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Primeiro post e uma das primeiras fotos no Canadá (em 2009)

março/2009
Apesar de São Paulo e São Pedro tramarem contra nossa ida nós conseguimos chegar no aeroporto a tempo. Na radio sul américa transito as notícias eram as piores possiveis, mas o encaixe do quebra cabeça já estava pronto e nem a chuva que inundou São Paulo neste dia 17 de março conseguiu nos segurar.

Foram 7 malas despachadas e mais 5 maletinhas de mão, sem contar as 3 malinhas sem alça (Edu, Helena e Luisa). O voo foi bem tranquilo, as crianças dormiram quase o tempo todo e quando estavam acordados se distrairam bastante assistindo desenho EM INGLÊS!!! Tivemos muita sorte pois o avião não estava lotado e conseguimos duas fileiras com três assentos cada uma, o que facilitou muito a acomodação das crianças. Eu e o Sergio passamos a noite nos revezando e foi uma troca-troca de lugares a noite toda que acabamos não dormindo nem um pouquinho.

A passagem pela imigração também foi super tranquila e a fila estava pequena. Tivemos muita sorte porque depois que fomos chamados a fila cresceu muito e dava até pena de ver as carinhas cansadas das crianças que devem ter viajado a noite toda e ainda teriam que esperar muito ali na fila.

Então, com todos os pacotes em mãos, o Sergio chegou à feliz conclusão de que precisávamos de ajuda e contratamos um senhor para levar nossas malas até o taxis. Pagamos CAD$18.00 mas valeu a pena porque o senhor que realizou o serviço foi muito prestativo e simpático. Em compensação os taxistas (precisamos de 2!!!) estavam mal humorados-mal educados; deu até raiva ter que gastar aquele dinheirão com eles, mas em determinados momentos não dá pra ficar fazendo malabarismos e precisávamos urgentemente chegar em algum lugar e descansar um pouco.

E como mesmo das situações ruins podemos tirar coisas boas... A van de um dos taxistas tinha uma coisa que nunca tinha ouvido falar antes (e acho que no Brasil ainda não tem): o banco de trás tem uma cadeirinha embutida; basta abaixar o encosto do banco e ele vira uma cadeirinha. achei a idéia maravilhosa porque não fica ocupando espaço no carro e não precisa ficar tirando sempre que algum adulto vai sentar ali. O único defeitinho dela é que quando a criança dorme a cabecinha fica sem ter onde se apoiar então acaba não sendo muito confortável para criança pequena, mas ainda assim é muito interessante e o taxista mal educado-mal humorado me disse que existem varios carros por aqui que já vem com este tipo de banco.

Apesar do azar com os taxistas estamos sendo muito bem tratados por todas as outras pessoas e tendo uma sensação de que somos bem vindos.

Estamos em um apartamento mobiliado de dois quartos muito confortável, em Mississauga. É uma espécie de apart hotel com serviço de limpeza uma vez por semana. E não preciso me preocupar com roupa de cama e de banho. Ainda podemos usar todas as facilities do prédio. A diária é um pouco carinha: CAD$95.00 mas eu achei que valia a pena o investimento para proporcionar o máximo conforto para as crianças. O dono do nosso apartamento é super simpático e prestativo e está sendo super tranquilo negociar com ele.

Não sei dizer ainda se quero ficar aqui em Mississauga mas a partir de amanhã vamos começar a pensar no assunto. Hoje o dia foi praticamente perdido porque estávamos (estamos) exaustos. Todo mundo dormiu quase o dia todo e as crianças ainda estão cansadas. Aos poucos estou desfazendo algumas malas e espalhando nossas coisas pelo apartamento. Fomos a um shopping agora a tarde que fica aqui perto mas o cansaço apressou a nossa volta e daqui a pouco todo mundo vai pra cama.

Ainda estamos meio abobados com tudo: quando o avião decolou eu tive uma sensação de tristeza muito grande. De repente pareceu que estávamos fazendo uma loucura, um ato impensado e um medo enorme tomou conta de mim. Mas quando o avião tocou o solo canadense parece que eu já tinha processado tudo e eu senti apenas uma profunda alegria de estar realizando este sonho.

Passamos o dia inteiro emocionados tentando ter certeza de que está acontecendo mesmo. Em varias situações um olhava pra cara do outro e alguém dizia aquela frase:

- Sim, nós já estamos no Canadá!