November 06, 2009

Meia furada: não pode!


Não sei se já comentei isto, mas aqui no Canadá todo mundo tira os sapatos para entrar em casa. Desta forma, todo mundo tira os sapatos quando entra na casa dos outros também. Muitas casas têm um closet perto da porta onde vc pode pendurar os casacos e deixar os sapatos guardados pra não ficar aquela bagunça na entrada da casa.

Na minha o closet não fica exatamente na porta, então os sapatos acabam ficando jogados na entrada, mas os casacos ficam no closet.

Ontem eu estava assistindo um jornal local e eles estavam na casa de uma família fazendo uma reportagem. Quando a camera mostrou a sala de estar onde a reporter fazia as perguntas, eu vi que todo mundo, inclusive a reporter, estavam descalços. A reporter estava sentada no sofá naquela "pose de reporter", anotando o que eles falavam com sua meia fininha e a filha do dono da casa um pouco mais à vontade com um dos pés no sofá.

E eu me lembrei que no dia em que fomos fazer o picking apple, eu estava em casa com uma meia super quentinhas mas furadinha no dedão do pé. Na hora de sair eu pensei em trocar de meia, mas ponderei que pra ir colher maçãs provavelmente na lama (tinha chovido uns dias antes) aquela meinha quentinha era mais do que adequada.

Sai com a minha furadinha mesmo pois nós só íamos passar em frente à casa da Renata e eu nem ia descer do carro. Acontece que quando chegamos na casa da Renata, o senhor marido dela e outro casal de amigos ainda não tinham chegado e eu acabei entrando na casa dela para esperá-los. Qual não foi minha surpresa quando tirei o sapato????

Exato: a meia com um furo no dedão do pé. Rapidinho eu puxei a meia pra frente, escondi o furo e fiquei meio que arrastando o pé para o furo não aparecer de novo, rs.

Ninguém percebeu, é claro, mas foi assim que eu aprendi que aqui no Canadá meia com furo não tem muita vez. A gente nunca sabe quando vai ser convidada a entrar na casa de alguém, né?


November 02, 2009

Vacinação com jeitinho brasileiro

Hoje de manhã nós decidimos ir ao Etobicoke Civic Centre tentar tomar a H1N1, ou pelo menos vacinar o nosso grupo de risco: Helena e Luísa. Chegamos lá mais ou menos umas 11 horas da manhã e entramos na fila. Haviam vários seguranças orientando as pessoas e ficamos sabendo que íamos entrar no prédio, falar com uma enfermeira, receber uma senha para voltar em outro horário para a vacinação.

Em mais ou menos 1 hora nós já tínhamos conversado com a enfermeira e pegado 4 senhas para voltar as duas horas da tarde. Nós bem que tentamos pegar uma senha para o Eduardo já que eles iam vacinar a família inteira mas a enfermeira disse que não podia, que ela tinha que ver a criança, que ele não era do grupo de risco, bla bla bla...

Então o Sergio me deu uma olhada "significativa" e resolvemos que eu ou ele não tomaria a vacina para que o Edu tomasse. Quando estávamos saindo, um segurança que estava ouvindo a nossa conversa com a enfermeira nos falou em off ir buscar o Edu e leva-lo a tarde.

Voltamos às duas com o Edu e eu tentei novamente conversar com uma outra pessoa que estava dando orientações e ela disse que era impossível porque ele não era do grupo de risco e somente crianças abaixo de 5 anos estavam sendo vacinadas. Disse também que apesar de termos 4 senhas somente as meninas iriam tomar a vacina.

Em menos de 30 minutos fomos atendidos novamente e recebemos 4 fichas para preencher; 3 de criança e uma de adulto. Conforme as pessoas terminavam de preencher a ficha já iam entrando na salinha e tomando a vacina. Não preciso dizer que demoramos um certo tempo para preencher tanta ficha, rs.

Quando já estavamos vacinados, o Sergio perguntou o que ele tinha que fazer para receber a vacina. E explicou (jeitinho brasileiro) que eu e as crianças tinhamos ido sozinhos de manhã (meia verdade) e por isso tinhamos só 4 senhas.

A moça pensou um segundo, chamou uma outra pessoa e com aquele tal olhar "significativo" perguntou se não teria uma ficha disponível para o "pai" também ser vacinado. Dalí a pouco volta a moça com uma fichinha verde e Sergio também ganhou sua dose de H1N1 atenuado.

As crianças receberam somente meia dose e então eles recomendam que recebam outra meia dose daqui há 21 dias. A Luísa foi a primeira e nem chorou, ainda mais quando viu um monte de pirulitos para ela escolher. A Helena fez um charminho mas também não chorou e se distraiu com o pirulito. Já o Edu fez a maior choradeira, coisa que nunca tinha feito antes. Infelizmente agora ele entende bem o que está acontecendo e fica com medo. Na segunda dose ele será com certeza o primeiro, rs.

Pra quem mora aqui na região eu acho que é um lugar bom pra se tomar a vacina. Apesar de todo mundo dizer que só quem tem prioridade está sendo vacinado, se vc tem filho com menos de 5 anos prepare-se porque provavelmente vc será vacinado também.

Agora vamos ver as reações nos proximos dias.

Psicologia infantil


Eu detesto, abomino, acho o cúmulo do absurdo ver certos pais chantageando um filho para conseguir que ele faça algo que não quer:

- Eduardo, se vc não comer eu vou ligar para a fulana avisando que nós não vamos mais!!!

Eu sempre prefiro conversar, contar uma história verídica, explicar porque é preciso fazer aquilo que eu estou pedindo, mas eventualmente o tempo e a paciência se esgotam e eu acabo tomando atitudes radicais.

- Crianças, venham aqui para cortar as unhas!!

Luísa e Helena chegam esbaforidas e brigando para ver quem vai ser a primeira. Elas adoram cortar as unhas. Já o Eduardo, detesta.

Não sei se algum dia eu o machuquei ou se foi algum outro trauma mas toda vez é a mesma ladainha: "não quero cortar", "vc vai me machucar", "então só o dedinho da mão", então só as unhas da mão", etc, etc...

Eu já pego o cortador preparada para longos minutos de negociação e muita conversa: explico que se a unha esta comprida vai encher de sujeira e que quando ele comer alguma coisa esta sujeira vai para dentro da barriga dele; explico que se a unha está muito comprida ela pode enroscar na meia ou em alguma outra coisa e pode descolar do dedo e que então vai ficar doendo muitos dias; e para cada explicação sempre o Sergio e eu temos uma história verídica do quanto sofremos com uma unha machucada.

Enquanto vou contando as histórias, ele vai se distraindo e eu vou cortando o que dá. Mas, as vezes ele não está mesmo a fim e não tem argumentação que dê jeito. Então, temos que tomar medidas mais drásticas:

- Tudo bem, então, se vc não cortar a unha vai ficar igual o Zé do Caixão!!!

- Quem é o Zé do Caixão?

- É um homem que tem uma unha enooorme!!! A unha dele é meio escura e vai fazendo uma curva assim ó: parece que vai entrar na mão dele! (descrição com muitos gestos e caretas, pra ficar bem impressionante).

Ao mesmo tempo que explicava como as unhas do Zé do Caixão são nojentas, eu já prendi os pés dele entre as minhas pernas e fui cortando sem parar de falar. E já está prometido: amanhã vou mostrar umas fotos bem bonitas das mãozinhas do José Mojica pra ver se ele entende porque eu insisto tanto para que ele me deixe cortar as suas unhas.


November 01, 2009

Nosso primeiro Halloween

Sem dúvida nenhuma esta será sempre uma das datas mais esperadas pelas crianças. Além do divertimento de se fantasiar, coisa que eles adoram; ainda tem os doces, outra paixão.

Na sexta-feira, já entramos em ritmo de Halloween com as comemorações na escola do Edu e na minha escola de inglês. Apesar do tempo horrível, o Edu se divertiu muito na escola com sua fantasia e as brincadeiras, além é claro, de ter chegado em casa com um monte de docinhos.

No dia 31, nós fomos a uma festa de Halloween com várias brincadeiras e DOCES e quando chegamos em casa fizemos o Trick or Treating aqui na nossa vizinhança com alguns amigos.

Eu estava achando que ia ser um fiasco porque não vi nenhuma movimentação pela vizinhança a semana inteira, mas me surpreendi com o número de vizinhos que participaram. O truque é deixar a luz de fora acesa se quiser que as crianças venham pegar os docinhos. Quase todas as casas da rua estavam com a luz acesa e foi muito divertido acompanhar as crianças.

O Sergio e eu nos revezamos, enquanto um acompanhava as crianças o outro ficava em casa distribuindo os doces, assim nós dois pudemos nos divertir.

Uma coisa interessante na escola do Edu foi perceber como algumas pessoas são radicais. Muitos alunos faltaram da aula para não participar da Parade que ia ser feita no pátio da escola. As crianças iam simplesmente desfilar com suas fantasias e se divertir comendo docinhos. Não entra na minha cabeça como uma festa como esta pode ser pecaminosa ou prejudicial.

Ainda que no seu início tenha sido uma festa pagã e que os enfeites das casas tenham temas falando de morte, gato preto, bruxas e coisas assim, não vejo em que isto pode prejudicar a fé ou o comportamento de alguem.

Foi uma brincadeira super divertida e que as crianças vão esperar ansiosas para que tenha de novo!

Agora, o negócio é já começar a pensar no natal porque as lojas já estão cheias de enfeites natalinos. Um pouco cedo na minha opinião, mas tem cada coisa linda!!!

Eu acho que este ano vou fazer minha decoração toda com doces e balinhas porque tenho que dar um fim nesta tonelada de guloseimas que recebemos ontem.

October 30, 2009

Hipocrisia

-Assistir os programinhas da Luciana Gimenes com aquele monte de mulheres fruta semi-nuas, pode.

-Acompanhar o Pânico na TV com a Sabrina Sato e outras amigas em roupas mínimas, pode.

-Não perder um concurso da mulata mais "talentosa" no Caldeirão do Huck, pode.

-Não perder um baile funk e saber todas as coreografias "sensuais", pode.

-"Ficar" com o primeiro fulano que aparece na sua frente na balada, pode.

Agora na faculdade, um ambiente familiar, uma minissaia realmente é inapropriado.

Não estou defendendo a menina. A minissaia era muito curta mesmo. Mas muito curta para ser usada em qualquer lugar. Eu sou absolutamente contra esta "sexualização" que está acontecendo já faz algum tempo, em que se perdeu totalmente o senso do ridículo. As pessoas não sabem mais qual a diferença do sensual para o vulgar.

Eu, que geralmente sou muito liberal, fico horrorizada em ver as roupinhas mínimas que as meninas usam para ir pra "balada". E fico ainda mais horrorizada em ver a idade das meninas com estas roupas. Abomino ver crianças dançando estes funks baixaria e os pais aplaudindo como se fosse a coisa mais linda do mundo.

Mas o que fizeram com a estudante da Uniban foi muito mais do que hipócrita. É vergonhoso ver como os jovens são conservadores. No escurinho, atrás da porta, misturados na multidão pode tudo. Mas no convívio social temos que manter a velha imagem preservada. É exatamente a mesma preocupação que os antigos tinham em relação à imagem das suas filhas: "o que os outros não vão pensar?!".

Será que estes jovens que "apedrejaram" a minissaia da menina realmente podiam atirar a primeira pedra? E eu que pensava que a maioria dos homens gostasse de mulher. Depois as cidades ganham fama e o pessoal reclama, rs.

October 27, 2009

Swine flu: esqueçam as teorias de conspiração


Talvez eu seja uma pessoa muito inocente que vive flutuando perdida pela Terra sem ter consciência das coisas horrososas que estão sendo tramadas às minhas costas. Mas sabe que eu prefiro assim? Estou cansada destas teorias conspiratórias que os governos, pesquisadores, gente poderosa e má ficam tramando para destruir a humanidade.

Com o aparecimento da gripe suina muitas histórias já apareceram pela internet e pra meu espanto, estas histórias não correm somente entre as cabeças brasileiras; parece ser um fenômeno mundial.

Meu Landlord está tentando "abrir meus olhos" para este complô que os EUA fizeram, criando este vírus com o objetivo de diminuir a população mundial. Como aparentemente o vírus não saiu assim tão fatal quanto eles imaginavam, eles produziram então esta vacina para terminar o trabalho que o vírus sozinho não conseguiu realizar.
O que me adimira é que os Estados Unidos queira começar a diminuir a população no seu próprio quintal.

A outra história que vi circular por aí dizia que foi tudo um plano para matar o presidente dos Estados Unidos. Como é que é??? Deixa eu ver se entendi direito esta história: eles criam um virus no México para matar o presidente americano à custa de uma pandemia? Não tinha um jeito mais fácil ou eu estou flutuando mesmo?

O fato é que milhões de histórias deste tipo já foram criadas e nunca nada foi provado: o Tancredo Neves foi assassinado, o acidente da princesa Diana foi planejado pela rainha da Inglaterra e muitas outras que não me lembro no momento. Vc se lembra de alguma?

Só que neste caso específico, eu acho que a brincadeira pode se transformar em uma coisa realmente séria. Eu vi uma "blogueira da área da saúde" falando há algum tempo atrás que a mídia do Canadá faz muita tempestade em copo d'água e que a gripe suína não era assim tão perigosa. Além disso, ela dizia, que a gripe normal também mata. Não sei a opinião dela diante das 1380 pessoas que morreram de gripe suína no Brasil.

Bom, tudo isso pra dizer que a Swine Flu apareceu aqui em Toronto matando um pré-adolescente aparentemente saudável. Hoje foi iniciada a campanha de vacinação de todos os residentes de Ontário e aparentemente muita gente está decidida a não dar a vacina aos seus filhos: meu landlord por exemplo.

Eu não vou fazer propaganda da vacina, apesar de todos saberem minha opinião. Estou conversando com a pediatra das crianças e juntos estamos decidindo o que é melhor para minha família.

Meu conselho para todos os moradores aqui do Hemisfério Norte é: leiam, se informem. Procurem orientação com os médicos de sua confiança, procurem informações em sites confiáveis, de origem segura e pensem bem antes de tomar qualquer decisão.

Não deixe que um autor de blog comande as suas vidas. Lembre-se que a pessoa que está por traz do blog é alguem como vc, mas que vc não conhece. Não acredite em tudo o que eu digo só porque eu disse: pense no senso das coisas, veja se as informações fazem sentido. Cuidado com estas correntes conspiratórias: elas mais confundem do que auxiliam em alguma coisa.

Neste momento não importa muito de onde veio este virus e nem qual o objetivo da sua criação. Ele já está matando. Avalie o risco e tome a sua decisão. Eu estou torcendo para que este pesadelo passe logo e possamos voltar a reclamar dos problemas brasileiros, rs.

PS: só por curiosidade: vc vai tomar a vacina (ou tomaria?)

October 25, 2009

É tão lindo que dá vontade de chorar


O outono chegou com força total esta semana e bastou não sair de casa um dia para encontrar as ruas com outra cara. Meu bairro está todo alaranjado e o chão forrado de folhas. Ainda com as terríveis lembranças de bueiros entupidos e enchentes, a gente fica pensando o que fazer com tanta folha.

Mas o espetáculo é lindo e nós não nos cansamos de rodar por aí fotografando tudo. É uma pena que a máquina fotográfica ainda não consiga captar o que só o olho da gente consegue ver. Não dá pra descrever, não existem palavras, não adianta filmar. É uma verdadeira transformação que a mãe natureza sofre para se preparar para mais um inverno.

Tudo bem que o fundo do meu quintal se transformou em um verdadeiro tapete de folhas e nem 10% delas caíram da minha árvore, mas ainda assim tudo é muito lindo e eu já fico imaginando o tipo de árvore que vou querer no meu jardim quando eu tiver a minha casa própria, rs. Juntar folhas naquela paisagem linda tem sido muito prazeiroso, mesmo com 4°C.

Como eu sempre digo e agora as crianças repetem: "É tão lindo que dá até vontade de chorar!"

October 22, 2009

Apresentação do Eduardo


O Edu chegou em casa todo animado hoje à tarde. A professora disse que a apresentação foi muito boa e que ele se saiu muito bem. É claro que ela o ajudou na leitura do livro e provavelmente na explicação das coisas que ele levou. Sem contar que ele tem a amiguinha brasileira que faz algumas traduções para ele, rs.

Eu fiz uma colagem com algumas fotos dele desde a maternidade até a nossa vinda para o Canadá. Também mandei um cartão que os amiguinhos da escola do Brasil fizeram pra ele com uma foto de toda a turma e da professora Renata, que é um amor.

Quando cada um deles nasceu eu montei uma pastinha com várias coisinhas que vou guardando como a vela do batismo, a primeira chupeta, o primeiro cabelinho que cortei, a primeira escova de dentes e todas as velinhas dos aniversários; até os testes de gravidez que fiz em casa estão na pastinha, rs. Deixei que ele escolhesse o que queria levar e ele levou o cabelinho, a escova de dentes e a velinha do primeiro aniversário.

Quando perguntei se ele queria levar a primeira chupeta também (o primeiro amor da vida dele, rs), ele pensou um pouquinho e depois disse:

- Hummm, acho melhor não!!!

Tambem mandei uma foto da nossa família (que está ilustrando o post) e lá foi ele todo animado.

Confesso que passei o dia pensando nele, porque eu fico muito nervosa quando tenho que fazer algum tipo de apresentação. Mas se deus quiser ele vai ser bem diferente de mim.

O fato é que estamos muito orgulhosos do nosso menino. Eu fico impressionada com a coragem que ele tem de chegar em uma escola sem conhecer ninguem, sem falar o idioma e, em menos de 2 meses já fez uma apresentação, leu um livro para a turma e já entende tranquilamente o que a professora diz. E sempre assim: como se fosse a coisa mais natural do mundo, na maior alegria e animação!

PS: Ma obrigada pelo elogio mas nunca pensei em ser escritora. Vou pensar no assunto, rs. Mas como sou meio perfeccionista com o que escrevo, acho que só conseguiria escrever um único livro e, com publicação póstuma, rs.

October 21, 2009

Sonhar em inglês

Bom este é o meu sonho: conseguir sonhar em inglês. Mas enquanto não consigo realizar o meu sonho vou me divertindo com o Edu.

Agora há pouco ele estava falando enquanto dormia. Falava coisas que não dava pra entender até que de repente ele começa pedir socorro: em inglês!!! E então eu percebi que ele estava falando em inglês, rs.

Mas até entendo o que aconteceu: amanhã ele terá uma apresentação na escola. Pois é, nem fala o idioma e já terá uma apresentação para a classe.

Ele fez, com a ajuda do Sergio, o timeline da vida dele contando e desenhando os principais acontecimentos desde que ele nasceu. Agora estou imprimindo algumas fotos para ajudar na ilustração do trabalho. Além disso, ele tem que levar um livro que ele goste para ler para a classe.

Nós o ajudamos a escolher um livrinho em inglês bem facinho pra ele conseguir ler e treinamos algumas vezes com ele hj.

Mesmo o tranquilizando, ele está bem ansioso e preocupado com a apresentação. Está aí o motivo destes sonhos agitados em inglês.

October 17, 2009

Frio e Calor

Eu sempre reclamei do frio no Brasil, isto porque em São Paulo a gente passa muuuuuito frio. Pelo menos na minha casa nunca teve aquecimento e eu detesto ficar cheia de blusas dentro de casa, então ficava mal agasalhada e reclamando.

Pra compensar, no verão, eu me proibia de reclamar do calor. Eu sempre ficava com aquele sorriso de felicidade estampado pra não dizerem que sou reclamona, mesmo quando minha pressão estava lá embaixo e eu mal conseguia ficar de pé.

Quando comecei contar para as pessoas que viria morar no Canadá depois do choque inicial todo mundo me perguntava:

- Mas se vc não gosta de frio porque escolheu justamente o Canadá?

Na verdade, não é que eu não goste de frio. Eu não gosto é de passar frio. Mesmo agora com as temperaturas acima de zero grau eu já estou usando meu casaco preparado para -30°. Já ando de cachecol o tempo todo, meia grossa, luvas e quando as temperaturas estão abaixo de zero pela manhã eu já coloco uma segunda pele sob a calça.

É bem verdade que as vezes eu passo um pouco de calor mas eu prefiro, até porque posso tirar a maioria das coisas assim que entro em qualquer lugar fechado e em casa posso ficar à vontade só de jeans e camiseta.

Quer dizer, uma pessoa normal fica assim... o Sergio e as crianças, chegam em casa e já vão arrancando os casacos, meias, luvas, moletons, etc. Eu ainda fico um tempinho a mais com o casaco e vou tirando tudo aos poucos porque realmente sinto muito frio.

Eu me sinto muito confortável nos 24° mas se a temperatura da casa chega nos 23° todo mundo começa suar e ficam reclamando que está calor. Então decidimos manter a casa nos 21° e eu fico de blusinha e meinha o tempo todo, rs. Coisas da democracia!!!

Na verdade estamos constantando que nunca passamos tanto calor na vida como temos passado por aqui. Como marinheiros de primeira viagem a gente sai de casa com todos os acessorios e quando chega nos lugares fica com preguiça de carregar tanta coisa e acaba passando calor.

Mas fiquem tranquilos que já estamos aprendendo: ultimamente eu tenho ido pra aula de ingles de camiseta, casacão e cachecol. E as meninas vão com uma blusinha bem fininha também. Como vamos de carro nem dá tempo de sentir frio e assim podemos tirar o casaco e não passar calor durante as aulas. Porque sair do Brasil pra passar calor no Canadá é demais, né?

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