaxado que no Brasil e as crianças se divertem muito por lá. A menos que as coisas mudem muito nos próximos anos, eu nem penso em colocar meus filhos em escola particular.

 Eu não tenho informações precisas sobre as escolas particulares em Ontario, mas até onde eu sei, os alunos destas escolas não fazem nenhuma prova de avaliação como o EQAO. A qualidade é assegurada pela opinião dos pais de alunos. Também não sei qual o controle que o governo tem sobre o que é ensinado: uma escola que ensine criacionismo por exemplo, não serve para meus filhos.

Também não confio na indicação de ninguem. Já vi pais indicando escolas que a meu ver são ruins. As pessoas têm métodos muito subjetivos para avaliar o ensino de uma escola: eu particularmente gosto de coisas mais objetivas.

No Brasil eu jamais colocaria meus filhos em escola publica porque está mais do que provado que o ensino é ruim e que as crianças terminam o segundo grau com grande desvantagem quando comparadas com as crianças que fizeram escola particular.

Em Ontario, até onde eu sei, as crianças que estudam em escola pública terminam o segundo grau preparadas para estudar em qualquer universidade canadense.

As crianças que não têm este preparo, são crianças que apresentavam problemas pessoais fora da escola e teriam os mesmos problemas em qualquer escola. Só não sei o quanto a escola particular daqui investiria em uma criança problemática. No Brasil a gente sabe o que aconteceria!

Respondendo aos comentários:

- Ziza , eu tb concordo com o Sergio quanto aos brasileiros porque é mesmo dificil acreditar que um governo provem educação de qualidade. Mas em Ontario eu diria que dá pra confiar. É claro que quem faz a escola é o aluno, então nos bairros com mais problemas sociais ou cidades com uma população de nivel cultural inferior, a qualidade da escola vai ser pior.

- Claudia, eu entendo a sua revolta, mas pense que se as escolas da região onde vc mora são ruins, provavelmente a população desta região tenha outros problemas. Pense que as crianças que vão nesta escola "ruin" são so seus vizinhos, são as crianças que provavelmente vão abandonar a escola mais cedo e vão ficar vagando pelas ruas e arrumando encrenca.

Antes de chegar em Toronto, nós já tinhamos uma idéia muito bem definida dos lugares onde não queríamos morar. E a primeira coisa que a gente olhava antes de ir visitar uma casa para alugar eram as escolas da região. E uma coisa que eu aprendi aqui, foi que grande parte dos canadenses fazem o mesmo, ainda que não tenham filhos em idade escolar. Em um país onde todo mundo tem mais ou menos as mesmas oportunidades, a qualidade da escola está intimamente ligada ao nivel cutural dos pais e á violencia do bairro. É claro que existem exceções, mas eu optei por não arriscar muito em um país que eu nao conheço.

- Luciana: se eu entendi bem vc esta procurando uma escola que ensine ingles para seu filho. E acho que vc tem razao. Morar no Canadá e nao falar ingles é meio complicado, mesmo que vc passe a vida inteira em Quebec. É uma pena que o Canadá nao seja de verdade bilingue: nós temos duas linguas oficiais mas grande parte da população fala ou uma ou outra.

- Marilia, vc falando da escola da sua filha me vem em mente a escola dos meus filhos. Eles fazem muitas atividades lá, as salas são super pequenas, os professores sao muito dedicados e atenciosos (com algumas exceções, mas que ficou mansinha quando eu reclamei). Eles tem uniforme, que eu acho uma benção de manha, fazem varios tipos de passeios durante o ano, aprendem religiao mas de uma forma livre, sem pressões, sem fanatismo. O problema da escola particular é que não é pra todo mundo, primeiro porque vc tem que pagar, mas tb tem que ser selecionado, tem que responder às expectativas da escola e vai viver em um mundo paralelo como todas as crianças brasileiras vivem. Mas eu entendo o seu problema e te apoio, porque eu não admito gente que reclama e não faz nada para mudar. Para um bom rendimento escolar, as crianças têm que estar felizes e os pais tranquilos.

Mas é isso: eu percebo muita dificuldade dos brasileiros com a escola pública canadense. Acho que nós sofremos muito com as publicas brasileiras e é dificil tirar este trauma.

O sistema canadense não é perfeito e tem varias falhas evidentes. Mas de uma maneira geral funciona super bem, é organizado e meus filhos adoram. Levando em conta que na minha ruaos 4 jovens ( minha rua só tem idosos, rs) que estudaram em escola pública  entraram em boas faculdades (U of T, Ghelph e Queen's), acho que ainda dá pra arriscar, rs.





Feb 11, 2013

100 dias de aulas

Sexta-feira, dia 8, foi o 100 dia de aula deste ano letivo. As crianças do SK tinham que levar uma coleção com 100 coisas. Muita gente fez com adesivos, balas, moedas de 1 centavo, bolinhas de algodão. A Luisa fez com botões (eu dei as opções e ela escoheu, rs). Foram 100 botões diferentes separados por cor e/ou característica e ela costurou sozinha na cartolina!!! Não está se aguentando de alegria!!!


Perguntinha da semana

Se você tivesse muito dinheiro, mas as escolas públicas da sua cidade fossem boas, vc ainda colocaria seus filhos em escola particular? Por que?

Feb 7, 2013

Muito alem do peso

 
Eu assisti este documentario ontem e fiquei boquiaberta com tudo o que vi. Varias coisas chamaram muito a minha atenção e eu acabei fazendo as crianças assistirem varias partes do programa porque muitas vezes é dificil explicar a eles que nao da pra comer fast food e refrigerante todo dia.
 
Eu não sou xiita com comida, mas acho que estamos em uma crise terrivel em relação a alimentação. Eu vejo nos supermercados aqui no Canadá, carrinhos cheios de suplementos, enlatados e embutidos, comida congelada de todo tipo, tudo prontinho para colocar no microondas e consumir. E o mais triste é que esse tipo de comida é bem mais barato do que as frutas, verduras e os legumes.
 
As geladeiras estão cheias de promoções não saudáveis, mas quando as frutas estão em promoção, normalmente já estão feias e não duram muito na fruteira.
 
Outra coisa que me assusta é essa loucura por praticidade. Os pais ficam muito incomodados quando as crianças se sujam, as escolas se incomodam quando as crianças fazem sujeira no lanche e assim, as caixinhas e os enroladinhos de microondas acabam virando uma opção super conveniente para facilitar a correria da alimentação. No video tem até uma mãe explicando a facilidade da crianças tomar o Toddinho no carro de manhã. Outra mãe tenta se lembrar qual foi a última vez que a família fez uma refeição em casa, o outro comenta que as refeições são todas feitas diante da televisão, alias não é incomum as pessoas terem uma tv em cada cômodo da casa.
 
O barco da Nestle chega nas regiões isoladas do Norte do Brasil levando uma grande variedade de produtos: farinha lactea, leite ninho, bolachas, leite condensado, enquanto uma outra família explica que vc consegue comprar qualquer coisa nos mercados da cidade, menos frutas, legumes e verduras, que só tem em outra cidade.
 
E acompanhando as escolhas de alimentação destas pessoas todas, eu fui vendo crianças com pressão alta, trombose, problemas no coração e pulmonares, todos causados pelo sobrepeso. Crianças com exames de sangue que deixariam qualquer idoso preocupado com a propria saúde, mas eram exames de crianças!!!
 
Minhas crianças reclamam de algumas regras que eu imponho por aqui e muitos amiguinhos têm uma certa dificuldade em segui-las, mas eu não abro mão de algumas delas. Primeiro que aqui em casa nós temos apenas uma televisão, na sala. O DVD é ligado a ela, o wii também e o cabo também. As crianças precisam negociar o que vão fazer com a tv, assim como eu e o Sergio entramos na negociação.
 
Na sala de estar ninguem come! Quer comer alguma coisa, tem que ir para a mesa da cozinha. Muitos amiguinhos se servem na cozinha e já vao indo para a sala com seu pratinho e copo, mas eu nao me constranjo em avisar que aqui só se come na cozinha.
 
E a TV normalmente fica desligada durantes as refeições. Para esta regra em especial, eu abro algumas exceções. As vezes esta passando um filme diferente, um programa inédito e que eu sei que se eles perderem vao demorar para ver de novo... nestes casos eu até permito que eles comam assistindo tv, mas eles sabem que se se distrairem muito, eu desligo sem negociaçao.
 
E agora, já faz algumas semanas, eu institui o "pelo menos um pedaço" nas refeições das crianças. Tudo o que eu faço eles precisam experimentar pelo menos um pedacinho. As vezes a negociaçao é demorada e cansativa, mas aos poucos eles estao entendendo o espírito da coisa.
Cansei desta história de criança dizendo que não gosta sem nunca ter comido. E quando eu percebo que realmente o negocio não desce, eu pego leve. A Helena por exemplo, não gosta e nunca gostou de brocoli. Quando era bebe, ela  já torcia o nariz pra sopinha que tinha blocoli. Ok, ela esta liberada deste.
 
É irritante ver a criança comendo batata do mc donalds e nao querer comer a batata frita que eu faço em casa. Tomar suco de caixinha e não querer tomar o suco que eu faço com fruta fresquinha!!!
 
E depois deste documentário a vida deles vai piorar um pouquinho: vou começar comprar varios legumes e verduras diferentes para eles conhecerem e experimentarem. Uma criança tem que saber diferenciar um pimentão de uma abacate!

Mantendo o Português das crianças

- Mama, eu posso comer as sereias? - Acho melhor voce comer as cerejas!