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As flores de plástico, não morrem...

... mas também não renascem na primavera e nem florescem 3 anos depois.

IMG_2468Quando nos mudamos para nossa casa aqui no Canadá, eu quis mexer no jardim inteiro. Acho que estava traumatizada porque nunca tinha tido um jardim para chamar de meu, com espaço e liberdade para fazer o que quisesse. No jardim da minha mãe eu não podia mexer, na minha casa no Brasil eu tinha 1  m² de terra e na casa que alugamos aqui no Canadá, o dono morria de ciumes do jardim.

Logo no primeiro mês eu sai cortando galhos, arrancando plantas e enchendo a terra de novas sementes. Pra ser bem realista, o jardim ficou um desastre porque quase nada nasceu e muito do que tinha eu acabei matado. Mas no ano seguinte, muitos brotinhos começaram a surgir da terra e eu fiquei com as esperanças renovadas de que teria muitas flores no verao.

Bem, de verdade, eu tive muitas flores, mas elas foram fruto do meu trabalho na primavera, plantando um monte de coisas novamente porque os brotinhos que surgiram, ficaram nas folhinhas e só.  No nosso segundo ano por aqui, muitos brotinhos apareceram de novo, agora com mais força, com galhos mais grossos e com cara de que o verão seria florido, mas não foi :(IMG_2467

Aguei aquelas plantas o verão inteiro, cobri do sol escaldante, olhei e conversei com cada uma delas até a última folhinha cair e só quando o inverno chegou foi que desisti e aceitei que aquelas plantas não dariam flores. Prometi, então que 2013 seria a última chance para todas elas. No próximo outono eu ia cortar tudo e plantar bulbos para todo lado, porque esses sim não têm medo de crescer, rs.

Mas as florzinhas espertinhas, entenderam o recado e estão floridas. Eu não canso de olhar para cada uma delas, coloco água todo dia e quando esta muito quente 2 vezes ao dia. Na hora do sol escaldante, eu cubro as mais sensiveis e fico cercando as crianças para que não cheguem perto dos meus bibelôs.

Agora eu sei, que sempre vale a pena investir naquela plantinha emperrada, que parece que nunca vai pra frente. Assim como na imigração, elas precisam de um tempo de adaptação ao novo "país" e só precisam de um pouco de cuidado e compreenção.